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| O cantor em Rio Claro Foto: Carmem Machado |
Não quis dizer com isso que Zeca Baleiro é maior do que o gigante Chico Buarque que tanto amamos. Mas quis dizer, e reafirmo, que hoje me dá mais prazer ouvir uma canção nova ou um novo disco do cantor e compositor maranhense do que de Chico, cujos últimos trabalhos têm me parecido repetitivos, como a mais recente canção "Querido diário", postada aqui.
Digo isso tanto pela beleza e força das letras de Baleiro, que dizem muito da realidade urbana e de uma geração posterior à embalada pela obra de Chico, quanto pela música, rico amálgama de culturas, que mistura as tradições nordestinas com o rock, por exemplo. O que torna o trabalho de Baleiro impossível de ser resumido a um gênero. Ele valoriza enormemente o regional, mas situando-o num contexto poética e musicalmente cosmopolita.
No show de Rio Claro, apresentado com a Orquestra Filarmônica da cidade meio no improviso, ele interpretou várias canções de seu repertório, como "Telegrama", "Um filho e um cachorro", "Mamãe Oxum" (que já postei neste blog, aqui), "Babylon", "Samba do approach", "Heavy metal do Senhor", entre outras.
