sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A cerveja que bebemos

Quem não tem reclamado da péssima cerveja que temos consumido, entre os inveterados bebedores e entre os que conhecem a qualidade do produto, mesmo que seja por intuição do fígado?

O site Observatório da Imprensa publicou um artigo do jornalista de Belo Horizonte José de Souza Castro sobre o tema. Ele discorre sobre texto do físico (sim, físico) Rogério Cezar de Cerqueira Leite, que polemizou na seção "Tendências/Debates", da Folha de S.Paulo, com Sílvio Luiz Reichert, mestre cervejeiro pela Doemens Fachakademie, da Alemanha, vice-presidente de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico da Anheuser-Busch Inbev.

Pra resumir, Cerqueira Leite diz que a cerveja que bebemos é de péssima qualidade, entre outros motivos porque, em vez de cevada, as “cervejarias” (ou cervejaria, já que por aqui reina o oligopólio) brasileiras usam milho. Que é mais barato, claro.

"No começo do Plano Real, comprava-se uma lata de cerveja por 35 centavos. Pouca coisa se valorizou tanto no Brasil, nos últimos anos. Achamos que respeito é o que merecem os consumidores de cerveja no Brasil e que os imensos impostos pagos e as enormes verbas publicitárias da Ambev não impeçam governo e imprensa de exigir esse respeito", diz José de Souza Castro no artigo do Oservatório. Leia aqui.

5 comentários:

Felipe Cabañas disse...

puts... to por fora desse assunto porque como diz a besta do luciano eu virei quase um padre e tenho bebido muito pouco... mas no último fim de semana tomei uma braminha que estava boa... os americanos fazem uísque de milho e na minha opinião é o melhor (se meu pai me visse dizer isso me punha de castigo... hehehe) Abs!

Anselmo disse...

peraí, gnte.

O problema não é usar milho. o problema é usar cereais não-maltados. Cereais não-maltados é qqr grão que não tenha passado pelo processo que transforma um grão normal em malte -- deixá-lo de na água quente por alguns dias, deixá-los brotar, escoar a água, secar, tirar o broto, moer o que sobra (puro carboidrato, pronto pra fermentar) e seguir o processo de fabricação.

O milho fermenta mto mais do qeu o malte. Quer dizer: sai mto mais alcool da farinha de milho do que da cevada maltada.

só que uma base de baixa qualidade significa uma cerveja de baixa qualidade. Até a serra malte tem cereais não maltados. acho q só a bavária premium foge disso (embora não siga a receita tradicional alemã de não-sei-que ano, que só usa malte, água, levedura e lúpulo), porque tem conservantes.

grãos, hoje em dia, é questão de energia. por isso tanta atenção.

Edu Maretti disse...

Anselmo, vamos abrir uma cervejaria??? he he

alexandre disse...

posso ser o garçon ...

Gabriel Megracko disse...

Hahaha... como garçon você é um ótimo músico! Deixa eu como garçon e você toca.
Bom, como descrente da boa vontade dos produtores, acho que são sempre "cachorros" com os consumidores: tudo que podem fazer para economizar, fazem, e quando os consumidores percebem, arrumam aqui e tiram dali. Foi-se o tempo em que as coisas tinham glamour e eram feitas para agradar, sendo o melhor prazer dos consumidores a fonte do sucesso de um produto. No caso da cerveja creio que o post esteja certo, porque, se não estiver enganado, o milho não é um ingrediente de orgulho das cervejas assim como é no delicioso bourbon.