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domingo, 15 de março de 2015

Um drone na avenida Paulista


Um drone sobrevoa a manifestação das organizações de esquerda a favor do Brasil, contra o golpe, pela reforma política, pela democracia e pelo direitos dos trabalhadores na Avenida Paulista, em São Paulo, na sexta-feira, 13. O drone seria de quem? Da TV Globo? Da CIA? Ou de ambas? (Perguntar não ofende.)


Fotos: Carmem Machado [Clique nas imagens para ampliar]


Foto: Renato Stockler/Jornalistas Livres (Detalhe)

sábado, 14 de março de 2015

Sexta-feira, 13: dia de terror para os poderosos



Foto: Mídia NINJA (clique para ampliar)

As forças sociais que elegeram a presidente Dilma Rousseff reuniram-se na sexta-feira, dia 13 de março, pela primeira vez desde o início deste segundo mandato presidencial para exigir a reforma política, defender a democracia, os direitos dos trabalhadores (atacados pelo ajuste fiscal promovido pelo pacto de governabilidade), a Petrobras e o Pré-Sal.

Um ato de luta, que exigiu o respeito ao mandato das urnas.

No mesmo dia, há 51 anos, o presidente trabalhista João Goulart, também enfrentando uma oposição feroz, realizou o Comício da Central do Brasil, no Rio de Janeiro. Diante de uma multidão de 150 mil pessoas, o próprio Goulart discursou em favor das chamadas Reformas de Base (reformas agrária e urbana), e do direito de voto para analfabetos e soldados. Como demonstração da centralidade da Petrobras desde então, Goulart assinou decreto de desapropriação de refinarias de petróleo que ainda estavam de posse da iniciativa privada.

Mas as semelhanças param aí. Nos atos públicos realizados neste ano em 24 cidades e no Distrito Federal, Dilma Rousseff não foi. Seus ministros tampouco. E contavam-se nos dedos os dirigentes do Partido dos Trabalhadores que deram as caras. Entre as honrosas e aclamadas exceções estavam o ex-senador Eduardo Suplicy e o ex-deputado estadual Adriano Diogo, para o qual o partido precisa voltar para o campo das lutas populares.

Foi resultado da coragem dos dirigentes da Central Única dos Trabalhadores, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, da União Nacional dos Estudantes, dos movimentos de moradia, e de inúmeras outras organizações populares e de juventude, o grande reencontro da esquerda com sua vocação reivindicatória, expressa nos atos públicos realizados. Centenas de milhares de pessoas manifestando a disposição de lutar pelo aprofundamento da democracia e por mais direitos.

Desde o Palácio do Planalto, durante toda a semana, saíam recriminações aos atos do dia 13. Dizia-se que seria um fracasso, um tiro no pé, que acabaria dando munição aos defensores do impeachment, que demonstraria a fragilidade da base social do governo.

Mas foi bem diferente o que se viu...

O maior de todos os atos aconteceu em São Paulo, o Estado que deu esmagadora vitória ao candidato tucano Aécio Neves na última eleição presidencial, terra de bandeirantes e de preconceitos, mas também berço do Partido dos Trabalhadores, do movimento estudantil e das greves operárias dos anos 1970/80, que ajudaram a derrubar a ditadura e a reconquistar a democracia.

Na avenida Paulista, 100.000 pessoas (segundo a CUT) e 41.000 (segundo o DataFolha) vestiram-se de vermelho debaixo de céu preto e ameaçador. Não demorou e a tempestade desabou. Mas aí foi que a festa começou.

 “Pode chover, pode molhar, ninguém segura a resistência popular”, gritavam os manifestantes. Ninguém arredou pé.

Foto: Jornalistas Livres

Para a militância, que passou o último mês encolhida –humilhada pelas denúncias de corrupção envolvendo dignitários petistas e gente de todos os partidos — , foi uma apoteose. O MST apareceu com seus homens e mulheres de rostos tostados de sol, os professores vieram depois de decretar greve em assembleia realizada no vão livre do Masp. Os metalúrgicos, os sambistas da Rosas de Ouro, os negros, os cotistas, os moradores de rua. Os jovens do Levante Popular da Juventude.

 “A mídia golpista quase fez a gente acreditar que estava derrotada, mas a gente está firme e forte e não vai permitir que o Brasil seja tomado de assalto pelos ricos e poderosos”, disse a dona de casa Eurides Camargo de Souza, 65 anos, enrolada em uma bandeira do PT que ela mesma bordou em 1982, durante a primeira campanha eleitoral que teve Lula como candidato.

Muitos militantes portavam cartazes em que se lia ‪#‎globomente e ‪#‎globogolpista –aliás, a hashtag #globogolpista foi a campeã de citações no twitter, comprovando que até mesmo na guerra virtual, a esquerda retomou a iniciativa. Pela primeira vez em meses, hashtags identificadas com os movimentos sociais tiveram a maioria das citações nas redes sociais. “O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo!”

Ficou até chato ver o repórter da Globo andando com capacete de guerra na avenida Paulista, entrando no Jornal Nacional. Para enfatizar o ridículo do equipamento de segurança, o próprio Jornal Nacional afirmava terem sido absolutamente pacíficos os atos realizados em todo o país.

Igualmente destoante foi a presença de 50 militantes do grupo de ultra-direita “Revoltados Online”, que se postou na avenida Paulista em clara atitude provocativa. Mas ninguém lhes deu ouvidos. E eles ficaram ali, com o farol baixo, gritando o seu “Fora Dilma” sem eco entre os transeuntes.

Na chegada à praça da República, as professoras Adriana e Sonia, encharcadas e exaustas, ainda tiveram forças saltar bem alto, na coreografia do “Quem não pula é tucano, quem não pula é tucano.” Na segunda-feira, as duas estarão em greve contra o governo Geraldo Alckmin (PSDB-SP) e por reajuste salarial.

É a luta que segue.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

São Paulo se veste de verde e amarelo no dia da abertura da Copa




Um rolê rápido pela cidade de São Paulo entre o Butantã e a avenida Paulista via metrô, entre 14 e 15 horas deste 12 de junho



Linha 4-Amarela do Metrô


Linha 4-Amarela do Metrô


avenida Paulista


avenida Paulista


avenida Paulista



avenida Paulista


Conjunto Nacional - avenida Paulista


Metrô - Linha 2-Verde

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

O simbolismo da reabertura do Cine Belas Artes


A reabertura do Cine Belas Artes em São Paulo, prevista para acontecer em cerca de 4 meses, deve ser vista como mais importante do que o fato em si, pelo caráter simbólico. O prefeito Fernando Haddad disse ontem que a reinauguração das salas de cinema “se insere num contexto maior” de sua gestão. Segundo ele, a cultura deve ocupar os espaços públicos como disseminadora da cidadania.


Foto Letícia Macedo


O secretário Juca Ferreira afirmou que o mandato do atual prefeito “resgata uma cidade que estimula o espaço público como espaço da cultura”.

Outro dado muito relevante é que, conforme explicou Haddad, a prefeitura participará da parceria fechada com a Caixa Econômica Federal com um instrumento recém-criado, e valioso, a SP Cine, que vai ter o direito de utilizar as salas de exibição para o cinema brasileiro e para os filmes produzidos pela própria empresa municipal. “A SP Cine vai ter uma sala no Belas Artes, patrocinando o cinema brasileiro ou o que é produzido no Brasil”, disse ele.

No final de dezembro, o prefeito sancionou a criação da SP Cine, agência municipal de fomento ao cinema na cidade, antiga reivindicação de produtores, diretores e atores paulistanos.

Quem conhece São Paulo sabe do simbolismo da reinauguração do Belas Artes, na esquina da Rua da Consolação com avenida Paulista, e do estado de deterioração a que esse local chegou nos últimos anos.

O túnel que passa por baixo da Consolação, do Belas Artes ao Riviera, vai virar um espaço cultural.

Enfim, há quem não dê tanta importância à política cultural de uma gestão. Mas ela revela de fato muito mais do que parece.


Leia mais sobre a reinauguração do Belas Artes em matéria da RBA.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Artistas de rua em São Paulo – Les Chats-Potés



O casal estava fazendo um som na avenida Paulista esta semana, em frente à estação Brigadeiro do metrô. São André e Lia, que se intitulam Les Chats-Potés. A imagem não é lá essas coisas, é de celular.




quinta-feira, 7 de março de 2013

Repúdio em São Paulo à nomeação do pastor Marco Feliciano à Comissão de Direitos Humanos


"Revoltados com a tomada da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara por deputados conservadores e de direita, muitos deles fundamentalistas religiosos ligados a denominações evangélicas, parlamentares do PT, do PSB e do Psol abandonaram hoje (7) o colegiado cogitando recorrer à presidência da Casa, apelar ao Supremo Tribunal Federal (STF) e até criar uma comissão paralela" (da Rede Brasil Atual).

Bom, os partidos que se retiraram da comissão tinham que sair mesmo, é o mínimo.

A eleição do pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados é um insulto à sociedade civil.

De minha parte faço o que posso e divulgo o que acontece aqui por São Paulo:

Copio do Facebook (com uma pequena revisão, rs):


Sábado, 9 de março, às 14 horas, na tripla esquina av. Paulista/rua da Consolação/av. Rebouças (metrôs Consolação e Paulista)

Repudiamos a nomeação do Pr. Marcos Feliciano e convocamos todos os interessados a vir pra rua conosco. Venham negros, LGBTs, 'putas', cristãos que seguem os ensinamentos de Jesus Cristo de fato, punks, deficientes físicos, agnósticos, donas de casa, empresários, estudantes, professores, desempregados, judeus, ateus e toda e qualquer pessoa que cansou da avacalhação deste que é o PIOR CONGRESSO DESDE A REDEMOCRATIZAÇÃO! Apoiamos eventos paralelos em outras cidades. CHEGA!

Se você confirmou presença online, não deixe de comparecer pessoalmente. Vamos mostrar essa força!

Vejam um pronunciamento do novo presidente da Comissão de Direitos Humanos clique neste link.

Petição que pede a destituição de Feliciano da CDHM, clique aqui.

Em tempo: o evento não é anti-evangélico. Demonstrações de ódio religioso não serão toleradas.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Multidão de 20 pessoas faz manifestação contra Lula e o PT na avenida Paulista



Realmente cômica a manifestação realizada na tarde de ontem, 13, na avenida Paulista, contra o ex-presidente Lula e o PT. Uma multidão de 20 pessoas realizou o histórico ato em frente ao Masp.

Da matéria da Folha de S. Paulo, que em sua versão online noticiou o evento ontem, destaco dois depoimentos engraçados. Da psicóloga Marta Abdo, 55, que passava por lá e afirmou à reportagem: "Parece meia dúzia de pessoas paradas, sem organização alguma"; e da auxiliar de almoxarifado Ângela Pires da Silva, 25, que disse achar "engraçado aquele pessoal sem se mexer".

Os manifestantes portavam faixas do tipo “Mexeu com o Brasil, mexeu comigo”. Foi um domingão realmente de grande fervor da militância tucana. O grupo já é conhecido como "Os 20 do MASP".


sábado, 21 de maio de 2011

Tiros e bombas contra a Marcha da Maconha em São Paulo

Da série Epísódios da truculência tucana

Cenas na tarde de hoje, sábado, na avenida Paulista, em São Paulo, por ocasião da Marcha da Maconha, que, proibida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, foi realizada como uma manifestação "pela liberdade de expressão".

A brutalidade da Polícia Militar, seja de Geraldo Alckmin, seja de José Serra, não tem limites. Onde está a liberdade de expressão se um punhado de jovens pacíficos é tratado a tiros e bombas por exercer um direito que lhes garante a Constituição do Brasil?



"A repressão policial à maconha, em menos de 80 anos, já causou mais mortes e prejuízos do que o uso da erva jamais poderia ter causado em toda a história da humanidade." (Túlio Vianna - Revista Fórum n° 98 - maio de 2011)


Leia também relatos de outros episódios:

Relatos sobre a truculência tucana [2] – Vila Madalena

Ginásio da Fito (Osasco)

Eleição de 2010

Alckmin começa seu governo atacando estudantes

Polícia de Alckmin não pára de cometer barbaridades

Atualizado às 02:26

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Truculência do povo das sombras [1] – avenida Paulista

O povo das sombras não se cansa de atacar. Como se sabe, na manhã de domingo quatro menores  de idade e Jonathan Lauton Domingues, de 19 anos, todos de classe média, foram presos em flagrante depois de, segundo a polícia, espancar quatro jovens em três momentos diferentes, gratuitamente, feito pitbulls enfurecidos, na madrugada do mesmo dia. Ou melhor, por um motivo: as vítimas serem homossexuais, ainda de acordo com a polícia.

Eles foram soltos após audiência na Vara da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça (TJ) no domingo, 15. Os quatro adolescentes (três de 16 anos e um de 17) vão responder por ato infracional. Já Jonathan responderá, em liberdade, pelos crimes de lesão corporal, roubo e formação de quadrilha. Segundo o TJ, ele não tem antecedentes criminais e possui residência fixa.

Veja reportagem da Rede Record:



O pai de Jonathan, Eliezer Domingues Lima, deu a seguinte justificativa para a suposta atitude do filho: "É um menino muito bonito e foi assediado por homossexuais. Ele pediu para parar, eles não pararam. Aí, virou briga".

Se algum conselho adiantasse, eu diria a esse pai que procure tratamento para seu “menino bonito”. Vamos, hipoteticamente, admitir que o rapaz tenha mesmo sido paquerado. E daí? Seria motivo para reagir como um cão raivoso? Sim, se o agressor tiver problemas psicológicos, como enormes dúvidas inconscientes sobre sua própria masculinidade.

Apesar da covardia homicida, dos danos físicos e morais, a lei protege os menores e a Justiça brasileira se encarrega de socorrer o maior de idade. A mãe de um dos suspeitos da agressão, que não quis se identificar, disse que os jovens “saíram para se divertir, para pegar as menininhas na balada”. E só.

Segundo o Estadão, o promotor da Infância e Juventude Thales Cezar de Oliveira saiu-se com essa pérola: “...deixar alguém internado por briga, em um país em que não se consegue levar um assaltante para a cadeia...”

Mayara Petruso
O ataque aos nordestinos, emblematizado pela estudante Mayara Petruso e decorrente da vitória de Dilma Rousseff, não é isolado e nem casual. Não estou dizendo que tucanos são responsáveis por quaisquer atos de violência, mas parte da sociedade brasileira manifesta uma intolerância inaceitável.

O povo das sombras não pára de mostrar sua face. E a Justiça, a sua benevolência para com quem pode pagar bons e caros advogados.

PS: Durante a campanha eleitoral, escrevi alguns posts, na série intitulada “Episódios da truculência tucana”, que perdeu o sentido após as eleições. Vou continuar a idéia, sem definir uma periodicidade, com outra série similar, “Truculência do povo das sombras”.

O próximo será o episódio de uma amiga que, depois de quase ser atropelada por um carro em marcha à ré, ainda foi xingada e ameaçada de agressão por um homem emocionalmente descontrolado, como se ela fosse culpada de estar atrás do automóvel.