Com o perdão do clichê, uma imagem vale mais do que mil
palavras. As fotos do Alexandre Maretti falam por si. Entre as imagens, a primeira e a terceira foram feitas na manifestação deste 15 de março de 2017 na Avenida Paulista. A do meio é um registro de um dia qualquer (na verdade, 25 de fevereiro) e serve como um símbolo do Brasil de 2017.
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sexta-feira, 17 de março de 2017
Pensamento para sexta-feira [64] – Fotografia, Brasil, manifestações
sábado, 5 de dezembro de 2015
Mobilização dos estudantes de São Paulo entrou para a história
Virou notícia internacional. Lê-se, no jornal El País: "Los estudiantes de São
Paulo tumban una reforma educacional del Gobierno" (Estudantes de SP
derrubam reforma educacional do governo):
![]() |
| Legenda do El País: "Estudiantes celebran en las calles este viernes" /
Carlos
Villalba R (EFE)
|
"Los jóvenes, en su mayoría menores de edad, han conseguido
tumbar este viernes provisionalmente una reforma educacional del Gobierno del
Estado, que preveía el cierre de escuelas. Lo han hecho valiéndose de protestas
callejeras pacíficas —reprimidas de manera violenta por la Policía Militar— y
ocupaciones de 200 centros de enseñanza. El intento fallido de reforma ha
echado por tierra la popularidad del gobernador Geraldo Alckmin." (El
País, 4/12/2015);
“Decidimos adiar e rediscutir, escola por escola, com a
comunidade, com estudantes e em especial com os pais dos alunos”, disse o
governador Geraldo Alckmin nesta sexta-feira, 4, ao recuar diante da marcha de meninos e meninas que decidiram "ocupar [as escolas] e resistir [à estupidez policial do governo]". Antes, o governador viu, pela manhã, a capa da Folha, da qual, obviamente, já tinha conhecimento antes mesmo de chegar às bancas.
A mobilização dos estudantes de São Paulo, não tenha dúvida, entrou para a história. Será discutida daqui a alguns anos.Talvez acadêmicos façam teses com sua linguagem empolada sobre esse movimento espontâneo que angariou apoios em vários setores da sociedade. Quem viveu, viu.
Foi uma notícia diferente, nova, nesses tempos obscuros.
Foi uma notícia diferente, nova, nesses tempos obscuros.
Com sua truculência, Alckmin sem querer fez algo bom: fomentou o surgimento de incontáveis novas lideranças dessa incrível juventude
que vem vindo:
domingo, 12 de abril de 2015
Mídia finge que não vê encontro de Dilma e Obama
Roberto Stuckert Filho/PR
![]() |
| Dilma e Obama se encontram no Panamá |
Não apenas a foto, mas todo o contexto que envolve a reaproximação entre os governos Dilma Rousseff e Barack Obama, na VII Cúpula das Américas, no Panamá, foi solenemente ignorado, neste fim de semana, pela mídia que as escolas de jornalismo ensinam aos incautos alunos que é “imparcial”. Dilma irá a Washington no final de junho e não vai ter como a mídia golpista ignorar dessa vez.
Neste fim de semana os chefões ignoraram. Tudo porque acharam por bem não dar boas notícias quando
esperavam cerca de 3 milhões de pessoas nas ruas do Brasil, para gritar “fora
Dilma”, mas não conseguiram ver nem 10% disso, apesar de a polícia do governo
de São Paulo estimar em 275 mil o número de manifestantes na avenida Paulista,
dado visivelmente fantasioso, para não dizer risível.
A verdade é que, apesar do bombardeio à direita e à
esquerda, o governo vai lentamente saindo das cordas, como se dizia quando
Muhammad Ali reinava no boxe.
Fora alguns fatos simbólicos sobre os quais escrevi em post
logo abaixo (ou aqui),
a Petrobras vai pouco a pouco saindo das manchetes.
A mídia omitiu informações sobre o empréstimo à Petrobras de
U$ 3,5 bilhões concedido pelo Banco de Desenvolvimento da China (CDB), que se
tornou público recentemente.
Na seara política (leia-se Congresso Nacional e Eduardo
Cunha), as coisas começam a melhorar com Michel Temer na articulação política.
A direita udenista começa a se dar conta, mais uma vez, de
que não vai ser desta vez que sua tentativa de golpe vai ser vitoriosa.
segunda-feira, 16 de março de 2015
Manifestações da direita e o simbolismo da “selfie” com a PM
Caio Pallazo/Ponte/Jornalistas Livres
Por Fernando Augusto
As manifestações de domingo trouxeram em suas faixas e
cartazes algumas pérolas do analfabetismo político e do caráter
antidemocrático que tem o movimento. Pelas redes sociais podemos ler
barbaridades, escritas por um estrato da população que se julga mais bem
educado e informado, mas sofre de um atraso e provincianismo impressionantes.
Mas quero destacar aqui uma das cenas que mais me
surpreenderam: a fila para tirar fotos e "selfies" com a polícia
militar, principalmente com a Tropa de Choque. Aliás, nas últimas manifestações
da direita essas são duas características simbólicas: os afagos à PM e a
indefectível camisa da (corrupta) CBF, para demonstrar um falso patriotismo de
quem prefere ir a Miami do que à Bahia.
Tietar a PM em uma manifestação diz tudo sobre o tipo de
gente que participa daquela marcha. Resquício da ditadura militar, as polícias
militares são responsáveis pelo genocídio da população pobre e negra. Só quem
ignora isso pode ter como ídolos estes homens de farda. A polícia de São Paulo,
particularmente, é conhecida pela repressão desmedida aos protestos de rua,
mas, é claro, apenas os promovidos pela parte progressista da sociedade. Para
quem ocupa as ruas para clamar por moradia, contra os latifúndios e por
melhores salários para os professores, cassetetes e bombas de gás lacrimogênio.
A PM de Alckmin, como apresenta em relatório final a
Comissão da Verdade paulista, "tem uma organização e formação preparada
para a guerra contra um inimigo interno e não para a proteção. Desse modo, não
reconhece na população pobre uma cidadania titular de direitos fundamentais,
apenas suspeitos que, no mínimo, devem ser vigiados e disciplinados". De
acordo com a Anistia Internacional, a polícia brasileira matou, em média, seis
pessoas por dia em 2013. No ano anterior foram 30 mil jovens brasileiros
mortos, sendo 77% deles, negros.
Os que estavam ali na fila para a foto com a PM não só chancelam as chacinas promovidas pela PM, mas também querem dizer: "continuem nos protegendo desses baderneiros, pau neles!". Quando assistem à desocupação violenta de terrenos e prédios ocupados pelos sem-teto, aplaudem. Aquilo representa o tipo de sociedade em que desejam viver.
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sábado, 31 de janeiro de 2015
O MPL e sua "tática binária"
Movimento Passe Livre/Agência Brasil
“Por que o MPL e o Sindicato dos Metroviários preferem o Anhangabaú, ao lado da prefeitura de São Paulo, comandada por Fernando Haddad? (Pergunta ainda a responder.)”
Falei isso num post neste blog em 14 de agosto de 2013, sobre
um dia em que havia convocação para duas manifestações em São Paulo: uma no
Anhangabaú (do lado da prefeitura) e outra na Assembleia Legislativa (onde
ficam os deputados estaduais, pra quem não sabe). Adivinhem onde estava o
protesto do MPL? Do lado da prefeitura, claro.
Bom, agora é Lino Bocchini que aborda o tema em ótimo texto na CartaCapital de hoje (31) -- link abaixo.
Bom, agora é Lino Bocchini que aborda o tema em ótimo texto na CartaCapital de hoje (31) -- link abaixo.
No texto, ele lembra que, em 2015, O MPL realizou seis protestos.
Desses, três “começaram ou terminaram na sede do poder público municipal --o
prédio do Banespinha, no Viaduto do Chá, no Centro de São Paulo. O último
deles, dia 29, passou pelo prédio no qual mora a família de Haddad”, lembra a
matéria da CartaCapital.
Lembra ainda um fato político que o MPL insiste em ignorar em suas manifestações: “O governo do Estado, há mais de 20 anos nas
mãos do PSDB, é o responsável pelo metrô, pelos trens da CPTM, por linhas de
ônibus intermunicipais”.
Ressaltando que em uma democracia protestar é um direito
constitucional, Bocchini constata: “Chamam atenção, entretanto, as escolhas do
movimento. Geraldo Alckmin agradece”.
É curioso notar as reações quando você resolve minimamente
questionar essa espécie de senso comum pró-MPL. Escrevi uma pequena reflexão sobre isso no Facebook,
em tom jocoso, e logo um amigo jovem (mas não tão jovem quanto a massa adolescente
que forma o MPL) veio com essa resposta irritada (ipsis litteris): “Pq vc não
vai a um ato pelo menos uma vez? Talvez descubra na rua mais sobre estes ‘inhos’,
‘inhas’ e sobre democracia, a democracia paulistana”.
Sintomático isso: os que defendem o direito absoluto de protestar não conseguem conviver muito bem com questionamentos. Não vou nem falar dos meus questionamentos, mas cito uma observação do próprio Fernando Haddad, em entrevista recente ao DCM em que critica a “postura do MPL, sobretudo de pessoas que têm uma bagagem para entender o que é a intolerância. A intolerância não é de esquerda. É um fundamentalismo que eu lamento”.
Sintomático isso: os que defendem o direito absoluto de protestar não conseguem conviver muito bem com questionamentos. Não vou nem falar dos meus questionamentos, mas cito uma observação do próprio Fernando Haddad, em entrevista recente ao DCM em que critica a “postura do MPL, sobretudo de pessoas que têm uma bagagem para entender o que é a intolerância. A intolerância não é de esquerda. É um fundamentalismo que eu lamento”.
Diz ainda Haddad sobre o MPL: “É possível ampliar os
direitos gradualmente. Sem radicalizar. Mas a tática deles é claramente
binária: ou levo tudo ou não levo nada. Ou você me dá 100% do que estou pedindo
ou você é meu inimigo”.
É isso, amigos. Fiquem com a íntegra das matérias citadas:
Da CartaCapital: MPL mira em Haddad e alivia para Alckmin
A entrevista de Haddad ao DCM: Fernando Haddad fala sobre Marta, Chalita, a lógica do MPL
Da CartaCapital: MPL mira em Haddad e alivia para Alckmin
A entrevista de Haddad ao DCM: Fernando Haddad fala sobre Marta, Chalita, a lógica do MPL
sexta-feira, 16 de maio de 2014
Pensamento para sexta-feira [52] – Vai ter Copa
Mídia Ninja
Por Felipe Cabañas da Silva, no Facebook
Ou a ninguém parece estranho que uma das mais histéricas vozes contra a Copa no Facebook seja a fascistinha TV Revolta, cujos posts 99% das vezes disseminam mentiras e ódio contra o Lula, o PT e a Dilma?
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Dilma, finalmente, anuncia que o Estado não pode tolerar agressores e fascistas
Roberto Stuckert Filho/PR
Tenho amigos de "esquerda" (sic) que consideram um absurdo a presidente Dilma Rousseff
defender a aplicação de penas rigorosas e, se preciso for, a reforma da
legislação para coibir violência e vandalismo em manifestações populares no
país. Geralmente movidas por conceitos nebulosos e concepções mancas do que
seja a liberdade, essas pessoas – repito, algumas das quais minhas amigas – não
conseguem entender que o ovo da serpente está nas praças e ruas, sendo chocado
diante dos olhos de todos e complacência do Estado? Liberdade sem limites não é liberdade, é opressão.
Ora, data venia, o que esperam da pessoa que ocupa o cargo
de presidente da República? Que se manifeste com
tolerância e pusilanimidade diante de depredações de patrimônio
público e privado, de agressões físicas a pessoas e de máscaras para encobrir o crime? Que Dilma, como chefe da nação, admita como legítimos os fogos e as bombas em praças públicas como a dos que assassinaram o cinegrafista
Santiago Andrade e destruíram uma família? Ou esperam que ela simplesmente se omita diante de fascistas disfarçados de ativistas, covardes que se escondem sob o glamouroso e enganador epíteto de black blocs?
Tenho amigos, e amigas, que no começo achavam tudo lindo e maravilhoso. Que protestar é que é legal, mora!, e que viva a liberdade de manifestação e os protestos! Muitos desses amigos, e amigas, alguns dos quais inclusive me atacaram quando eu dizia que as praças estavam inundadas de fascistinhas, agora estão silenciosos. Não divulgam mais protesto nenhum. Devem estar refletindo. Ou envergonhados.
A Constituição Federal garante a liberdade de manifestação e de
expressão, mas não autoriza a barbárie. É preciso dar um basta à covardia dos
que se ocultam para destruir e ferir.
Está muito certa, e até demorou para anunciar as medidas, a
presidente Dilma ao afirmar que o governo trabalha numa proposta de legislação
que reprima toda forma de violência durante as manifestações e que é preciso
aplicar penas rígidas a condenados por crimes cometidos durante os protestos.
Já tardava um posicionamento da presidente, cuja origem é
por demais conhecida, em favor de cidadãos que querem paz, seja em
manifestações, seja ao andar nas ruas que são de todos.
Disse hoje a presidente:
“Os órgãos de segurança pública devem coibir a violência,
cumprindo a lei, mas é preciso reforçar a lei e aplicar a Constituição, que
garante a liberdade de manifestação, mas veda, proíbe o anonimato. Então
estamos trabalhando numa legislação para coibir toda forma de violência em
manifestações.”
Afirmou também:
“Defendo toda e qualquer manifestação democrática. Democratas
são aqueles que exercem pacificamente seu direito e liberdade de exigir
mudanças. São democratas aqueles que lutam por mais qualidade de vida, defendem
com paixão as ideias que têm, a grande maioria dos manifestantes. Mas repudio o
uso da violência em manifestações e acho inadmissível atos de vandalismo,
violência, pessoas que escondem o rosto não são democratas”.
E sobre a Copa do Mundo:
"Planejamos medidas que vão reforçar a segurança nos
estados-sede. O governo está em sintonia com os Estados para que possamos atuar
de forma conjunta e padronizada. A Polícia Federal, a Força Nacional e Polícia
Rodoviária Federal estão prontas e orientadas para agir dentro de suas
competências, e quando for necessário, mobilizaremos também as Forças Armadas."
Concordo com tudo, plenamente.
sábado, 13 de julho de 2013
Dilma: "Qualquer ação de espionagem que contrarie a soberania dos países merece repúdio"
E: "Ninguém pode manifestar-se interrompendo estradas"
"As conquistas sociais do povo brasileiro vieram pra ficar"
sexta-feira, 21 de junho de 2013
Dilma anuncia diálogo com manifestantes, sindicatos e movimentos sociais
Íntegra do pronunciamento
“Anuncio que vou receber os líderes das manifestações
pacíficas, os representantes das organizações de jovens, das entidades
sindicais, dos movimentos de trabalhadores, das associações populares.
Precisamos de suas contribuições, reflexões e experiências (...) de sua
capacidade de questionar erros do passado e do presente.”
Essa foi para mim a passagem mais importante da presidente Dilma hoje, no esperado discurso que fez à nação sobre as manifestações que sacudiram ruas e praças do Brasil por mais de uma semana.
Há um crescente descontentamento da sociedade civil, movimentos sociais e sindicatos com o encastelamento de Dilma e sua dificuldade em dialogar e recebê-los.
Conversei hoje com lideranças do PT em São Paulo que não só estavam, pela manhã, muito preocupadas como inconformadas com o silêncio da presidente diante do sinistro cenário que se desenhou durante a semana, culminando com o quase pânico na noite de ontem.
Essa foi para mim a passagem mais importante da presidente Dilma hoje, no esperado discurso que fez à nação sobre as manifestações que sacudiram ruas e praças do Brasil por mais de uma semana.
Há um crescente descontentamento da sociedade civil, movimentos sociais e sindicatos com o encastelamento de Dilma e sua dificuldade em dialogar e recebê-los.
Conversei hoje com lideranças do PT em São Paulo que não só estavam, pela manhã, muito preocupadas como inconformadas com o silêncio da presidente diante do sinistro cenário que se desenhou durante a semana, culminando com o quase pânico na noite de ontem.
Outro trecho importante do discurso foi o reconhecimento de
que o país precisa caminhar mais rapidamente no rumo de avanços de todos os
tipos: serviços públicos decentes e relações políticas mais honestas, por
exemplo. Disse Dilma:
“As manifestações dessa semana trouxeram importantes lições. As tarifas baixaram e as pautas dos manifestantes ganharam prioridade nacional. Temos que aproveitar o vigor dessas manifestações para produzir mais mudanças, que beneficiem o conjunto da população brasileira.
"Essas mensagens exigem serviços públicos de mais qualidade, escolas de qualidade, atendimento de saúde de qualidade, transporte público melhor a preço justo, mais segurança. Ela quer mais. E para dar mais as instituições e os governos devem mudar.
“Irei conversar nos próximos dias com os chefes dos outros poderes, para somarmos esforços esforços. Vou convidar os governadores e os prefeitos das principais cidades do país para um grande pacto em torno da melhoria dos serviços públicos. O foco será, primeiro, a elaboração do Plano Nacional de Mobilidade Urbana, que privilegie o transporte coletivo; segundo: a destinação de 100% dos recursos do petróleo para a educação; terceiro: trazer de imediato milhares de médicos do exterior para ampliar o atendimento do SUS.”
Abaixo, outros trechos do discurso:
“As manifestações dessa semana trouxeram importantes lições. As tarifas baixaram e as pautas dos manifestantes ganharam prioridade nacional. Temos que aproveitar o vigor dessas manifestações para produzir mais mudanças, que beneficiem o conjunto da população brasileira.
"Essas mensagens exigem serviços públicos de mais qualidade, escolas de qualidade, atendimento de saúde de qualidade, transporte público melhor a preço justo, mais segurança. Ela quer mais. E para dar mais as instituições e os governos devem mudar.
“Irei conversar nos próximos dias com os chefes dos outros poderes, para somarmos esforços esforços. Vou convidar os governadores e os prefeitos das principais cidades do país para um grande pacto em torno da melhoria dos serviços públicos. O foco será, primeiro, a elaboração do Plano Nacional de Mobilidade Urbana, que privilegie o transporte coletivo; segundo: a destinação de 100% dos recursos do petróleo para a educação; terceiro: trazer de imediato milhares de médicos do exterior para ampliar o atendimento do SUS.”
Abaixo, outros trechos do discurso:
“Se deixarmos que a violência nos faça perder o rumo,
estaremos não apenas desperdiçando uma grande oportunidade histórica, como
também correndo risco de colocar muita coisa a perder.
“Tenho a obrigação tanto de ouvir a voz das ruas como
dialogar com todos os segmentos, mas tudo dentro dos primados da lei e da
ordem, indispensáveis para a democracia. O Brasil lutou muito para se tornar um
país democrático, e também está lutando muito para se tornar um país mais justo
(...) Não é fácil chegar onde desejam muitos dos que foram às ruas. Só
tornaremos isso realidade se fortalecermos a democracia, o poder cidadão e os
poderes da República.”
"Vamos manter a ordem"
“Os manifestantes tem o direito a liberdade de questionar e
criticar tudo, de propor e exigir mudanças, de lutar por mais qualidade de vida
e defender com paixão suas ideias e propostas, mas precisam fazer isso de forma
pacífica e ordeira. O governo e a sociedade não podem aceitar que uma minoria
violenta e autoritária destrua o patrimônio público e provado, ataque templos,
incendeie carros, apedrejem ônibus e tente levar o caos aos principais centros
urbanos. Essa violência, promovida por uma pequena minoria, não pode manchar o
movimento pacífico e democrático. Não podemos conviver com essa violência que
envergonha o Brasil.
“Todas as instituições e os órgãos da segurança pública têm
o dever de coibir, dentro dos limites da lei, toda forma de violência e
vandalismo (...) Asseguro a vocês: vamos manter a ordem.”
História
“A minha geração lutou muito para que a voz das ruas fosse
ouvida. Muitos foram perseguidos, torturados e morreram por isso. A voz das
ruas precisa ser ouvida e respeitada, e ela não pode ser confundida com o
barulho e a truculência de alguns arruaceiros. Sou a presidenta dos que se
manifestam e dos que não se manifestam.”
Sistema político
“Precisamos oxigenar o nosso sistema político, encontrar mecanismos que tornem nossas instituições mais transparentes, mais resistentes aos mal-feitos e acima de tudo mais permeáveis à influência da sociedade.É a cidadania e não o poder econômico quem deve ser ouvida em primeiro lugar.”
“Precisamos oxigenar o nosso sistema político, encontrar mecanismos que tornem nossas instituições mais transparentes, mais resistentes aos mal-feitos e acima de tudo mais permeáveis à influência da sociedade.É a cidadania e não o poder econômico quem deve ser ouvida em primeiro lugar.”
Política, corrupção e cidadania
“Quero contribuir para a construção de uma ampla e profunda
reforma política, que amplie a participação popular. É um equívoco achar que
qualquer país possa prescindir de partidos e sobretudo do voto popular, base de
qualquer processo democrático. Temos de fazer esforço para que o cidadão tenha
mecanismos de controle mais abrangentes sobre os seus representantes.
Precisamos de formas mais eficazes de combate à corrupção. A Lei de acesso à
Informação, sancionada no meu governo, deve ser ampliada para todos os poderes
da República e as instâncias federativas. A melhor forma de combater a
corrupção é com transparência e rigor.”
“(...) Confio que o Congresso Nacional aprovará o projeto que apresentei para que todos os royalties do petróleo sejam gastos exclusivamente com educação.”
“(...) Confio que o Congresso Nacional aprovará o projeto que apresentei para que todos os royalties do petróleo sejam gastos exclusivamente com educação.”
Copa do Mundo
“Em relação à Copa, quero esclarecer que o dinheiro do governo federal gasto com as arenas é fruto de financiamento que será devidamente paga pelas empresas e os governos.
O Brasil sempre foi muito bem recebido em toda a parte.
Respeito carinho e alegria, é assim que devemos trartar os nossos hóspedes. O
Brasil merece vai fazer uma grande Copa.”
Fim do discurso
“Eu quero repetir que o meu governo está ouvindo as vozes
democráticas que pedem mudança. Eu quero dizer a vocês, que foram pacificamente
às ruas: eu estou ouvindo vocês e não vou transigir com a violência e a
arruaça. Será sempre em paz, com liberdade e democracia que vamos continuar construindo
juntos esse grande país.”
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