Resenha da Copa do Mundo [7 - Domingo 29 de junho]
Rafael Ribeiro/ CBF
Depois do drama brasileiro contra o Chile, da choradeira sem
fim dos jogadores brasileiros e do futebol de baixo nível jogado pela seleção
de Felipão, que por um triz e pelas traves não foi eliminada pelos chilenos,
lembro do eu escrevi aqui no blog quando Scolari convocou os atuais 23 filhos de
sua atual família em 7 de maio: “Brasil ou não, não lembro de um time campeão sem alguém pra
se impor dentro de campo (...) A seleção de Felipão de 2014 tem seis jogadores
que têm experiência de ter jogado a última Copa do Mundo (...) mas nenhum deles
é líder (...) os jogadores da ‘família Felipão’ formam um grupo de jogadores
sem brilho e inexperientes em Copa (...) Sei não. Não quero secar, mas essa
seleção não tem nem líder nem pinta de campeã”.
Vi uma enquete na Espn perguntando se a choradeira dos jogadores
brasileiros é positiva ou negativa para o time. Nem vi o resultado da enquete,
mas, francamente, esse time não vai ser campeão chorando desse jeito. Até me
emocionei com o choro do Júlio César, que queimou a minha língua e fez uma
partidaça. Mas alguma coisa vai muito mal numa seleção brasileira que num mata-mata
de Copa do Mundo contra (veja bem) o Chile tem como melhor em campo o goleiro.
De resto, o time brasileiro tem um meio de campo medíocre, não tem reservas à
altura do Brasil, seu treinador é antiquado, os laterais são fraquíssimos, os atacantes
medíocres (Jô é ainda pior do que Fred) e por aí vai.
Apesar de tudo isso, acredito que passamos pela Colômbia nas
quartas na sexta-feira se o time encontrar um mínimo de equilíbrio emocional e
se acertar razoavelmente em campo. Mas a Colômbia do incrível camisa 10 James
Rodrígues (o artilheiro do Mundial até aqui com 5 gols) sabe jogar futebol.
Holanda x México
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| Sneijder arma o chute para fazer um golaço e empatar com México |
Ouvi quem tenha torcido para o México e achou uma pena sua
derrota para a Holanda por 2 a 1, em virada espetacular. Eu torci para a Laranja Mecânica contra o acovardado
time mexicano do treinador Miguel Herrera, que, sem nenhuma razão, atribuiu a
derrota ao juiz do jogo. Mas ele achou
que poderia eliminar a Holanda recuando ainda mais seu time já
naturalmente fechado e tomou dois gols no fim. Castigo merecido. Reclamou do pênalti (que existiu) do zagueiro Rafa Márquez em Robben, mas se esqueceu de dizer que houve outra penalidade no primeiro tempo mais clara ainda que o árbitro português Pedro Proença preferiu não dar. Essas bravatas latino-americanas para mim já encheram o saco. O México nunca passou das oitavas em sua história em mundiais e mais uma vez chegou até onde o tamanho de seu futebol merece estar.
Castigado foi principalmente o goleiro
Ochoa, um dos melhores jogadores da Copa, que estava "rezado" e defendia tudo, até
sem querer. Tanto no 0 a 0 contra o Brasil quanto na derrota para a Holanda houve lances
em que a bola bateu nele. Mas agora já deve estar no México. Adiós, Ochoa.
Ganha a Copa do Mundo, que vai ser mais emocionante com uma
Holanda nas fases decisivas.
Quanto ao outro jogo das oitavas, em que a Costa Rica ganhou da Grécia nos pênaltis, a única coisa a dizer é que os costa-riquenhos também já cumpriram sua missão. Vão se despedir do Brasil no sábado depois de jogar com a Holanda.




























