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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

De volta, Neymar desequilibra e Santos quebra jejum fora de casa. Bem-vindo, Neymar!



Bons companheiros: Neymar e André (de volta) comemoram 1° gol

A diferença é notável. O time que fez mais gols na história do futebol mundial (11.841 tentos, segundo o site oficial do clube) não havia marcado sequer um mísero gol fora de casa no Campeonato Brasileiro, que já está no fim do primeiro turno.

Neymar voltou – junto com Ganso e o goleiro Rafael – depois de um mês e meio servindo a seleção e com ele o time venceu o Figueirense em Florianópolis por 3 a 1, de virada. O camisa 11 fez um belo gol (justamente o primeiro fora de casa no Nacional), bem ao seu estilo (deixando dois marcadores na saudade e chutando de fora da área) e correu como sempre, o jogo todo, incansável. Aliás, achei um absurdo o jovem craque entrar em campo hoje, depois de uma maratona pelas Olimpíadas e ainda ter jogado ontem (sim, ontem!), na Suécia, pela seleção brasileira.

Mas parece que ele mesmo quis jogar, e desequilibrou. Impressionante esse moleque. Sua disposição é algo para deixar qualquer santista orgulhoso. Ganso continua sua toada meio devagar, mas sem dúvida deu qualidade ao meio de campo. André, que reestreou com a camisa alvinegra, teve atuação discreta e foi substituído pelo argentino Miralles.

O segundo gol (aliás golaço) foi do lateral direito Bruno Peres, que entrou driblando como um autêntico atacante e fuzilou o arqueiro Wilson. E o terceiro surgiu de uma roubada de bola e passe preciso de Miralles para Neymar, que, sozinho, preferiu ser camarada e só tocar para Ganso, que vinha de trás e empurrou para o fundo da meta.

Está certo que o Figueirense é o lanterna do campeonato. Mas em casa, ainda na mais na fase vivida pelo Peixe, qualquer adversário assusta. Ou assustava. Pois com Neymar em campo quem vai ficar assombrado são os adversários. Domingo tem o Corinthians na Vila. Uma partida que o time de Muricy Ramalho tem obrigação de vencer.

Ainda restam 21 rodadas e 63 pontos em disputa. É difícil, mas, a 11 pontos do quarto colocado Grêmio, o Peixe ainda pode chegar na zona de classificação à Libertadores.

Os gols da partida estão neste neste link.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Dorival Júnior, o moralista

Foto: Eduardo Metroviche
O treinador Dorival Júnior resolveu dar uma de general. Os jogadores Neymar, André, Paulo Henrique Ganso e Madson foram afastados da partida contra o Atlético-GO, como punição por terem contrariado sua ordem para se apresentarem à concentração às 23h da quinta-feira. Eles só apareceram às 3h.

Os grandes e jovens jogadores do Santos acabam de ser campeões paulistas e levar o clube a uma final inédita de Copa do Brasil, doando-se como se doam os grandes, tendo levado o Santos novamente às manchetes do mundo todo.

“Ué, mas eles não acabaram de conquistar tudo agora? Deixa os meninos irem na balada. Que moralismo!”, ouvi de um jovem são-paulino agora há pouco.

É muitas vezes nos maiores momentos que os homens mostram se são de fato grandes ou medíocres. Os atletas citados e punidos deveriam ter sido recompensados com alguns dias de folga e liberados da partida contra o Atlético-GO, como prêmio por tão grandes alegrias que deram a sua torcida. Ao invés disso, moralismo e punição neles.

Dorival Júnior – que já errou escalando-os contra o Ceará – deveria saber que um grande exército comandado por um general inferior não terá sequer a sua Waterloo.

PS (terça, 25, 12h30):
Na minha modesta opinião (nunca joguei futebol como profissional), não há nada mais importante em um elenco do que o chamado "alto astral" e a união. Não quero ser mal interpretado com o que escrevi acima na sexta-feira. Como profissionais que são, os jogadores têm, sim, de respeitar as normas. Mas, em casos específicos como esse, as punições me parecem contraproducentes.

Será que o dr. Sócrates, por exemplo, apoiaria tal punição? Mais: afastar e negociar o meia Mádson, após uma campanha vitoriosa do time neste semestre, é o melhor, considerando que o baixinho é tão querido no elenco e pela torcida? Ou Dorival vai angariar antipatias e promover divisões no elenco, com sua postura de general? Minha antipatia ele já tem.

Vinte e cinco anos depois da “democracia corintiana”, algumas coisas têm de ser consideradas, afinal tudo muda na história, e o futebol não está fora da história.

Mas o estilo militar continua. O "comandante" antecipou para segunda-feira a concentração (que deveria ser na terça, 25) dos jogadores solteiros para o jogo com o Guarani. Não sei. Os tempos mudaram. Dorival pode ser bem sucedido nesse estilo linha dura, mas também pode quebrar a cara.