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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Santos de Claudinei mete 3 a 0 no São Paulo de Muricy na Vila. Tá bom



Divulgação/Santos FC
Capitão Dracena sobe no terceiro andar para fazer 1 a 0

Cheguei em casa hoje disposto a ver Santos x São Paulo direto da Vila Belmiro. “E aí, seu Edu, hoje é dia!”, me recepcionou Francisco, o simpaticíssimo porteiro da noite no condomínio, são-paulino, que tem uma bela voz de radialista (se existisse o ProUni quando Francisco era menino...). Concordamos que o empate estava de bom tamanho para ambos no San-São, na atual conjuntura.

Tenho visto muito pouco o Santos jogar, seja por falta de tempo, seja porque tem passado cada vez menos na TV aberta e nos canais pagos. Quem não tem pay-per-view (que já assinei, mas cancelei, porque acho um roubo) quase não vê mais o Peixe ao vivo. O que, na boa, é discriminação. A torcida santista na capital é enorme.

Mas, hoje, passou na Globo, eu não tinha que trabalhar e assisti.

Os melhores momentos de Santos 3 x 0 São Paulo - 02/10/2013


Vi logo de cara Aranha defender uma bola de Luis Fabiano que para mim era gol. Mas vi o Peixe fazer 1 a 0 aos 22 minutos do primeiro tempo, no terceiro escanteio seguido em que a zaga são-paulina permitiu ser atacada passivamente, algo estranho no time de um treinador (Muricy Ramalho) que prima pela defesa bem postada. No terceiro corner consecutivo, gol de Dracena, o capitão.

Vi o Peixe perder dois gols feitos logo em seguida, desperdiçando a chance de aniquilar o Tricolor ainda no primeiro tempo. Pensei: isso é típico do Santos, perder gols e tomar o empate.

Depois, o volante santista Alison foi expulso por uma entrada criminosa e injustificável em Douglas. Cartão vermelho mais do que merecido.

Tensão. Se o São Paulo jogasse a partir de então como contra o Grêmio no domingo passado (quando perdeu por 1 a 0 no Morumbi, mas jogou bem), provavelmente empataria. Tinha um jogador a mais, ainda no primeiro, e todo o segundo tempo pela frente. Se não me engano, foi Douglas quem perdeu um gol feito, num rebote do goleiro Aranha, nos estertores dos primeiros 45 min.

Intervalo.

E logo aos 12 da segunda etapa, um contra-ataque fulminante acabou em cruzamento do lateral direito Cicinho (ex-Ponte Preta) e chute de primeira de Thiago Ribeiro. Golaço e 2 a 0.

Depois, o que vi foi um São Paulo apático, Muricy Ramalho com uma postura passiva, amuado, no banco de reservas. O Tricolor passou a exercer um “domínio territorial” (como se dizia antigamente) absolutamente estéril diante de um Santos bem postado, defensivo, mas ameaçador como uma cobra armando o bote.

E o bote final veio em outro contra-ataque, também com passe de Cicinho para o veterano Léo (que entrara no lugar do cansado Thiago Ribeiro) estufar as redes: 3 a 0. “Uh, tererê”, gritava a torcida alvinegra na Vila, assim como no gol de Dracena.

No Santos, os destaques foram justamente o lateral Cicinho, que apoiou muito bem e cumpriu a função defensiva, e Arouca, um gigante, que transfigura a equipe quando joga e está em forma, e volta aos poucos de um período em que se recuperou de lesão. Com ele, existe marcação competente e cobertura tantos dos laterais que avançam quanto dos buracos centrais. Impressionante o que joga esse Arouca.

E vi, com que prazer!, Claudinei Oliveira humilhar Muricy Ramalho na Vila Belmiro.

Em 6° lugar, o Peixe está a 5 pontos do G4 (36 pontos contra 41 do Atlético-PR). O São Paulo, em 16°, pode entrar na zona do rebaixamento se o Vasco vencer o Inter hoje (quinta) no Rio.

Enfim, foi o que vi. Santos 3 x 0 São Paulo. E de quebra ganhei aposta de um companheiro são-paulino de redação. Como dizia aquele personagem de Chico Anísio, o Coalhada: “Mas hein!”

E o Ganso? Hoje, uma nulidade.

Não posso deixar de encerrar dizendo que o Brasileirão de 2013 está muito chato, e a cada ano que passa cada vez mais chato. Me convenço mais e mais de que esse negócio de título por pontos corridos é pra inglês (europeu) ver. Adotou-se aqui pra copiar o “primeiro mundo” (complexo de vira-lata), todo mundo aplaudiu (“jornalistas esportivos” principalmente) e agora ficou esse negócio morno. E chato.


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O Santos de Aranha e Claudinei, o São Paulo de Muricy, Neymar e os imbecis


Divulgação/SFC
Pegando tudo
Não vi, pois estava trabalhando, mas o que vale é que, jogando com Aranha, Cicinho, Edu Dracena, Gustavo Henrique e Emerson; Alison, Alan Santos (Renê Júnior), Cícero e Leandrinho (Renato Abreu); Giva (Everton Costa) e Thiago Ribeiro, o Santos de Claudinei Oliveira bateu o Internacional em Novo Hamburgo (RS) por 2 a 1, ontem. E a sorte está ajudando: vi os gols, e Renato Abreu, aquele, entrou no segundo tempo e, na primeira bola que tocou, batendo uma falta, fez o segundo gol do time. Aranha está pegando até pensamento e fazendo a torcida esquecer Rafael...

Nada mau para um time dado como candidato ao rebaixamento, que passou por crise recente, com queda (bem-vinda) de Muricy Ramalho, afastamento do presidente e capacidade dos jovens valores de superar as dificuldades colocada em xeque.

O primeiro turno termina com o Peixe em 7° lugar, com 28 pontos, e uma ressalva: deve ainda um jogo, adiado quando da viagem a Barcelona, contra o Náutico. Considerando que o time pernambucano está quase rebaixado faltando metade do campeonato, e que o Santos tem tudo para vencer esse jogo, o 19° e último que ainda tem de realizar para completar a tabela, o Alvinegro da Vila terminaria a primeira fase do torneio com 31 pontos, em 5° lugar, um à frente do mesmo Inter e do badalado Corinthians, que, aliás, empatou com o próprio Náutico no Pacaembu domingo passado, numa zebra que eu teria errado se jogasse na Loteria Esportiva, o que mostra que “futebol  é uma caixinha de surpresas etc.

Seja como for, o Santos vem de três vitórias e uma derrota, sendo dois triunfos fora de casa ( 2 a 0 sobre o Fluminense e 2 a 1 contra o Inter), um na Vila (1 a 0 contra o sempre perigoso Goiás) e uma derrota esperada para o Atlético-PR em Curitiba.

Nada mau, como disse acima.

Muricy volta para casa

A volta de Muricy Ramalho (“bom filho à casa torna”) ao São Paulo era a notícia mais esperada do século. Eu, que não sou nem jornalista esportivo, já previa isso, como é testemunha uma amiga são-paulina a quem, pessimista com o futuro do time (“vai cair pra segundona”)  eu disse há quase três semanas: “não se preocupe, o São Paulo vai demitir Autuori e contratar Muricy, que vai acabar salvando”. 

O futebol de Muricy é horrível, mas a levantada de que o time precisa, a injeção de ânimo, vai livrar o time do rebaixamento, acredito. Embora eu tenha ouvido de um são-paulino ao saber da contratação do treinador: "ninguém merece".


Neymar e os imbecis

E a seleção de Felipão? O que seria dela sem Neymar, que arrebentou com o jogo ontem, na vitória de 3 a 1 contra Portugal, fazendo um daqueles golaços que os santistas estávamos acostumados a comemorar? 

O lamentável foi ouvir, de jornalistas euro-subservientes e toscos cujos nomes nem vale a pena citar, que Neymar demonstrou ontem estar mais consciente, mais encorpado, ganhou até dois quilos depois que foi para o Barcelona, e por isso tudo está rendendo mais na seleção! Meu Deus, como tem imbecil neste mundo.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Luis Álvaro cai


Divulgação/Santos FC
Depois da pressão que já vinha crescendo nos bastidores e se tornou enorme com a exposição do clube a um dos maiores vexames de sua história (a derrota de 8 a 0 para o Barcelona), que foi mais um dos efeitos da falta de planejamento e/ou comando em sua segunda gestão, Luis Álvaro Ribeiro, o Laor, pediu licença de um ano da presidência, alegando motivos de saúde.

Sou dos que defendiam a renúncia ou até mesmo o impeachment, mas discordo de manifestações apaixonadas como li no Facebook: “Triste fim de um santista”, ou “Além de incompetente, é covarde”.

Primeiro, porque não me parece respeitoso. Em segundo lugar, porque, se é verdade ou não, ele alega problemas de saúde que parecem verdadeiros, haja vista as constantes internações. Não sou maniqueísta, dos que veem as coisas como a eterna oposição mal x bem, certo x errado, Lennon ou McCartney, Chico ou Caetano e por aí vai. O trabalho de Laor tem méritos inegáveis, como os seis títulos conquistados desde 2010.

Feita a ressalva, as coisas precisam mudar. Tudo na vida é assim.  A gestão estava sem rumo. Assim, a opção pela licença soa como uma espécie de renúncia branca, uma saída à francesa e, acho eu, definitiva (espero). Em resumo, uma solução diplomática para uma necessidade política.

Canso de ouvir conceituados “cronistas esportivos” dizerem, quando um treinador é demitido, avaliações como: “no Brasil é assim, o culpado é sempre o técnico”, “falta profissionalismo” e outros clichês. Tudo bobagem. Se Adilson Batista não tivesse dado lugar a Muricy Ramalho em 2011, o Santos não teria ganhado a Libertadores; mas, se Luis Álvaro tivesse usado sua autoridade de presidente ao invés de delegar tudo ao tal “comitê de gestão” e tivesse demitido Muricy quando era preciso, a era Neymar não teria sido a sucessão de dois anos de péssimo futebol e decepções, o que só desgastou o presidente desde a conquista da Libertadores em 2011. Desde então, os títulos paulista (2012) e da Recopa (2012) não chegaram a enganar os santistas mais atentos e só serviram para prolongar a malfadada permanência de Ramalho na Vila, ganhando estratosféricos R$ 700 mil por mês, ele e sua panelinha de auxiliares e assessores inúteis.

O vice Odílio Rodrigues assumirá o cargo. Resta saber se a falta de planejamento e de comando vai ser corrigida para que o clube possa retomar seu caminho vitorioso, o que é urgente nesse momento de reformulação. Por mim, caíam fora também o tal Comitê de Gestão, o próprio Odílio e se convocavam novas eleições.

De resto, de minha parte, desejo sorte a Luis Álvaro e que recupere sua saúde. 

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Muricy caiu. Até que enfim uma notícia boa no Santos


“O Comitê de Gestão decidiu que Muricy Ramalho não é mais técnico do time profissional do Santos FC. A decisão foi comunicada ao treinador nesta quinta-feira (30/5).

“Muricy Ramalho assumiu como técnico do Santos FC em abril de 2011. Na ocasião, ajudou o Clube a sagrar-se bicampeão paulista, tri da Libertadores e vice-campeão mundial (...).             

Foto: Divulgação/Santos FC
“(...) O Santos FC inicia um processo de reformulação após um dos períodos mais vencedores da história de 101 anos do Clube, com seis títulos conquistados e dois vice-campeonatos em um período de 40 meses.”

Com essa nota oficial, termina o sofrido período Muricy Ramalho no Santos, com seu futebol feio, sem padrão tático e sem futuro, dois anos e um mês após o treinador assumir o comando da equipe. Na nota, o Comitê Gestor se refere a 40 meses como o período em que o clube é comandado pelo presidente Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro. O treinador ficou no Santos por 25 meses, e ganhou a Libertadores (2011), dois Paulistas (2011 e 1012) e a Recopa de 2012, a taça que reúne uma disputa em ida-e-volta entre os campeões da Libertadores e da Sul Americana do ano anterior.

Sou dos que há muito tempo defendem a saída de Muricy do Santos. Ao dizer que, entre outras coisas, o treinador “ajudou o clube a sagrar-se vice-campeão mundial” em dezembro de 2011, o comitê parece estar zombando de quem não só viu aquele jogo com o Barcelona como acompanhou a semana que o antecedeu. O discurso derrotista do treinador e a falta de qualquer proposta de jogo convincente ajudaram, isso sim, o Santos dar um dos maiores vexames de sua história recente. 

Perder do Barcelona era esperado, mas não daquela forma vergonhosa. No ano seguinte, com um  futebol covarde e totalmente incongruente com o futebol que os santistas aprenderam a amar, e um time que tinha Neymar, o Peixe novamente teve postura indigna e caiu diante do Corinthians na Libertadores jogando como time pequeno. Incapaz de jogar com a base do clube, e portanto de entender o espírito do Santos, Muricy estava sempre culpando algo, de preferência os jovens jogadores, como Felipe Ânderson, principalmente, pela sua incompetência tática.

O título da Libertadores de 2011 foi conquistado graças a um elenco que tinha Rafael, Danilo, Edu Dracena, Durval, Léo, Arouca, Elano, Ganso e Neymar, o qual Muricy organizou ao suceder Adilson Batista, que com o elenco que tinha fazia um trabalho horrível e o time estava à beira da desclassificação da Libertadores na fase de grupos. Um treinador ganhando R$ 500 mil por mês como Muricy tem que apresentar alguma coisa, afinal.

Nos campeonatos brasileiros de 2011 e 2012, o Santos fez campanhas muito ruins para um time que entrou nas disputas candidato “no mínimo” ao G-4.  Ficou em ambos com 53 pontos, em 10° em 2011 e 8° em 2012.

De maneira que, após a notícia ruim da saída de Neymar, finalmente os santistas receberam uma notícia boa e o #foraMuricy foi vencedor.

PS: Triste é pensar que dois anos da era Neymar, na minha opinião o maior jogador do Santos pós-Pelé, foram perdidos com esse treinador que nunca vou cansar de chamar de farsa. Não por culpa dele, mas de quem o contrata por fortunas absurdas e da mídia que, fora raras exceções, acha o Muricy "um dos melhores do Brasil". Enfim, não adianta chorar pelo vinho derramado.

*Atualizado às 21:13

domingo, 19 de maio de 2013

Corinthians ganha título e castiga gestão arrogante e incompetente do Santos de Laor e Muricy



Ricardo Saibun/Santos FC
Por mais histórico que tivesse sido o Santos conquistar o inédito tetracampeonato paulista, a verdade é que a equipe de Muricy Ramalho esteve muito longe de merecer tal façanha nas finais do Paulistão contra o Corinthians. E o 1 a 1 na Vila Belmiro, que deu o título ao Corinthians, foi justo.

Como eu não tenho sido um dos defensores mais ardorosos dos tediosos campeonatos estaduais nos formatos atuais, fico à vontade para dizer que, tirando o ineditismo perdido, foi até bom para o Santos perder o título: 

- primeiro, porque, com uma campanha mediana e tendo chegado à final após duas vitórias na disputa por pênaltis, o Santos não teve em nenhum momento a chamada “pegada de campeão”. Se tivesse sido campeão, seria a premiação ao futebol de quinta categoria em vigor hoje na Baixada, sob o comando de Muricy Ramalho, cuja arrogância é inversamente proporcional ao futebol que o time apresenta nos últimos dois anos;

- em segundo lugar, porque, como time, o Corinthians é muito melhor, atualmente. A partir do banco. Tite dá de dez a zero em Muricy, que se mantém tosco e covarde em todas as situações nas quais tem de provar que sabe do riscado. Sabe porra nenhuma. Muricy é uma farsa de 500 mil reais por mês, no mínimo.

O Santos foi um time desconjuntado, esgarçado, cheio de brechas. Precisando vencer, quase nada exigiu do goleiro adversário. No primeiro jogo, no Pacaembu, tomou um vareio e não saiu já virtualmente perdido para a última partida graças a um gol que o zagueiro Durval achou numa cabeçada. Na segunda partida, na Vila, logo após Cícero fazer um golaço, a santista aqui em casa disse: “espero que o Santos não tome o empate no próximo minuto”. Dito e feito: como aconteceu no jogo de ida da Libertadores em 2012, o pusilânime Peixe de Muricy fez o mais difícil, furar a zaga corintiana, pra entregar em seguida e depois ficar ciscando e dando chuveirinho, como um time de várzea, sem padrão tático, sem nada que se veja digno de um time grande. Se não fosse o goleiro Rafael, o vaca tinha ido pro brejo no primeiro tempo.

O Santos de Muricy (e digo isso faz tempo) não tem futuro. Aliás, o Santos de Luis Álvaro Ribeiro, o popular Laor, não tem futuro. A segunda gestão do atual mandatário, caracterizada pela total falta de comando, é um desastre. 

A análise tática do Santos 1 x 1 Corinthians de hoje é o menos importante. Venceu o melhor, por inúmeros fatores. O principal é que o Santos hoje é comandado por uma turma de incompetentes. E, o pior, além de incompetentes, arrogantes.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Deva Pascovicci entra no coro "fora Muricy"


Ivan Storti/Divulgação Santos FC
O "gênio" agora adota o esquema 4-5-1
Para ver como eu não sou um chato que vive de cornetar, quando falo do Santos. Pelo menos não só eu. O Deva Pascovicci  narrador da CBN que não se furta a comentar (santista assumido), disse agora na rádio que Muricy Ramalho deve sair do Santos. 

Segundo Deva, o treinador não põe os meninos da base e o esquema tático prejudica Neymar, que não tem com quem jogar. Não precisa o Deva nem eu para ver. Para se ter uma ideia, na última partida (derrota para a Ponte Preta por 3 a 1) o time santista jogou num bizarro 4-5-1, com um atacante apenas, justamente o craque, que, cada vez mais irritado porque é sobrecarregado pelo estilo covarde do “gênio” (gênio da grosseria e do mau humor), acabou sendo expulso. 

A equipe tinha no meio campo Arouca, Renê Júnior, Marcos Assunção, Cícero e Montillo. Foi um fracasso e o time jogou uma partida horrorosa. Talvez o técnico são-paulino de coração, saudoso do estilo brucutu do velho Rubens Minelli, resolva agora jogar no 4-6-0, deixando Neymar como sexto homem de meio de campo, ajudando na marcação dos laterais adversários. 

Segundo Deva, a intenção da diretoria era que Muricy desse lucro ao time, aproveitando os jovens da base, que soubesse trabalhar com a base. Ao contrário disso, o “gênio” prefere a contratação de jogadores que não dão resultado, alguns a preço de ouro. Montillo, trazido a peso de ouro, é o maior exemplo: até agora não disse a que veio. 

Após segunda derrota seguida, e jogando um futebol medonho, Muricy falou ontem em "acertar" time do Santos. Ele está na Vila há quase 2 anos e ainda está falando em acertar? Só pode ser brincadeira. Como eu disse ontem no Facebook, o Santos só vai se "acertar" depois que se livrar desse farsante que ganha 500 mil por mês para apresentar o lixo de futebol que se vê. E o Laor? De férias? Luis Álvaro só aparece na entrega de troféus. É um presidente totalmente omisso.

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Fora Muricy ou não?


Ricardo Saibun - Divulgação/Santos FC
Duas opiniões, opostas, sobre a questão: o Santos deve manter Muricy Ramalho ou deveria demiti-lo?

Olavo Soares, do blog Escanteio Curto (santista):

Pode soar um tanto quanto imediatista pedir a demissão de um técnico que deu ao Santos dois títulos paulistas e a tão sonhada Libertadores. Mas não há como não pensar diferente (...)

(...) o Santos, hoje, é um bando. Um time desorganizado, sem opções táticas (...) Não há criatividade ofensiva e nem mesmo uma solidez na defesa que poderia nos fazer crer que a insatisfação dos santistas com o técnico deriva de sua fama de retranqueiro.

(...) A ausência de Neymar em grande parte dos jogos deste ano era previsível (...) A previsibilidade é o que determina a falha de Muricy. Ele tinha a informação e, portanto, tinha a obrigação de saber lidar com ela. (...) Não há como fugir do óbvio outra vez: se não fosse Neymar e suas poucas aparições no Brasileiro, estaríamos na zona do rebaixamento.

(...) Por isso é hora de agradecer a Muricy pelo bom trabalho no primeiro semestre de 2011, e permitir que ele e o Santos tenham vidas novas, distantes um do outro.

Fora Muricy.


Rice Araújo, artista, ilustrador, chargista (e santista)

Eu acho que o Muricy deve continuar, sim. Claro que todos os times têm altos e baixos e se a cada curva negativa trocarmos as peças não teremos os benefícios de um grupo mais unido, sólido e estável. Não acho que a fase pela qual passa o Santos seja algo tão lastimável que só a troca do técnico consertaria.

Pra mim é uma flutuação normal de um time que tem que se reencontrar após um certo caos que ocorre após todas as mudanças, e a superexposição do Neymar, merecida diante de seu talento, deve estar causando também algumas dificuldades de relacionamento nos bastidores, o que era bem previsível que ocorresse em algum momento.

Creio que um técnico com a experiência do Muricy pode administrar os egos no vestiário e acelerar esse processo de acomodação da equipe, saindo dessa fase com um time tão unido quanto no final de 2011.

sábado, 24 de novembro de 2012

Duas visões sobre a queda de Mano Menezes e o próximo técnico da seleção


Reprodução
Muita gente acha que a seleção brasileira, cada vez mais, só serve para atrapalhar o futebol no país. Para os torcedores do Santos, isso cala mais fundo atualmente. O clube fez um esforço inédito, manteve o craque Neymar contra a investida dos poderosos Chelsea, Barcelona e Real Madrid e, no entanto, o atleta desfalcou a equipe 12 vezes durante o Brasileirão.

O Santos ganhou no Campeonato Brasileiro de 2012 cerca de 70% dos pontos que disputou com Neymar no time (faço uma estimativa tendo em mente que, em setembro, o índice era realmente de 74% dos pontos conquistados com ele em campo, e pífios 24,5% sem o craque). O índice de aproveitamento da equipe com Neymar, em torno de 70%, é o índice de aproveitamento do Fluminense, campeão brasileiro.

Voltando ao fato do dia, a súbita queda de Mano Menezes vai fazer com que as apostas sobre seu substituto se prolonguem até janeiro, quando a CBF disse que vai anunciar o treinador que comandará o balcão de negócios na Copa do Mundo. Para quem ainda torce muito pela seleção brasileira (ainda há pessoas assim?), ou no mínimo tem interesse por ela, a queda do treinador deve ser comemorada, já que com Mano acho que ganhar a Copa seria muito difícil.

No caso deste blogueiro, penso que há duas maneiras de raciocinar sobre o tema queda de Mano Menezes e quem será o sucessor.

Raciocínio 1: esquecendo o lado “balcão de negócios”

Deixando de lado por um momento o caráter balcão de negócios de tudo isso, só pensando em futebol, temos algumas opções: Vanderlei Luxemburgo? Felipão? Muricy Ramalho? Abel Braga? Tite? Pep Guardiola? Eu preferiria Luxemburgo. Na seleção ele teria que render e para isso precisaria esquecer seu complexo de manager por (apenas) menos de dois anos, até a Copa do Mundo. Teria de ser uma gestão pragmática, mas o treinador entende muito de futebol e seria o candidato a apresentar um time mais bonito de se ver jogar.

Falam que Felipão é favorito. Será? Primeiro, opinião pessoal, escola gaúcha no me gusta. Portanto eu tiraria da lista de cara também Tite. Em segundo lugar, independentemente do que eu acho, com paulistas aparentemente no comando da CBF (Marin, Marco Polo Del Nero), será que optariam por uma solução gaúcha para o comando técnico? Pode ser que sim, pode ser que não. Meu palpite é que não. Ou será que torço pra que não?

Enfim, Muricy e Luxemburgo seriam candidatos fortes numa solução paulista para a seleção. Embora carioca, Luxemburgo de certa forma se “paulistanizou”, já que suas grandes conquistas foram em São Paulo por três grandes clubes do estado: Palmeiras (1993/94 e 96), Corinthians (1998) e Santos (2004 e o menos brilhante Peixe de 2006/07).

São só especulações, mas eu não acharia a solução Guardiola ruim. Consta que inclusive ele teria se oferecido ao cargo. É preciso parar com esse corporativismo meio falso. Todos os mais cotados treinadores brasileiros cobiçam o posto vago, embora se declarem condoídos com a demissão do colega Mano. Já Guardiola com certeza faria algo mais inquietante, eu diria, do que essa mesmice de Muricy, Tite e Felipão, e até de Abel Braga. Futebolisticamente falando, por mim, ficaria entre Vanderlei e Pep. Ponto.

Raciocínio 2 – Pensando como santista

Neste caso, meu raciocínio já seria outro. Como torcedor do Peixe, eu indicaria Muricy para substituir Mano Menezes. Seria a forma mais rápida e indolor, sem traumas, de meu time se livrar do treinador. Que tem seus méritos, reconheço, mas não é um estilo que combina com o Santos. O futebol dos seus times é feio, e eu não gosto do meu time jogando feio. (Não vibrei com Parreira em 94, mas vibrei com Felipão em 2002. Porém, vibrei menos pelo treinador do que pelos achados de Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo e Ronaldo Nazário nos jogos mais importantes, contra Inglaterra e Alemanha – neste, 2 a 0 na final, dois gols de Ronaldo. Vibrei até com Cafu erguendo a taça. Mas não com Scolari, que, ainda mais, hoje está totalmente ultrapassado.)

Indo para a seleção, portanto, Muricy ficaria feliz, realizaria o sonho de todo técnico, e o Peixe poderia retomar o rumo do futebol que tem a ver com suas tradições e sua escola, as quais o técnico são-paulino é incapaz de entender, pelo menos segundo o que demonstrou até aqui, um ano e sete meses após assumir.


*Atualizado às 02:20


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Santos continua sem futebol e sem alma, Timão segue bem, Verdão deve subir, Tricolor tem Ganso


Vendo Atlético-MG 0 x 0 Grêmio, fiquei pensando em como tem sido desastroso o segundo mandato do presidente do Santos, Luis Álvaro Ribeiro, o Laor. Depois de uma novela enfadonha e mal gerenciada, PH Ganso é do São Paulo. Enquanto isso, Elano – que sob Vanderlei Luxemburgo volta a jogar bem – e Zé Roberto formam um meio de campo muito competitivo no Tricolor gaúcho. E o meio de campo do Santos não existe.
Ricardo Saibun - Divulgação Santos FC
Para ele, todo mundo é burro
Elano foi despachado porque não tinha mais ambiente num time em que ele (versátil e talentoso) se resumia a defender e cobrir a lateral direita (escrevi sobre isso aqui, no início do ano), no estilo tosco de Muricy Ramalho, que no sábado, após a lavada que seu time tomou da Lusa (3 a 1 no Pacaembu), discutiu com um repórter que insinuou que a equipe não faz treino tático. Será que faz? Dizem que não. Mas todo mundo é burro e ignorante para ele. Muricy, que não assume responsabilidade e vive montado na arrogância, tem carta branca do apático presidente. O treinador está desmontando o time do Santos. Tirando Neymar, ninguém joga bem no time de Muricy.

E, ao que parece, o “professor” vai ser um longo castigo para a torcida santista. Laor se acomodou com os títulos conquistados e parece satisfeito em pagar uma fortuna para a fraude chamada Muricy Ramalho. Quem vê os jogos do Santos sabe que o time não tem padrão tático, não tem gana, não tem nada. Sem Neymar, não existe.

Zé Roberto poderia ter vindo, mas o Santos de Laor preferiu deixá-lo ao Grêmio, que disputa o título, enquanto o time praiano, jogando há muito tempo um futebol de dar dó, dorme sobre os louros da vitória do único título do ano do centenário, o Campeonato Paulista. Para um time caro como o do Santos hoje, é muito pobre a campanha de 2012. Pobre e vergonhosa.

Botafogo 2 x 2 Corinthians foi um bom jogo. O Corinthians continua na sua toada, jogando bem mesmo sem precisar fazer nada no Brasileiro (ao contrário do Santos) e mostrando não apenas que não ganhou o Brasileiro e a Libertadores por acaso como tem boas condições de vencer o Mundial em dezembro. Mas o juizinho Sandro Meira Ricci operou o Botafogo neste domingo.

O São Paulo luta pelo G-4. Se Ganso estiver bem, deve crescer e pode roubar a vaga do Vasco.
Reprodução
Kleina deixou a Ponte. Salva o Verdão?/
E o Palmeiras, que voltou a ter alma após a saída de Felipão e a entrada de Gilson Kleina, ameaça ressuscitar. Tenho a sensação de que conseguirá escapar da degola. Para isso, tem que contar com mais tropeços do Coritiba, que parece ser o único time o qual o Verdão ainda pode ultrapassar. O Coxa, que vem capengando, está apenas 5 pontos à frente.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Santos perde outra e a água do caldeirão está esquentando na Vila Belmiro


Divulgação Santos FC
Laor reapareceu e rebateu Muricy
Após mais uma derrota (estou perdendo a conta) e o quarto jogo sem marcar um mísero gol sequer, o Santos entrou na zona de rebaixamento do Brasileiro. Está em 18° lugar, com 10 pontos, 21 atrás do líder Atlético-MG, que hoje foi o algoz da vez, batendo o Peixe no estádio Independência por 2 a 0.

Chamou atenção a postura de Muricy Ramalho, que falou no microfone do Sportv. Voltou a criticar o planejamento do clube: “não está certo o que fizemos, erramos e temos que sofrer. Agora temos que trabalhar e melhorar o time”, disse. “O Atlético mereceu o resultado, é um time que tem um bom plantel”, afirmou ainda, ao Sportv (o técnico santista não disse que o Galo tem um bom plantel à toa: foi uma delicada cutucada na diretoria do clube em que trabalha, o que dava pra ver até no semblante do entrevistado).

O canal a cabo agradeceu a “gentileza” do treinador ao “esperar” para dar a entrevista, mas o que se destacou para mim foi que Muricy não deu uma coletiva (como todos os outros técnicos nos jogos desta quinta-feira). Falou só ao Sportv.

A declaração dele, voltando a criticar o planejamento do clube, é uma réplica ao presidente Luis Álvaro Ribeiro, que finalmente reapareceu hoje e, em entrevista a O Globo, havia rebatido a declaração do treinador, que na semana passada já criticava o plenejamento da diretoria. Disse hoje Laor ao Globo, portanto antes da derrota para o Galo:

“Acho que [as críticas do Muricy] estão equivocadas. Houve planejamento, ele participou e fez as indicações dos atletas que queria. Trouxemos alguns e fomos atrás. Houve contusões que não faziam parte do planejamento, absolutamente imprevisíveis, e sabíamos que perderíamos jogadores para a Seleção, porque temos bons jogadores. Se fosse um elenco de perna de pau, não teria convocações”, declarou o mandatário santista.

A água do caldeirão está esquentando na Vila Belmiro.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Cadê os gols do Santos?


Fiz um pequeno levantamento sobre as estatísticas de gols marcados e sofridos pelo Santos desde a temporada 2009 até 2012. A tarefa é muito facilitada pelo didatismo com que os números são disponibilizados no site do Santos F.C. Cruzei essas informações com a memória: lembrar quem eram os técnicos nos respectivos períodos.

Foto: Ivan Storti - Divulgação Santos FC
Muricy reclama, mas não apresenta soluções 
Tenho a observar o seguinte:

1 – sobre o time atual: realmente faltou planejamento ao clube. O ano de 2012 foi gasto com muito oba-oba pelo centenário. A equipe ganhou o tricampeonato paulista, mas disputou a Libertadores com soberba e chegou ao Brasileiro desfigurada. Mas Muricy se esconde por trás de desculpas sem fim e não assume que perdeu a mão, e atribui todos os fracassos ora ao “defeito de fabricação” da escola do Santos, ora à falta de planejamento (da diretoria), ora à imprevisibilidade do futebol.

Pelo que o time vem jogando, ou seja, nada (um futebol horrível, sem criatividade, sem ousadia tática, sem improvisação), Muricy não assume nem um centavo do que deve. E o Santos não tem um elenco tão lamentável assim para exibir esse futebol grotesco que estamos vendo. Muricy está tão perdido que até o lateral Léo está pedindo a voz e uma chance de jogar na meia, para ver se algo acontece.

Soma-se, então, à falta de planejamento do clube (por onde anda o Laor?) a limitação de Muricy, cujo plano tático não existe (depende de Neymar), além de ser um técnico retranqueiro, mal-humorado e que tem dificuldade de trabalhar com as divisões de base do clube.

2 – sobre números: os dados estão aí abaixo. As médias de gols marcados e sofridos na era Muricy Ramalho são baixíssimas. O time toma poucos gols, mas também não faz. Isso não se enquadra na história do Santos vencedor, que nunca foi campeão e encantou fazendo e tomando poucos gols, jogando na retranca.

Na temporada 2012, a sofrível média de gols marcados chega a 1,91 por jogo, mas temos que considerar que no Paulistão e na primeira fase da Libertadores muitos tentos foram marcados contra times muito ruins. No Brasileirão de 2012, a média de gols a favor do time de Muricy chega ao patético número de 0,64 por partida. Há três partidas o Peixe não enfia uma bola na rede! Junto com a Portuguesa, é o pior ataque do campeonato (7 gols). Que argumento cartesiano algum santista poderia colocar para defender o atual estado de coisas?

Por mais problemas que o time tenha, isso é muito pouco para o Santos Futebol Clube.

Dados sobre gols marcados e sofridos entre 2009 e 2012:

2009

Na temporada (Vagner Mancini e Vanderlei Luxemburgo): 101 gols marcados (1,51 por partida) e 86 sofridos (1,28).
No Brasileiro (Vanderlei Luxemburgo): 58 gols pró (1,53 gol por jogo) e 58 contra (idem!).

2010

Na temporada (Dorival Júnior e Marcelo Martelotte): 180 gols marcados (2,31 por partida) e 103 sofridos (1,32/jogo).
No Brasileiro (Dorival Júnior e Marcelo Martelotte): 63 gols pró (1,66 gol por jogo) e 50 contra (média de 1,31). A se observar: a incrível semelhança na média de gols sofridos no Brasileiro e em toda a temporada.

2011

Na temporada
(Adilson Batista, Marcelo Martelotte e Muricy Ramalho): 123 gols marcados (1,60 por partida) e 94 sofridos (1,22/jogo).
Brasileiro (Muricy Ramalho): 55 gols pró (1,45 gol por jogo) e 55 contra (média de 1,45). Observação: incrível, zero de saldo, 55 a 55.

2012

Na temporada
(até aqui, 46 jogos – com Muricy Ramalho): 88 gols marcados (1,91 por partida) e 40 sofridos (0,87/jogo).
Brasileiro (onze rodadas disputadas - Muricy Ramalho): 7 gols pró (0,64 gol por jogo) e 9 contra (média de 0,82).

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Pois é


Bem, rojões por toda a parte, buzinas perto e longe, como uma comemoração de título. Vou ao bar comprar cigarro e o bar está tomado por pessoas vestidas de preto, em festa, meio estupidificadas. Como se tivessem conquistado um título. Incrível. Quanta carência. Para eles, ganhar do Santos é como se fosse um título, que ainda estão longe de ganhar, porque ainda têm o Boca Juniors pela frente.

Em algum momento aqui no blog (não lembro onde) e também para pessoas próximas eu já disse que perder a Libertadores (para um clube que é tricampeão e ganhou no ano passado) não tinha tanta importância assim neste 2012 (para mim). Afinal, quem sabe, a geração de Neymar consiga finalmente se dedicar ao Campeonato Brasileiro, o único título que falta a essa geração.

Acho que o Boca (se confirmar amanhã a vantagem de 2 a 0 conquistada contra La U em La Bombonera no jogo de ida) não vai ser um adversário tão pusilânime como foi o Santos de Muricy Ramalho diante do Corinthians nesta semifinal da Libertadores. O Boca vai ser uma parada mais dura.

Esta cara de bobo é a cara do Santos de Muricy

Muricy é muito ruim. Mas muito ruim mesmo. Sou santista: creiam-me. Não é à toa que nunca ganhou um mata-mata contra time brasileiro em Libertadores. Acho que está na hora de as pessoas que “entendem” de futebol reconhecerem que muitas vezes são atribuídos ao técnico os méritos que são do clube, e não do “genial” treinador. Dorival Junior nunca havia ganhado nada importante (a não ser que se considere o campeonato mineiro importante, que Dorival ganhou com o Cruzeiro), até ir para o Santos. Muricy Ramalho fracassara em todas as Libertadores que disputou, até ganhar com o Santos. Quem é mais? Dorival e Muricy ou o Santos? É óbvio que é o Santos Futebol Clube. O cara e seu staff ganham 500 mil por mês para fazer isso?

De maneira que, se eu tivesse a varinha de condão, mandava Muricy Ramalho embora hoje mesmo. E não vou repetir aqui os porquês, pois quem acompanha o blog sabe que já falei um monte de vezes sobre a covardia tática de Muricy. Mas o presidente Laor parece que gosta muito de Muricy. Luis Álvaro deveria meditar mais sobre a velha questão custo-benefício.

Voltando a Corinthians 1 x 1 Santos, após terminar o primeiro tempo vencendo por 1 a 0, o time de Muricy tomou um gol de várzea logo de cara no início do segundo: uma faltinha que qualquer time tem que defender, para o Santos foi fatal, com a colaboração sempre marcante do horrível Durval e do sempre invisível Juan. Muricy é são-paulino, e por isso adora o jogadorzinho Juan, que já fizera lambanças homéricas no São Paulo (que não o queria mais nem pintado de ouro) e ainda piores no Flamengo (em 2008, Juan fez uma partida grotesca e foi um dos principais responsáveis pela eliminação do Rubro-negro na derrota para o América do México em pleno Maracanã por 3 a 0).


Muricy, perdido e arrogante como sempre quando enfrenta grande times em mata-matas, só tentou fazer alguma coisa aos 30 do segundo tempo! Meu deus, que cara inseguro!

Palmas para o Corinthians, e vaias para o Santos de Muricy Ramalho, que, como ouvi na sala da minha casa, fez o papel de um timinho (concordo). Ganso fez uma partida grotesca e sem comentários. Se continuar nessa toada, daqui a um ano ele não valerá mais nada no mercado. Se quiser mudar de time, talvez consiga jogar em algum time menor do que o Santos na primeira divisão do Brasileiro ou na segunda divisão da Europa.

E digo tudo isso com a ressalva: os santistas não temos muito do que reclamar, pois ganhamos muitos títulos nos últimos anos, e por isso os rivais estão putos conosco.

Mas repito o que já disse antes no blog: tem alguma coisa mal explicada no Santos hoje. O Santos de Muricy Ramalho.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Mais uma vez com arte e magia, agora quem dá bola é o Santos, tricampeão paulista


A bem da verdade, o título paulista já tinha dono antes de começar a final Santos x Guarani nesta tarde, no Morumbi, onde mais uma vez o time da Vila deu a volta olímpica após bater o Bugre por 4 a 2, com dois gols de Neymar e dois de Alan Kardec (na partida de ida, 3 a 0 no mesmo estádio).

Como já disse várias vezes aqui, o Morumbi é um estádio onde o Alvinegro está acostumado a triunfar. Neymar não cansa de brilhar – e nem minhas retinas, tão fatigadas, de vê-lo brilhar com a camisa preto&branca, e, por vezes, azul. Além dos dois gols na tarde deste domingo, ele participou decisivamente dos outros dois, como se pode ver nos lances abaixo.



Desta vez, o título é especialmente significativo. Pois é um título duplo: o de campeão de 2012 e o de tricampeão paulista, façanha poucas vezes conseguida na história. No ano do centenário. A última vez em que um clube conquistara três vezes seguidas o Campeonato Paulista havia sido o mesmo Santos, mas o de Pelé, em 1967/68/69, que também foi tri de 1960 a 62. Os outros times que levantaram o tricampeonato foram o Palestra Itália (1932 a 34) e três vezes o Corinthians (1922-24, 1928-30 e 1937-39 – quando meu avô era jovem). Depois da Libertadores de 2011, com o tricampeonato paulista de 2012 o Santos de Neymar continua avançando e igualando marcas.

E o “craque da camisa número 11”, como diria Silvio Luiz, foi o artilheiro do Paulistão com 20 gols. Ele anotou ainda sete tentos pela Libertadores, até agora. Em 24 partidas este ano (16 pelo o estadual e 8 no torneio continental), o craque mandou a bola às redes 27 vezes, média impressionante de 1,125 gol por jogo. Neymar chegou na final do Paulistão a 108 gols com a camisa do Santos, sendo aos 20 anos o maior artilheiro da era pós-Pelé e o 16° da história do clube. O 15° é Vasconcelos, que tem 111.

Foto: Bruno Giufrida - Divulgação/ Santos FC
Neymar comemora o tri na Vila

Considerando o século XXI, o Alvinegro Praiano tem um cartel de títulos invejável. Depois da fila de 17 anos sem títulos (importantes*), em 2002 o Peixe inaugurou uma era vencedora. Desde então, foram dois Brasileiros (2002 e 2004), cinco Paulistas (2006/07/10/11/12), uma Copa do Brasil (2010) e uma Libertadores (2011). O tricampeonato paulista conquistado neste domingo é um galardão à parte. É um tricampeonato. Mais uma vez com arte e magia, agora quem dá bola é o Santos.

Ficha Técnica

Santos 4 x 2 Guarani
Morumbi, São Paulo (13 de maio de 2012)

Gols: Alan Kardec, a 1min; Fabinho, aos 4min; Neymar, aos 8min; Bruno Mendes aos 16min do 1º tempo. Neymar, aos 26min e Alan Kardec aos 47min do 2º tempo

Ricardo Saibun / Divulgação Santos FC 
Muricy já está à vontade na Vila Belmiro
Santos
Rafael; Henrique, Edu Dracena, Durval e Juan (Léo); Arouca, Elano (Felipe Anderson) e Ibson; Ganso; Alan Kardec e Neymar. Técnico: Muricy Ramalho

Guarani
Emerson; Bruno Peres, Domingos, André Leone e Bruno Recife; Éwerton Páscoa (Thiaguinho), Fábio Bahia e Danilo Sacramento; Medina (Max Pardalzinho); Bruno Mendes (Ronaldo) e Fabinho. Técnico: Vadão

Árbitro : Paulo César de Oliveira
Público: 53.749
Renda: R$ 2.677.243,00

domingo, 6 de maio de 2012

Santos faz 3 a 0, é virtualmente tricampeão paulista e Neymar iguala outro feito da era Pelé


Foto: Ricardo Saibun/Santos FC
Camisa 11 chega a 104 gols, igualando Chulapa e João Paulo

Ao derrotar o Guarani no Morumbi por 3 a 0 sem se esforçar muito neste domingo 6 de maio, com uniforme azul, o Santos é virtualmente tricampeão paulista, título que ninguém ganha em São Paulo desde 1969, quando o próprio Alvinegro Praiano o conquistou. Depois de levantar a terceira Libertadores no ano passado, o tri estadual é mais um feito que a geração de Neymar (liderada pelo próprio) iguala aos triunfos da era Pelé.

E mais: com os dois gols marcados contra o Bugre, Neymar é o artilheiro do Paulistão (18 gols) e chega a 104 tentos com a camisa alvinegra, igualando Serginho Chulapa e João Paulo. Falta um para o jovem craque da camisa 11 ser o maior artilheiro da história do Santos pós-Pelé.

Quanto ao jogo de ida das finais do Paulistão propriamente dito, imagino que para os não santistas, e que portanto viram o jogo “de camarote”, foi uma partida até chata. Apesar do equilíbrio inicial, do jogo morno, a impressão era de que o Peixe não ficaria muito tempo no 0 a 0. E Ganso fez o serviço aos 42 da etapa inicial.

Sem falsa modéstia: Ganso
comemora imitando maestro
O Guarani atuou com valentia, marcou bem (e, diga-se, com lealdade, como havia prometido o técnico Oswaldo Alvarez, o Vadão), fez o que pôde, mas a diferença entre os times é abissal. Até mesmo fisicamente, pois o time campineiro, já desfalcado na partida de seu atacante Fumagalli, lesionado, perdeu também contundido o importante camisa 4 Neto. Na medida em que o tempo passava, ia ficando mais e mais fragilizado. A rigor, a única grande chance de gol da equipe do interior foi um chute do lateral Bruno Recife aos 50 segundos do segundo tempo, que o goleiro Aranha desviou providencialmente e bateu na trave.

Lateral esquerda, o calcanhar de Aquiles do Peixe

De resto, a torcida do Santos deve estar preocupada com a lateral esquerda, setor que com Juan é muito vulnerável no time de Muricy Ramalho: os zagueiros Durval e Dracena têm de se revezar constantemente para cobrir as costas desse fraquíssimo lateral, que não à toa ficou encostado no São Paulo até o Santos ir buscá-lo por total falta de opção. Espera-se que o veterano Léo esteja sendo guardado para duelos mais importantes, pela Libertadores, pois mesmo o frágil Guarani penetrou com facilidade pela esquerda várias vezes. Se Léo não está mesmo 100% fisicamente, o Santos corre risco de sofrer sérios revezes por aquele setor quando enfrentar equipes mais fortes.

Sem o volante Adriano (que tomou hoje o terceiro amarelo) para a finalíssima contra o Bugre, Muricy, por outro lado, poderá escalar Henrique em seu lugar, jogador que critiquei e queimou minha língua, e que volta à sua posição original no próximo domingo, depois de atuar (e muito bem) improvisado na lateral direita, posição esta que Maranhão reassumirá após cumprir suspensão nesta primeira partida.

Libertadores

Mas, antes do jogo protocolar com o Guarani, o Peixe precisa ganhar do Bolívar na quinta-feira, 10, para se classificar às quartas-de-final da Libertadores. Parece barbada. Depois é que serão elas, como dizia minha avó, pois o adversário, depois do Bolívar, deve ser o Vélez Sarfield, que já ganhou do Atlético Nacional (COL) em Medellín, no jogo de ida, por 1 a 0.




Ficha Técnica

Guarani 0 x 3 Santos
Morumbi - 6 de maio de 2012

Guarani: Emerson; Bruno Peres (Thiaguinho), Domingos, Neto (André Leone) e Bruno Recife; Éwerton Páscoa (Willian Favoni), Fábio Bahia, Danilo Sacramento e Medina; Bruno Mendes e Fabinho Souza. Técnico: Vadão
Santos: Aranha; Henrique, Edu Dracena, Durval e Juan; Adriano, Arouca, Elano (Ibson) e Paulo Henrique Ganso; Alan Kardec e Neymar. Técnico: Muricy Ramalho

Cartões amarelos: Ewerton Pascoa e Fábio Bahia (Guarani); Adriano e Henrique (Santos)
Gols: Ganso, aos 42 minutos do primeiro tempo; e Neymar, aos 20 e aos 46 do segundo
Árbitro: Wilson Luiz Seneme

domingo, 29 de abril de 2012

Santos elimina o São Paulo no Morumbi sob os brados de "Olé"


Inapelável, a vitória de 3 a 1 do Santos, vestido de azul, sobre o São Paulo, no Morumbi, na tarde deste domingo, pela semifinal do Paulistão 2012, em jogo único. Morumbi onde, como registrei mais de uma vez neste blog, o Santos tem o hábito de jogar à vontade e ganhar mata-matas e títulos, inclusive do São Paulo, que hoje manteve a sina de freguês em jogos eliminatórios.

Foto: Ivan Storti/ Santos FC
Craque marcou três e acabou com o Tricolor

É o terceiro Paulistão seguido em que o time do litoral despacha o da capital na fase semifisal. Em 2010, o Peixe eliminou o Tricolor em dois jogos, ganhando de 3 a 2 no Morumbi e 3 a 0 na Vila, levantando em seguida o título estadual batendo o Santo André (relembre neste link). Em 2011, novamente o time da Vila eliminou o São Paulo na semi, em partida única, 2 a 0, no mesmo estádio no Jardim Leonor, e veio a ganhar na sequência o bicampeonato paulista, derrotando o Corinthians na final.

No grande jogo deste 29 de abril, é de se louvar a atuação impecável da defesa santista, excetuando o lateral direito Maranhão, que, perdido no primeiro tempo, foi bem coberto por Edu Dracena. Primeiro tempo que terminou num quase confortável 2 a 0 para o time da Vila. De quebra, com o episódio histórico que aconteceu logo a 2 minutos de partida: Neymar, de pênalti, sofrido por Alan Kardec após grande jogada de Arouca, fez com categoria o gol número 100 com a camisa alvinegra.

Mesmo sofrendo pressão incessante do bem montado time de Émerson Leão (desfalcado de Luís Fabiano, suspenso, mas contando com o perigoso e imprevisível Lucas), a esquadra de Muricy Ramalho jogava de maneira compacta e, com a técnica que desequilibra, aumentou a vantagem: num erro da saída de bola do São Paulo, Ganso (meio apagado na partida) serviu Neymar. E o Rey, a seu estilo, venceu a zaga adversária na explosão e velocidade, mandando para as redes, no canto direito de Dênis: 2 a 0 a 31 da etapa inicial.

No segundo tempo, o time do Morumbi continuou pressionando e, aparentemente, dominando as ações. E ainda contou com o apito amigo do sempre polêmico árbitro Paulo César de Oliveira. A arbitragem invalidou duvidosamente um gol do Santos (alegando falta de ataque) e deu o gol tricolor, claramente ilegal (por impedimento), aos 18 min do segundo tempo... e o São Paulo voltou a respirar.

Mas, aos 32, após triangulação perfeita de Ganso a Léo e deste a Neymar, o craque fez seu terceiro gol no jogo (e o 102° pelo Santos), com a colaboração do arqueiro Dênis, que ficou com as penas nas mãos. Por falar em goleiro, o San-São de hoje teve três em campo, mas Aranha, que entrou no lugar do cada vez mais vacilante Rafael, foi o melhor dos três.

E palmas a Léo, que parece ser o único a botar ôtoridade na lateral esquerda do time do Santos, sim senhor.

E palmas ao Santos, que eliminou o São Paulo no Morumbi sob os brados da minoritária torcida alvinegra no Morumbi gritando "Olé, Olé, Olé, Olé..."




Bugre bate a Macaca

Com a vitória do Guarani sobre a Ponte Preta, também por 3 a 1, em jogo tecnicamente muito ruim, a final será Santos x Guarani nos próximos dois fins de semana. Seja como for, muito bacana o derby campineiro ter acontecido nesta semifinal. Parabéns ao trabalho de Osvaldo Alvarez, o Vadão. Mas acho que o Bugre conseguiu o título que queria, fazendo uma campanha excelente e eliminando o arqui-rival campineiro na semifinal.

O Peixe é franco favorito contra o time esmeraldino. Na última partida entre ambos, pela fase de classificação deste Paulistão de 2012, com o time reserva “do goleiro ao ponta esquerda”, o Peixe derrotou o Bugre em Campinas por 2 a 0.


Atualizado à 01:12

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Meia dúzia a um


Santos 6 x 1 Ponte Preta. Neymar (2), Edu Dracena (2), Paulo Henrique Ganso e Ferron (contra) marcaram para o Peixe, e Uendel descontou para a Macaca na espetacular goleada na Arena Barueri pela décima rodada do Paulistão 2012, neste sábado.



Ressalto:

1 - a dupla Ganso e Neymar está cada vez mais parecida à que encantou o país no primeiro semestre de 2010, com partidas memoráveis que a de hoje fez lembrar. Nem Muricy Ramalho com seu pragmatismo está sendo capaz de evitar o show. Neymar brilhou e estraçalhou, sem nunca fugir da porrada, mas, como isso já é rotina, a melhor notícia de hoje foi a grande partida de Ganso, nos dois tempos. O camisa 10 evolui a cada jogo e está cada vez mais consistente. Notem, no sexto gol do Peixe, a jogada de gênio dele ao passar para Neymar.

2 – Arouca jogou uma bar-ba-ri-da-de. Achei bacana Elano ter sido intensamente aplaudido ao entrar em campo aos 15 do segundo tempo e mesmo depois, enquanto o jogo transcorria. O Ibson, nos quase 60 minutos em que atuou, perdeu um gol, errou vários passes e pouco apareceu. Mais um pouco e a insistência do treinador em manter Elano no banco do ex-flamenguista vai começar a parecer provocação.

3 – Que fase vive o 9 Borges. Num jogo em que seu time fez seis gols, o centroavante não estufou as redes.

4 - A Ponte Preta não é um timinho, pelo contrário. E por isso a vitória por meia dúzia a um tem um valor especial. Certo que a Macaca terminou o jogo com 8 jogadores, mas esse seria o normal se as arbitragens coibissem a violência sempre (parece até que a grita do presidente Luis Alvaro, que ligou até para o coronel Marinho, o chefe da arbitragem, depois da absurda violência do Comercial, teve algum efeito). Os jogadores da Ponte foram expulsos corretamente, dois tomaram o segundo amarelo com por faltas em Neymar e uma por infração em Juan (nesta o juiz foi mais rigoroso, pois o ponte-pretano ainda não tinha amarelo).

Pena que na partida contra o Guarani (que faz ótima campanha) em Campinas, quarta-feira, não terá a presença de Neymar e Ganso, que jogarão na terça pela seleção brasileira, digo, balcão de negócios, contra a poderosa Bósnia.

Ah, já ia esquecendo. O Corinthians de Tite venceu o Botafogo de Ribeirão Preto no Pacaembu pelo elástico placar de 1 a 0. Infelizmente, a Fiel não pôde comemorar desta vez mais uma sonora goleada como nos 2 a 0 contra a Portuguesa...

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Santos x Palmeiras não promete muito com Felipão e Muricy no banco


Confira abaixo a retrospectiva dos últimos anos


Hoje tem um Santos x Palmeiras meio borocoxô. O clássico de grande tradição e jogos memoráveis terá no banco Muricy Ramalho contra Luiz Felipe Scolari, o que diminui muito a beleza do futebol tradicional da academia verde e do futebol alegre alvinegro. Fora isso, início de temporada, e consequentemente times ainda muito aquém da melhor forma física, principalmente o Santos, cujos titulares só voltaram a jogar na última quinta-feira, com fraca atuação frente ao Oeste (1 x 1). Além do mais, a partida, que deveria ser na Vila, perde a magia em Presidente Prudente.

Jogo "pegado" deve prevalecer com Muricy e Felipão

O clássico tradicionalmente é imprevisível e sua história é repleta de grandes partidas. Mas, com Felipão e Muricy no banco, não creio que a tradição se confirme. A ver.

A retrospectiva mais recente

No segundo turno do Brasileirão de 2010, ao fazer 1 a 0 na Vila (gol de Borges), o Santos finalmente pôs fim a um jejum contra o rival Palmeiras, a asa negra santista entre os grandes do futebol paulista. Depois da vitória do Peixe em abril de 2009, na semifinal do Paulistão, foram sete partidas em que o Verdão empatou ou venceu.

2009

Paulistão
Palmeiras 4 x 1 Santos
Palmeiras 1 x 2 Santos (semifinal)
Santos 2 x 1 Palmeiras (semifinal)

Brasileiro
Palmeiras 1 x 1 Santos
Santos 1 x 3 Palmeiras

2010

Paulistão
Santos 3 x 4 Palmeiras

Brasileirão
Palmeiras 2 x 1 Santos
Santos 1 x 1 Palmeiras

2011

Paulistão
Santos 0 x 1 Palmeiras

Brasileiro
Palmeiras 3 x 0 Santos
Santos 1 x 0 Palmeiras

Na década

Nesta década, a vantagem é alviverde. Destaque para 2002, quando o Peixe foi campeão brasileiro mas, mesmo com Diego e Robinho, não passou de 1 a 1 com o Verdão na Vila (o campeonato era de turno único e só houve um jogo). Em 2003, o Palmeiras jogou a segunda divisão do Campeonato Brasileiro e não houve duelo entre os times, já que eles não se encontraram pelo estadual.

Em 2004, 2 a 2 pelo Paulistão e, pelo Brasileiro, ano em que o Santos seria novamente campeão nacional, o Alviverde de Vágner Love enfiou 4 a 0 em plena Vila Belmiro no primeiro turno. No returno, 2 a 1 para o Peixe na capital. Mas o Santos não era mais o time de Robinho e Diego (que nunca bateu o rival).

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Elano é vítima de um esquema tático que sacrifica o talento


A notícia de que o meia Elano estaria em “rota de colisão” com o treinador Muricy Ramalho pode não se confirmar, mas também pode ser o primeiro sinal de que as coisas já não estão tão bem no relacionamento de Muricy com o elenco. Além disso, o atleta estaria chateado por saber que, supostamente, teria sido oferecido pela diretoria santista (especulação?) em uma eventual negociação com o meia Douglas, do Grêmio, que acabou indo para o Corinthians.


Foto: Ricardo Saibun/Santos FC
No time de Muricy, meia é reduzido a um marcador

É verdade que Elano não rendeu no segundo semestre do ano passado o que dele se esperava (mas quem rendeu, fora Neymar?), e neste blog eu o critiquei seguidamente. É também verdade que o jogador custa caro, tendo um dos maiores salários do clube (seriam R$ 500 mil). E, como se sabe, ele teve problemas pessoais no ano passado, como todo mundo tem, o que prejudicou seu futebol.

Limitação tática

Por outro lado, vou sair aqui em defesa de Elano, bicampeão brasileiro (2002 e 2004), paulista e da Libertadores pelo Santos em 2011.

Parece-me que o desconforto de Elano passa muito pela limitação tática do esquema de Muricy Ramalho. Vejamos por exemplo o empate em 1 a 1 com o Oeste, ontem. Enquanto jogou (embora limitado a uma faixa de campo – porque Muricy exige que ele marque, marque e marque, mesmo com dois volantes – Arouca e Henrique –  contra um adversário defensivo), Elano deu alguns passes longos de precisão cirúrgica, o que não é pouco num time que tem nos erros de passe (diga-se: sintoma de treinamento deficiente) um de seus principais problemas, bateu escanteios venenosos e, numa cobrança de falta, mandou uma bola na forquilha, que bateu no travessão.

O jogador pediu para sair, embora aparentemente sem nenhum problema físico. O treinador justificou dizendo que ele ainda está sem ritmo de jogo e não conseguia se adaptar à marcação no setor que já tinha Pará. Ora, com Muricy, o habilidoso, versátil e ofensivo Elano é reduzido a uma função medíocre de marcar e cobrir o lateral direito, mesmo com a equipe já tendo dois volantes (Henrique e Arouca).

Marcação, marcação e mais marcação

Incrivelmente, o meia não foi sequer escalado na final contra o Barcelona, com toda a bagagem, experiência e categoria que tem. Muricy insiste na nulidade que responde pelo nome de Henrique, enquanto sacrifica um meia como Elano (que também joga de volante, mas cria) para marcar e marcar e marcar... o Oeste!, que só entrou em campo ontem para destruir, e inclusive com deslealdade (Neymar apanhou muito contra esse timinho de Itápolis).

Apesar de não estar em sua melhor forma física (e quem está, no time titular?), Elano não é bobo, e enxerga a aberração defensiva do treinador. Provavelmente isso esteja na raiz de seu comportamento contra o Oeste. O esquema de Muricy sacrifica o talento. Ele reclama do elenco (que segundo ele precisa de reforços), mas não tem coragem de escalar um volante de muito talento, Ânderson Carvalho, que é jovem, porque seu titular é Henrique. Deixa o artilheiro do campeonato (Alan Kardec) no banco em nome do seu esquema. Kardec cabe, sim, no time, com Neymar e Borges (que ontem, aliás, jogou muito mal e perdeu três gols feitos).

Em minha modesta opinião, quem ganha jogos e títulos são os jogadores, e um grande treinador já faz muito quando não atrapalha. O Santos tem elenco para disputar todos os títulos em 2012, mas com esse espírito (e espero queimar a língua) vai ser difícil.

Santos x Palmeiras

O próximo jogo do Peixe é contra o Palmeiras em Presidente Prudente, domingo. O treinador já avisou: “Não estamos preparados para jogar um clássico, a parte física nossa não está ideal”. Claro, Muricy, isso ficou claro no segundo tempo de ontem, quando o time pregou completamente. Mas, para o grande "professor", uma eventual derrota já está de antemão justificada.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Em dia de vitória, Muricy volta a criticar "fábrica" do Santos. Ele quer sair do clube?

Com o time B, o Santos derrotou o Ituano por 2 a 1 nesta quinta-feira, em São Caetano (veja os gols abaixo neste post), pela segunda rodada do Paulistão. Após a partida, o técnico Muricy Ramalho disse que os jogadores da base do clube têm “defeito de fábrica”. Ele falou genericamente, sem citar nomes. Mas, no final da temporada passada, ele já havia usado o mesmo termo para se referir diretamente ao jovem meia Felipe Ânderson. Depois do duelo de hoje (quinta), o treinador exemplificou dizendo que os jogadores chegam à linha de fundo e não sabem cruzar.

 Foto: Divulgação/ Santos FC
Para treinador, jogadores da base têm "defeito de fábrica"

Parece-me que Muricy começa a não entender muito bem qual é o seu papel na Vila Belmiro, se é que já entendeu um dia. Ele não está no Santos, ganhando as centenas de milhares de reais que ganha, para dar esse tipo de declaração em público. A “fábrica” que ele critica é a que fabricou Pelé, Pepe, Pita, Diego, Robinho e Neymar, mas também Coutinho, Marcelo Passos, Ganso, Wesley e inumeráveis outros jogadores da história do time da Vila.

Com declarações grosseiras, mal-educadas e politicamente inábeis como essa, o técnico só consegue o seguinte:

1- baixar a auto-estima de jogadores que, pelo contrário, precisam ser incentivados (e, claro, valorizados). Felipe Ânderson é um deles. Telê Santana, que fez de jogadores medíocres como Cafu atletas vencedores, jamais seria tão desinteligente como Muricy.

2- desmoralizar o trabalho de base do clube e angariar desafetos. Mas essa é uma velha técnica para, previamente, justificar-se por eventuais fracassos futuros. Afinal, o treinador não estava consciente de que o time em campo era literalmente reserva?

3- Colocar o elenco contra si, o que é o início da queda de muitos treinadores de grandes times.

Embora eu tenha reconhecido que Muricy foi contratado oportunamente no início de abril de 2011, e que foi fundamental na recuperação do time na Libertadores que veio a conquistar, não vejo como positiva sua permanência na atual temporada.

Personagem descartável

Suas declarações pouco sutis, seu futebol covarde e nada a ver com a escola do Santos Futebol Clube, o papelão que – como comandante – protagonizou na final do Mundial contra o Barcelona (quando se perdeu completamente, inclusive com declarações pré-jogo de que não tinha o que fazer contras “os caras”) –, tudo isso faz de Muricy para mim um personagem descartável neste ano do centenário do clube. E ainda por cima o cara começa o ano falando mal da “fábrica”? Mas quem poderia ficar em seu lugar? Como santista, em verdade vos digo: qualquer um que tenha a grandeza que se exige para comandar o Santos. Prefiro não citar nomes.

Em tempo. Na virada de 2 a 1 contra o Ituano, o jovem Dimba, de 19 anos, jogou em poucos minutos o que Rentería (que ele substituiu) e o caríssimo Íbson não jogaram em todo o tecnicamente fraco prélio de São Caetano. O Ituano terminou a primeira etapa vencendo por 1 a 0. Felipe Anderson (com “defeito de fábrica” e tudo) fez belíssima jogada e cruzou de esquerda para Alan Kardec empatar no segundo tempo. No gol da virada (aos 45), uma jogada pela meia direita, que começou com Felipe Anderson, terminou em ótima triangulação com Maranhão, Dimba e o mesmo Alan Kardec (esse cabra é bom de fazer gol), que marcou o segundo na partida e o terceiro dele no Campeonato Paulista.




Atualizado à 01:34

domingo, 18 de dezembro de 2011

Aula do Barcelona termina só 4 a 0


Palmas para o Barcelona, que deu uma aula de futebol, como aliás vem dando faz tempo. Pelo menos os santistas temos a experiência de ter no currículo uma derrota acachapante para o melhor time do mundo. O placar de 4 a 0 foi até pouco. O time de Valdés; Puyol, Piqué e Abidal; Busquets, Xavi, Iniesta e Fábregas; Daniel Alves, Messi e Thiago (que jogou pelas ausências de David Villa e Alexis Sanchez) é um dos maiores que já vi jogar.

Barça comemora primeiro gol, do camisa 10

É como se fosse uma evolução, uma versão mais amadurecida do maravilhoso Ajax e da seleção da Holanda de 1974. Que só era mais espetacular do que o Barça de hoje porque tinha um futebol mais avassalador, e por isso entrou para a história como a Laranja Mecânica de Cruyff, Neeskens, Rep, Krol, Haan, Suurbier e companhia, que os mais jovens, para azar seu, não conheceram.

Mas, se o Barcelona é um esquadrão para o qual perder é o normal, como bem sabem Real Madrid, Manchester United e tantos outros, a forma como o Santos foi derrotado é que incomoda, e o incômodo ficou estampado na cara de Neymar após o verdadeiro vareio de bola, que vai ficar guardado nas nossas retinas santistas tão fatigadas.

É que o time de Muricy caiu com uma postura pusilânime. A começar pela escalação e esquema tático, no 3-5-2, que (não há santo que me convença do contrário) não casa com o futebol brasileiro. E a opção parece ter sido feita meio de improviso, de repente. Vai ver que Muricy resolveu acatar a sugestão de Paulo Vinícius Coelho. O time ficou seis meses cozinhando o Campeonato Brasileiro para chegar no jogo do ano como se seu próprio treinador estivesse perdido. E estava.

E, cá entre nós, se você tem Elano e Henrique no elenco, não consigo enxergar por que escolher Henrique, cujo nome praticamente não foi pronunciado na narração. Mas, também, de que adianta Elano, artilheiro do campeonato paulista, jogar atrás como um mero marcador?

Veja os 4 a 0 e o show de Messi




Futebol hipnótico

De fato acho que não se pode agora cair de pau no Santos, que afinal termina a temporada com os títulos paulista e da Libertadores. Mas também não dá para varrer os erros para debaixo do tapete. Se eu sempre me refiro ao complexo de vira-lata da imprensa brasileira, não posso me esquivar de dizer que o Peixe entrou em campo contaminado por esse complexo. Encarou o Barcelona com medo, como a rã hipnotizada pela lanterna do caçador. De fato, o futebol do Barcelona é hipnótico, mas no time de Neymar ninguém brilhou nem nos momentos em que teve chance de fazer um golzinho que fosse. A postura de Ganso chamou a atenção pela apatia e falta de movimentação. Um jogador estático. A idéia do time como um todo parecia ser assistir Messi, Xavi e Fábregas estraçalharem a zaga santista.

E Pep Guardiola deu uma declaração no mínimo importante: disse que o futebol requintado de passes certos e futebol envolvente antigamente era o brasileiro. Onde foi parar esse futebol?, nos cabe perguntar. Soa agora o máximo da ironia dias atrás Muricy ter afirmado que Guardiola só ganharia nota 10 (“minha”, disse o brasileiro) “quando trabalhar no Brasil e for campeão". Será que não seria mais aconselhável Muricy ir para Barcelona fazer um estágio lá, para ver se relembra o futebol brasileiro esquecido?