Mostrando postagens com marcador Messi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Messi. Mostrar todas as postagens

domingo, 18 de dezembro de 2011

Aula do Barcelona termina só 4 a 0


Palmas para o Barcelona, que deu uma aula de futebol, como aliás vem dando faz tempo. Pelo menos os santistas temos a experiência de ter no currículo uma derrota acachapante para o melhor time do mundo. O placar de 4 a 0 foi até pouco. O time de Valdés; Puyol, Piqué e Abidal; Busquets, Xavi, Iniesta e Fábregas; Daniel Alves, Messi e Thiago (que jogou pelas ausências de David Villa e Alexis Sanchez) é um dos maiores que já vi jogar.

Barça comemora primeiro gol, do camisa 10

É como se fosse uma evolução, uma versão mais amadurecida do maravilhoso Ajax e da seleção da Holanda de 1974. Que só era mais espetacular do que o Barça de hoje porque tinha um futebol mais avassalador, e por isso entrou para a história como a Laranja Mecânica de Cruyff, Neeskens, Rep, Krol, Haan, Suurbier e companhia, que os mais jovens, para azar seu, não conheceram.

Mas, se o Barcelona é um esquadrão para o qual perder é o normal, como bem sabem Real Madrid, Manchester United e tantos outros, a forma como o Santos foi derrotado é que incomoda, e o incômodo ficou estampado na cara de Neymar após o verdadeiro vareio de bola, que vai ficar guardado nas nossas retinas santistas tão fatigadas.

É que o time de Muricy caiu com uma postura pusilânime. A começar pela escalação e esquema tático, no 3-5-2, que (não há santo que me convença do contrário) não casa com o futebol brasileiro. E a opção parece ter sido feita meio de improviso, de repente. Vai ver que Muricy resolveu acatar a sugestão de Paulo Vinícius Coelho. O time ficou seis meses cozinhando o Campeonato Brasileiro para chegar no jogo do ano como se seu próprio treinador estivesse perdido. E estava.

E, cá entre nós, se você tem Elano e Henrique no elenco, não consigo enxergar por que escolher Henrique, cujo nome praticamente não foi pronunciado na narração. Mas, também, de que adianta Elano, artilheiro do campeonato paulista, jogar atrás como um mero marcador?

Veja os 4 a 0 e o show de Messi




Futebol hipnótico

De fato acho que não se pode agora cair de pau no Santos, que afinal termina a temporada com os títulos paulista e da Libertadores. Mas também não dá para varrer os erros para debaixo do tapete. Se eu sempre me refiro ao complexo de vira-lata da imprensa brasileira, não posso me esquivar de dizer que o Peixe entrou em campo contaminado por esse complexo. Encarou o Barcelona com medo, como a rã hipnotizada pela lanterna do caçador. De fato, o futebol do Barcelona é hipnótico, mas no time de Neymar ninguém brilhou nem nos momentos em que teve chance de fazer um golzinho que fosse. A postura de Ganso chamou a atenção pela apatia e falta de movimentação. Um jogador estático. A idéia do time como um todo parecia ser assistir Messi, Xavi e Fábregas estraçalharem a zaga santista.

E Pep Guardiola deu uma declaração no mínimo importante: disse que o futebol requintado de passes certos e futebol envolvente antigamente era o brasileiro. Onde foi parar esse futebol?, nos cabe perguntar. Soa agora o máximo da ironia dias atrás Muricy ter afirmado que Guardiola só ganharia nota 10 (“minha”, disse o brasileiro) “quando trabalhar no Brasil e for campeão". Será que não seria mais aconselhável Muricy ir para Barcelona fazer um estágio lá, para ver se relembra o futebol brasileiro esquecido?

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

"Neymar é muito mais criativo que o Messi", diz Sócrates

Reprodução
Sobre um dos assuntos desse fim de ano, Neymar versus Messi, estou em boa companhia. Afinal, a posição que o Doutor Sócrates manifestou no "Cartão Verde" de ontem é muito parecida à que eu defendi anteontem em acalorado debate nos comentários a post anterior deste blog.

Se o Doutor falou, falado está.

Do Uol Esporte

Com a proximidade do Mundial de Clubes e a revelação dos indicados à Bola de Ouro da Fifa, o duelo Neymar x Messi esquenta nas mesas de debate. E uma das análises mais criativas veio do Doutor Sócrates. Na hora de comparar os craques, ele usou outro esporte para lembrar que há uma grande diferença em ser um grande jogar no Santos e no Barça.

"
O futebol é coletivo, e Messi joga no melhor time do mundo. O Neymar não. Isso faz muita diferença”, afirmou ele, no “Cartão Verde”, da TV Cultura. “Se fosse numa partida de tênis, um contra um, eu apostaria no Neymar. Ele é muito mais criativo que o Messi.”

“O Neymar tem que ficar aqui no Brasil por causa do carisma dele. Ele é personagem do Brasil. Ele tem um público próprio”, adicionou Sócrates, que contou com apoio de Birner. “O Neymar é o único craque de verdade, na prática, do futebol brasileiro hoje.”

PS (às 14:13):

Da coluna de Mônica Bergamo de hoje (3 de novembro):

Por um fio 2
Neymar tem "contrato pronto na pasta" para assinar com o Real Madrid - o que ainda não fez, ao contrário dos boatos que circulam. Mas um bom número de conselheiros dele acha que deve resolver logo a questão -em favor dos espanhóis.

domingo, 17 de julho de 2011

Celeste mata Argentina de Messi; São Paulo contrata Adilson; Santos bate o Galo


RESENHA DE SÁBADO


O Uruguai de Forlán e do goleiro Muslera elimina nos pênaltis a Argentina de Messi e Carlitos Tevez da Copa América, na Argentina; o São Paulo contrata Adilson Batista, o "plano G"; e o Santos, num joguinho sofrível, derrota o Atlético-MG por 2 a 1.

1. Uruguai despacha Argentina - Num jogo espetacular no Estádio Brigadeiro Estanislao Pérez (Cemitério dos Elefantes), Santa Fé, a Argentina do endeusado Lionel Messi (de quem não sou fã) caiu diante do Uruguai do técnico Oscar Tabárez, de quem sou fã, responsável pelo projeto que levou os uruguaios ao quarto lugar da Copa do Mundo de 2010 e à, até aqui, semifinal da Copa América. Para quem não sabe, Tabárez comanda o trabalho de base da Federação Uruguaia que envolve todas as seleções, um projeto que valoriza a educação, para além do esporte. O ressurgimento do futebol da Celeste Olímpica não se dá por acaso.

No jogo em si, com dez jogadores durante quase todo o segundo tempo, o Uruguai ainda assim foi melhor. Seu goleiro Muslera fez uma partida antológica. Na prorrogação, a Argentina foi para cima, mas não conseguiu o desempate. O triunfo coroa uma atuação heróica da seleção de Diego Lugano, Forlán e Luizito Soares. E Messi termina a Copa América como encerrou a Copa do Mundo: sem nenhum gol pelo time de seu país, apesar de boa parte da mídia brasileira tratá-lo com um embasbacamento ridículo.

Na disputa de pênaltis, depois de 1 a 1 nos 90 minutos do tempo regulamentar mais 30 de prorrogação, Tevez, o jogador “mais popular” da seleção argentina, perdeu a cobrança que custou a desclassificação de sua seleção. Acontece, grandes jogadores perderam pênaltis decisivos (Zico, Sócrates etc). Não é por esse erro que Tevez vai ser maior ou menor do que é, mas definitivamente não é um jogador que vale os 40 milhões de euros que o Corinthians diz estar disposto a pagar pelo seu “passe”. Hoje, por exemplo, entrou muito mal no jogo, no lugar do ineficiente Aguero, e não acrescentou nada. Na Europa, Inglaterra, nunca brilhou.

Veja abaixo os gols da partida e a disputa de pênaltis:




2. Adilson Batista no São Paulo - Posso queimar a língua, mas a contratação do treinador Adilson Batista pelo São Paulo promete... para as torcidas rivais. Com campanhas péssimas por Corinthians, Santos e Atlético-PR de 2010 para cá, Adilson era o “plano G” do São Paulo, que não conseguiu, por um motivo ou outro, contratar Dunga, Cuca, Autuori e Dorival Júnior.

No Santos, por pouco ele não jogou pela janela os milhões que o clube investiu, perdendo a Libertadores já na primeira fase. Um vexame que a diretoria santista evitou ao demitir o treinador com a rapidez necessária. Com sua demissão, o time da Vila começou a arrancada rumo o tri continental com a vitória de 3 a 2 sobre o Colo Colo na Vila, ainda comandado pelo interino Marcelo Martelotte.


Foto: Divulgação/ Santos FC
 Adilson Batista estava desempregado desde 25 de junho passado, quando foi demitido do Atlético-PR após seis rodadas do Brasileiro, com cinco derrotas e um empate.

Acho que, se a diretoria do São Paulo tivesse um pouco de paciência, em duas ou três rodadas poderia contratar Dorival Júnior, que está desgastado no Galo, derrotado pelo Santos na Vila neste sábado, por 2 a 1. Abaixo.

3. Santos 2 x 1 Galo - A vitória do Peixe sobre o Atlético-MG de Dorival Júnior entra nesta resenha apenas para registro. Foi um jogo muito fraco, mas os três pontos foram importantes para o alvinegro da Vila, que, com gols de Danilo e Borges (de pênalti), chegou a 11 pontos e ao 13° lugar, com dois jogos a menos, devido às partidas adiadas com Corinthians e Fluminense, que serão em agosto.

Supondo que o time de Muricy vença essas duas partidas que faltam, e que devem ser na Vila Belmiro, somaria 17 pontos, e figuraria em quinto lugar na tabela. Já o Atlético-MG, com 11 pontos, está hoje no modesto 15° lugar.

Os gols do jogo:



Amanhã, domingão, tem mais.

Atualizado às 15:17

domingo, 29 de maio de 2011

A vitória arrasadora do Barcelona e o sonho do duelo Messi x Neymar

Diante do ainda chocho Campeonato Brasileiro, a luz do fim de semana foi a espetacular vitória do Barcelona por 3 a 1 sobre o Manchester United, conquistando seu quarto título da Liga dos Campeões, que antigamente se chamava Copa dos Campeões da Europa.

Van der Sar não alcança o chute
de Villa: 3 a 1/ Foto: Reprodução
Poucas vezes na vida vi uma final importante – e olha que vi muitas – em que a superioridade de um time fosse tão avassaladora como foi a da esquadra catalã diante dos Diabos Vermelhos neste sábado, 28, em Wembley. Antes de falar dos gols do Barça, vamos combinar que o gol de Rooney, no 1 a 1, foi um belo gol.

Embora eu tenha uma antipatia invencível pelo craque Lionel Messi (talvez uma reação natural minha à babação insuportável de um setor da mídia esportiva tupiniquim para a qual o 10 do Barça é um ser extraterreno), não chegaria à insanidade de não reconhecer que ele está jogando muito e na final jogou ainda mais.

Messi alia o talento com a força: cria jogadas impensáveis num espaço mínimo, dá passes destruidores e é fatal quando tem a chance do gol. Parece um touro com a bola nos pés, pois dificilmente cai, mesmo diante dos zagueiros mais vigorosos.

Mas também não precisa chamá-lo de “gênio” por causa do segundo gol contra o Manchester. A defesa inglesa deu um tremendo espaço – até porque é muito difícil fechar todos os espaços contra um time que tem Daniel Alves e Abidal pelas laterais (Daniel mais ala do que lateral), Xavi, Busquets, Iniesta e Messi no meio de campo, e Pedro, Villa e... Messi no ataque. Sim, porque no meio e no ataque ele está em toda parte.

O primeiro gol do Barça foi mais bonito do que o segundo, de Messi, pois no 1 a 0 Xavi deu aquele passe típico do cara que antevê o espaço, como Tostão fazia (por exemplo no gol de Clodoaldo contra o Uruguai em 1970). Xavi pensou muito a jogada para em poucos segundos encontrar Pedro, que só fuzilou. No gol de Messi, além da defesa dar espaço, o goleirão holandês do United, Van der Sar, na minha opinião, falhou. Gols iguais a esse Rivelino fez aos montes – Rivelino que Diego Maradona disse que era seu maior ídolo e aquele no qual mais se inspirou no futebol.

Já o terceiro gol, de Villa, foi uma pintura, jogada que surgiu aliás de uma infiltração de Messi pela direita, e a zaga do Manchester – sufocada com a blitz adversária por todo o segundo tempo, com a infernal troca de passes e total domínio da bola, como um boxeur nas cordas – se confundiu, e o time inglês foi à lona.

Eu não gosto muito de estatísticas para se falar de futebol. Mas quero chamar a atenção para duas da final de Wembley. Durante toda a partida, foram cometidas 21 faltas, cinco do Barcelona, 16 do Manchester. E o time espanhol teve 63% de posse de bola. Ou seja, foi de fato arrasador.

Veja os gols do jogo:



Neymar e Messi?

Já há quem sonhe com um duelo Messi x Neymar numa possível final de Mundial entre Santos e Barcelona. Duas personalidades, a Eminência Parda e Deva Pascovitch, entre outras, acham que, se ganhar a Libertadores, o Santos pode bater o Barça.

Eu, cá da meu púlpito de São Tomé, estou focado no Cerro Porteño quarta-feira, na partida de volta da semifinal da Libertadores, quando o Peixe se classifica com um empate ou qualquer derrota por um gol de diferença, desde que marque pelo menos um tento. Passando, ainda terá a final em dois jogos, contra Vélez ou Peñarol. Só após esses três jogos é que dá para pensar num encontro entre Messi e Neymar.

Para quem gosta de futebol, seria um encontro de sonho.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Bayern derruba Manchester United

O Bayern de Munique superou o Manchester United na soma dos dois resultados das quartas-de-final da Liga dos Campeões da Europa e fará a semifinal contra o Lyon. Wayne Rooney jogou no sacrifício e os Diabos Vermelhos venceram por 3 a 2 nesta quarta-feira, 7, e caíram pelos critérios de desempate. No jogo de ida, em Munique, 2 a 1 para o Bayern de virada.

(O confronto tem sabor de vingança para o time bávaro. Na finalíssima da temporada 1998-1999, o Manchester conseguiu uma vitória épica e o título: perdia por 1 a 0 até os 46min do segundo tempo, quando Sheringham empatou o jogo. Aos 48min, o norueguês Solskjaer virou e deu a copa à equipe vermelha. Eu vi esse jogo e foi realmente espetacular.)

Mas desta vez, não deu. Na sua casa, o Mancheter começou arrasador e já vencia por 2 a 0 aos 7 minutos, com um golaço de Nani, de letra (Gibson, aos 3min, abriu o placar). Aumentou outra vez com Nani para 3 a 0 aos 42 e o narrador da ESPN Brasil, Paulo Andrade, já gritava como certa a classificação dos ingleses. Mas futebol... E Olic diminuiu aos 43.

Veja os gols de Manchester 3 x 2 Bayern



Com Rooney fora de sua melhor forma, o time inglês fez um segundo tempo sem a intensidade da primeira etapa. O atacante que fez quatro gols nas duas partidas contra o Milan, nas oitavas, e um contra o próprio Bayern no jogo de ida na Inglaterra (cinco gols em quatro jogos, média de 1,25 por partida**) saiu de campo aos 12 sem anotar nenhum. Os alemães passaram a dominar e diminuíram para 3 a 2, com um golaço de Robben chutando de primeira um cruzamento de escanteio. Era o suficiente, até porque o experiente time da Bavária soube tocar a bola e cozinhar o jogo diante de um impotente Manchester.

O Bayern pega nas semifinais o Lyon, que eliminou o Bordeaux (3 x 1 e 0 x 1). Aposto no Bayern. Eliminar o Manchester em pleno Old Trafford dá um moral danado.

Depois do show de Messi, que fez quatro gols no Camp Nou na rodada da terça-feira (veja aqui os gols), para assombro do bom mas atônito time do Arsenal, ninguém pode dizer que o time catalão não seja o favorito contra a Inter de Milão. Mas, como se sabe, futebol...

Quartas-de-final – jogos de volta (jogos de ida aqui)

6 e 7 de março de 2010
CSKA Moscow 0 x 1 Internazionale
Barcelona 4 x 1 Arsenal
Bordeaux 1 x 0 Lyon
Manchester United 3 x 2 Bayern de Munique

Semifinais
Barcelona x Internazionale
Bayern de Munique x Lyon

**A informação sobre o desempenho de Wayne Rooney nas oitavas e quartas-de-final apontava, erradamente, a "média de 1,7 por jogo em 5 partidas". O correto, como editado no texto, é: cinco gols em quatro jogos, média de 1,25 por partida (atualizado às 21h25)