Por Paulo Maretti
Parece que cada novo jogo disputado entre Santos e Palmeiras (como bem rememorado no texto abaixo) é sequência das partidas anteriores em que os dois se enfrentaram: gols, gols e mais gols. Hoje foram sete, e o Palmeiras de Robert derrotou os favoritíssimos garotos da Vila Famosa num embate eletrizante, na Baixada.
O gol perdido do Tcheco há duas ou três semanas pelo Corinthians contra o mesmo Santos pareceu um aviso ao bom de bola mas ainda inexperiente e jovem time santista.
Comandado por Paulo Henrique Ganso e empurrado pela torcida, o Santos começou ligado em 220, com dribles, passes precisos e extrema rapidez, e rapidinho mesmo fez 1 a 0 e 2 a 0 no amedrontado Palmeiras, que até esse momento, se bem me lembro, não tinha dado um único chute a gol, acho que nem pras arquibancadas, e que já tinha levado dois cartões amarelos em entradas fortes de Edinho e Leo. Tudo apontava pra uns 4 a 0, 5 a 1, 6 a 1 etc.
E eis que de repente (não mais que de repente) o Alviverde renasce nos pés do sempre Cleiton Xavier cobrando uma falta marcada sobre Diego Souza (que me pareceu não existir). O gol valeu por si e por metade dos outros três marcados pelo Verdão, porque a partir daí o Santos cedeu o empate em 2 a 2 e foi esmorecendo a cada minuto.
Veio o segundo tempo e o time da praia havia perdido as chuteiras: passes errados, erros de marcação e nervosismo (evidente na expulsão de Neymar) permitiram ao Palmeiras jogar com êxito nos muitos erros do rival, virar a partida para 3 a 2, sofrer um bonito gol (de empate, de Madson) e de dar o troco com o terceiro de Robert na partida e o quarto do Palmeiras, num golaço de fora da área. Estava tudo consumado: 4 a 3. Veja os gols abaixo:
Justo? Sim. O Palmeiras entrou em campo para fazer o que fez (jogar seu futebol feio e depois deixar tudo bonito para os palmeirenses, como disse certa vez Felipão), diante de um adversário em melhor fase. O Santos não fez o que esperavam os santistas, que gritavam por goleada das cadeiras após os 2 a 0. Assustadíssimo com o empate em dois minutos, o time da Vila sucumbiu no segundo tempo.
O Palmeiras revive suas esperanças de classificação para as semifinais, e evita ser eliminado por um concorrente direto. O Peixe perde a chance de desbancar de vez um time do qual pode ganhar ou perder na fase decisiva da competição.