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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Vamos ser tri, Santos?

Com o empate Cerro Porteño 3 x 3 Santos nesta quarta-feira, 1° de junho, Peixe está na final da Libertadores, e vai pegar Vélez ou Peñarol na decisão

“Vamos fazer o jogo que a gente gosta, que é o contra ataque”, disse Muricy antes do jogo. Tenho minhas dúvidas sobre esse gostar de contra-ataque em se tratando de Santos, mas o fato (e etc.) é que o Santos está na final da Libertadores. Aquele que foi o maior time do mundo – e em que em alguns aspectos espirituais continua sendo – chega apenas a sua quarta final de Libertadores: ganhou duas (1962 e 63) e perdeu uma (2003).

Neymar marca terceiro gol
 Não vou fazer análises sobre a partida, essas coisas. Acho que Léo fez muita falta na lateral esquerda. Tecnicamente mesmo. Durante boa parte do primeiro tempo Alex Sandro poderia complicar o time. Inseguro, errou vários passes, tomou bola nas costas e levou cartão amarelo em pouco tempo.

Mas o gol de Zé Love a 2’ do primeiro tempo, mesmo que os santistas não soubéssemos, aflitos que estávamos, selou a profecia do amigo Glauco, do Futepoca, que intuiu antes do jogo que o Zé queimaria nossa língua, ou sei lá a língua de quantos santistas.

Fora o gol do Zé Eduardo logo de cara num cruzamento de falta cobrada por Elano, sofrida por (quem?) Neymar, o frango do goleirão Barreto e o primeiro tempo ter acabado 3 a 1 para o Santos era tudo o que a nação santista sonhava para se considerar na final.

Gamarra: "é só ficar olhando"

O terceiro gol do Alvinegro foi lindo, e básico. O ex-zagueiro Gamarra havia afirmado que não via dificuldades em marcar Neymar: "é só ficar olhando", dissera o paraguaio. Mas Arouca saiu com a bola dominada pelo meio campo, demorou muito (é verdade) para passar a bola enquanto Neymar fazia o possível para não ficar em impedimento, e no limite o volante passou (ufa) e Neymar matou. E palavra que eu gostaria de, jornalista que sou, perguntar agora a Gamarra ou a Larissa Riquelme: “te gusta Neymar?”



45 minutos finais

No segundo tempo, para os santistas mais cardíacos, deu um certo temor, porque futebol ... Sabe como é. Não me agradou nem um pouco a substituição feita por Muricy quando tirou Elano (que continua apático) para pôr Rodrigo Possebon. Na minha humilde opinião, se colocasse o meia Alan Patrick o treinador atrairia muito menos o adversário a seu campo. O segundo tempo do Santos foi o real bumba-meu-boi, chutão pra todo lado. Feio. Mas os dois gols do Cerro Porteño levaram ao 3 a 3 e faltaram ainda dois gols pros paraguaios.

Enfim, o Santos fará a final da Libertadores contra Vélez Sarfield ou Peñarol. Eu não acho que nenhum dos dois seja mais fácil ou difícil. Só torço para ser com o Peñarol porque seria uma final mais bonita, de duas grandes camisas, lembrando 1962, quando o Peixe foi campeão pela primeira vez.

Ao contrário do que amigos santistas pensam, acho que seria melhor jogar contra o Vélez, que joga mais futebol, e portanto poderia fazer conosco um jogo mais favorável, porque mais aberto. Mas isso pode ser só uma impressão de momento.