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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

De tênis e mitos



Divulgação
Djoko e Sharapova, sensacionais


Umas linhas sobre tênis, já que o Australian Open está rolando.

Comecei a gostar de tênis vendo jogos do antológico duelo entre Pete Sampras e Andre Agassi, no início dos anos 1990.

De lá para cá, muita coisa aconteceu, sendo um divisor de águas o auge de nosso Gustavo Kuerten, o Guga, no ano de 2000.

Hoje, torço para Novak Djokovic*, apesar de ficar dividido quando ele enfrenta Roger Federer, o jogador mais completo e mais elegante que já vi, mas hoje em decadência (porém, o tenista mais espetacular para mim foi o fabuloso Sampras, com seu saque-e-voleio, a potência e a categoria inigualáveis).

Fala-se muito em Wawrinka e Berdych, que jogam o estilo porrada, que não me agrada. O britânico Andy Murray é um jogador de muito mais recursos, extremamente técnico, mas às vezes instável. Não sei por quê, tenho uma antipatia invencível por Murray.

Nos últimos anos construiu-se uma espécie de dicotomia entre Federer e Rafael Nadal. Não gosto de dicotomias, mas sempre achei Nadal um tenista intolerável, embora reconheça que é um gigante, como já escrevi em outro post. Me irritam até o extremo o estilo pitbull do espanhol, sua força física incrível, a inclemência com que chega em todas as bolas, o fôlego impressionante, o estilo Lleyton Hewitt de jogar tênis (comparação limitada, embora razoável). Além de tudo isso, Nadal tem aqueles tiques nervosos ao sacar: puxa a cueca, arruma o cabelo de um lado, de outro, bate a bola incontáveis vezes...

Roger Federer é o maior colecionador de títulos de Grand Slams, com 17 troféus. Atrás dele vêm Pete Sampras e o próprio Nadal, com 14 cada. Torço muito para Nadal não superar Federer. Djoko tem 7 Grand Slams, e no ritmo em que vem jogando tende a no mínimo se aproximar cada vez mais de Nadal e Federer.**

Jamais esquecerei da incrível vitória do, então, imberbe Roger Federer contra o mítico Sampras em Wimbledon, em 2001. O suíço, com 20 anos, batia seu maior ídolo na lendária quadra central do All England Lawn Tennis Club pelas oitavas de final, lugar onde o norte-americano era rei. Após o jogo, o incrédulo jovem suíço, que viria a superar o ídolo em títulos, caiu de joelhos e chorou.

Sem me alongar muito, no feminino sou fã da Maria Sharapova, para quem sempre torço, a carismática russa que apareceu espetacularmente para o mundo ao bater a impressionante Serena Williams na final de Wimbledon (sempre Wimbledon) de 2004 por 2 sets a 0 (6-1,6-4).

A russa Maria é uma das poucas tenistas que venceram o Grand Slam de carreira, ou seja, conquistou os quatro maiores torneios do mundo: Wimbledon em 2004, Aberto dos EUA em 2006, Aberto da Austrália em 2008 e Roland-Garros em 2012 e 2014. Não é pouca coisa.

Sharapova tem um problema que Guga também tinha. Ambos jogam gritando, o que às vezes perturba quem está vendo.

Mas Serena, a irmã mais nova de Venus, às vezes me parece tão forte que chega a parecer injusto, em certo jogos, ela enfrentar uma mulher, tamanha é a desproporção, a potência de seus golpes, que, aliados à inteligência e seus recursos técnicos impressionantes, fazem dela uma adversária quase imbatível, quando está bem física e psicologicamente.

Nenhuma das duas, Serena ou Sharapova, porém, se compara à grande alemã Steffi Graf, a melhor de todas entre as que vi jogar. Como também já escrevi, nunca vou esquecer a maravilhosa final de Roland Garros de 1999, quando Steffi destruiu a suíça Martina Hings de tal maneira que Martina terminou a partida em meio a um crise nervosa e entre lágrimas.

Entre as mulheres, a australiana Margaret Court foi a que mais ganhou Grand Slams, com nada menos do que 24 títulos. Steffi Graff tem 22. Serena Williams, junto com Chris Evert e Martina Navratilova, tem 18, logo atrás de Wills Moody, com 19. Sharapova tem 5 Grand Slams.

PS: Este post foi escrito antes do término do Australian Open de 2015, vencido por Djokovic na final contra o britânico Andy Murray, o qual o sérvio esmagou por 3 sets a 1, parciais de 7-6 (5), 6-7 (6), 6-3 e 6-0. Djoko conta agora, portanto, com 8 Grand Slams.

* Ao escrever este post em janeiro de 2015, disse que "hoje, torço para Novak Djokovic, apesar de ficar dividido quando ele enfrenta Roger Federer". Um ano depois, refaço a frase para dizer: como sempre fui muito fã, e, mais do que isso, admirador de Federer, fiquei um pouco cansado de tanto ver Federer perder de Djoko, e em todos os confrontos entre ambos de um ano para cá, torço sempre para Federer.

** De janeiro de 2015 a janeiro de 2016, Federer se mantém como maior vencedor de Grand Slams, com 17 troféus. Sampras continua logo atrás, junto com Nadal (que não ganhou nada em 2015), com 14. Djoko, que tinha 7 títulos ano passado, já tem 10. Em 2015, só não levou Roland Garros (que ficou com Wawrinka). O sérvio ganhou na Austrália, em Wimbledon e nos Estados Unidos.


segunda-feira, 17 de março de 2014

About Djoko



Reprodução
O sérvio Novak Djokovic ganhou três vezes Indian Wells

O que me fez parar à frente da TV neste domingo foi a final de tênis de Indian Wells, nos Estados Unidos: Novak Djokovic x Roger Federer. Jogaço.

Vitória (e título) de Djoko por 2 a 1 (6-3, 3-6 e 7-6) na decisão do torneio.

Ultimamente existe uma espécie de dicotomia entre Federer e Rafael Nadal. Tipo, quem é melhor, Nadal ou Federer? Particularmente, prefiro Djokovic, embora ache Federer o melhor de todos e Nadal um tenista intolerável, embora reconheça que é um gigante. Mas o estilo pitbull de Nadal, sua força física extrema, a inclemência com que chega em todas as bolas, o fôlego impressionante, o estilo Lleyton Hewitt de jogar tênis, além dos tiques ao sacar (puxa a cueca, arruma o cabelo de um lado, de outro, bate a bola incontáveis vezes), tudo isso me faz sempre torcer contra Nadal.

Os mais espetaculares tenistas que vi jogar foram Pete Sampras, Roger Federer, Gustavo Kuerten e Patrick Rafter.

Os maiores ganhadores de Grand Slams na era profissional foram Federer (17 títulos), Sampras (14) e Nadal (13). Djokovic ganhou seis, com seu arsenal variado de golpes, a técnica refinada, a capacidade de jogar tanto no fundo da quadra como de avançar e resolver no voleio, a impressionante força mental com que supera as piores adversidades.

Enfim, voltando a Indian Wells, foi o terceiro título de Djokovic nesse Masters 1000 do circuito (Federer é o maior vencedor na história do torneio, com quatro taças). Como Djoko, Jimmy Connors, Michael Chang e Rafael Nadal também levantaram a taça três vezes em Indian Wells.

Este ano, o primeiro Grand Slam da temporada, o Australian Open, foi vencido pelo suíço Stanislas Wawrinka. Uma zebra. Ainda faltam Roland Garros, Wimbledon e US Open.

Vai, Djoko.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

O incrível Djokovic

Divulgação/ Official Website

A notícia esportiva deste domingo foi a épica vitória de Novak Djokovic sobre Rafael Nadal na final do Australian Open. O sérvio conquistou seu quinto título de Grand Slam, batendo o espanhol por 5/7, 6/4, 6/2, 6/7 e 7/5, após uma partida que durou 5h53.  Foi a mais longa final de um Grand Slam, recorde que até então era da decisão do US Open de 1988 entre Mats Wilander e Ivan Lendl, com 4h54. E foi também a mais longa partida da história do Aberto da Austrália.

Djokovic já havia levantado o Aberto da Austrália (2008, 2011 e 2012), US Open (2011) e Wimbledon (2011). Incrível esse Djokovic. Para ter na carreira a conquista dos quatro títulos do Grand Slams (o que apenas 10 tenistas na história já conseguiram, entre homens e mulheres), só lhe falta Roland Garros.

Curioso que o Grand Slam que falta a Djokovic é justamente o que nosso Guga ganhou três vezes (1997, 2000 e 2001). Roland Garros é também o único que faltou ao mítico Pete Sampras.

domingo, 9 de outubro de 2011

Guga e Moyá, para matar a saudade

Gustavo Kuerten venceu o espanhol Carlos Moyá num jogo de exibição (Desafio Internacional de Tênis) no sábado, 8, em São José, região metropolitana de Florianópolis, por dois 2 sets a 1 (6/4, 2/6 e 6/3). Mas em alguns momentos deu para matar a saudade do grande Guga com sua esquerda espetacular e única. Só vi o vídeo tape hoje.

Reprodução/ Sportv
Como escrevi aqui, assim como os domingos nunca mais foram os mesmos depois da morte de Ayrton Senna, o tênis para mim perdeu muito de seu encanto depois que Guga abandonou as quadras em 2008, por problemas físicos. O tenista que conquistou três vezes Roland Garros, tem um total de 20 títulos e ficou 43 semanas como líder do ranking mundial é inigualável, não só por seu jogo único, intenso e marcado por aquela esquerda impressionante, mas também por seu carisma e irreverência.

O auge de Guga foi o ano de 2000. Naquela temporada avassaladora , em que ganhou o bi de Roland Garros, o torneio de Santiago e os masters series de Hamburgo e Indianápolis, o ano terminou com a conquista antológica do Masters Cup realizado em Portugal. Para ganhar aquele título, ele bateu na sequência Yevgeny Kafelnikov e os monstros sagrados Pete Sampras e Andre Agassi.

Amigo do tenista brasileiro, Carlos Moyá, que encerrou a carreira em 2010, conquistou Roland Garros em 1998 e liderou o ranking da ATP em 1999 por duas semanas. Curiosamente, Moyá conquistou 20 títulos na carreira, como Guga.

Atualizado às 23:20

PS - (às 13:59 de 10/09/2011): Errata - em 2000, Guga conquistou o bicampeonato do Grand Slam de Roland Garros, e não o tri, como dizia o post (já corrigido). Ele levantou esse troféu em Paris nos anos de 1997, 2000 e 2001.