quarta-feira, 17 de março de 2010

Metrô adia inaugurações em SP. E... alguém se lembra da tragédia de 2007?

A coisa mais difícil é encontrar informações sobre o metrô de São Paulo. Hoje li uma notinha no Estadão dando conta de que a operação da Linha 4-Amarela vai ter início em abril, entre as estações Faria Lima e Paulista, cujas inaugurações estavam previstas para março.

Liguei à assessoria de imprensa do Metrô e eles desmentiram. Enviaram-me uma nota que, segundo a assessoria, é a mesma enviada a todos os jornais. Diz ela que "a entrega das duas primeiras estações, Paulista e Faria Lima, da Linha 4-Amarela depende da conclusão bem sucedida de uma série de complexos e exaustivos protocolos de teste". Segundo o texto, "em breve, as estações Paulista e Faria Lima entrarão em operação".

Perguntei à assessoria sobre a estação que fica na avenida Vital Brasil, no Butantã, que interessa a uma enorme população da zona Oeste da Grande São Paulo, incluindo Osasco, e fui informado de que não há previsão. O bairro em que fica a maior universidade do país, a USP, continua relegado, pelo governador José Serra (PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (DEM), à condição de periferia sob todos os aspectos. É só andar de carro pelas ruas totalmente esburacadas ou a pé, por calçadas inexistentes, para comprovar.


Tragédia fez 3 anos
Rua no local do desabamento - Foto: Eduardo Maretti
Por falar em Linha Amarela, alguém se lembra da "tragédia anunciada", que, em 12 de janeiro de 2007, matou sete pessoas e deixou mais de 200 subitamente sem moradia na região de Pinheiros? (na foto, uma das ruas afetadas). Pois parece que todo mundo se esqueceu. Em uma pesquisa meio rápida é fácil encontrar matérias do segundo aniversário do episódio, mas do terceiro... E, se isso é uma tarefa árdua, imagine achar o nome do governador Serra ou do ex, Geraldo Alckmin, nas matérias sobre o caso na imprensa. As reportagens se referem a todos os tipos de personagens, menos a eles. Na hora da notícia ruim, o governador deixa de existir. Curioso isso.

O Ministério Público Estadual (MPE) já ofereceu denúncia contra 14 pessoas, incluindo diretores, funcionários graduados e técnicos terceirizados da Companhia do Metropolitano e, claro, profissionais do Consórcio Via Amarela, formado por Odebrecht, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez. Não se sabe quando haverá julgamento.

2 comentários:

Felipe Cabañas disse...

pois é... e enquanto o butantã é relegado à condição de periferia o governo demo-tucano faz recapeamentos inúteis em perdizes e põe luzinhas de natal em avenidas chiques, entre elas a Sumaré...
Foi nítida a diferença de tratamento em relação a Perdizes depois do fim do governo Marta...

Nítida também é a destruição do transporte público... A Marta teve coragem e enfrentou a máfia que se instala nas empresas de transporte. Com o PSDB/DEM volta toda a escória que tende a se apoderar de empresas que são privadas no lucro e públicas no financiamento... assim podemos definir as tais autarquias... Quem paga o pato? Nós, agora pagando o preço ridículo, despropositado, de R$ 2,70 por uma viagem de ônibus...

Eu tenho muito amor e carinho por São Paulo, estado e capital, pois é a minha terra, é onde nasci e tenho minhas raízes... Mas quando penso que esse é um dos estados mais conservadores do Brasil me sinto triste e envergonhado... São 15 longos anos de governo tucano no Estado... É uma vergonha... É triste e o pior é que não temos perspectiva de mudança... O PT paulista está perdido, chegando a cogitar uma coligação para lançar um candidato de outro partido... Cadê o Mercadante, porra, para liderar o PT paulista?? Fui...

Paulo M disse...

É, será que vão inaugurar a linha amarela junto mesmo com o lançamento da candidatura do Serra? Todos esses anos de governos malufistas e psdbistas e ramificações na cidade resultaram nos 60 km de metrô que temos aqui, em extensão, enquanto o metrô da Cidade do México, por exemplo, que tem a mesma idade, tem 200 km. É ridículo! Depois de terminadas as linhas vermelha e azul, nos anos 70, abandonaram o metrô paulistano, exceto pelas quatro estações da Paulista, feitas depois, pelo Quércia.