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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Andres Sanchez fala em negociações na hora errada

Eduardo Metrovcihe
Num post no Futepoca na sexta-feira, o Nicolau constata que "está definido o time titular do Corinthians: Felipe; Moacir, Chicão, William e Roberto Carlos; Ralph, Jucilei, Elias e Danilo; Dentinho e Ronaldo".

Acho que o time do Corinthians que pode conseguir o primeiro título de Libertadores da sua história, no ano de seu centenário, pode mesmo ser esse, com algumas variações, como Iarley eventualmente como terceiro atacante quando necessário ou mesmo no lugar de Ronaldo ou Dentinho em alguma eventualidade (suspensão, contusão), entre outras alterações. Assim como Tcheco, que, parece, vai superando as desconfianças e aos poucos conquistando um lugar, senão entre os titulares, pelo menos como boa opção.

Acontece que já circulam notícias dando conta de que pelo menos quatro jogadores do time titular escalado acima estão em vias de ser negociados: Elias, Jucilei, Ralf e Dentinho (foto acima), o que o próprio presidente do clube, Andres Sanchez, admitiu em entrevista à TV Bandeirantes. Sanchez diz que esses ou outros atletas do elenco não sairão antes de terminar a Libertadores (ou a participação do clube) na competição.

Mas, mesmo com a garantia do presidente de que os atletas ficarão para a disputa continental, há uma questão que não quer calar: como vai ficar a cabeça dos jogadores? Conseguirão manter o ritmo e a concentração suficientes para disputar um título tão difícil se o próprio mandatário cita seus nomes como candidatos ao sonho europeu? Haveria jogador corintiano que, mais do que assediado, já teria sido negociado, como Felipe Coutinho, do Vasco da Gama, jovem craque já "vendido" à Inter de Milão?

Como se sabe, a maioria dos atletas do futebol brasileiro vem de origem humilde e às vezes não tem estrutura para segurar uma pressão como essa tentação. Independentemente disso, acho que Andres Sanchez deveria ter ficado quieto, para o bem se seu próprio clube.

E assim caminha o futebol brasileiro, um mero exportador de matéria-prima, à mercê dos interesses das aves de rapina ($$$) que mandam no futebol mundial e pairam sobre nossos times. Quando vejo o Santos encantar com seu futebol mágico e alegre, sempre fica aquela coceira perturbando: até quando?