Mostrando postagens com marcador eleição 2010. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador eleição 2010. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Campanha suja de Serra agora usa telemarketing

A imundície da campanha de José Serra continua. As mentiras são disseminadas agora por telemarketing. A matéria é do tradicional jornal Correio Brasiliense, da capital federal, que diz:

“Enquanto fala de religião em todos os eventos que faz nessa etapa da campanha, o telemarketing de Serra opera freneticamente. Em São Paulo e em outros estados, centenas de militantes estão ligando para a casa dos eleitores. A maioria é mulher. Elas ligam em horário comercial no telefone fixo e procuram saber se há eleitor de Marina Silva (PV) na residência. Caso haja, as atendentes insistem na tecla de que a petista é a favor do aborto e que ela hoje se diz contrária apenas para ludibriar o eleitor.”

TSE
Eu falei com a assessoria de imprensa do Tribunal Superior Eleitoral. Ela disse não poder emitir juízo de valor sobre a legalidade ou não de tal prática. Mas, segundo a assessoria do TSE, qualquer cidadão pode entrar com uma representação contra mais essa infâmia da campanha imunda dos tucanos.

Onde está a assessoria jurídica do PT?

Leia a matéria do Correio Brasiliense na íntegra clicando aqui.

Carta de Dilma - Clique aqui para ler, também na íntegra, a carta de Dilma Rousseff divulgada nesta sexta-feira, 15, para esclarecer a população sobre os boatos difundidos nos meios religiosos sobre aborto, liberdade religiosa e família.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

A igreja católica defende a vida. Sim, a vida dos ricos e poderosos do mundo

Panfletagem em Aparecida revela o cinismo e a hipocrisia dos lobos em pele de cordeiro

Lemos na imprensa e ouvimos no rádio desde ontem que as comemorações do Dia de Nossa Senhora Aparecida foram usadas com fervor pelos católicos obscurantistas para fazer antipropaganda contra a campanha de Dilma Rousseff, em nome, segundo eles, da defesa da vida e contra o aborto.

É bom frisar, ou lembrar, que essa não é a Igreja, por exemplo, do franciscano Dom Paulo Evaristo Arns, que, em 1989, como arcebispo de São Paulo, liberou os fiéis a votar em Luiza Erundina, um homem que fez de sua profissão de fé um trabalho maravilhoso pela democracia, pelos direitos humanos, pela Teologia da Libertação e pela vida. Não foi coincidência que, em 1989, a Arquidiocese de São Paulo tenha sido reduzida e esvaziada pelo reacionário papa João Paulo II, uma das encarnações do lobo em pele de cordeiro.

A panfletagem em Aparecida, Contagem (MG) e outras cidades contra a candidatura Dilma é só mais um exemplo de por que a igreja católica no Brasil perde mais e mais fiéis. Ela se perdeu no tempo e é incapaz de verdadeiramente estar ao lado do povo.

Revela também o seu cinismo e hipocrisia. Como é fartamente conhecido e divulgado, seus organismos e templos são territórios onde se dissemina a pedofilia e outras práticas sexuais, inclusive o aborto. Basta uma pesquisa na internet que qualquer cidadão encontra relatos sobre elas. Vou citar uma, que está numa edição da revista Veja (sim, Veja) de março de 2001: A matéria é intitulada “Estupro na Igreja” e diz: “uma série de cinco documentos divulgados na semana passada pelo National Catholic Repórter [de Kansas City, nos Estados Unidos] (...) lançou luz sobre um drama ignorado pela imensa maioria do 1 bilhão de católicos no mundo: os abusos sexuais de padres contra freiras, que incluem estupros e abortos forçados”. Entendeu, leitor? Dou até o link, aqui.

O texto distribuído no último fim de semana no Brasil mostra a face verdadeira da igreja católica na defesa do obscurantismo e dos poderosos do mundo – como fez tantas vezes (ao apoiar a sangrenta ditadura franquista na Espanha, assim como os regimes militares no Brasil e no Chile, entre outros).

Em tempo: o texto disseminado durante as celebrações pela padroeira do Brasil é assinado pelos membros da Regional Sul 1 da CNBB, comandada pelo bispo de Santo André (SP) dom Nelson Westrupp.

xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx


PS: [atualizado às 20h06] - Católicos e evangélicos assinam e divulgam manifesto de apoio e voto em Dilma Rousseff:.

sábado, 21 de agosto de 2010

Lula: “Estamos começando hoje, aqui em Osasco”

Numa arena, ou gaiola, em que os jornalistas ficam nos comícios, lá estávamos, no bairro do Rochdale, em Osasco, mais uma vez (como em 28 de setembro de 2008, nas eleições municipais) para cobrir a visita do presidente metalúrgico à cidade. Repórteres de jornais regionais, como o Visão Oeste, e da chamada “grande imprensa”, Folha, Globo, Estadão, Band, RedeTV etc se misturam ali. Uma fauna diversificada.

Antes do comício, às vezes, do alto, na gaiola dos jornalistas em que está, você vê uma pessoa do povo que suplica, quase, para que você a ponha lá em cima, ela quer chegar perto do presidente. Duas mulheres bastante humildes estendem uma faixa com os dizeres: “Meu sonho é tirar uma foto com Lula”. Uma delas me pede para chamar uma repórter que está com uma filmadora. Ela quer que a menina filme a faixa, que a levemos para perto do presidente para realizar seu sonho. Dizemos a ela que é impossível. Impossível. Outras pessoas querem o mesmo, entrar ali. Mal sabem que estamos numa gaiola e que não vamos também chegar perto de Lula.

Quando Lula fala, é uma hipnose coletiva. Fala do Corinthians. Gritos, aplausos e algumas poucas vaias. Diz que o Corinthians perdeu a Libertadores porque menosprezou o primeiro jogo, achando que resolveria no segundo e dançou. Isso para dizer que a campanha não está ganha para Dilma Rousseff, e nem a de Mercadante perdida. No caso de São Paulo, está apenas no início, frisou enfaticamente. "Estamos começando hoje, aqui em Osasco".


Diz que eleição se disputa com o coração, e não só com a cabeça, que os prefeitos e a militância têm que ir pras ruas, para a porta dos trens, para a porta dos ônibus. Lula conclamando a militância é impressionante. “Eleger este companheiro aqui [dirigindo-se a Mercadante] é um desafio que está colocado.” (Lula apavora seus adversários porque até eles sabem que nada podem contra ele.)

E sobre os pedágios em São Paulo: “quem quiser ir agora na festa do peão de boaideiro em Barretos, vai pagar sessenta e cinco reais. Isso não é pedágio, isso é roubo”. Um jornalista não sei de que veículo passa por mim e diz, como para si mesmo, mas alto: “esse é o cara!”

O presidente fala da arrogância do tucanato que governa o estado de São Paulo desde 1982, ainda sob as vestes do PMDB: “um ministro meu, pra marcar audiência com o governador que agora é adversário da Dilma, às vezes passava seis meses e não conseguia uma audiência, porque eles não queriam conversar. A falta de humildade deles... não reconhecem sequer o dinheiro que nós repassamos pro estado de SP”.

Lula diz que o presidente ridicularizado porque não sabia falar inglês e espanhol, e “portanto não ia ser respeitado lá fora, vai passar para a história como o presidente da República mais respeitado no exterior que esse país já teve”. O que é verdade. Quando foi chamado de analfabeto por Caetano, demonstrou claramente ter ficado chateado. Mas Lula sabe de sua grandeza e por isso não precisa de falsa modéstia.

“Eu lembro da eleição de 89, quando a elite que concorria contra nós dizia: ‘a dona Marisa vai ter muito trabalho pra lavar todos os vidros do Palácio da Alvorada’. Desprezando as pessoas pobres porque eles achavam que nós nascemos apenas para servi-los e não para ser servidos por eles”.

Quando assumiu, prometeu que criaria 10 milhões de empregos. Criou 14 milhões. Aumentou o salário mínimo em 74%. 700 mil jovens de baixa renda puderam entrar na faculdade pelo ProUni. (Em sua fala, Dilma lembra que o DEM, partido do vice de Serra, Indio da Costa, tem uma ação para tentar acabar com o ProUni no STF.) Nos 8 anos de Lula, 30 milhões de pessoas ascenderam à classe média. Os números são indefensáveis, por isso a campanha do PSDB está perdida, sem rumo e sem proposta.

Dilma se saiu bem, considerando que é uma neófita em palanques perto de cobras-criadas como Marta Suplicy e Mercadante. Discursou com segurança. “Nós mudamos o país porque não olhamos só números e cifrões, olhamos as pessoas. Atrás dos prédios existem pessoas”, disse a provável futura presidente do Brasil diante de Lula, esse líder que emociona seu povo e a todos os que acreditaram que o Brasil podia mudar.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

A Folha de S. Paulo e a “neutralidade acomodada”

A Folha de S. Paulo deste domingo, 18, no caderno horrivelmente chamado “Poder”, publica um texto com tom de editorial para deixar clara sua postura isenta (sic) nas eleições deste 2010. “Folha reafirma princípios editoriais”, intitula-se, e, abaixo, a “linha fina” explica: “A Folha não apoia nenhuma candidatura; parâmetros ajudam a fazer cobertura isenta, sem deixar de ser crítica”.

Voltando a 1984, quando lançou o que chama de “primeiro Projeto Editorial”, continua o texto, “a Folha cristalizou no ‘Manual da Redação’ a opção por um jornalismo crítico, pluralista, apartidário e moderno” (leia na íntegra, só para assinantes). O jornal da Barão de Limeira, citando seu “Manual de Redação, afirma que “tais valores adquiriram a característica doutrinária que está impregnada na personalidade do jornal”. Bom, já que a Folha se encarrega de dotar a si mesma de uma aura tão humana, tendo até uma "personalidade", eu diria que se trata de uma criatura um tanto egocêntrica. Senão, não diria a seguir que, segundo ela mesma, "ajudou a moldar o estilo brasileiro da imprensa nas últimas décadas".

Tudo para dizer que “a cobertura eleitoral deste ano, assim, não poderia fugir desse script”. Claro, a Folha “não apoia nenhuma candidatura”, esclarece cabalmente o diário dos Frias, diferentemente de jornais como o New York Times, que apoiou Obama nos Estados Unidos, como explica nosso periódico.

Impressionante. Fiquei sabendo ontem dessa postura tão importante para o processo eleitoral no país, com esse texto tão esclarecedor. Ainda bem que meu amigo Emerson mo enviou, como se dizia antigamente. Senão eu poderia jurar que a Folha tem apoiado os candidatos tucanos em 2002, 2006 e 2010. Mas acho que foi impressão minha.

Só achei meio obscura a passagem do (artigo?, matéria?, arrazoado democrático?) texto, não assinado, onde afirma o seguinte: “E a atitude apartidária, que ‘obriga a um tratamento distanciado em relação às correntes de interesse’, não poderia ser ‘álibi para uma neutralidade acomodada’.”

O que viria a ser “álibi para uma neutralidade acomodada” em tal contexto? De qualquer maneira, pelo menos agora eu sei que a Folha foge da “neutralidade acomodada” como o diabo da cruz.

PS: Infelizmente, não sei em que página do jornal impresso está o texto. Como não comprei o exemplar, tentei saber desse detalhe de alguns amigos por telefone ou via MSN, mas nenhum deles tem, comprou ou assina o diário da Barão de Limeira.