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sexta-feira, 8 de junho de 2012

Roland Garros, Eurocopa, Brasil x Argentina... Enquanto Santos x Corinthians não chega

O rei de Paris

Feriadão, frio, chuva. Enquanto começa a Eurocopa*, prefiro sintonizar a TV no jogaço de tênis Roger Federer x Novak Djokovic** pela semifinal de Roland Garros, para ver quem vai à final contra Rafael Nadal, o rei de Paris: se ganhar en 2012, o espanhol será o maior vencedor no saibro parisiense na história, ultrapassando o lendário sueco Bjorn Borg, conhecido como Ice Borg pela frieza com que jogava. Ambos têm hoje seis títulos cada. Federer, que é freguês de Nadal, ganhou uma vez em Paris (2009), quando o espanhol estava fora de combate por problemas físicos. E Djoko nunca ganhou em Roland Garros.

O troféu europeu
Já a Eurocopa vai ser o programa de futebol mais importante do mês, tirando a Libertadores, que na próxima quarta-feira terá o duelo de gigantes Santos x Corinthians pela semifinal na Vila, e o jogo de amanhã entre a seleção olímpica de Mano Menezes contra a principal da Argentina. Jogo que para mim será importante principalmente quando acabar e Neymar estiver inteirinho da silva para pegar o Timão. Com Neymar o Peixe é favorito; sem Neymar, não. O Brasileirão continua igual a café morno, uma droga.

Quanto à Eurocopa, há quase unanimidade quanto ao favoritismo de Espanha, Alemanha e Holanda. Talvez a França, em processo de renovação, seja uma surpresa. Por algum motivo, acho que a Espanha não leva desta vez. Domingo, aliás, um jogão: Espanha x Itália.

PS:
* Belo jogo (vi o segundo tempo) na abertura da Euro 2012, Polônia 1 x 1 Grécia. Destaque para o goleiro polonês reserva Tyton. Após pênalti e expulsão do titular Szczesny, o grandalhão entrou e pegou a cobrança de Karagounis, salvando a equipe da casa em plena capital Varsóvia (a Eurocopa tem duas sedes este ano: Polônia e Ucrânia).

** Novak Djokovic deu uma surra em Roger Federer (3 sets a 0 - 6-4, 7-5, 6-3) e fará a final de Roland Garros contra Rafael Nadal.

Atualizado Às 15:28

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Santos de Neymar e Marquinhos
bate Corinthians de Felipe

Apenas 9 mil torcedores estiveram na Vila Belmiro neste domingo, pra ver um dos mais tradicionais clássicos do futebol brasileiro. Santos 2 x 1 Corinthians. Pena, porque com o estádio lotado os clássicos são maiores. Mas o presidente do Santos fez a escolha de colocar o preço dos ingressos nas alturas.

Os poucos que viram o jogo na Vila assistiram ao Santos anular e pôr na roda o Corinthians no primeiro tempo, que poderia ter acabado dois ou três a zero. O time da Vila fez uma primeira etapa de rolo compressor, com movimentação constante de Neymar e André, municiados por Paulo Henrique Ganso e Marquinhos, que fez uma partida soberba, pra mim ganhador do “Moto-Rádio” da tarde-noite de domingo. Aos seis minutos o Peixe já tinha perdido dois gols, ambos com Neymar, sendo o segundo ao cobrar mal um pênalti e Felipe (o melhor jogador do Corinthians) fazer grande defesa.

Dorival Júnior armou bem seu time, com Pará como ala pela esquerda e Roberto Brum, improvisado na lateral direita, mas sistematicamente derivando para o meio, como volante. Por conta disso, o Santos variou no primeiro tempo entre o 4-4-2 (do papel) e o 3-5-2 (que desnorteou o Corinthians, fazendo-o perder completamente o meio de campo).

Aos 33 do primeiro tempo, Neymar recebeu um passe primoroso de Marquinhos e fez justiça ao jogo, mandando inapelavelmente no canto direito de Felipe, um gol muito parecido ao marcado contra o Palmeiras no Paulistão do ano passado (veja os gols abaixo).



O Timão demonstrou um nervosismo anormal, como já havia acontecido na estreia na Libertadores, quando venceu o Racing do Uruguai por 2 a 1. A pressão sobre o juiz foi permanente, a começar do treinador Mano Menezes. Os corintianos quiseram apitar o jogo, mas não apitaram. A arbitragem de José Henrique de Carvalho e dos assistentes Celso Barbosa de Oliveira e Giovani Cesar Canzian foi perfeita no primeiro tempo.

2 a 0
No segundo tempo, o Corinthians equilibrou o jogo. Mas, também com um passe magistral de Marquinhos para Neymar, o pequeno craque se viu livre para cruzar com açúcar e André arrematar com categoria, aos 14 minutos. Como o Timão nunca está vencido, quando o jogo parecia resolvido, Dentinho diminuiu para 2 a 1,”achando” um gol aos 23 minutos (pra não dizer que fui eu, foi o Caio Ribeiro, na Globo, quem usou o verbo achar).

Quando o time do Mano partiria pra cima, teve Moacir e Roberto Carlos expulsos. Já tinham dois cartões amarelos e não tinha o que discutir. Mesmo assim, com nove em campo, o Corinthians, como sempre, não estava morto. Com o Timão, a partida só acaba quando termina.

E, numa falha clamorosa de Felipe, que deixou um cruzamento passar na pequena área, Tcheco não fez de cabeça porque a sorte do Santos não quis. A falha de Felipe foi a mesma do gol do Rio Claro no Pacaembu, no domingo de carnaval, que quase custou a derrota ao time. Para mim, em forma, Fábio Costa ainda é titular.

PS (22h18 do dia 1° de março): José Trajano, no programa "Linha de Passe" (ESPN-Brasil) desta segunda-feira, criticou o chororô corintiano, as atitudes do técnico Mano Menezes e resumiu: "O Santos está sendo acusado de jogar bonito".

Atualizado às 21h25 do domingo