quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

França 1 x 0 Brasil: coice de Hernanes, freguesia do Brasil e... Mano Menezes que se cuide

Esta nota não é para falar de aspectos táticos do jogo França 1 x 0 Brasil, de quem mereceu ganhar, chutou mais ou se destacou. Tudo isso porque não vi o jogo. Acho, aliás, que o duelo Brasil x França já começa a entrar para o rol dos clássicos mundiais do futebol.

Quero falar do jogo, neste comentário, sob três aspectos:

1) A entrada animalesca de Hernanes em Benzema. Será que o ex-volante do São Paulo já está contaminado pelo espírito fascista que governa a Lazio, de Roma, onde hoje está jogando esse jogador que normalmente mal consegue articular uma frase?  Como se sabe, a torcida da Lazio é uma das mais racistas da Europa. Houve até quem dissesse (adivinhem quem? Galvão Bueno) que Hernanes não teve intenção ou maldade no lance, coitadinho. Mas eu creio que não é normal, nos seres humanos, o gesto conhecido como coice. Ou isso não foi um coice? Vejam o lance:



2) Não adianta dizer que o jogo foi amistoso, que a grande rivalidade da seleção brasileira é com Argentina e Itália etc. A rivalidade entre brasileiros e franceses já é clara, e a freguesia do time canarinho mais do que incômoda. Lembremos (citando o Estadão de hoje):  “A França impediu a conquista da medalha de ouro pelo País na Olimpíada de 1984, eliminou o Brasil da Copa de 1986, humilhou a seleção de Zagallo na final do Mundial de 1998 e, em 2001, mandou a seleção de volta para casa na Copa das Confederações. A última grande derrota ocorreu na Copa de 2006, na Alemanha, onde Zidane deu 'baile' no time de estrelas do Brasil”.

3) Mano Menezes que se cuide. Treinar a seleção brasileira é muito mais complexo do que o Grêmio ou o Corinthians. O técnico do Brasil até agora só ganhou de timecos desprezíveis (Ucrânia, Irã) ou sem tradição de nos enfrentar de igual para igual (Estados Unidos). Nos dois únicos jogos diante de adversários de tradição, duas derrotas: para a Argentina em novembro (em Doha) e hoje para a França de Benzema (em Paris), ambos por 1 a 0. Na Copa América, em julho, se o time não convencer, a batata de Mano vai começar a assar.

5 comentários:

Notícia em Verso disse...

Ele era a terceira opção para técnico do Brasil
Depois de Muricy e Felipão, a CBF decidiu
Mano Menezes, com boa campanha no timão
Foi o técnico indicado para a nossa seleção

Seleção que, vale lembrar, não terá Eliminatórias
Já que o país sediará a segunda copa de sua história
E sendo assim, os amistosos ganham outra conotação
Será o treinamento disponível para ser campeão

Contra a França foi o quinto jogo que comandou
Em partidas importantes, nenhuma ele ganhou
Messi e outros 10 lhe deram a primeira derrota
E novamente, franceses, nos levaram a bancarrota

Tudo bem, a expulsão de Hernanes contribuiu
Mas não explica a pouca criatividade que se viu
No futebol brasileiro, opção é impossível faltar
Mesmo com ausência de Kaká, Ganso e Neymar

E agora Mano, a pressão, você sabe, vai aumentar
Porque aqui a paciência é curta, se você observar
Mesmo no início, resultado já tem que apresentar
Pois na Copa não terá amistoso, ninguém vai facilitar

http://noticiaemverso.com
twitter: @noticiaemverso

João disse...

mutcho bom esse comentário em versos...

Felipe Cabañas da Silva disse...

É isso que dá botar bambi na seleção... Foram lances totalmente diferentes, mas me lembrei quando o Leonardo deu um golpe de kick boxing num americano na copa de 1994, nas oitavas de final. O cara foi pro hospital com traumatismo craniano. Sei lá o que os são-paulinos têm com a camisa da seleção. Não se aguentam. Sobem nas tamancas mesmo. he he

Eduardo Maretti disse...

Cara, bem lembrado, aquele lance do Leonardo foi feio. Foi em cima do Tab Ramos, um meio campista uruguaio naturalizado estadunidense, que teve até uma convulsão estranha num lado do corpo, o lado da pancada.

Esse jogo aliás me traz a lembrança de um golaço. O Brasil jogou mal. Mas tinha Romário.

Romário vem conduzindo a bola desde o meio campo, vence um marcador, e outro zagueiro à frente sem saber se vai ou se fica, se dá o bote ou tenta marcar. Até que Romário – conduzindo a bola com a maestria característica, na ginga – encontra Bebeto, que arremata de primeira e a bola entra num vão entre o carrinho do zagueiro Lalas e a trave, como numa tacada de sinuca. 1 a 0.

Eduardo Maretti disse...

PS: a cotovelada de Leonardo e o gol de Romário podem ser vistos neste link: http://bit.ly/ciWGcB