quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Marta no Minc e a engenharia política

Não vejo nada de errado com “engenharia política”, desde que não ultrapasse os princípios éticos.

A queda da ministra Ana de Hollanda do Ministério da Cultura era aguardada ansiosamente pela comunidade cultural. Os motivos estão bastante claros. Não vou repeti-los e eles estão aqui neste post, de março do ano passado: Dilma tem que pôr fim à arrogância de Ana de Hollanda.

Marta Suplicy é um nome interessante. No mínimo, ela vai retomar o caminho da democratização da cultura, estancado com a pífia e, para muitos, suspeita gestão do ministério, cuja política reaproximou as políticas culturais do Ecad.

Mas a postura surda do governo Dilma sobre o assunto, que ignorou os apelos de amplos setores culturais durante um ano e meio e só agora, por motivos de “engenharia política”, resolveu mudar a ministra, mostra que o Minc continua não sendo prioridade para a presidente pelo seu valor e importância intrínsecos.

A nomeação de Marta seria uma “engenharia” política do ex-presidente Lula e da presidenta Dilma Rousseff para atrair o suplente da senadora, Antonio Carlos Rodrigues (PR), à campanha de Haddad em São Paulo.

Vamos ver no que dá

2 comentários:

Fernando Augusto disse...

É, o problema é que não votei nesse safado do Antônio Carlos Rodrigues!! E também não votei na Marta pra Ministra da Cultura.

Precisa mudar isso no sistema político brasileiro.

E outra, Marta é um ótimo quadro, faria um belo trabalho no Ministério das Cidades, por exemplo, que tem verba.

Abraço

Edu Maretti disse...

"o problema é que não votei nesse safado do Antônio Carlos Rodrigues!! E também não votei na Marta pra Ministra da Cultura."

É isso mesmo. Isso é um ponto, e concordo plenamente.

Só acho que o fato de Marta ser um ótimo quadro não quer dizer que ela não possa exercer sua competência - com a garra conhecida e a visão clara que tem do papel do Estado na vida do país - no Minc. O Minc poderia ter um papel muitíssimo mais relevante do que tem tido no governo Dilma. Mas infelizmente não tem. Tanto que, apesar dos clamores de um ano e tanto do setor cultural para que Dilma mudasse a ministra, ela só mudou quando foi politicamente conveniente.