
Dessa vez, nem os deuses romanos salvaram a Itália. Mesmo ela tendo feito com a Eslováquia o melhor jogo desta Copa do Mundo. Não tecnicamente, mas em emoção. "Pouco jogo e muito coração", diz Corriere della Sera na imagem ao lado, em que Fábio Cannavaro consola um companheiro [a frase está na legenda, ilegível na imagem]. A partida que eliminou a seleção tetracampeã se revestiu das cores de uma ópera.
Os gols estão ao fim deste post. Vittek, aos 25 minutos do primeiro tempo, abriu o marcador para os eslovacos. Paraguai e Nova Zelândia não saíam do
É o que achava praticamente todo mundo. Mas eis que o mesmo Vittek aumentou para
Mas Di Natale, aos 36, deu novas esperanças aos italianos no mundo todo, fazendo um gol parecido ao de Donovan pelos EUA ontem. E a ópera continuou. Aos 40, Di Natale cruzou da esquerda para Quagliarella mandar para as redes. Mas o juiz inglês Howard Webb, acatando marcação do bandeirinha, anulou. O italiano estava poucos centímetros impedido. Nesta Copa, os bandeirinhas são retranqueiros. Na dúvida, levantam o instrumento. E Kopunek, que acabara de entrar, aos 44, fez
Fim? Ainda não!, pois Quagliarella, aos 46, fez um golaço por cobertura. Os eslovacos, visivelmente perturbados, e os italianos, desesperados, ainda travaram uma batalha heróica que durou três ou quatro minutos.
E a ópera teria tido um inacreditável final feliz para a Azzurra se Pepe não tivesse perdido o gol da classificação numa bola alçada na área, que sobrou para ele, mais ou menos aos 50, depois de muita cera dos eslovacos.
São muitos os felizes pela derrocada italiana. Que, aliás, foi merecida, porque, para um time campeão do mundo, um empate contra a boa e aguerrida seleção do Paraguai (
Eu fico triste porque as oitavas-de-final de uma Copa do Mundo ficam mais pobres sem a Itália, como ficaria sem Argentina ou Brasil. E também pela parte italiana que, entre outros sangues, corre em minhas veias.
Veja os gols de Eslováquia 3 x 2 Itália: