
Para tornar a situação ainda mais dramática, faltam ônibus e a malha ferroviária de trens urbanos, da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), não ajuda a população. Os usuários vivem uma realidade humilhante dia a dia, semana após semana, por meses e anos a fio, e parecem achar natural, já que continuam votando nos mesmos governantes de sempre, os candidatos do PSDB de Fernando Henrique Cardoso, José Serra e Geraldo Alckmin.
No bairro da Paulicéia, divisa de Diadema com São Bernardo do Campo, ABC Paulista, uma pessoa pode ficar uma hora, no mínimo (conheço relatos de uma hora e meia), esperando um ônibus que a leve à zona Sul da capital. Aqui, um problema grave: quando duas cidades não se interligam por trem, o cidadão depende do transporte intermunicipal de ônibus, feito por empresas que cobram o que querem, fazem e deixam de fazer o que bem entendem.
Do outro lado da Grande São Paulo, em Osasco e cidades vizinhas, problemas no transporte público também não faltam (foto abaixo). “Superlotação, empurra-empurra, atrasos, quebras, paralisações, falta de investimentos” é a realidade dos usuários dos trens da CPTM, conforme relata o repórter Leandro Conceição, no jornal Visão Oeste, de Osasco.
Como no caso do metrô, o governo estadual não promete nada e o que prometeu não cumpriu. Antes da campanha ao governo do estado, pudemos assistir a uma maciça onda de propagandas na TV prometendo o paraíso e bilhões em investimentos. Agora, o governo estadual diz que melhorias no sistema da CPTM só em dois anos. “Segundo o governador paulista, Alberto Goldman (PSDB), que assumiu para José Serra fazer sua campanha à presidência, o número de falhas nas linhas da CPTM só deve cair dentro de dois anos, quando for concluído o processo de modernização do sistema”, diz ainda a matéria do Visão Oeste. Leia a reportagem clicando aqui.
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3 comentários:
O futuro em São Paulo se mostra um tanto quanto obscuro, já que São Paulo e Minas Gerais provavelmente serão as trincheiras da oposição dizimada. Os dois maiores colégios eleitorais do país, onde o tucanato pretende se reorganizar para enfrentar o lulo-petismo em 2014.
E a oposição promete começar a ficar ruidosa, pois a perspectiva de mais 4 anos alijados do poder está deixando o tucanato mais histérico.
Ow, Edu, andei esperando que você fizesse um post sobre a mais recente onda de fabricação de escândalos, notadamente envolvendo o subjornalismo de direita da Veja... Estão tentando salvar o naufrágio Serra usando o quarto poder, o que é clássico na história recente do Brasil.
E, obviamente, os "escândalos" só fazem afundar mais o "seu Zé". A pesquisa CNT/Sensus dessa semana que acabo de ver dá 26,4% a Serra e 50,5% a Dilma. Começo a achar que se a Marina Silva encaixar um discurso e uma estratégia de propaganda mais convincente (no que os Verdes, de um modo geral, são bons), pode ultrapassar o Serra. Seria sensacional.
A depressão é tanta que o "grande e experiente político" paulista já começa a perder o tino nos debates, gaguejando ou deixando estourar o tempo, etc. Vejam no seguinte link:
http://www1.folha.uol.com.br/poder/798334-comando-tucano-se-queixa-de-atuacao-de-serra-em-debate.shtml
Fala, Felipe. Entendo sua expectativa frustrada sobre eu não postar nada sobre mais esse "escândalo" fabricado pela fábrica de lixo chamada Veja, entre outras coisas infestadas de chorume. É que, com o perdão do trocadilho, estou "cansado" disso. Enojado mesmo. O negócio não tem fim. Estou meio budistas com esse papo podre dessa mídia brasileira. Mas o fato é que Dilma está eleita e eles vão ficar chupando e falando sozinhos.
abraços!
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