Mostrando postagens com marcador Brasil cai fora da Copa do Mundo 2010. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brasil cai fora da Copa do Mundo 2010. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Estádio do Corinthians em Itaquera continua cercado de incógnitas

Em evento ontem, 17 de fevereiro, no Museu do Futebol, o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, manifestou-se sobre o talvez mais esperado estádio da história do futebol, por alguns chamado “Fielzão”, por outros “Itaquerão”. "Tenho a convicção de que São Paulo vai ter participação bastante grande e forte na Copa. Não só nos jogos. E aproveito para pedir que precisamos de seu estádio na Copa das Confederações", disse Teixeira, dirigindo-se a Andrés Sanchez.

Acontece que existe um atraso geral no cronograma, e a culpa não é de Andrés. O decreto da prefeitura para a construção da obra sequer foi assinado. Presente ao evento ontem, o prefeito Gilberto Kassab prometeu fazê-lo “até o final do mês”, mas foi corrigido pelo secretário de planejamento, Marcos Cintra: "daqui a um mês". Fora a burocracia, ainda não saiu o empréstimo de R$ 400 milhões do BNDES, sem o qual a Odebrecht não porá as máquinas para funcionar. "O presidente do BNDES já vai liberar o empréstimo, está tudo certo, só o Andrés não acredita", disse Kassab.

Outra coisa que não está clara: para sediar a abertura da Copa, o estádio não pode ter capacidade para 48 mil pessoas. A FIFA exige 65 mil lugares. A diferença custa R$ 200 milhões. Quem paga? A prefeitura de São Paulo diz que publicará no final de fevereiro um edital de incentivo fiscal que tornará viável a ampliação, convocando empresários de qualquer atividade a investir na Zona Leste com isenção de 50% do IPTU, 50% do ITBI e 60% do ISS.

Leia também: Verdades e mentiras sobre o estádio do Corinthians.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Já era. Como é duro perder

Não sei o que é mais desagradável: perder ou comentar a derrota.

Não quero parecer (nem muito menos ser) cabotino. Até porque o que eu disse em posts anteriores muitos disseram. Mas, como se viu, Dunga convocou mal: muitos volantes, nenhum meia clássico. A Holanda foi o primeiro adversário forte que o Brasil enfrentou, já que o empate com Portugal foi bom para ambos e ninguém precisou lutar muito.

Marcello Casal Jr./ABr
Necessitando mudar um jogo, como hoje, recorrer a quem? Nilmar? Uma nulidade. Grafite foi fazer excursão. Jogador criativo no meio campo? Nenhum. Com a perda de Elano (graças à entrada criminosa do marfinense Tioté, tem que repetir), o meio de campo ficou mais acéfalo ainda, constatação que já virou até clichê. O esquema de jogar bem fechado e explorar o “contra-ataque mortal” não funcionou contra a Holanda, que jogou com paciência e não deu o contra-ataque ao time de Dunga. “Contra o Brasil, tem que jogar com paciência”, disse o técnico Bert Van Marwijk depois do jogo.

Outra coisa: Felipe Melo não tem cérebro, fato que com essas palavras que usei ou outras, muita gente viu. Desde o jogo com Portugal ele procurava o cartão vermelho. Como dizia minha avó Milu: “quem procura, acha”.

Terceiro: “O time laranja, nesta Copa, abdica do futebol bonito para adotar um jogo pragmático”, estava eu dizendo em outro post, e ainda: “parece que [a Holanda] calcula como vencer e mostra a parte técnica aos poucos, em conta-gotas, na medida do necessário”.

Mas as constatações acima seriam relativizadas se, com o grande primeiro tempo que fez, diante de uma Holanda mecânica (no mau sentido), sem criatividade e previsível, o Brasil tivesse feito 2 a 0, 3 a 0. Teria praticamente matado o jogo. Já com 1 a 0, depois de grande jogada de Robinho pela esquerda, Kaká pegou da entrada da área, seu chute característico de pé direito, e o goleiro Stekelenburg, de mão trocada, tirou do ângulo. Eram 31 do primeiro tempo. Além de outras jogadas perigosas, Maicon chutou uma bola de primeira da direita, que até lembrou o gol de Carlos Alberto em 1970, mas a bola passou raspando. Não era 70, era 2010. A Holanda saiu de campo cabisbaixa, mas no lucro, porque poderia ter ido ao vestiário virtualmente eliminada.

No segundo tempo, o Brasil apagou. Antes que pudesse entrar no jogo, sofreu um gol aos 7min e meio, numa bola que Sneijder mandou para a área meio despretensiosamente e todo mundo viu: como prenúncio de um dia aziago, Júlio César, um dos melhores goleiros do mundo, falhou feio. E Felipe Melo raspou para dentro do gol. A equipe brasileira desmoronou, como um boxeador ao levar um upper fulminante. Aos 23, escanteio e a defesa ficou olhando a movimentação de Kuyt, que, no primeiro pau, desviou para Sneijder, sem sair do chão, só cumprimentar. 2 a 1.


Macho e sem cérebro
E, aos 28, Felipe Melo, o homem sem cérebro, deu um coice em Robben. Expulso com justiça. Não adianta dizer que o “grupo é vencedor” e blá blá blá. O time, que não tinha cara de campeão mesmo, conseguiu exatamente o mesmo que a seleção de Parreira em 2006: cair nas quartas. Antes, Parreira também ganhou a Copa América e a Copa das Confederações.

O grande mérito de Dunga foi ter peitado a Globo.