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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Santos ganha Paulista, primeiro título de Robinho na Vila, em decisão com Palmeiras após 56 anos



Divulgação/Santos FC
Robinho e David Braz comemoram primeiro gol na Vila

Se fosse uma luta de boxe eu diria que o Santos ganhou por pontos, mas muito merecidamente. Poderia ter nocauteado, mas nocautear o Palmeiras não é fácil. 2 a 1 pro Alvinegro e 4 a 2 nos pênaltis.Foi o 21º título paulista e o 6º em dez anos: 2006, 2007, 2010, 2011, 2012 e 2015. 

O título foi o primeiro que Robinho conquistou dentro da Vila Belmiro, na primeira final que Santos e Palmeiras fazem em mais de meio século. Em 1959 os times disputaram uma decisão em três jogos depois de um campeonato em pontos corridos que terminou empatado entre as duas equipes, e o Palmeiras ganhou o título. 

Santos e Palmeiras disputaram 3 partidas no campeonato. Duas vitórias do Santos (2 x 1 na fase de classificação e 2 x 1 hoje) e o Palmeiras ganhou uma (1 x 0 no primeiro jogo da final). Duas vitórias a uma para o Alvinegro.

Parece-me que o Peixe não matou o jogo porque o técnico Marcelo Fernandes se acovardou quando ficou com um jogador a mais no segundo tempo e não foi pra cima. Quando Robinho saiu, o treinador preferiu colocar o discretíssimo Cicinho, e não alguém que ajudasse o time a ir para cima, como Gabriel.

Acho que o título paulista de 2015 é um prêmio justo a um time que jogou com o coração quando ninguém acreditava nele.

Muitos aplausos a três campeões que se destacaram: Robinho e Renato, que estiveram em campo. E Elano, que mesmo não tendo entrado na cancha, é um santista campeão sempre. Robinho, em particular, não passa pelo Santos sem levantar taça.

Destaque para Ricardo Oliveira, matador, que fez o segundo gol, um golaço, e Vladimir, o jovem goleiro que pegou um pênalti.


Aplausos também ao Palmeiras, que como sempre foi um grande adversário que só honrou o título do Santos na Vila Belmiro.

domingo, 19 de abril de 2015

Santos x Palmeiras, finalmente a esperada final


Reprodução Facebook

Desde a época de Pelé e Ademir da Guia, seja de que campeonato for, não havia uma final entre Santos e Palmeiras (se alguém tiver informação diferente, favor informar). Será a bem-vinda final do Paulistão 2015.

Esse é um dos últimos grandes tabus da história do futebol brasileiro.

Se o gol de placa do Geovânio (abaixo), o primeiro da vitória de 2 a 1 do Santos contra o São Paulo na Vila, fosse do Messi, a mídia (leia-se ESPN) ia ficar um mês reproduzindo como gol de craque. Mas foi do Geovânio. E no Paulistão, não na Champions League.




E o Ricardo Oliveira, brincadeira. Esse é o 9.

***
O jogo que terminou com a vitória do Palmeiras sobre o Corinthians, no Itaquerão, nos pênaltis (depois de um espetacular 2 a 2) foi melhor do que Santos 2 x 1 São Paulo. O Palmeiras tem sorte de ter o goleiro Fernando Praz, que frangou no segundo gol do Corinthians, mas salvou a pátria nos pênaltis.

Se dependesse do medíocre palmeirense “Robinho”, que bateu aquele pênalti nas nuvens, o Palmeiras tinha caído fora.

Robinho só tem um, e é do Santos. Esse do Palmeiras é Robson, como era chamado no Santos, onde nunca fez nada digno de nota.

PS (às 23:53)- O Uol divulga a informação de que "Palmeiras levou a melhor sobre o Santos na final do Paulistão de 1959". Essa informação é uma meia-verdade. O Paulista de 1959 foi disputado em pontos corridos. Palmeiras e Santos terminaram empatados e por isso tiveram de fazer uma disputa-desempate.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Um papo exclusivo com Luiz Gonzaga Belluzzo sobre o Palmeiras



Reprodução


Conversei na sexta-feira (19) com o ex-presidente do Palmeiras, Luiz Gonzaga Belluzzo, para uma matéria de economia para a RBA. Na oportunidade, tivemos um breve colóquio sobre algo menos importante, mas que ele conhece tanto como economia: como vê hoje o clube que presidiu no biênio 2009/2010. “Acho que o Palmeiras está reformulando o elenco ao meu ver de uma maneira que dá esperança de que o time não tenha um desempenho tão ruim quanto teve em 2014, porque contrataram um profissional, Alexandre Matos (ex diretor de futebol do Cruzeiro), que pelo retrospecto é um sujeito judicioso. Claro, com limitações que têm que ser impostas mesmo. Mas ele tem um retrospecto que o recomenda. O Palmeiras está fazendo contratações que, no ambiente do futebol brasileiro hoje, são bastante razoáveis”, diz Belluzzo.

Sem citar nomes, o economista afirma que o presidente do clube, Paulo Nobre, ouviu pessoas sem a estatura digna do clube. “Como disse o Brunoro, ele se aconselhou com pessoas que não tinham gabarito suficiente para serem assessores, conselheiros de um clube grande como o Palmeiras. O aconselharam a encolher o clube. Ele já percebeu, espero que tenha percebido, e a torcida do Palmeiras não admite isso”, acredita.

O Alviverde anunciou ontem a contratação do meia Zé Roberto (ex-Grêmio), de 40 anos, e o atacante Leandro, destaque da Chapecoense no Campeonato Brasileiro. O técnico Oswaldo de Oliveira foi anunciado como novo treinador da equipe na semana passada.

Ainda sobre Paulo Nobre, Belluzzo diz que o presidente de um clube grande precisa pensar de acordo com essa grandeza. “Se você se fechar dentro do clube e ficar se aconselhando com quem não tem condições de dirigir um carrinho de pipoca, é difícil... O cara pode até ter superávit com um carrinho de pipoca, mas é um carrinho de pipoca.”

Para Belluzzo, a torcida do Alviverde “não admite” um time “mais ou menos”, que tem sido a política no clube nas últimas temporadas.

Ele se diz esperançoso de que o Palmeiras consiga finalmente se manter com uma estrutura profissional e acha que a Arena pode ser um pilar para isso. “O Palmeiras é um dos poucos clubes, talvez o único no Brasil, que tenha construído uma fonte alternativa de receitas adicional (a Arena) num momento em que o futebol brasileiro está com uma reputação muito ruim. O estádio foi pensado pra isso. Mas precisa conseguir parceiros, ir atrás de patrocinadores”, diz o ex-dirigente, que bancou a ideia da Arena quando presidiu a agremiação.

domingo, 30 de março de 2014

Santos sofre, mas derrota Penapolense e vai à final; Palmeiras decepciona e cai diante do Ituano



Santos 3 x 2 Penapolense
Palmeiras 0 x 1 Ituano












Com esses resultados, o Santos faz a final do Paulistão 2014 com o Ituano, para decepção de quem pensava numa decisão, que há décadas se esperava, entre Santos x Palmeiras, por incompetência do time de Gilson Kleina.

A dificuldade do Santos na Vila contra o surpreendente time do Penapolense foi consequência da partida desastrosa (para dizer o mínimo) do zagueiro David Braz, reserva que, como se vê, não deveria nem mesmo ser reserva do time. Ele cometeu um pênalti desnecessário e entregou o segundo gol de presente para a equipe de Narciso fazer 2 a 1 de virada ainda no primeiro tempo. No segundo gol, diga-se, a lambança foi feita em parceria com o goleiro Aranha, com 50% de culpa para cada um. Muitos santistas acham que Aranha “é seleção”, o que me parece um exagero. É um bom goleiro, mas daí a ser um goleiro de seleção vai uma bela distância.

O Penapolense que o Peixe derrotou é um time melhor taticamente do que o violento Ituano. Isso posto, o Palmeiras protagonizou mais uma de sua série histórica de vexames contra times pequenos. Os episódios de que mais me lembro foram a perda do título paulista para a Inter de Limeira no Morumbi em 1986 (1 a 2) e as eliminações pelo ASA de Arapiraca na Copa do Brasil de 2002 (o Verdão ganhou por 2 a 1, mas caiu porque o ASA ganhara de 1 a 0 no Nordeste) e pelo Santo André em pleno Parque Antarctica pela mesma competição de 2004 (4 a 4).

A saída de Alan Kardec (que levou uma entrada digna de cartão vermelho do jogador do Ituano Alemão) e a ausência de Valdívia no primeiro tempo, poupado por estar com o tornozelo inchado após apanhar o jogo todo do Bragantino, além da saída do goleiro titular Fernando Praz (que não sei por que saiu) foram decisivas para a derrota do Alviverde. E, como todo mundo sabe, o goleiro reserva, Bruno, é um frangueiro: o chute do jogador Marcelinho foi daqueles que ele nunca mais vai acertar de novo, mas mesmo assim dava pra pegar, o goleiro caiu atrasado.

Voltando ao Peixe, impressionante a estrela do menino Stéfano Yuri, da escola santista, uma verdadeira indústria de grandes jogadores. Enquanto o caríssimo Lenadro Damião perdeu quatro gols absolutamente feitos (apesar de ter marcado o segundo do Santos), o menino entrou aos 40’ do segundo tempo, no sufoco, e na primeira bola em que pôs os pés mandou pra rede. Sensacional.

Enfim, pra quem esperava o clássico Santos x Palmeiras, numa final inédita em décadas, vai ter que se contentar mesmo, infelizmente, com Santos x Ituano.

O Palmeiras fica pra próxima.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Futebol brasileiro em 2013 só valeu pela foto



Luiza já veste a camisa

Fim de ano é época de balanços. Começo uma pequena série antes do fim dos 12 meses pelo assunto que nesse período do calendário quase abandonei aqui no blog: futebol. E, nesse tema, pouca coisa realmente valeu a pena em 2013. Uma delas foi a foto que (entre outras) fiz na festa de aniversário da Luiza, minha sobrinha, filha do Alexandre. Como se vê, ela foi definitivamente conquistada para as hostes palmeirenses pelo pai, pelo tio Paulo e pelo avô. O tio santista aqui, isolado, nada poderia ter feito. Claro que na festa, dia 16/11, ela usou outras roupas (era festa!), trocou algumas vezes de figurino, o do Palmeiras foi só no fim, já à noite. Mas consta também que, dias antes de ganhar a camisa do Palmeiras de aniversário do tio, ela reclamou: "pai, minha camisa do Palmeiras já tá pequena". 

Por falar em criança e alegria, e também em Palmeiras, nasceu dia 30/11 a formosa Alice, que o pai Anselmo (do Futepoca) tem esperança de que se torne outra adepta da tradição de Ademir da Guia. Mas aí já são outros quinhentos, muita água vai rolar debaixo da ponte e o pai terá de se empenhar um pouco. A pequena sagitariana tem apenas dez dias de vida! Luiza já tem 7, tudo indica que já é palmeirense.

O Brasileiro de 2013

Bem, mas tirando as crianças e essas associações afetivas, de resto, o futebol brasileiro em 2013 deu tédio. No último fim de semana acabou o campeonato (para mim) mais chato de que me lembro. Este ano, aliás, quase não perdi tempo com futebol, e não só pelo meu time, o Santos, ter passado um ano em branco (com o perdão do trocadilho). O campeonato Brasileiro acabou como começou: com uma emoção similar à provocada por um torneio de vôlei. Sem contar com espetáculos sórdidos como o da pancadaria brutal entre torcedores de Atlético-PR e Vasco, na última rodada.

Eu, que passei um ano muito ocupado e cheio de coisas a fazer, só fiquei sabendo que o Cruzeiro tinha sido campeão dois dias depois, vendo uma notícia na Web. Meu desinteresse deve-se em boa parte a essa fórmula insossa, importada e chata de pontos corridos. A cada ano o Brasileiro fica mais e mais desinteressante, quase tanto quanto uma novela da TV Globo, que aliás é quem manda no calendário. O título virou uma coisa secundária. O que importa mesmo é a Libertadores.

Tive o privilégio de ver in loco meu time ser campeão no último Nacional disputado na antiga fórmula de mata-mata, quando o Alvinegro da Vila derrotou o Corinthians em duas partidas (2 a 0 e 3 a 2) e sagrou-se campeão brasileiro de 2002 depois de 18 anos sem um título considerado importante, na época. “Pontos corridos é mais justo”, dizem os defensores do atual sistema.

Mas quem disse que futebol tem de ser só justo? Futebol é esporte e jogo, e jogo sem sorte e sem duelo, politicamente correto, só justo (e viva a justiça!), não tem graça. Quem gosta de jogo sabe disso.
Voltando a 2013, o destaque é do futebol mineiro, campeão brasileiro (Cruzeiro) e da Libertadores (Atlético). 

Paulistas decepcionantes

O futebol paulista deu vexame e, incluindo todos os torneios, não emplacou nenhum clube na Libertadores de 2014. O melhor time do estado no Brasileiro foi o Santos, em 7° lugar (57 pontos), seguido pelos medíocres São Paulo e Corinthians (7° e 8°, ambos com 50) e Portuguesa (12ª, 48). 

Para os paulistas, além do fracasso generalizado, foi um ano de lambanças. O Santos, que muitos consideravam candidato ao rebaixamento, surpreendeu muito, positivamente: ficou sete pontos à frente dos rivais da capital e, mesmo tendo perdido Neymar e passado por crise política, conseguiu 4 pontos a mais do que no ano passado com o milionário Muricy Ramalho. Mas, mesmo assim, demitiu o jovem treinador Claudinei Oliveira, oriundo da base do clube, que fez um trabalho excelente ganhando menos do que 10% do que era pago ao tosco Muricy, que tinha Neymar. Se contratar Oswaldo de Oliveira, me parecerá uma boa escolha, que eu achava (mesa de bar) que deveria vir para o Santos quando foi para o Botafogo em 2011. Mas a escolha certa por Oswaldo não apagará a injustiça (ah, a justiça) com Claudinei.

O Corinthians foi a maior surpresa negativa. Ninguém podia imaginar que o campeão mundial obteria míseros 50 pontos, cairia sem dar trabalho na Libertadores, não ganharia nada (a não ser o Paulistinha –dou a mão à palmatória– e ainda demitiria Tite. Vai entender.

O São Paulo passou o ano no limbo e não ganhou nem jogo de par-ou-ímpar. Foi salvo do rebaixamento por Muricy, que nunca deveria ter saído do São Paulo e poderia ficar lá para sempre, que assim não prejudicaria tanto o futebol, e de quebra poderia ajudar seu amado São Paulo, onde dá certo.

Entre os paulistas, destaque mezzo a mezzo para a Ponte Preta, rebaixada para a Segundona no Brasileiro mas que pode se sagrar campeã da Sul-Americana na quarta-feira e conquistar seu primeiro título em 113 anos, se superar o argentino Lanús no segundo jogo da final na periferia de Buenos Aires nesta quarta-feira (no jogo de ida, 1 a 1 no Pacaembu). E, se conseguir o título, rouba a vaga do Botafogo, 4° no Brasileiro, na Libertadores. E assim se completaria a urucubaca (que só o STJD, sempre essa entidade nefasta, pode amenizar, palmas à Justiça) do futebol carioca em 2013. 

E o Palmeiras... Bem, o Palmeiras já foi devidamente homenageado com a foto que ilustra este post e conseguiu seu segundo título brasileiro da segunda divisão em 2013, feito inédito entre os grandes de São Paulo. Mas os palmeirenses pelo menos tiveram o que comemorar em 2013.

Sendo assim, vai uma segunda foto, do tio Paulo-coruja, que deu a camisa para a sobrinha Luiza, com a própria.



E a Lusa...

A Portuguesa, time para o qual sempre torço para se dar bem, ou pelo menos não se dar mal, seria um destaque positivo, pois era tida e havida como certa ao rebaixamento e heroicamente se safou. Mas eis que acabo de saber que, por ter escalado um jogador suspenso, a Lusa pode ser punida com a perda de 4 pontos e aí seria rebaixada. E quem seria o beneficiado? Adivinhem? Fluminense!, que subiu em 2000 beneficiado pelo tapetão. O mesmíssimo Fluminense…

Mas, se o caso for juridicamente líquido e certo e a Lusa for punida, fica a pergunta: como um time profissional, que joga a série A do Brasileiro, poderia cometer um erro desse, digno de futebol de várzea? Francamente. Se o jogador estava mesmo irregular, onde estavam os departamentos de futebol, jurídico e técnico do clube? E onde estava o próprio jogador, Heverton? Seu pai, sua mãe, seu empresário, sei lá, alguém? Ninguém sabia da suspensão? Chega a ser estranho. Torço para que haja algum engano.

Pobre futebol carioca

Os times do Rio, Vasco, e Fluminense, caíram no campo, e assim o futebol da “Cidade Maravilhosa” foi ainda pior, mas muito pior do que o paulista. Bateu um recorde, com dois de seus “grandes” sendo degolados. O Flu, aliás, me parece ser o primeiro campeão brasileiro num ano que vem a cair no seguinte. O Flamengo, como o São Paulo, ficou no limbo. Palmas ao futebol carioca!

Menção aos gaúchos: como sempre, o Inter promete, promete, e não chega a lugar nenhum. E o Grêmio honra a tradição de um time que está sempre na disputa.

No ano que vem tem Copa do Mundo. Em termos de futebol, vai ser bem menos chato do que em 2013.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Homenagem aos 99 anos do Palestra Itália


Reprodução


Leão; Eurico, Luís Pereira, Alfredo e Zeca; Dudu e Ademir da Guia; Edu, Leivinha César e Nei.

Essa é uma das poucas escalações que sei na ponta da língua. Do Palmeiras de 1972/1973, equipe que foi chamada de Segunda Academia. 

Fica este post como homenagem aos 99 anos da Sociedade Esportiva Palmeiras, antigo Palestra Itália, fundado em 26 de agosto de 1914, pelo que representa o clube para o futebol e também na minha história, pessoal e familiar.

A foto acima é de um pôster que muito provavelmente esteve pregado na parede do meu quarto, meu e de meus irmãos. De um lado, havia as fotos palmeirenses; de outro, a do santista solitário, este blogueiro. Filho de um palmeirense e uma santista, sou o único dos três irmãos que se tornou alvinegro. De maneira que, na minha casa, sempre houve uma rivalidade especial. Infelizmente, nunca vimos uma final entre os dois times. Não há registro na minha memória de um Santos x Palmeiras disputando uma final de Paulista, Brasileiro, Copa do Brasil, Libertadores, nada.

Ironicamente, a primeira vez que assisti a uma partida de futebol num estádio foi um Santos x Corinthians em 1971, levado pelo palmeirense seu Oswaldo, meu pai. Um gesto generoso.

Aliás, o time do Palestra Itália sempre foi uma espécie de asa negra na história do Santos. De 1958 a 1969 (até o São Paulo ganhar em 1970) o time de Pelé e companhia só não foi dez vezes campeão paulista consecutivamente porque em 1959, 63 e 66 o Palmeiras quebrou a série. Era o único grande que batia o Peixe e equilibrava o prélio.

Apenas para recordar mais um exemplo (de muitos), é incrível que o time de Diego, Robinho, Elano, Renato e companhia levantou o Brasileirão de 2002, após bater o Corinthians na final (2 a 0 e 3 a 2), sem vencer o Verdão. O único grande de São Paulo que aquele time não venceu. Na época, o campeonato era de um turno só e a única partida terminou 1 a 1 na Vila. Houve três expuslos: o Palmeiras acabou o jogo com 9 atletas em campo e o Santos com 10. Mesmo com um a menos que o adversário, o Verdão quase ganhou o jogo e ainda teve um gol não validado, de Zinho, que mandou uma bomba de fora da área, a bola bateu no travessão, caiu dentro mas o árbitro não deu. Os gols foram de Robinho e Arce.

Bem, são apenas algumas humildes lembranças.

Títulos

O Palmeiras tem uma Libertadores (1999) e 8 títulos nacionais: 4 Brasileiros (1972, 1973, 1993 e 1994);  2 Taças Brasil (1960 e 1967) e 2 Roberto Gomes Pedrosa (1967 e 1969). O clube ganhou também a Copa do Brasil de 1998 e 2012 e foi campeão paulista 22 vezes.

Parabéns ao Palmeiras e aos palmeirenses.

PS: Por uma ironia do destino, este é o post número 1.000 deste blog.

terça-feira, 23 de julho de 2013

Morreu Djalma Santos, um dos gigantes do nosso futebol


Divulgação/Atlético-PR
É considerado o maior lateral-direito brasileiro de todos os tempos. Nascido em 1929, tinha 84 anos e estava internado no Hospital Dr. Hélio Angotti, em Uberaba (MG), onde vivia. Djalma teve uma parada cardiorrespiratória no início da noite de hoje, em decorrência de uma pneumonia.

O jogador marcou a história de Portuguesa (1948-1959), Palmeiras (1959-1968) e Atlético Paranaense (1968-1972). Disputou mais de cem partidas pela Seleção Brasileira de Futebol, incluídas as copas de 1954, 1958, 1962 e 1966. Disputou três jogos do Brasil na Copa de 1954, na Suíça, apenas a final da Copa de 1958, na Suécia (quando o Brasil bateu os donos da casa por 5 a 2), e seis partidas da Copa de 1962, no Chile, quando a seleção verde-e-amarela foi bicampeã ao derrotar a Tchecoslováquia por 3 a 1 na decisão.

Gerardo Lazzari
Em 2005, no Canindé

Conversei com Djalma Santos no início de 2005, quando fui, com o fotógrafo Gerardo Lazzari, fazer uma reportagem no Canindé, porque a Lusa estava se reformulando e seus dirigentes prometiam que dali pra frente tudo ia ser diferente. Djalma era o convidado de honra e foi prestigiar o evento, apoiar a reformulação, e disse que apostava nela, que a Lusa era grande e ia retomar seu caminho. Não me lembro das aspas, o que ele disse exatamente.

Era um homem bonito, educado, de fala tranquila, que passava uma energia boa. É engraçado. Entrevistei tanta gente importante, mas o papo de alguns minutos com aquele senhor magnético, cheio de energia, amável, uma lenda dos gramados, me deixou mais feliz do que muitas entrevistas. É a magia do futebol.

Numa matéria do Estadão daquele mesmo ano de 2005, alguns meses depois, Djalma, segundo a reportagem,  na sala de visitas de sua casa, tinha uma foto da seleção campeã de 58: Gilmar; Djalma Santos, Bellini, Orlando e Nilton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Vavá, Pelé e Zagallo. “O dedo indicador de Djalma pára diante de cada companheiro de time. "Estes já morreram", disse então, mostrando Orlando, Didi, Garrincha e Vavá. "Estes dois estão doentes. Tomara que melhorem", comentou ainda, apontando Gilmar e Bellini.

Djalma acabou indo primeiro. 

domingo, 5 de maio de 2013

Futebol: uma semana pra ninguém botar defeito



Reprodução


Ótima semana pra quem gosta de futebol. Vários grandes jogos e/ou partidas decisivas, duelos clássicos, disputas de pênaltis, rivalidades. O Palmeiras, que só precisa vencer o Tijuana em São Paulo para ir às quartas da Libertadores, e o Santos, na final do Paulista, se deram bem; o Corinthians, mais ou menos, pois patinou na Bombonera, mas pode reverter no Pacaembu e está na final do Paulista contra o Peixe; e o São Paulo, fechando pra balanço, está virtualmente fora da Libertadores e eliminado pelo Corinthians na semifinal do estadual.

De quebra, esta semana vimos os pernósticos Real Madrid e Barcelona afundarem na Liga dos Campeões.

Abaixo, como destaque da semana, pela categoria, o gol de Ronaldinho Gaúcho, o primeiro do Galo contra o São Paulo na quinta-feira, 2, uma cabeçada como uma tacada de sinuca, com precisão e categoria raras.




Pela ordem:

São Paulo 1 x 2 Atlético-MG

O grande jogo da semana foi São Paulo 1 x 2 Atlético-MG pelas oitavas da Libertadores. Não só pela partida em si, a mais bem jogada e técnica, mas principalmente pelo futebol que o Galo de Cuca vem apresentando, sem dúvida nenhuma o melhor time do país no momento. O Atlético de Diego Tardelli, Ronaldinho Gaúcho, Bernard, o zagueiro Réver, os eficientíssimos Richarlyson (lateral esquerdo, ex-São Paulo) e Pierre (volante, ex-Palmeiras) pôs o Tricolor na roda em pleno Morumbi. A mídia paulista forçou bastante a ideia de que o time do Jd. Leonor perdeu por causa da expulsão de Lúcio. Mas não vi bem assim. O que vi foi um vareio do Galo, que “cozinhou o galo” no segundo tempo após fazer 2 a 1 aos 13’. Deu olé. Claro que o time paulista exerceu no início do jogo a pressão esperada e normal de um mandante num jogo como esse. Mas com Lúcio ou sem Lúcio, o Galo ganharia. Fez o que quis e o necessário, trocou passes com precisão impressionante, ditou o ritmo da partida e virtualmente eliminou o São Paulo da Libertadores. Os belos gols de Gaúcho (acima), com a maestria conhecida, e Tardelli, com sua movimentação espetacular, foram suficientes pra matar o Tricolor.


Boca Juniors 1 x 0 Corinthians 

Eu resumiria assim o embate entre paulistas e portenhos no jogo na Bombonera: apesar de ter ouvido muitos comentários segundo os quais o time paulista fez a incompreensivelmente pior  partida em muito tempo, faltou profundidade a essa análise, que é limitada por ignorar o chamado “outro lado”. Como se o Corinthians tivesse jogado contra ninguém. A melhor análise desse duelo, das que li ou ouvi, foi a do Leandro Miranda, no portal Terra.

Diz ele: “Quem esperava o mesmo Boca de 2012, lento na armação e recuado na marcação, acertou só a primeira parte: o time é fraco tecnicamente e tem dificuldade para criar jogadas, mas defendeu de forma agressiva, pressionando os jogadores alvinegros assim que eles recebiam a bola – como o próprio Corinthians faz com frequência – e forçando o pior jogo da equipe de Tite em 2013.
“O Corinthians não está acostumado, no Brasil, a receber uma marcação agressiva como a que aconteceu na Bombonera.”

Quer dizer, o Corinthians não jogou mal porque jogou mal, como quem ganha pra comentar e não comenta bem tentou vender, mas porque o Boca aprendeu com a derrota de 2012, e, apesar de ser um time tecnicamente fraco, é comandado hoje por Carlos Bianchi, quatro vezes campeão da Libertadores: uma com o Vélez Sársfield (1994) e três com o próprio Boca Juniors (2000, 2001, 2003). A tarefa do Timão é bem difícil. O 1 a 0 é um resultado complicado de tirar com o regulamento do “gol fora”. Se o Boca fizer um golzinho daqueles típicos argentinos, bye bye. Mas a tarefa do Alvinegro está longe de ser desesperadora como a do São Paulo, que precisa bater o Galo em BH com dois gols de diferença.

São Paulo x Corinthians
Reprodução
Mais um pouco e Ceni dividia com Pato
No Morumbi, péssimo jogo e apenas algumas poucas observações: como o São Paulo bate!; o jogo foi típico de dois times com medo de perder, pois ambos sabiam que uma derrota, após as adversidades do meio de semana na Libertadores, seria catastrófica; por mais que se diga que Luis Fabiano não estava impedido num lance no primeiro tempo, para mim estava, sim, por muito pouco, mas estava); o árbitro foi muito bem ao mandar voltar o pênalti defendido por Ceni, pois o goleiro estava para lá do meio da pequena área (veja a foto) quando Pato bateu (todo goleiro adianta um pouco, dando um passo pra frente e um pro lado, ou vice-versa, mas Rogério é muito cara de pau).

Paulo Henrique Ganso e Luis Fabiano, o primeiro de maneira grotesca, perderam os pênaltis do São Paulo. Haja terapia. Os lances do menino mimado ex-Santos e do bad boy amado pela Independente simbolizam a crise são-paulina atual. O treinador Ney Franco reclamou da arbitragem e disse que o juiz "não estava preparado". Me parece que ele deveria ir chorar na cama.

Palmeiras

Como falei no início, o Palmeiras, quem diria, tem tudo para chegar às quartas da Libertadores. Após o 0 a 0 no campo de society na terça-feira, 30, basta vencer o Tijuana em São Paulo, no dia 14 de maio. No dia 15, o Timão decide contra o Boca. Antes, nesta quarta-feira, 8, o São Paulo tenta o milagre em Minas.

Sobre o Santos, já escrevi neste post.

Europa

E, para terminar, sensacional as retumbantes derrotas de Real Madrid  e Barcelona esta semana para Borussia Dortmund e Bayern de Munique, respectivamente, confirmando o baile dos jogos de ida. Os madrileños perderam de 4 a 1 na Alemanha, e, em casa, fizeram 2 a 0, em partida de final eletrizante. E os catalães não viram a cor da bola contra os bávaros. Tomaram de 4 a 0 em Munique e 3 a 0 em pleno Camp Nou, 7 a 0 no agregado. Coitado do “melhor time de todos os tempos”. É incrível, mas precisaram os alemães entrarem em campo pra desfazer esse conto da carochinha disseminado, no Brasil, principalmente, pela ESPN.


Gaúcho roubado

O Campeonato do RS foi conquistado pelo Internacional, que ganhou o segundo turno (a chamada Taça Farroupilha) nos pênaltis, do Juventude. Roubado. O Juventude teve um gol absurdamente anulado no tempo normal. Ninguém, a não ser o árbitro, viu alguma irregularidade no lance. É aquela coisa: na província, só Grêmio e Inter podem ser campeões. Uma vergonha.

domingo, 28 de abril de 2013

Santos x Palmeiras em forma de crônica



Foto: Ivan Storti/ Santos FC
Goleiro santista Rafael pegou dois pênaltis


Não foi um daqueles jogos pra se dizer digno das tradições desse grande clássico. Mas foi um bom jogo. O time da Vila eliminou o Palestra nas quartas e está na semifinal do Paulistão, ou Paulistinha, como queiram. O jogo terminou 1 a 1 na Vila Belmiro. Nos pênaltis, 4 a 2 pro Santos.

Vi o Santos e Palmeiras de hoje ao lado de meu pai, que é parmerense. Meu pai é um torcedor dissimulado. Desses que fazem de conta que não estão nem aí, cujo discurso é o de que “perder ou ganhar faz parte do jogo”. Dá de ombros. Quando seu Palmeiras está muito mal, no fundo do poço, ele sempre tem um discurso pronto: "Agora eu torço pro Juventus". Mas hoje não era o caso. Hoje era Santos e Palmeiras.

Devido a uma pane seca no meu carro (que ficou sem gasolina no caminho – que absurdo!), chegamos atrasados e só comecei a ver o jogo na altura em que Edu Dracena deu uma bomba e só não fez um golaço porque o goleiro Bruno, muito criticado, com razão, pela torcida alviverde, fez o improvável e salvou a meta do Palmeiras com um tapa na bola ainda mais bonito do que o lindo chute de Dracena. Eram uns 38’ do primeiro tempo, mais ou menos. O Santos já ganhava de 1 a 0, desde os 12’, e eu não vira nada até então.

De repente, Neymar não estando num dia inspirado, lá vem o comentário do meu pai: “ué, mas todo mundo não fala que esse Neymar é bom?”, cutucava, a cada momento em que o 11 do Santos deixava de fazer um gol ou errava um lance. “Neymar, nem bem”, completava meu pai, dando risada do próprio trocadilho infame. Ele é um palmeirense pentelho como todos os palmeirenses... Mas foi bom ver o Santos x Parmera com o véio dando risada da própria piada, ele que foi atropelado há três semanas por uma moto e por muita sorte hoje está bem. Acabei rindo gostosamente também.

No meio do segundo tempo, comentei na sala que eu achava que o jogo estava fácil. E estava mesmo. 1 a 0, gol perdido atrás de gol perdido. Era questão de tempo. Mas a Eminência Parda retrucou, reclamando dos gols perdidos (Neymar perdeu vários) e fazendo uma previsão pessimista: “vai acabar tomando um gol”. Não deu outra. Golaço de Kleber, do Palestra, em cabeçada fulminante e com estilo, aos 38 do segundo tempo!

No finzinho do jogo Neymar pegou a bola na lateral esquerda, na metade entre o risco do meio campo e o da linha de fundo. Driblou o marcador para dentro, chegou rápido no bico esquerdo da área, driblou dois zagueiros horizontalmente, paralelo à risca da grande área e, na meia lua, de frente, bateu de direita. Infelizmente o chute não foi feliz, e o goleiro Bruno defendeu com facilidade. Uma pena. Teria sido um golaaço, um gol antológico.

A decisão foi pros pênaltis. Como todo torcedor nessa hora só consegue antever o pior, meu pai disse: “o Santos vai ganhar. Tem jogadores melhores”. O tom continuava sendo um dar de ombros, mas o dar de ombros de um palmeirense convicto. Eu também, por prudência, preferi antever o pior. “Acho que o Palmeiras vai ganhar” – disse.

O mesmo Kleber que empatou de cabeça perdeu o primeiro dos 5 pênaltis da série alviverde: Rafael defendeu com o pé direito a bola fraca que ele bateu no meio do gol. Quando já estava 4 a 2 para o Santos, Leandro bateu no canto direito e o arqueiro santista Rafael pegou de mão trocada, com a esquerda, numa grande defesa. “Fecham-se as cortinas e termina o espetáculo, torcida brasileira”, como dizia Fiori Giglioti.

Curiosamente, o goleiro palmeirense Bruno foi o melhor jogador da partida (eu daria a ele o Moto-Rádio), mas o arqueiro santista Rafael, com duas defesas, decidiu a disputa de pênaltis, após a qual meu pai imediatamente mudou de assunto.

Neymar não precisou bater o último pênalti. O Santos ganhou antes disso.

– Neymar, nem bem.

quinta-feira, 28 de março de 2013

De Mirassol e Palmeiras – e de como se vai longe pensando em goleadas históricas



Mirassol 6 x 2 Palmeiras

Reprodução
Gilson Kleina: "Temos que levantar a cabeça"
Perder do Mirassol de meia dúzia a dois não é toda hora que acontece, pra nenhum time. Ainda mais sendo o goleado o Palmeiras. Nem o Verdão jogar sem oito titulares justifica o gigante tomar sova tão implacável (Maurício Ramos, Vilson, Leandro Amaro, Henrique, Souza, Maikon Leite, Kleber Pinheiro e o eterno Valdivia não atuaram). "Temos que levantar a cabeça", disse o técnico Gilson Kleina. Deu dó mesmo foi do zagueiro Márcio Vinícius, moleque ainda, zagueiro. Foi o primeiro jogo profissional do guri. Aos 40 segundos de jogo já fazia seu gol de estreia na carreira. Um gol contra. Haja terapia. Torço pra que o garoto se refaça do trauma.

Mas goleadas assim servem pra alguma coisa. Por exemplo, faz pensar em como o Santos de Muricy tem dificuldade em fazer gol. Não fez nenhum no Alviverde, na Vila, enquanto o poderoso Mirassol fez 6 só no primeiro tempo. Jogo engraçado esse Mirassol 6 x 2 Palmeiras. Todos os 8 gols marcados no primeiro tempo.

A segunda coisa em que um placar estranho como esse me faz pensar é em goleadas inesquecíveis. Lembro de algumas:

São Paulo 2 x 7 Portuguesa – Campeonato Brasileiro (20/09/1998) – lembro de ouvir a notícia do resultado ao ligar o rádio. Motivo de comemoração. “Grande Lusa”, pensei.

Palmeiras 2 x 6 Fluminense - Brasileiro (7/11/2001) – me recordo porque eu estava desempregado. Foi um jogo num horário imbecil, dessas invenções típicas dos gêenios que gerem o futebol brasileiro. Era um dia de semana, no meio da tarde.

Vasco da Gama 7 x 1 São Paulo - Brasileiro (25/11/2001) – ou será esse de cujo resultado ouvi a notícia ao ligar o rádio, e não o São Paulo 2 x 7 Portuguesa acima? Fiquei em dúvida. Mas com certeza também foi motivo de comemoração.

Palmeiras 2 x 7 Vitória - Copa do Brasil (23/04/2003) – não me lembro deste jogo a não ser de assistir aos gols, sendo que o último foi o goleiro Marcos dando um frango, meio que como se disse: “vai tomar no...”

Santos 8 x 1 Guarani - Copa do Brasil (14/04/2010) – até postei no blog sobre esse jogo, no contexto do aniversário de 98 anos do Santos F. C., no mesmo dia dos 8 a 1 (neste link). Foi no ano da graça de 2010, quando o Santos de Neymar e Ganso encantava o Brasil e o Peixe depois veio a ser campeão da Copa do Brasil.

Ah, e já ia esquecendo...

Corinthians 7 x 1 Santos (06/11/2005) – Brasileiro – bem, esse foi do Brasileiro de 2005, a maior esculhambação da história do futebol brasileiro, o dos 11 jogos anulados pelo então presidente do STJD Luiz Zveiter (algo jamais visto em campeonato algum), o campeonato em que circulou o nome do russo Boris Berezovsky, representado no Brasil pelo iraniano Kia Joorabchian, o Grande. Berezovsky, acusado de envolvimento com a máfia russa, morreu na semana passada, sob circunstâncias ainda não esclarecidas. Foi encontrado morto no banheiro de seu apartamento, em Londres.

Como se vai longe pensando em grandes goleadas!

sábado, 23 de março de 2013

Santos e Palmeiras fazem possível único confronto de 2013




Um dia já se enfrentaram Pelé e Ademir da Guia
Os últimos quatro anos do confronto entre Santos e Palmeiras (veja abaixo) desmentem a suposta “freguesia” alvinegra para o time da capital. De 2009 a 2012 (quatro anos é o período de uma Copa do Mundo) os times se encontraram 14 vezes. Foram 7 vitórias do Palmeiras, 5 do Santos e só 2 empates. O que mostra pequena vantagem palmeirense num cenário de equilíbrio.

A foto acima provoca nostalgia, mas vocês, mais jovens, imaginam ver Pelé e Ademir da Guia duelarem? Eu praticamente não tenho memórias específicas desse duelo, tenho apenas reminiscências.

Sobre o prélio meio murcho deste domingo de março, acho que o maior atrativo é um dado curioso: se o alvinegro e o alviverde não se encontrarem nos mata-matas do Paulistão, o encontro deste domingo pelo Campeonato Paulista poderá ter sido o primeiro e último entre ambos em 2013, já que o Palmeiras está na segunda divisão do Brasileiro.

A ressalva é que talvez venham a duelar pela Copa do Brasil... Isso porque este ano os times que estão na Libertadores (Grêmio, Fluminense, Corinthians, Atlético Mineiro e Palmeiras) disputarão a competição, a partir das oitavas-de-final.

Na possível única partida entre os rivais do Palestra e da Vila Belmiro em 2013, o Peixe joga sem Neymar. O Palmeiras, desfalcado de Henrique, Valdívia e outros menos importantes.


Confrontos de 2009 a 2012

2012

Paulista
Santos 1 x 2  Palmeiras

Brasileiro
Palmeiras 1 x 2 Santos
Santos 3 x 1 Palmeiras

2011

Paulista
Santos 0 x 1 Palmeiras

Brasileiro
Palmeiras 3 x 0 Santos
Santos 1 x 0 Palmeiras

2010

Paulista
Santos 3 x 4 Palmeiras

Brasileiro
Palmeiras 2 x 1 Santos
Santos 1 x 1 Palmeiras

2009

Paulista
Palmeiras 4 x 1 Santos
Palmeiras 1 x 2 Santos (semifinal)
Santos 2 x 1 Palmeiras (semifinal)

Brasileiro
Palmeiras 1 x 1 Santos
Santos 1 x 3 Palmeiras


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Palmeiras elege Paulo Nobre presidente e, para recomeçar, precisa esquecer seus fantasmas

Reprodução
Profissionalismo, ruptura, frieza. Palavras usadas pelo novo presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, eleito agora à noite. Ele disse também que vai separar o clube social do futebol, um nó eterno que tem custado a paz no Palmeiras desde tempos “imemoriais”...

Em comentário a post anterior, o palmeirense Paulo M. disse que “Paulo Nobre tem apoio do Mustafá”, e concluiu: “Fora!”.

Não acho tão simples assim. É esse tipo de paixão cega que tem de acabar no Palmeiras para que o clube retome seu caminho vencedor. O que tem de acabar no Palmeiras são as brigas fratricidas que há décadas vêm minando o clube por dentro.

Cartola em total decadência, ou mais, decaído, Contursi tinha de se agarrar em alguma tábua. Agarrou-se a Paulo Nobre, assim como apoiou Arnaldo Tirone na eleição passada. O que não significou nada, pois o ex-cartola todo poderoso se arrependeu do apoio a Tirone. Contursi, hoje, luta para não desaparecer. Não tem mais força, virou um fantasma.

Acho que Paulo Vinícius Coelho tem razão. Escreveu ele:

“Havia um ponto perigoso: Mustafá fazer maioria no COF, o Conselho de Orientação e Fiscalização.
Não fez.
Se fizesse, o COF continuaria tendo um trabalho político, de vetar contas dos inimigos, aprovar dos aliados, como foi nos últimos vinte anos.
Mas dos 15 eleitos no COF, só quatro são ligados a Mustafá Contursi.”

Enfim, o Palmeiras tem uma nova chance. É preciso que sua comunidade, sua diretoria, sua torcida e seus conselheiros encontrem um mínimo de harmonia e deixem as politicagens e os rancores de lado. E parem de alimentar os fantasmas que assombram o clube.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

O que esperar de Santos, Corinthians, Palmeiras e São Paulo em 2013


Com o calendário abarrotado pelo estadual e poluído pela seleção brasileira (ou seja, sem novidades), que neste ano disputa a Copa das Confederações no Brasil (quando as competições nacionais serão interrompidas, pelo menos isso), começa no próximo domingo o ano de 2013 para o futebol brasileiro. No caso deste post, do ludopédio paulista. Seguem algumas linhas sobre o que esperar dos times grandes do estado de São Paulo.

Ivan Storti- Divulgação/Santos FC
Argentino Montillo é o camisa 10
O Santos foi certeiro ao contratar o meia Montillo (ex-Cruzeiro), que, embora com características diferentes (joga mais à frente, por exemplo), chega para substituir Ganso. Marcos Assunção pode se encaixar bem no meio de campo, dando cadência a uma equipe muitas vezes afoita, e também aproveitar as incontáveis faltas sofridas por Neymar, que são quase sempre desperdiçadas. Neymar, aliás, que sofre com um esquema tático conhecido como “Neymar-dependência”, do gênio Muricy. Vamos ver se com Montillo o time muda do “dá no Neymar” para o “dá no Neymar ou Montillo”.

O time da Vila tem condições de entrar como um dos (vejam bem, um dos) favoritos aos títulos que disputar, considerando as competições mais importantes: o Brasileiro e a Copa do Brasil, que neste ano vai ser disputada de abril a novembro. Como santista, estou um pouco farto de títulos paulistas, pelo menos se se levar em conta que em 2012, com um time caro, a equipe foi tricampeã estadual e depois mais nada, tirando o simbólico mas pouco expressivo título da Recopa: foi desclassificada da Libertadores pelo Corinthians e fez uma campanha horrenda no Brasileiro.

Continuo a afirmar que não suporto o treinador Muricy Ramalho. Nem sua figura antipática, um homem mal educado e às vezes covarde ao acusar os jovens da base pelos insucessos. Isso para não falar de sua notória covardia tática.

Conheço santistas que veem um bom motivo para torcer muito no Paulista: pois o Peixe pode levantar o inédito tetracampeonato. Vá lá, o motivo é justo, mas confesso que não consigo mais ter interesse num campeonato que tem 19 rodadas que não servem para nada a não ser lotar o calendário de jogos inúteis, quase todos com timinhos violentos.
Reprodução
O namorado de Barbara Berlusconi
O Corinthians... Bem, o Corinthians, que já era fortíssimo no ano passado, quando levantou a mitológica Libertadores e acabou com o maior manancial de piadas do futebol brasileiro, além do Mundial no Japão, está ainda mais forte em 2013, com as chegadas de Pato e Renato Augusto. Isso se Pato, também conhecido como namorado de Barbara Berlusconi, estiver em condições físicas, pois é um atleta que parece estranhamente frágil em algum lugar entre os músculos e o cérebro. Mas, mesmo que nenhum deles jogue nada, a manutenção da equipe campeã e a permanência de Tite terão de ser engolidos por rivais, arquirrivais e que tais.

Seja como for, a tranquilidade do time depois de tantas conquistas é mais um fator a impulsionar o temível Alvinegro. Além, obviamente, da montanha de dinheiro que chega ao clube de todos os lados, inclusive a muitíssimo discutível verba pública via Caixa Econômica Federal, patrocinadora da camisa corintiana.

Reprodução
Principal "reforço" do Verdão
O Palmeiras tem um ano paradoxal: rebaixado para a segunda divisão no Brasileiro, disputará a Libertadores em 2013, embora com chance zero de título. O grupo do Verdão na competição continental é formado por Libertad, Sporting Cristal e Tigre-ARG ou Deportivo Anzoátegui-VEN.

O Campeonato Paulista pode ser um bom laboratório para o treinador Gilson Kleina montar a equipe, cujo principal objetivo sem dúvida é o Brasileiro da Série B. Parece-me que o Alviverde não conseguirá encontrar mares calmos antes de eleger seu novo presidente e pôr fim à lamentável administração de Arnaldo Tirone, na semana que vem.

Uma providência profilática sem dúvida seria se livrar de Valdívia, que não consigo caracterizar a não ser como um encosto. O principal reforço do Palmeiras para 2013? Barcos, que renovou contrato.
Reprodução
Meio campo do São Paulo agora tem dono
E o São Paulo me parece que acertou na mosca ano passado ao trazer o técnico Ney Franco. E a chegada de Ganso, cuja inteligência futebolística é impressionante, tem tudo para fazer do Tricolor do Morumbi um time ainda mais forte do que já vem demonstrando ser. Claro, isso se o meia superar sua crônica frequência no departamento médico.

Tudo indica que o São Paulo será candidato ao título da Libertadores e voltará a ser uma força do futebol brasileiro em 2013, o que não acontece desde 2008, quando foi tricampeão nacional. Em 2012, o time conquistou a pífia Copa Sul Americana, o primeiro título em quatro anos.

Contra o boliviano Bolívar na pré-Libertadores, o time não deve ter dificuldades para entrar na fase de grupos.

sábado, 1 de dezembro de 2012

Santos bate fácil o Palmeiras na Vila na despedida do Brasileirão 2012; clássico, agora, só em 2014


Numa muito boa partida, mas sem nenhum interesse a não ser a velha rivalidade, o Santos perdeu a oportunidade de aplicar uma sonora goleada no Palmeiras na Vila Belmiro, na despedida de ambos os times do Brasileiro de 2012. Bateu o rival, já rebaixado, por 3 a 1 na Vila. Os times só voltarão a protagonizar o tradicional clássico pela "maior competição nacional" em 2014, se o Alviverde subir no ano que vem.

Ivan Storti - Divulgação/ Santos FC
O camisa 11 fez dois e deu o passe para outro. Fora o show

Um primeiro tempo disputado e empolgante, espetacular, com quatro gols, e um segundo decepcionante, que valeu por Neymar. O jogo começou com o Palmeiras abrindo o placar em lançamento de Barcos à la Gerson que colocou Maikon Leite livre para bater firme e fazer um golaço logo aos 4 minutos (veja os melhores momentos no vídeo abaixo).

Muitos palmeirenses devem ter se perguntado por que Maikon Leite não fez isso antes, em jogos nos quais perdeu gols mais fáceis, quando o time ainda brigava para não cair.

Apesar do placar adverso, o Peixe não se abateu e pressionou jogando na velocidade imprimida por Neymar. E, com facilidade, apesar dos sustos provocados pela avenida Juan (o péssimo lateral são-paulino que Muricy adora), virou o jogo. O craque desequilibrou, para variar. Deu o passe para Victor Andrade (aos 12) empatar e o próprio Neymar virou aos 22, de pênalti (indiscutível), e aos 38 minutos do primeiro tempo deu números finais ao placar, com um golaço ao seu estilo (não vou descrever, o link está abaixo).

O zagueiro Roman, do Palmeiras, foi a nota lamentável do ótimo primeiro tempo. Como um cavalo, deu um coice no tornozelo de Neymar por trás, tomou amarelo, e minutos depois puxou a camisa do 11 santista na área: pênalti e expulso. Jogador de segunda divisão, mesmo. Aos 21 minutos o Verdão tinha dez em campo. Acabada a primeira etapa, 3 a 1 fácil, com o time verde completamente envolvido pelo aversário.

Segundo tempo

A segunda etapa começou com a torcida santista sonhando com uma goleada histórica, o que parecia provável pela avalanche alvinegra ao virar a partida. Mas parece que o time preferiu puxar o freio de mão, em respeito ao adversário. Mesmo com o bom volante Alan Santos expulso pelo segundo cartão amarelo, aos 10, se forçasse, o time de Neymar ampliaria o marcador. Preferiu deixar o Palmeiras ter mais posse de bola e jogar para manter os 3 a 1, que acabaram sendo um pouco decepcionantes.

O que valeu no segundo tempo foi Neymar mesmo. Apesar da partida cair muito de ritmo, o camisa 11 fez jogadas de efeito, de craque, pouco vistas no futebol, mas que com ele se tornaram normal nos jogos do Santos. Continuou sua toada, dando show e recebendo coices e puxões como do tal Roman.

Bonito o gesto do Santos, que entregou pelas mãos de Neymar uma placa às mãos do palmeirense Mauro Beting, em homenagem ao falecimento de seu pai, o jornalista Joelmir, dia 29.

E assim termina o ano de 2012, trágico para o Palmeiras e melancólico para o Santos em seu centenário, com um único título, o Paulista, e sequer uma vaga na Libertadores. O pior é que os santistas teremos que aguentar a carranca de Muricy em 2013.

Peixe só perdeu um clássico; Verdão não ganhou nenhum

Seja como for, a despedida do Brasileirinho ganhando um clássico tem um sabor agradável. Na competição, o Santos perdeu apenas um jogo para grandes de SP: para o São Paulo (0 a 1) em 10 de junho pelo primeiro turno, o Peixe com o time reserva. No returno com o Tricolor, 0 a 0. Contra o Corinthians, uma vitória (3 x 2 na Vila) e um empate (1 x 1 no Pacaembu). E contra o Alviverde, duas vitórias alvinegras: 2 x 1 e 3 x 1.
Já o rebaixado Palmeiras, que ficou 32 rodadas entre os quatro últimos (o que mostra quão justo foi o rebaixamento), não ganhou sequer um clássico no campeonato.

Agora, só em 2014, se subir.

Santos 3 x 1 Palmeiras - Vila Belmiro, 1°/12/2012




*Atualizado à 01:27

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

De volta à segunda divisão


Dez anos depois de cair pela primeira vez, Palmeiras é rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro

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Incredulidade: o sentimento palmeirense

Por Paulo Maretti

Sob o comando de Luiz Felipe Scolari até a 24ª. rodada, o time, com elenco limitado, optou por priorizar o mata-mata do primeiro semestre e “deixar pra lá” o começo da competição nacional, acreditando que facilmente poderia reverter eventuais adversidades. Ou, em uma segunda hipótese, Felipão preferiu ficar com as honras do título da Copa do Brasil e abandonar o barco no meio do caminho do Brasileiro para que o contrapeso do título não lhe recaísse sobre as costas e não manchasse seu currículo de grife milionária (a versão de que ele foi demitido é a oficial, mas há quem diga que houve acordo entre as partes).

O técnico agora processa Edmundo por este tê-lo acusado, em comentário na Band, de fazer negócios paralelos com empresários ligados a jogadores do São Caetano, em particular, um tal de Magrão, genro do presidente do Azulão e amigo de Galeano, ex-supervisor de futebol do Palmeiras.

Lembrando o episódio envolvendo o bom meia Pedro Carmona, da base do clube: durante a gestão de Felipão, o Palmeiras recebeu proposta de um clube japonês pelo jogador. De malas prontas para embarcar, a negociação do jovem atleta foi barrada por Scolari, sob a alegação de que o jogador fazia parte de seus planos. Depois disso, o técnico nunca o pôs em campo antes dos 35 do segundo tempo. E o garoto acabou negociado, a preço de banana, com o São Caetano: “O Carmona vai para o São Caetano e vai ser vendido por lá, tem outros vários jogadores do São Caetano caindo de paraquedas aqui. Eu não posso afirmar nada, mas tudo isso é estranho”, disse na ocasião Seraphim Del Grande, ex-diretor de futebol do Palmeiras.

Sobre as pífias administrações que levaram o clube à série B (a primeira de Mustafá Contursi e agora de Arnaldo Tirone, um fantoche dele), não vou ficar repetindo o que todos já sabem. A boa notícia para os palmeirenses é que, com a queda do time hoje, cai também, de uma vez por todas, um mandatário corrupto (Contursi, inclusive investigado pela Polícia Civil). Segundo se veicula, o clube nestas eleições de 2013 já pretende afastar candidatos vinculados ao cartola.

De se ressaltar, a meu ver, o trabalho de Gilson Kleina até aqui. Melhorou muito o time e trouxe vários jogadores da base. Pôs em jogo, hoje, corajosamente, um estreante no time profissional: Bruno Dybal. Pode ser um craque ou uma fiasco, mas só assim se encontra um grande valor entre mil apostas.

Vamos, sim, inaugurar a Arena na série B. Ser grande não é ganhar sempre.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

A quatro rodadas do fim, esvaziado e chato, Brasileirão tem quase tudo decidido


Nota triste é o virtual rebaixamento do Palmeiras pela segunda vez em dez anos
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Imagem comovente da palmeirense
em Araraquara, no último domingo
Faltando quatro rodadas para o fim do Brasileirão, só mesmo em respeito à matemática e à tradição do Palmeiras, como disse Antero Greco, não se crava com certeza que o Alviverde está virtualmente rebaixado à segunda divisão dez anos depois de seu primeiro descenso. À época, o time tinha ficado órfão da Parmalat e era treinado por Vanderlei Luxemburgo, que saiu do clube no início daquele Brasileirão.

Ele foi substituído por Levir Culpi. A equipe tinha alguns jogadores que qualquer torcedor queria em seu time, como Marcos, o lateral direito Arce, o meia Zinho. Mas as divisões internas, as eternas brigas fratricidas na Academia, como em 2012, falaram mais alto.

Curiosamente, como em 2002, o Palmeiras de hoje tinha um treinador cobiçado, Luiz Felipe Scolari, que também saiu do clube antes da queda, deixando o time nas mãos de um treinador promissor, Gilson Kleina, mas pouco experiente para segurar o rojão.

E ironicamente, ao contrário de 2002, talvez a "tragédia" de 2012 tivesse sido evitada se  Felipão tivesse saído antes. Com inúmeras contratações equivocadas, opções técnicas e táticas às vezes inexplicáveis e outros erros, o treinador deixou o cube à beira do abismo. Claro, uma diretoria pífia e o pífio presidente Arnaldo Tirone ajudaram na trajetória lamentável, de que a comovente imagem da jovem palmeirense aos prantos no empate em 2 a 2 com o Botafogo, no último domingo, em Araraquara, é fiel expressão.

Lamento, sinceramente, pelos palmeirenses.

De resto, no início do Campeonato Brasileiro, em 19 de maio, no post Brasileirão começa, como sempre, esvaziado e chato, escrevi que, se o calendário fosse mais "decente", os times que eu consideraria favoritos ao título seriam "o atual campeão Corinthians, Santos, Internacional, Fluminense, Grêmio e São Paulo (acho que o bom time do Vasco está em decadência e namorando com a crise...)".

Teremos mais cerca de um mês de um campeonato esvaziado e chato. Campeão decidido, rebaixados quase definidos e G-4 idem. Um bocejar interminável.

Bem, chato ou não, até que não fui tão mal. Acertei três dos quatro times no G-4 e, entre eles, o Fluminense, virtualmente campeão brasileiro de 2012.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Marcos Assunção, do Palmeiras, declara apoio a Fernando Haddad


Foto: Paulo Pinto/Campanha Haddad
"Sei como é a vida das pessoas da periferia", diz volante do Palmeiras

“Estamos juntos. Confio muito nele [Haddad]. É um cara que trabalha muito pela periferia, pelas pessoas mais sofridas, que trabalha e acorda às quatro da manhã para sustentar seus filhos. É por isso que estou aqui.”

Assim o volante do Palmeiras Marcos Assunção anunciou nesta quinta-feira, 25, no Diretório Municipal do PT, seu apoio à candidatura de Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo.

“Eu nasci num barraco de madeira e sei como é a vida das pessoas da periferia.” O jogador, revelado pelo Rio Branco de Americana, nasceu no Jardim Rincão, em Paradas de Taipas (zona norte da capital).

Aos 36 anos e próximo de pendurar as chuteiras, Assunção comparou as carreiras de um político e um jogador de futebol. “A vida do político é igual à do jogador. Chega a hora que tem de parar para dar lugar ao mais jovem. E está aí o mais jovem, com novas ideias. Espero que ele faça da cidade de são Paulo uma cidade justa e boa de se viver”, comparou.

Rogério Ceni

Na semana passada, outro atleta de grande clube da capital também manifestou apoio a um candidato. O goleiro Rogério Ceni, do São Paulo, anunciou seu voto no candidato José Serra (PSDB). “Torço muito pelo Serra”, disse o goleiro.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Santos continua sem futebol e sem alma, Timão segue bem, Verdão deve subir, Tricolor tem Ganso


Vendo Atlético-MG 0 x 0 Grêmio, fiquei pensando em como tem sido desastroso o segundo mandato do presidente do Santos, Luis Álvaro Ribeiro, o Laor. Depois de uma novela enfadonha e mal gerenciada, PH Ganso é do São Paulo. Enquanto isso, Elano – que sob Vanderlei Luxemburgo volta a jogar bem – e Zé Roberto formam um meio de campo muito competitivo no Tricolor gaúcho. E o meio de campo do Santos não existe.
Ricardo Saibun - Divulgação Santos FC
Para ele, todo mundo é burro
Elano foi despachado porque não tinha mais ambiente num time em que ele (versátil e talentoso) se resumia a defender e cobrir a lateral direita (escrevi sobre isso aqui, no início do ano), no estilo tosco de Muricy Ramalho, que no sábado, após a lavada que seu time tomou da Lusa (3 a 1 no Pacaembu), discutiu com um repórter que insinuou que a equipe não faz treino tático. Será que faz? Dizem que não. Mas todo mundo é burro e ignorante para ele. Muricy, que não assume responsabilidade e vive montado na arrogância, tem carta branca do apático presidente. O treinador está desmontando o time do Santos. Tirando Neymar, ninguém joga bem no time de Muricy.

E, ao que parece, o “professor” vai ser um longo castigo para a torcida santista. Laor se acomodou com os títulos conquistados e parece satisfeito em pagar uma fortuna para a fraude chamada Muricy Ramalho. Quem vê os jogos do Santos sabe que o time não tem padrão tático, não tem gana, não tem nada. Sem Neymar, não existe.

Zé Roberto poderia ter vindo, mas o Santos de Laor preferiu deixá-lo ao Grêmio, que disputa o título, enquanto o time praiano, jogando há muito tempo um futebol de dar dó, dorme sobre os louros da vitória do único título do ano do centenário, o Campeonato Paulista. Para um time caro como o do Santos hoje, é muito pobre a campanha de 2012. Pobre e vergonhosa.

Botafogo 2 x 2 Corinthians foi um bom jogo. O Corinthians continua na sua toada, jogando bem mesmo sem precisar fazer nada no Brasileiro (ao contrário do Santos) e mostrando não apenas que não ganhou o Brasileiro e a Libertadores por acaso como tem boas condições de vencer o Mundial em dezembro. Mas o juizinho Sandro Meira Ricci operou o Botafogo neste domingo.

O São Paulo luta pelo G-4. Se Ganso estiver bem, deve crescer e pode roubar a vaga do Vasco.
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Kleina deixou a Ponte. Salva o Verdão?/
E o Palmeiras, que voltou a ter alma após a saída de Felipão e a entrada de Gilson Kleina, ameaça ressuscitar. Tenho a sensação de que conseguirá escapar da degola. Para isso, tem que contar com mais tropeços do Coritiba, que parece ser o único time o qual o Verdão ainda pode ultrapassar. O Coxa, que vem capengando, está apenas 5 pontos à frente.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Palmeiras de Felipão à beira do precipício


Atualizo o post apenas para registrar, sem necessidade de nova postagem, que o Palmeiras não é mais "de Felipão". O treinador foi demitido hoje. Contra o Corinthians, no domingo, o técnico interino será Narciso, que já treinou times "sub" do Santos (onde fez sua carreira como atleta) e Corinthians. Sem mais, o resto do posto continua atual.
Atualizado às 02:05 de  14/09/2012



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O destaque do futebol paulista nesta 24ª. rodada do Brasileirão é infelizmente – e digo sinceramente – o Palmeiras. Com mais uma derrota (1 a 3 contra o Vasco no Rio), o time de Felipão está na penúltima colocação no campeonato, com 20 pontos, sete a menos que o Flamengo, o 16º., último antes da zona da degola. O Verdão precisaria ganhar, pelo que se calcula, ao menos 24 pontos em 42 possíveis nas 14 rodadas restantes. Ou 57% dos pontos a disputar. Considerando que o Alviverde tem um aproveitamento de 28% até agora, ou seja, precisa dobrar isso, a situação já é dramática.

Vi o jogo do Palmeiras até o 3º. gol do Vasco. Depois mudei pra partida que terminou com a vitória do Atlético-MG sobre o São Paulo por 1 a 0. Dois comentários: estou torcendo pro Galo ser campeão, porque é um time insinuante, aguerrido, rápido, apresenta um futebol muito mais bonito do que o feio jogo do Fluminense de Abel Braga, com aquele joguinho pragmático, e porque o Galo tem Ronaldinho Gaúcho (sim, estou me contradizendo, pois já critiquei muito o jogador, mas é muito legal vê-lo em campo no Brasileirão). E ponto. E o segundo comentário sobre Galo x Tricolor: como joga bola o Rogério Ceni. Ponto.

O Santos, ufa, bateu o Flamengo por 2 a 0 com dois golaços marcados no fim do jogo. Por Victor Andrade, o novo menino, e Neymar, o experiente menino. Doze pontos atrás do 4º. colocado, o Vasco, o Peixe deve terminar na zona neutra. Muito por causa do lixo ético e futebolístico chamado seleção brasileira, que nos tira Neymar (e eventualmente outros atletas) durante grande parte do torneio, e também devido ao trabalho sofrível de Muricy Ramalho, que deixa muito a desejar, embora ainda haja quem o considere um grande técnico (não é o meu caso: acho que o ano do Santos é tão medíocre que até a torcida deixa a desejar, porque ela deveria estar clamando no estádio um “fora Muricy” bem sonoro, mas está meio amortecida como o clube e a gestão do segundo mandato de Luis Álvaro Ribeiro).

Quanto ao empate do Corinthians no Pacaembu com a Ponte Preta por 1 a 1, com gol do Timão ao seu estilo, nos estertores da partida, nada a comentar. O Alvinegro faz um campeonato protocolar, esperando o Chelsea em dezembro. Embora, nesse contexto, o time de Tite esteja fazendo um papel mais decente do que o Santos de Muricy no ano passado.

domingo, 26 de agosto de 2012

Dois clássicos, duas viradas; dois gols de Neymar, dois de Luis Fabiano


Palmeiras 1 x 2 Santos, Corinthians 1 x 2 São Paulo, ambos no Pacaembu.

E acaba o primeiro turno do Campeonato Brasileiro, com nenhum paulista no G-4 e o surpreendente Atlético-MG de Cuca na liderança. Próximo da zona da Libertadores entre os paulistas só o São Paulo com 31 pontos, em quinto lugar, quatro a menos que o Vasco, em quarto.

Não vi nem acompanhei a vitória do Peixe sobre o Palestra, no sábado. Nem dava. Aniversário do irmão palmeirense Paulo, na casa dele, em São Bernardo. Só deu pra comemorar a vitória, meio discretamente. Pelos melhores momentos, a impressão de um jogo bom. O gol alviverde surgiu aos 41 do primeiro tempo, mas numa cobrança de falta perfeita Neymar igualou o placar minutos depois. No segundo tempo, aos 17, novamente o craque balançou a rede, num chute de fora da área, colocado, que o goleiro Bruno aceitou.

Destaque ainda para a incrível chance desperdiçada por Barcos, aos 43 do segundo tempo, em grande defesa do goleiro Rafael na cabeçada a queima-roupa.



E no domingo, o São Paulo quebrou uma escrita: Desde 2005 o time do Morumbi não batia o rival no Pacaembu, período em que o Alvinegro ganhou seis partidas. E hoje o tabu teria sido mantido se o rolo compressor corintiano dos primeiro 15 minutos, quando imprensou o adversário em seu campo e teve várias chances, tivesse rendido mais do que o único gol marcado pelo time logo aos 5 minutos (notem a pressão corintiana no lance que originou o tento do time).



Mas o São Paulo conseguiu equilibrar o jogo e Luis Fabiano, aos 23 minutos do primeiro tempo e 16 do segundo, deu números finais ao marcador da partida, que acabou sendo justa.

Na tabela, situação preocupante do Palmeiras, que encerra o primeiro turno da competição na zona de rebaixamento (17°, 16 pontos). A Portuguesa está bem acima do Verdão, com 22 pontos, em 14° lugar.

O Santos, em 10°, tem 26, nove a menos do que o quarto colocado Vasco da Gama. Diferença que pode ser tirada em 19 rodadas. Infelizmente, a seleção-balcão-de-negócios-brasileira vai continuar desfalcando o Peixe de Neymar com amistosos inexpressivos e ridículos. Uma lástima, um absurdo, mas já reclamei tanto disso que cansei.