domingo, 24 de junho de 2012

Eurocopa chega às semifinais com dois jogaços.
E Brasileirinho ainda dá tédio


Portugal x Espanha - 27/06/2012 - 15h45
Alemanha x Itália - 28/06/2012 - 15h45

Serão dois jogaços pelas semifinais da Eurocopa 2012 esta semana. Torço pela Itália de meu avô e de Andrea Pirlo e por Portugal dos patrícios e de Cristiano Ronaldo. Futebolisticamente, também torço para a Azzurra e o lado lusitano da Penísula Ibérica.

Dos jogos das quartas-de-final, vi apenas a Itália derrotar a Inglaterra nos pênaltis neste domingo e uma parte do segundo tempo de República Tcheca 0 x 1 Portugal, na quinta-feira. A Alemanha eliminar a Grécia (4 x 2) na sexta e a Espanha despachar a fraca seleção francesa (2 x 0) no sábado não tive nem tempo nem saco de ver.

Pirlo, o maestro da Azzurra
Sobre a seleção italiana: como joga bola esse meia Andrea Pirlo, e que grande jogo esse, Itália x Inglaterra, apesar do 0 a 0. A vitória da esquadra da "bota" foi a materialização da máxima: "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura". Teria sido muito injusto para Pirlo - pela partidaça que fez - sua equipe ser derrotada nos pênaltis pela Inglaterra dos ótimos John Terry, Gerrard e Rooney. Basta dizer que os melhores jogadores ingleses foram o zagueiro Terry e o excelente goleiro Joe Hart (finalmente a Inglaterra parece ter encontrado um guarda-metas).

A Itália, inclusive, mostra nesta Euro um futebol taticamente mais ofensivo do que o normal, o que é um trunfo considerável, levando em conta que, mesmo quando se mantém com sua tradição defensiva, ainda assim é sempre bonito ver o time italiano jogar. O belo time da Alemanha talvez fosse favorito contra qualquer outro rival, mas não contra a Itália. Os germânicos jamais venceram a Azzurra na história da Copa do Mundo e da Eurocopa!

Já na outra semi, torço pelos portugueses porque esse futebol espanhol, que muitos acham "maravilhoso", para mim é irritante. Vamos ver se o talento e a explosão de Cristiano Ronaldo destronam esses espanhóis com sua enfadonha "posse de bola" e seus cabelinhos engomadinhos. (A Espanha é a atual campeã da Euro.)

E o Brasileirinho...

Os santistas voltamos à dura realidade da ressaca pós-Libertadores. Empate com o Coritiba na Vila (2 a 2) depois de o time da Vila estar vencendo duas vezes e a defesa (com Dracena e Maranhão) entregarem também duas vezes o empate ao Coxa.

No esvaziado dérbi paulista, o Palmeiras quase titular conseguiu ser derrotado pelos reservas do Corinthians. Felipão reclamou e falou claramente que seu time não se empenhou o suficiente. A equipe de Tite, que não tem nada a ver com isso, virou o jogo e venceu por 2 a 1.

E a Portuguesa mostra que ainda é capaz de dar uma alegriazinha à galera (lusa e outras), ao bater o São Paulo por 1 a 0 no Canindé. Vai Lusa!

Não vi nenhum jogo neste domingo do até agora chato Brasileirinho.

5 comentários:

Felipe Cabañas da Silva disse...

Po, Edu, paulistinha eu posso até concordar - embora já tenha havido times que, pasmem, priorizaram o campeonato paulista frente ao campeonato brasileiro -, mas "brasileirinho"?

Discordo totalmente dessa desvalorização. Não é preciso ir muito longe. Vamos comparar o campeonato brasileiro com a várzea do campeonato argentino. Aquilo lá é um paulistinha melhorado: 80% dos times são tão inferiores aos três ou quatro grandes e o campeonato é tão desenhado para cair no colo deles que é mesmo uma façanha histórica que o River Plate tenha conseguido cair para "la B". Além do mais, 2 títulos por ano é desses lances patéticos, que desmoralizam completamente o torneio. Todo mundo compara o número de participações em libertadores dos grandes argentinos com o dos grandes brasileiros e vê uma enorme discrepância. Lógico, o que Boca Juniors, River, Estudiantes e Vélez vencem para entrar na Libertadores é talvez tão difícil quanto um torneio Rio-São Paulo. Viva o BRASILEIRÃO.

Leandro disse...

Por razões óbvias (um dérbi, um tal de Corinthians vs. Palmeiras quase que no mesmo horário) eu só vi pouco mais de metade da prorrogação da pelada da Euro, e a julgar pelo que vi, não foi essa Brastemp toda não. Já vi atuações mais arrojadas na LOFS (Liga Osasquense de Futebol de Salão).
Falando em Europa, eu nunca tinha posto atenção nisso, mas vou analisar se os clubes europeus também colocam todos os seus ovos numa só cesta chamada Copa dos Campeões(?!) da Europa e abandonam suas ligas de dois times "sós", se é que esta desculpa de priorizar outras disputas é assim, tão decisiva, nas bandas de cá.
Ontem mesmo o Santos perdeu pontos importantes em casa com os titulares. Foi contra o bom Coritiba, até aí, tudo bem.
Mas o Timão, dias atrás, como vocês, santistas (no bom sentido da oração), também perdeu pontos importantes com direito a Pacaembu lotado em noite gelada e time titularíssimo contra o Figueirense.
Não sei se esta alegação de dar prioridade é mesmo determinante ou já virou coringa para justificar desempenhos abaixo da crítica.

Edu Maretti disse...

O fato é, Felipe, que o Brasileiro em pontos corridos, para mim, é só teoricamente a melhor solução. Mas só terá sentido quando for de fato encarado como a mais importante competição do país, por cartolas e clubes. Hoje, é encarado como menos importante do que a CB ("caminho mais curto para a Libertadores"), que a própria Libertadores e a prioridade dos times é "uma vaga para a Libertadores"... Nem mesmo o título é tratado como prioridade. Ou muda-se calendário, faz-se uma tabela em que os clubes não sejam sacrificados pela seleção etc etc, ou volta-se aos mata-matas. É o que acho, e até já escrevi sobre isso:

http://fatosetc.blogspot.com.br/2012/05/brasileirao-comeca-como-sempre.html

Felipe Cabañas da Silva disse...

Discordo novamente. Como eu já disse, redisse e "trêsdisse" por aqui, acho que vou me mudar para o post de cima, pois em matéria de política nos entendemos bem mais que em matéria de "pimba na gorduchinha"... rsrs... Eu acho que o Campeonato Brasileiro é bastante menosprezado no começo mesmo. Quanto a isso, concordo plenamente. Mas depois, por um longo período em que clubes, jogadores e torcedores podem se dedicar exclusivamente a ele, creio que ele fica razoavelmente valorizado. Razoavelmente porque é claro que clubes, jogadores e torcedores vivem em busca dos torneios internacionais mais disputados e honrosos. Isso acontece no Brasil, na Itália, na Espanha ou no Burundi. Mas, apesar disso, acho que os clubes usam muito a tal "vaga na Libertadores" mais como prêmio de consolação ou tentativa de motivação para salvar o ano do que como objetivo maior que o próprio título. Quando veem que não têm mais chances de título nos pontos corridos, que são cruéis num determinado momento da disputa, passam a trabalhar por um objetivo mais modesto, mas que encoraja torcedores, dirigentes ou jogadores.

Um exemplo é que, ano passado, após conquistar definitivamente um lugar na fase de grupos da Libertadores, o Corinthians seguiu com a mesma obstinação na busca pelo título. Você mesmo, outro dia, disse que a eliminação do Santos na Libertadores tinha um lado bom, pois finalmente a geração de Neymar poderia se dedicar exclusivamente a conquistar o único título que ainda não tinha. Acho que talvez você ande meio de mal com os relvados... rsrs...

Edu Maretti disse...

Ressaca, Felipe, ressaca.

PS: Mas acho engraçado negar com tanta insistência que tem alguma coisa errada com um campeonato (ou o contexto em que é feito) que só começa a ser interessante em agosto, quando vários times (naturalmente candidatos ao título) já deram adeus, por motivos de calendário ou da m#¨*** da seleção.