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domingo, 28 de julho de 2013

Pensata para domingo sem missa


Reprodução
Programação do noticiário da TV aberta essa semana: como o Papa acorda, como dorme, como come, o que come, onde come, por que come, o que fala, o que pensa, o que acha, papamóvel, autopapa, aeropapa, sermões do papa, a careca do papa, a batina do papa (ou sei lá como se chama a roupa do papa), papa visitando pessoas carentes, pregações do papa sobre comportamento, moralidade, esperança e história. Na boa, cansei de papa. (Por Felipe Cabañas da Silva, no Facebook)

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Leonardo Boff acredita que papa Francisco representa ruptura


"Eu acho que esse é o papa da ruptura. Essa é a palavra que Bento 16 e João Paulo 2º mais temiam. Eles acreditavam que a igreja tinha que ter continuidade, portanto o Concílio Vaticano Segundo não poderia significar ruptura com o Primeiro. Mas não, agora há uma ruptura, a figura do papa não é mais a clássica, é outra. Francisco não começou com a reforma da cúria, começou com a reforma do papado."

Elza Fiuza/ABr
"Manifestações não foram contrao PT, a Dilma ou o Lula

A declaração é do teólogo Leonardo Boff em entrevista à revista alemã Deutsche Welle, sobre o papa Francisco., que chega ao Brasil para a Jornada Mundial da Juventude.

Questionado por que está tão otimista, já que os problemas da Igreja como exclusão dos divorciados, a discriminação dos homossexuais, a proibição de mulheres-sacerdotes continuam, Leonardo Boff afirmou que o papa deu indicações claras de que acena para mudanças: "Ele soube que um pároco em Roma negou o batismo ao filho de uma mulher solteira. E o papa disse: 'Esse padre está errado, porque não existe mãe solteira. Existe mãe e filho. E ela tem o direito de ver o filho batizado, porque a igreja tem que ter as portas abertas, pouco importa a condição moral da pessoa'. E ele foi mais fundo ao dizer que não se pode inventar um oitavo sacramento, proibindo os fiéis que não se enquadrem na disciplina eclesiástica de participar da vida da igreja e dos sacramentos. Até agora, os temas de moral sexual, de moral familiar, de celibato e de homossexualidade eram proibidos de serem discutidos. Se um teólogo ou um padre discutisse esse assunto, era logo censurado. Agora, ele vai permitir a discussão".

Leonardo Boff também falou sobre as manifestações de junho no Brasil: "elas não são contra o PT, a Dilma ou o Lula. Elas mostram uma insatisfação geral com o Brasil que temos, que é um país com profundas desigualdades. São 5.000 famílias brasileiras que controlam 43% de toda a riqueza nacional. Além disso, o próprio PT atingiu o seu teto. Ou ele muda e refaz a sua relação orgânica com os movimentos sociais, ou ele se transforma num partido como os demais, que buscam o poder e acabam se corrompendo".

A entrevista na íntegra neste link