Foi realizado hoje, 20 de setembro, no centro de São Paulo, ato reunindo movimentos sociais, sindicatos e lideranças políticas pelo reconhecimento do Estado da Palestina. A manifestação contou com cerca de mil pessoas, se iniciou na Praça Ramos de Azevedo, em frente ao Teatro Municipal, e depois seguiu em passeata à Câmara Municipal.
O pedido para que o Estado palestino se torne um membro pleno da ONU deve ser encaminhado à Assembleia Geral da na sexta-feira pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. A questão deve também ser apreciada pelo Conselho de Segurança da ONU, onde os Estados Unidos (junto com Grã Bretanha, China, Rússia e França) têm poder de veto e já disseram que o usarão. A decisão do Conselho pode não sair nos próximos dias.
Na manifestação na capitalpaulista, eu conversei com o embaixador palestino em Brasília, Ibrahim Alzeben, sobre suas expectativas.
Foto: Eduardo Maretti
Ibrahim Alzeben no centro de São Paulo |
O senhor está otimista em relação ao pedido de reconhecimento do Estado Palestino nas Nações Unidas?
Ibrahim Alzeben: Nós estamos vendo com determinação e esperança, e sempre somos otimistas de que o Direito vai prevalecer, que a paz vai prevalecer.
Como o senhor vê a abordagem pela mídia brasileira do pleito palestino na ONU?
Alzeben: A mídia está acompanhando de maneira muito positiva, muito objetiva, e agradecemos realmente todos os espaços que estão nos cedendo para esclarecer esse processo, esclarecer essa luta.
O senhor não acha que os grandes jornais claramente apóiam Israel?
Alzeben: Eu não posso afirmar ou dizer isso, porque eu chamo a todos os meios a informar a verdade, a serem o mais objetivos possível. É uma luta pela libertação, é uma luta pela paz, é uma luta pela convivência entre israelenses e palestinos, com base no respeito mútuo e na independência e soberania de ambos os Estados e ambos os povos.
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2 comentários:
Muito bom o discurso da Dilma abrindo a Assembléia da ONU agora há pouco. Vi um trecho. Espera-se que a causa palestina saia vitoriosa nessa batalha. Haverá ainda o perigo de retaliação de Israel, por meios militares, ou de uma retomada da violência na região, caso seja aprovado o pedido oficial dos palestinos. A estrada é longa, mas alguns comentários dão conta de que o diálogo entre palestinos e israelenses está evoluindo mais rapidamente do que se esperava.
Coloquei lá o discurso, Paulo.
Valeu
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