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terça-feira, 21 de junho de 2011

Santos enfrenta Peñarol pelo tri da Libertadores


Rafael; Danilo, Edu Dracena, Durval e Léo; Adriano, Arouca, Elano e Paulo Henrique Ganso; Neymar e Zé Eduardo.

Esta a provável escalação do Santos para disputar com o Peñarol na noite desta quarta-feira, 22 de junho, no Pacaembu, o título da Libertadores da América de 2011. O time da Vila Belmiro, como o uruguaio, precisa de uma vitória simples. Empate dá prorrogação, e depois só os penais pra resolver.

O lateral Pará dá lugar a PH Ganso e Danilo deve ser o lateral direito, deixando a função de volante e voltando à posição de origem, onde jogou inclusive na seleção brasilleira sub-20 no título sul-americano. Léo, que não jogou no 0 a 0 de Montevidéu, deve voltar à esquerda no lugar de Alex Sandro, que por pouco não entregou a rapadura no jogo de ida. Se os reforços de Ganso e Léo se confirmarem, a situação do Alvinegro melhora consideravelmente e seu favoritismo, reconhecido até pelo técnico aurinegro, Diego Aguirre, tem mais chances de se concretizar.


Léo e Neymar em treino nesta terça, 21 de junho
Foto: Ricardo Saibun/Santos FC
 Com a volta de Ganso, com sua inteligência e liderança, seus passes destruidores de quem antevê os espaços, Neymar terá com quem jogar, Neymar que sem o camisa 10 tem sofrido de enorme solidão, sem um meio de campo que o alimente (que poderia ter sido Alan Patrick em Montevidéu) e ainda sem um companheiro de ataque à altura, como André foi em 2010. Oxalá Zé Love faça a sua parte, mas acho possível que Maicon Leite entre no decorrer da partida. É difícil que Muricy Ramalho tenha um ataque de ousadia e coloque Maicon de saída, mas, dadas as circunstâncias táticas e mesmo emocionais (é a última partida de Zé Eduardo pelo clube, sua fase é ruim e ele anda se debulhando em lágrimas), o técnico não estaria pensando nessa possibilidade? Os treinos de segunda e terça-feira parecem ter mostrado que Muricy não desconsidera essa alternativa.

O capitão Edu Dracena, ao qual eu não poupei críticas nesta temporada, cumpriu suspensão no Uruguai e volta no lugar de Bruno Rodrigo, que fez uma partida razoável em Montevidéu, mas com falhas graves de posicionamento.


PH Ganso, com sua canhota preciosa, está de volta
Foto: Ricardo Saibun/Santos FC
 Assim, o Peixe entra em campo com a força máxima contra o Peñarol, para lutar pelo tricampeonato do continente, enquanto o time amarelo-e-preto tenta o seu sexto campeonato. O time uruguaio tem cinco títulos (1960, 1961, 1966, 1982 e 1987). O Santos, dois (1962 e 1963).

Sem falar nos riscos propriamente ditos de um jogo como esse, contra um adversário limitado tecnicamente, mas reconhecidamente perigoso, traiçoeiro e aguerrido, o outro risco é um possível oba-oba ou já ganhou, desdenhando os uruguaios, que no futebol conhecemos bem. Eu não gostei muito dessa cor que Neymar colocou nos cabelos, que me remete a uma outra final no Pacaembu, em 1995. Mas isso, claro, é neura de torcedor. Tampouco gostei das declarações do Coutinho, companheiro de Pelé em 62, que mais está parecendo opinião típica de corintiano de Santos (vocês podem ver essas declarações na mídia, especialmente no Uol).

Na chegada de Montevidéu, já em São Paulo, o volante-lateral Danilo falou rapidamente a repórteres, se disse otimista após o 0 a 0 fora de casa, e arrematou: "vamos terminar o serviço no Pacaembu". Adorei essa declaração.

Para terminar rimando, Neymar sempre foi provocador mesmo, e espero que, agora ao lado do craque e companheiro Ganso, com esse cabelo caju, ele esteja inspirado e seja decisivo como tem sido ao longo de 2010 e 2011. Que quebre as neuras e superstições de cor de cabelo e outras, que arrebente o tabu de 49 anos sem uma Libertadores, que vá pra cima deles e os destrua.

Atualizado à 00h21

terça-feira, 14 de junho de 2011

Após superar vulcão, Santos se concentra para o Peñarol em Montevidéu

Santos decide Libertadores contra velho rival Peñarol nesta quarta, 15, em Montevidéu, às 21h50, e na próxima, dia 22, no Pacaembu, no mesmo horário.

A torcida santista vibrou pelo twitter, por e-mail, por celular quando chegou a notícia de que o vôo que levava a delegação a Montevidéu havia pousado. O vulcão chileno Puyehue bem que atrapalhou, provocou ansiedade, tensão, mas o time enfim venceu a primeira batalha, contra a natureza, e agora a nação santista espera o início da guerra (no bom sentido, o esportivo) pelo tricampeonato da Libertadores, nesta quarta-feira, 15 de junho. O jogo de volta, no Pacaembu, será dia 22.

Torcedor comemora no twitter chegada do avião a Montevidéu

O duelo se consolida neste 2011 como um clássico da América Latina. Em 1962, sem Pelé, machucado, o Peixe foi a Montevidéu e conseguiu a vitória, por 2 a 1, contra o mesmo Peñarol, no estádio Centenário. No jogo de volta, na Vila, numa partida cheia de alternativas, um torcedor jogou uma garrafa em campo após os uruguaios fazerem 3 a 2. Descrição do jornal O Estado de S. Paulo do que sucedeu: “A partida ficou paralisada por quase uma hora e meia e, após intermináveis discussões, Robles [o árbitro chileno] foi convencido pelos dirigentes da Conmebol a reiniciar o duelo a fim de acalmar os torcedores, mas por decisão secreta do árbitro a partida fora suspenso no momento em que a garrafa do torcedor caiu no gramado. Nenhum dos jogadores sabia disso, nem os 22 mil torcedores (...)

“Com a bola rolando, o Santos buscava o empate e o Peñarol se defendia. Até que, aos 51, Pagão fez o terceiro gol santistas. O empate por 3 a 3 representava a conquista do título. No dia seguinte, o Estado e os outros jornais paulistas davam em edição especial o título ao Santos. Porém, a Conmebol acatou a decisão do juiz e deu a vitória ao Peñarol. Com um triunfo para cada lado, o tira-teima foi marcado para 30 de agosto. Para azar dos uruguaios, desta vez Pelé estaria em campo. E os 50 mil torcedores que foram ao Monumental de Núñez, em Buenos Aires, viram uma exibição perfeita do time santista.”

O Santos ganhava assim a negra por 3 a 0 e conquistava a primeira Libertadores.

De 1962 e 2011: Zé Love, Pelé, Neymar e Elano, na segunda, 13
Foto: Ricardo Saibun

49 anos depois, eis que a mesma final se repete, cercada de eventos inusitados, fumaça de vulcão pelo caminho. Neymar é recebido na capital uruguaia como pop star. O time do Peñarol, uma equipe forte, bem organizada taticamente, não vai ser adversário fácil. Não custa lembrar que os uruguaios eliminaram Internacional, Universidad Católica e Vélez Sarsfield nos mata-matas, todos fora de casa. Por isso, todo cuidado será pouco em Montevidéu, pois um resultado satisfatório dificultará o jogo demasiadamente fechado do Peñarol no Pacaembu.

Esperemos que Bruno Rodrigo esteja preparado para substituir o capitão Edu Dracena, suspenso por ter sido expulso na semifinal contra o Cerro Porteño.

*PS: na pressa, faltou dizer o que o Victor, do blog Cartão Laranja, lembrou em comentário neste post. Além de Dracena, "não temos o Léo e nem o Jonathan" em Montevidéu. De fato. Parece-me que a ausência de Léo é a mais preocupante, fora Dracena. Alex Sandro fez uma partida muito ruim no empate em 3 a 3 contra o Cerro Porteño na semifinal, que classificou o Peixe para a decisão. Jonathan, por mim, poderia até ir embora do clube, já que só entra em campo para já queimar de antemão uma alteração do treinador.

O time. Muricy deve mandar a campo amanhã: Rafael, Pará, Bruno Rodrigo, Durval e Alex Sandro; Adriano, Arouca, Danilo e Elano; Neymar e Zé Eduardo.

*Atualizado às às 17h12

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Santos x Peñarol fazem final da Libertadores e revivem 1962




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Finais da Libertadores
2011



15 de junho – Peñarol x Santos – Montevidéu
22 de junho – Santos x Peñarol – São Paulo (Pacaembu) - Leia clicando aqui sobre o jogo que deu o tri ao Santos - atualizado às 16:08 de 23 de junho de 2011)

O Vélez Sarsfield ganhou do Peñarol na noite de ontem, 2 de junho, em Buenos Aires, por 2 a 1, pela outra semifinal da Libertadores (vi o tape na íntegra). Mas, como o time uruguaio havia vencido por 1 a 0 o jogo de ida em Montevidéu, classificou-se pelo critério de gol marcado fora de casa. Impressionante a dramaticidade desse jogo, no campo, nas arquibancadas do estádio El Fortin de Liniers.

Com isso, Santos x Peñarol farão a final da Libertadores, repetindo o duelo de 1962, quando o time da Vila bateu o adversário e se sagrou campeão continental pela primeira vez. O Santos chega à final depois de oito anos (em 2003 perdeu para o Boca Juniors). O Peñarol, após 24 anos (em 1987, venceu em final de três jogos o América de Cáli e foi campeão).

O time uruguaio tem cinco títulos (1960, 1961, 1966, 1982 e 1987). O Santos, dois (1962 e 1963).
O Peñarol eliminou o Vélez com justiça. O time preto e amarelo é difícil de bater, pois joga muito bem fechado, sai em contra-ataques bem organizados e tem um atacante perigoso na frente, Martinuccio, que lembra Valdívia do Palmeiras. Creio que o Santos pode levar certo favoritismo, com Neymar diante dos zagueirões pesadões (eles jogam com quatro zagueiros!) . Mas favoritismo em Libertadores é muito relativo.

É histórica essa final de duas grandes camisas voltar a acontecer. Mas acho que o Vélez, um time mais rápido e ofensivo, mas meio confuso e inseguro, seria mais fácil na final. Se pudesse escolher, eu preferiria que o jogo de volta fosse no Morumbi, porque cabe mais torcida e o campo é maior (o que é melhor contra um time retrancado).

Reproduzo abaixo comentário enviado por Alexandre ao post abaixo, antes de eu postar este:

“Que jogo esse, hein, Valez 2x1 Peñarol. Merecidamente o Peñarol é um dos finalistas nessa edição de Libertadores passados 24 anos, fazendo jus ao futebol uruguaio, quando na apresentação da última copa do mundo chegou à semi final com um bom futebol, em destaque o atacante Diego Forlan. E curiosamente, nessa última copa, o Uruguai chega a uma semifinal (contra a Alemanha, perdeu de 3 x 2 [na disputa do 3° lugar]) depois de quarenta anos. Coincidentemente chega à final de Libertadores, o Peñarol, contra o Santos. Sinal que o futebol uruguaio novamente dá as caras. Bela decisão. Santos x Peñarol." (Alexandre).

*Atualizado às 17h40 de 7/06/2011