quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Domingo tem Corinthians x Santos,
o maior clássico paulista


Este ano, Timão e Peixe jogaram quatro vezes: uma vitória de cada um e dois empates. Mas o Santos ganhou a decisão do Paulistão


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Foto: Santos F. C./Divulgação

Esta é uma semana de Corinthians x Santos, nessa ordem porque o mando é do time da capital, no Pacaembu.

Na minha opinião, esse é o maior clássico dos clássicos paulistas. Ao contrário dos corintianos da geração mais nova (hoje entre 20 e 30 anos, que têm no São Paulo F. C. o principal rival), para mim e minha geração, como para a geração do meu pai, Santos x Corinthians é o maior clássico paulista*, o mais cheio de histórias. Digo geração de meu pai, e não ele mesmo, porque seu Oswaldo é palmeirense, e não corintiano. Porém, foi ele quem me levou pela primeira vez ao estádio, num dia frio e de garoa de 1971, para ver Santos 1 x 1 Corinthians, com Pelé e Rivelino em campo. Não me lembro de nada, era muito criança, só do deslumbre, a magia de ver o campo verde e enorme.

Mas seu Arnaldo, que tem os mesmos 82 anos do meu pai, tripudiou com júbilo quando o seu Corinthians eliminou o Santos na semifinal do Paulistão 2001, com aquele gol espírita de Ricardinho, maledeto. No bar do Sony, na avenida Alfonso Bovero, no Sumarezinho em São Paulo, disse ele na ocasião, com os olhinhos vibrantes e expressando uma raiva purgada: “Bem feito! Isso é procês pagarem!”

Esse (de 2001) é apenas um entre muitos fatos históricos do embate. Tem os 11 anos do Timão sem ganhar do Peixe; o gol de Paulo Borges que quebrou esse tabu; outro tabu, o de Robinho, que nunca perdeu para o rival; os 7 a 1 que os corintianos acham o máximo, mas que foi um acidente provocado por um elenco rebelado...

Mas não quero falar das ricas histórias do clássico dos alvinegros, pois me faltaria tempo hoje. Este post serve mais [para] lembrar os últimos confrontos entre os times, em 2010 e 2011.
Seguem, abaixo, os resultados dos dois períodos. Os linkados remetem às postagens neste blog dos respectivos duelos.
2011______________________________________

Paulistão - Primeira fase

Corinthians 3 x 1 Santos - 
Post“Crônica de uma derrota anunciada” (mais um papelão de Adilson Batista, então técnico santista)

Paulistão - Finais

Corinthians 0 x 0 Santos 
Santos  2 x 1 Corinthians (Santos de Neymar bate Corinthians e é campeão paulista)

Brasileirão 2011

Santos 0 x 0 Corinthians - Santos e Corinthians homenageiam Walter Abrahão na Vila, um dos piores confrontos entre os times de que me lembro.

2010______________________________________

Paulistão – primeira fase

Santos 2 x 1 Corinthians - Santos de Neymar e Marquinhos bate Corinthians de Felipe. Nesta partida, os jogadores do Timão saíram de campo revoltados e reclamando das atitudes dos meninos da Vila, ameaças de revide na próxima partida. Mas o Corinthians não foi nem classificado para as finais. Diante da grita e reclamações corintianas contra as dancinhas dos garotos, o chapéu de Neymar em Chicão com o jogo parado, José Trajano disse na ESPN Brasil: 
"O Santos está sendo acusado de jogar bonito".

Brasileirão 2010

Corinthians  4 x 2  Santos - 
“Tem que perguntar pra ele o que Dorival Junior quer fazer”

Santos 2 x 3  Corinthians - 
Com vitória na Vila Belmiro, Corinthians fica mais perto do título. Como se viu, o Timão chegou só perto do título, no ano do centenário.

*PS (atualizado às 15:25): Para ficar mais claro: para a maioria dos santistas, o clássico com o time do Parque São Jorge é o maior de todos. Para os corintianos, a maior rivalidade, entre as gerações mais jovens, varia. Para uns, é Palmeiras; 
mas, para a maioria dos corintianos, pelo que vejo, o arqui-rival é o São Paulo. Ao contrário das gerações anteriores de torcedores do Timão, que tinham no Santos o maior rival.

[atualizado à 01:43 de16/09]

8 comentários:

Olavo Soares disse...

Maretti, minha lembrança em relação a você e ao clássico é aquele terrível Santos 2x3 Corinthians de 2005, o jogo remarcado após a palhaçada do cancelamento das 11 partidas. Lembrança triste, merda, horrível, mas que tem uma pontinha de saudosismo por fazer lembrar do trabalho no Visão.

Edu Maretti disse...

É, o famoso "jogo que não deveria ter existido".

Era um dia de fechamento, e a cada gol, de Santos ou Corinthians, você dava um murro na mesa que assustava todo mundo na redação.

Inesquecível - haha

Felipe Cabañas da Silva disse...

Para os corintianos da minha geração, a década de 1990 se encerra com uma grande rivalidade no Derby paulista, que tem episódios marcantes e dolorosos, como a eliminação por dois anos seguidos da libertadores pelo Palmeiras, e aquela pancadaria campal no Paulista de 99 (http://www.youtube.com/watch?v=3rGTA_lfpXU).

Depois se inicia a década de 2000 e o São Paulo coloca um tabu de mais de 4 anos no Majestoso que depois o Corinthians devolve. Aí vem o pretenso gol 100 do "chato pra c*******" (valeu, Neymar e Milton Leite) e agora o recente massacre no Pacaembu. Fora isso tem a disputa fora das quatro linhas, já que o "timinho sem estádio da Marginal sem número" vai sediar a Copa no lugar do "imponente e soberano" Morumbi. A rivalidade do Majestoso me parece que está mais à flor da pele, mas é só um acontecimento futebolístico de peso pra alterar isso tudo. Suponhamos que haja um encontro entre Corinthians x Santos num mata-mata de Libertadores, e aí se coloca a rivalidade no prato do dia de novo.

É interessante que ora o maior clássico de SP é considerado Corinthians x Santos, ora Corinthians x Palmeiras, ora Corinthians x São Paulo. O Corinthians, timinho pequeno sem estádio que é, está sempre no meio. Que coisa interessante. rsrs

Edu Maretti disse...

A propósito do "chato pra c*******", Felipe, só pra lembrar, eu postei esse vídeo do Milton Leite no blog, em fevereiro do ano passado. Link abaixo...

http://fatosetc.blogspot.com/2010/02/rogerio-ceni-e-chato-pra-car-diz-milton.html

Paulo M disse...

Esse negócio de "o melhor clássico" é relativo. Não sei qual o mais tradicional, mas pra mim o mais empolgante depois de Palmeiras x Santos pode ser qualquer um, desde que o Santos, em 1958, ganhou do Verdão de 7 a 6 e os dois times mataram pelo menos dois cardíacos nas arquibancadas. É assim até hoje, com jogos abertos e imprevisíveis, como o que o Palmeiras, 50 anos depois, bateu o Peixe de Neymar, Robinho e Paulo Henrique na Vila por 4 a 3 depois de tomar 2 a 0, fora de casa, de um time quase imbatível. É curioso como o futebol guarda tradições. Mas domingo sou mais o Peixe, até por querer puxá-lo pra minha brasa.

Edu Maretti disse...

Paulo, em 14 de março de 2010 eu postei um texto aqui intitulado "Santos x Palmeiras – Clássico de tradição e grandes jogos", a propósito de uma peleja que aconteceria pelo Paulistão no mesmo dia, um domingo:

http://fatosetc.blogspot.com/2010/03/santos-x-palmeiras-classico-de-tradicao.html

O jogo foi aquele 4 a 3 pro Palmeiras, jogo sobre o qual você escreveu um post neste blog:

http://fatosetc.blogspot.com/2010/03/justo-sim-palmeiras-entrou-em-campo.html

Enfim, Santos x Palmeiras é (quase) sempre um jogaço.

Uma vez eu encontrei o Arce, então lateral do Palmeiras, na agência Sumaré da Caixa Econômica Federal. Eu perguntei a ele:

- É verdade que vc tá saindo do Palmeiras?

Ele desconversou, e eu disse:

- Tomara que saia. Você faz gol no meu Santos!

Ele riu meio sem graça. Eu ri meio sem graça.

Mas foi engraçado. Totalmente amistoso e simpático, da minha parte e da parte dele.

Gabriel Megracko disse...

Quase sem tempo para uma boa profecia, os coríntios vão ter que segurar, senão a terra vai abrir e a água vai passar e inundar o Brasileiro... porque o peixe vem grande, BABANDO!

Alex Falcão disse...

Nos anos 90 o clássico entre Corinthians x Santos deu uma esfriada. Mesmo com toda a história, o momento dos times conta muito nessa rivalidade. De 2009 prá cá, Santos e Corinthians foram os unicos paulistas que ganharam e que disputam titulos no momento. Hoje é a mais competitiva dentro de campo, mas a rivalidade entre Corinthians x São Paulo está muito forte entre as torcidas.
O 7x1 não foi só um acidente de percurso. O Corinthians atropelou o Santos (que estava em crise). Tevez e Nilmar acertaram tudo naquele dia.