quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

No Japão já amanheceu


Mais ou menos 21 horas de 20 de dezembro, à espera do fim do mundo

Venta, chove, relâmpagos cortam o céu da noite em São Paulo, mas nada indica que o fim está próximo.

Um grupo de guris pré-adolescentes passa fazendo a algazarra natural à idade sob minha janela no oitavo andar. Um deles fala alto:

– Meia-noite vamo comemorar o fim do mundooo!


21h50

Eu conversava ao telefone com minha cunhada e amiga, a médica Elisa Machado Terra, da cidade de Rio Claro (SP), e de repente eu disse brincando:

– Bom, tô ligando pra dizer adeus. O mundo vai acabar amanhã, dia 21 de dezembro de 2012, lembra?

Ela riu e disse:

– No Japão já amanheceu!


5 comentários:

Felipe Cabañas da Silva disse...

Edu, você andava mesmo preocupado com esse negócio de fim do mundo... haha... Quantos posts sobre isso!

Bom, eu acho uma pena não ter acabado. Tivesse ocorrido, meu Coringão seria o primeiro e último campeão mundial de clubes FIFA. he he

Edu Maretti disse...

Acho legal brincar com essa coisa de fim de mundo... Agora vamos ver qual vai ser a próxima data.

Sinceramente, fiquei muito descrente e decepcionado quando o teu time ganhou a Libertadores, porque isso desmentiu tudo o que as profecias diziam... Senti-me enganado.

Outra coisa é que eu tinha uma vaga esperança de ver o misterioso planeta Nibiru, que os sumérios diziam existir, aproximar-se da Terra na órbita de seu sol, a estrela anã que, dizem, tem uma órbita elíptica e passa por nós a cada 2.600 anos...

Seria emocionante ver o fim, não digo do mundo, mas talvez da civilização em condições tão espetaculares - hehe...

Alexandre M disse...

Não duvido de algo parecido, alguma coisa que para a gente possa significar uma grande mudança, um apocalípse, numa certa data, num certo momento, numa certa era, enfim, as coisas e as não coisas estão sujeitas ao desaparecimento e ao surgimento, eternamente, conforme as leis que se criam. Não há hora marcada para as coisas que se regem ao acaso. Ou se não por acaso, por forças do acaso. Mas é sempre bom olhar pra cima, para os lados e, lógico, para a frente. Não duvido dos sumérios, dos egípcios, nem dos Maias, de nenhuma civilização passada, que usaram uma tecnologia capaz de construir o que construíram, além da escrita, e criar, p. ex, um calendário que se finaliza hoje, exatamente. Isso é cuirioso. Ao invés de pensar no fim do mundo, deve-se pensar mais no planeta Terra, que é sagrado.
Fiquei esperando algo acontecer antes do Curinthia ser campeão!!!Ninguém segurou esses caras? Que bando de incompetentes!!!

bom natal pra todos e boas festas...abraços

Paulo M disse...

Não deixa de ser interessante o assunto. Ele pode suscitar polêmicas produtivas. Sentei há pouco num bar perto de casa pra tomar a breja de toda sexta-feira. Ao meu lado, no balcão, um desconhecido com quem comentei após um ou dois minutos de conversa: "E o mundo não acabou."
"Nem vai acabar", respondeu ele. "Será que as pessoas creem demais ou são ingênuas?", perguntou o homem.
"Acho que crer demais é consequência da ingenuidade", eu disse. "Li ontem que a China prendeu mais de 100 pessoas que panfleteavam pregando o fim do mundo em 21 de dezembro."
"Acho os comunistas um pouco radicais, mas deixa eu ir", respondeu o cidadão depois de terminar o pedaço de pizza que comia.
Aí já se teria aberto um debate pra metade de uma noite. Pra mim, os comunistas não são radicais nesse caso, mas são para os liberais, que estimulam a venda da ideia do fim dos tempos como mercadoria, sem se importar se existem pessoas capazes de se matar acreditando em pregações de qualquer espécie. E como vamos acreditar em instituições do governo americano supostamente confiáveis, como a Nasa, que divulgou recentemente que em 2040 um cometa vai, necessariamente, se chocar com a Terra? O anúncio rendeu, no Brasil, matérias em vários portais de notícias e na revista Isto É. O que é acreditar e o que é ser ingênuo?
Estamos voando no espaço sideral, na garupa do mais belo e azul dos planetas. Só isso é que é fato. O resto, pra todos os efeitos, é comércio.

Edu Maretti disse...

Alexandre, seu comentário me lembrou o livro Criação imperfeita, do Marcelo Gleiser. Sobre o qual aliás já escrevi aqui:

http://fatosetc.blogspot.com.br/2012/10/nota-sobre-criacao-imperfeita-de.html

Ele fala muito do acaso, como um fator da imperfeição (a natureza não é perfeita, como tentaram provar Pitágoras e Kepler, por exemplo).

Mas isso daria uma discussão sem fim. Enfim, acho que esse livro merece ser lido.

valeu