sexta-feira, 13 de maio de 2011

Pensamento para sexta-feira: 'Mãos Dadas', de Drummond



Mãos dadas

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente.

(Carlos Drummond de Andrade)


Os ombros suportam o mundo

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.

Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

(Carlos Drummond de Andrade)

Atualizado às 23:52

Nota ao leitor-internauta sobre problemas técnicos no blogger

Ao pessoal que frequenta o blog, o esclarecimento: problemas do Blogger, o serviço da Google pelo qual este e incontáveis outros blogs estão no ar, passou por problemas que acarretaram desaparecimento de comentários e postagens.

Segundo o próprio Blogger em seu fórum de ajuda, "os posts e comentários de todos os usuários feitos depois das 7h37 da manhã no horário da Califórnia (11h37 de Brasília), em 11 de maio de 2011, foram removidos".

Às 15h49 de hoje, portanto há menos de uma hora, a empresa voltou a postar informando que "O Blogger está de volta".

Mesmo assim, embora os blogs que estão na plataforma da Google já estejam funcionando (caixa de comentários e postagens), os posts e comentários desaparecidos após o 11 de maio, data da origem do problema segundo a empresa, continuam desaparecidos. "Essas são as postagens que estamos no progresso da restauração", diz o Blogger. Esperemos então que sejam restaurados.

Por essas e outras é que concordo com minha amiga Tania Lima, da empresa Wise Consultoria. Segundo ela, tudo o que é importante deve ser impresso em papel.

Quem se interessar em ler o que diz o Blogger diz, está neste link.

PS (às 17:12): o post sobre a vitória do Santos contra o Once Caldas, por 1 a 0, na Colômbia, é o único que está desaparecido, além de um ou outro comentário que não vou ser capaz de enumerar ou citar.

PS 2 (às 18:26): aparentemente, todos os posts reapareceram, exceto alguns comentários, que provavelmente ressurgirão depois. Encerremos então o assunto por aqui. Anyway, thank's, Google.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Santos faz 1 a 0 no Once Caldas e põe a mão na vaga à semifinal

O Santos conseguiu importante vitória de 1 a 0 contra o Once Caldas, da Colômbia, nesta quarta-feira, 11 de maio, em Manizales, pelas quartas-de-final da Libertadores, com belo gol de Alan Patrick aos 43 minutos do primeiro tempo. Patrick, com a missão de substituir Paulo Henrique Ganso, ganhou confiança com o gol e foi um dos melhores jogadores do Peixe, embora PH seja de fato insubstituível nesse time.

O jogo terminou com Neymar tomando um pontapé no tornozelo e saindo carregado de campo. Os deuses do futebol esperam que não tenha sido uma contusão grave. No twitter, por volta da meia-noite, o Santos postou a seguinte informação: “Neymar sofreu pancada forte no tornozelo esquerdo, saiu chorando, mas não houve lesão, para tranquilidade da torcida... O craque já faz tratamento com gelo para estar 100% para a grande decisão do Paulista”.

Os melhores momentos do jogo:



O time de Muricy Ramalho fez um jogo inteligente, embora pudesse ter matado o confronto das quartas-de-final já no jogo de ida. Inteligente porque sofreu poucos riscos diante de uma equipe muito deficiente tecnicamente quando precisa atacar. Muricy fez tudo certo. Poupou os jogadores, cansados com a maratona, fazendo uma partida pragmática, pensando também na final contra o Corinthians. Apesar de Juca Kfouri ter profetizado que, desgastado, o Santos perderá o estadual e a Libertadores, acho que Juca vai errar em tudo.

Vendo Once Caldas 0 x 1 Santos, lembrei do jogo contra o Colo Colo na fase de grupos, quando, em Santiago, o Santos vencia por 1 a 0 no primeiro tempo e tomou uma virada em contra-ataques (!) para 3 a 1, em menos de 20 minutos. Com Muricy, não tem muito espetáculo, mas o time tomou 2 gols em 9 jogos. A diferença é astronômica. E é estranho, porque você vê o jogo sabendo que, após fazer um gol, o time não vai tomar outro em seguida, como era em 2010. O torcedor agradece.

Na vitória em Manizales, me parece que os melhores jogadores do Peixe em campo, fora Neymar (como sempre) e Alan Patrick, foram Danilo e Adriano. Elano fez uma das piores partidas desde que voltou da Europa. Exceto uma bola na trave no segundo tempo, em cobrança de falta, errou passes infantis, pouco apresentou em bola parada, não se apresentou em nenhum momento e, no segundo tempo, mal foi citado pelo narrador. Saiu no fim do jogo, quando deveria ter saído muito antes.

O único brasileiro na Libertadores tem uma mão na vaga à semifinal. Mas Libertadores é traiçoeira. E domingo tem final na Vila Belmiro. Acho que o Santos é favorito contra o Timão. Pressinto que Elano vai se redimir. Ele costuma fazer gols de título.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Robert Fisk: "máfia de SP é um problema muito maior do que a Al Qaeda"

Vários blogs já deram esse curto trecho. Mas vale a pena como registro. Entrevistado pela Globo News, e após dizer que não acredita que haverá “um novo 11 de setembro”, o jornalista britânico Robert Fisk (um dos poucos que entrevistaram Osama bin Laden, e três vezes) afirmou o seguinte: "... acho que a máfia de São Paulo é um problema muito maior do que a Al Qaeda" (foi ao ar dia 9, segunda-feira).

Enigma: a que máfia ele estava se referindo?

terça-feira, 10 de maio de 2011

Al Pacino vai atuar com John Travolta em filme sobre mafioso John Gotti


São sempre bem-vindos filmes com o ator de Um Dia de Cão, Serpico, O Poderoso Chefão e outros


Segundo o site Access Hollywood, Al Pacino vai atuar com John Travolta no filme Gotti: Três Gerações (Gotti: Three Generations), dirigido por Barry Levinson. Travolta fará o papel do gângster John Gotti e Pacino, o de Aniello Dellacroce, subchefe da família Gambino e sócio de Gotti.

O filme deve ser lançado em 2013. “Mais um filme de máfia”, pode objetar alguém. Mas filme com Al Pacino é sempre bem-vindo. Pacino não é apenas um ator, mas um ícone.

Ao falar dele, sempre me vem à memória a sequência do assassinato do mafioso Sollozzo numa cantina, no filme O Poderoso Chefão (The Godfather – 1972), extraordinária e emblemática de uma atuação inesquecível. Na cena, momentos antes de atirar nas vítimas, a tensão e a adrenalina de um homem prestes a debutar no mundo do crime operam uma transformação impressionante em sua face, até chegar aos olhos, que se movem desesperadamente, denunciando o espírito em convulsão.




Claro que, nesse filme e nos outros dois da trilogia, a direção de ator de Francis Ford Coppola é também essencial. A cena acima, aliás, não está neste post por acaso, pois essa obra-prima do cinema reúne não apenas Coppola e Pacino, além de fantástico elenco, como também o maior de todos, nesta humilde opinião: Marlon Brando.

Nascido no Bronx em 1940, Alfredo James Pacino, de ascendência italiana, tem portanto 71 anos hoje, completados em 25 de abril, o que é chocante, porque sempre temos ilusão de que os mitos não envelhecem.


Como o policial Serpico/ Foto: Divulgação

Entre seus cerca de 50 filmes, Um Dia de Cão (1975) e Serpico (1973) tornaram-se cults não apenas por terem Pacino como protagonista, mas também pela direção de Sidney Lumet, que traduziu nessas obras inquietações dos anos 70 sem nunca resvalar em chatices panfletárias, daí serem filmes que sobrevivem ao tempo (vale a pena assistir a ambos). Lumet que, diga-se, morreu no último dia 9 de abril.

Perfume de Mulher

Ainda sobre cenas, uma das mais marcantes das que me lembro desse ator genial é a de Perfume de Mulher (1992 - dir. Martin Brest). Com um roteiro simples e bem hollywoodiano, o filme conta a história de um militar cego (Pacino) que quer realizar um sonho (passar um fim de semana em Nova York antes de morrer) e para isso contrata um jovem como acompanhante, interpretado por Chris O'Donnell, muito bem no papel de Charles Simms. Esse filme mostra perfeitamente como um ator do tamanho de Al Pacino consegue fazer de um roteiro banal algo inesquecível (“tamanho” figurativamente, claro, pois o ator tem apenas 1,70m de altura).

Óbvio que sozinho ninguém faz milagres. Em Advogado do Diabo (1997), por exemplo, apesar de sua atuação ser sempre para mim o ponto alto dos filmes, o personagem, ninguém menos do que o próprio Diabo, me parece muito parecido com o Frank Slade de Perfume de Mulher em certas entonações, tiques e até o timbre de voz.

No ótimo O Informante (1999, dir. de Michael Mann), um dos filmes de que mais gosto entre os protagonizados pelo ator, Pacino faz um jornalista famoso e contracena com o impecável Russell Crowe. A sequência inicial é impressionante (só ela já vale a pena). Já li críticas sobre a duração desse filme, que seria exagerada (160 minutos). Eu, pelo menos, fiquei hipnotizado e não me entediou.

O filme mais recente dele de que tenho notícia, As Duas Faces da Lei (2008), do meio obscuro Jon Avnet, e com Robert De Niro, eu não vi.

Veja abaixo a filmografia de Al Pacino.

2008 - As Duas Faces da Lei
2007 - Treze homens e um novo segred
2007 - 88 minutos
2005 - Tudo por dinheiro
2004 - O mercador de Veneza
2004 - Void moon
2003 - Contato de risco
2003 - O novato
2002 - Insônia
2002 - O articulador
2002 - Simone
2001 - Chinese coffee
1999 - Um domingo qualquer (Any given sunday)
1997 - Advogado do diabo
1997 - Donnie Brasco
1996 - Ricardo III - Um ensaio

1996 - City Hall - Conspiração no Alto Escalão
1995 - Fogo contra fogo (Heat)
1995 - Um dia para relembrar (Two bits)
1993 - Pagamento final (Carlito's Way)
1992 - O sucesso a qualquer preço (Glengarry Glen Ross)
1992 - Perfume de mulher (Scent of a woman)
1991 - Frankie e Johnny
1991 - Na cama com Madonna
1990 - O poderoso chefão 3 (The Godfather - Part III)
1990 - Dick Tracy
1989 - The Local stigmatic
1989 - Vítimas de uma paixão (Sea of love)
1985 - Revolução
1983 - Scarface
1982 - Autor em família
1980 - Parceiros da noite (Cruising)
1979 - Justiça para todos

1977 - Um momento, uma vida
1975 - Um dia de cão
1974 - O poderoso chefão 2 (The Godfather - Part II)
1973 - Espantalho (Scarecrow)
1973 - Serpico
1972 - O poderoso chefão (The Godfather)
1971 - Os viciados
1969 - Uma garota avançada
.

Para onde vai o Palmeiras?


As obras da Arena Palestra estão num impasse. Walter Torre, presidente da construtora que toca, ou tenta tocar, as obras, não se entende com o mandatário palmeirense, Arnaldo Tirone. O prazo para o clube entregar a escritura assinada termina hoje, 10 de maio, mas a reunião de ontem à noite do Conselho de Orientação e Fiscalização (COF) do clube terminou em impasse, de novo.

Parece que o presidente do Palmeiras iria pedir novo prazo à WTorre. O problema maior é o valor do seguro. O Palmeiras quer que seja de R$ 200 milhões, a construtora oferece R$ 32 milhões, diz a Folha de S. Paulo. Na semana passada, alguns especialistas disseram que a porcentagem exigida pelo Palmeiras (de 100% ou perto disso) não existe no mercado, em nenhum lugar do mundo. Por trás de tudo, o ex-presidente Mustafá Contursi, que é contra o contrato e, segundo muitos palmeirenses, contra o clube. Tirone não sabe se agrada a oposição ou a situação.

Enquanto isso, o time vive grande crise. Eliminado do Paulistão pelo rival Corinthians e virtualmente fora da Copa do Brasil após a incrível derrota de 6 a 0 que levou do Coritiba, não passa um dia sem polêmica. Sinceridade de Marcos, protestos da torcida, brigas internas no elenco e entre conselheiros, questionamentos ao antes unânime Luiz Felipe Scolari... Para onde vai o Palmeiras?

Como a resposta é muito difícil, vou revisar um texto que escrevi ontem à noite sobre Al Pacino, um dos melhores atores do mundo, para postar logo mais.

domingo, 8 de maio de 2011

Santos consegue o empate que queria no Pacaembu

Corinthians 0 x 0 Santos, no Pacaembu, no jogo de ida pela final do Paulistão de 2011. Empate justo, embora fosse mais justo com as torcidas se acabasse 1 x 1 ou 2 x 2. Justo o empate, injusto o placar. E, para rimar, Neymar foi o nome do jogo. O sortilégio não permitiu que tivesse decidido a final já no Pacaembu. Na decisão na Vila o Santos é favorito, apesar do desfalque certo de Danilo (tomou o terceiro cartão injustamente) e talvez de Ganso. Com essa partida, o time de Muricy chega a nove jogos e dois gols sofridos. Impressionante. E pensar que duarante a semana, o meia Jorge Henrique disse que seu time precisava ganhar por "pelo menos" dois gols de diferença.

Com cerca de 32 mil corintianos e 2 mil santistas no estádio, o alvinegro da Vila jogou uma partida pragmática. O Corinthians tentou pressionar no primeiro tempo, mas com cuidados redobrados, pois dar espaço ao Santos hoje é derrota na certa. O Timão foi melhor no primeiro tempo, o Peixe no segundo.

Apesar do pragmatismo tático, os espaços foram encontrados, e depois dos 23 minutos do primeiro tempo houve chances de gol de ambas as partes. Com Neymar, que entrou driblando pela esquerda e quase sem ângulo chutou na trave de Júlio César, que deu sorte. O Corinthians respondeu em seguida, e Bruno César perdeu um gol ao chutar por cima. Elano ainda bateu uma falta que triscou o poste esquerdo do goleiro corintiano.

Melhores momentos:



Jogo leal

E assim foi. Na partida toda, duas bolas na trave mandadas por Neymar, uma por Liedson e um gol perdido por Bruno César, além da falta que Elano não fez por azar. Um jogo bonito taticamente, leal e com alternativas, apesar do 0 a 0. Devo destacar o que disse quando o Corinthians eliminou o Palmeiras: eu disse que preferia o alvinegro ao alviverde porque o time de Felipão é muito violento. A lealdade do time do Corinthians em campo hoje provou que eu tinha razão. Foi um jogo de fato limpo.

Achei que Tite errou ao tirar Bruno César para colocar Morais. Bruno era um meia que, mal ou bem, foi o mais perigoso jogador do Corinthians junto com Liedson no primeiro tempo.

Na quarta-feira, 11, o Santos faz o jogo de ida contra o Once Caldas em Manizales, pela Libertadores*. O Corinthians descansa e treina.

Velo Clube e XV de Piracicaba sobem

Na manhã deste domingo (que hora pra se jogar futebol!), o Velo Clube, de Rio Claro, região de Campinas, perto de Piracicaba, venceu em casa o Taubaté por 4 a 1, no Estádio Benito Agnello Castelano (Benitão), e subiu à Série A2 do Campeonato Paulista. O jogo foi válido pela penúltima rodada do Grupo 3 da A3. Penapolense, Santacruzense e São Carlos também subiram para a segunda divisão.

E o XV, o velho Nhô Quim, ascendeu à Série A1, a primeira divisão.

Parabéns em particular ao Velo Clube de Rio Claro (agora na A2) e ao XV de Piracicaba, que subiu à divisão principal do futebol paulista junto com Guarani, Comercial e Grêmio Catanduvense.

*Atualizado às 21:03

sábado, 7 de maio de 2011

União homoafetiva: Marta Suplicy fala
a rádio sobre julgamento do STF

A senadora Marta Suplicy falou à rádio CBN agora há pouco sobre o reconhecimento, por 10 votos a zero, pelo Supremo Tribunal Federal, da união homoafetiva. Pela decisão, os casais homossexuais têm agora os mesmos direitos e deveres legais que os casais heterossexuais. Marta é talvez a liderança que mais lutou por esses direitos e outros correlatos.

Foto: Waldemir Barreto
Na entrevista, a senadora destacou dois pontos do julgamento. O primeiro, que a decisão foi histórica não só pela unanimidade da decisão como pelo teor dos votos dos ministros, que segundo ela foram densos e humanistas. O segundo ponto foi o fato de o STF ter corrigido a falta de Legislação, que não existe por omissão do Congresso Nacional.

Marta Suplicy é autora de um projeto sobre o tema que está parado no Congresso há dez anos. Segundo ela, o projeto já está obsoleto.

No julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn) 4277 e a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 132, o ministro Luiz Fux destacou: “O homossexual, em regra, não pode constituir família por força de duas questões que são abominadas por nossa Constituição: a intolerância e o preconceito”.

Já a ministra Ellen Gracie disse em seu voto: “O reconhecimento, portanto, pelo tribunal, hoje, desses direitos, responde a um grupo de pessoas que durante longo tempo foram humilhadas, cujos direitos foram ignorados, cuja dignidade foi ofendida, cuja identidade foi denegada e cuja liberdade foi oprimida”.

O Estado laico
A Igreja Católica, obviamente, protestou. Vejam o que disse d. Orani João Tempesta, arcebispo do Rio: "A definição do que é uma família não nasce do voto ou da opinião de um grupo majoritário. É algo de direito natural, está inscrito na própria condição humana". Pitoresco, isso, “direito natural”.

O Judiciário brasileiro, enfim, tem se manifestado a favor do Estado laico, como manda nossa Constituição, contra essas filosofias obscurantistas que perduram através dos séculos. Assim foi também na histórica decisão de maio de 2008, quando a Suprema Corte aprovou as pesquisas com células-tronco embrionárias no país.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Uma semana impressionante (ou expressionante?) para o futebol brasileiro

Não me manifestei antes sobre a “trágica” quarta-feira, 4 de maio, para os times brasileiros na Libertadores porque às quintas estou muito ocupado.
Fred: retrato da eliminação
Foto: Rafael Moraes/Photocamera

Não sou do tipo de brasileiro que segue Galvão Bueno, que diria ontem: “O Fluminense (Cruzeiro, Inter ou Grêmio) é o Brasil na Libertadores!”. Esse ufanismo barato – que está em vias de extinção – não convence nem o brilhante Tiago Leifert, da Globo do Galvão.

Por outro lado, penso que para o Santos era melhor pegar o Cruzeiro do que o Once Caldas. Uma viagem a Belo Horizonte de avião é mais rápida do que ir da zona oeste à zona leste de São Paulo. Já Manizales, onde o Peixe pega o time colombiano na próxima quarta-feira, é um pouco mais longe e a cidade está a 2.200 metros acima do nível do mar. No meio disso, a final com o Corinthians pelo Paulistão.

A queda do Cruzeiro foi inesperada e espetacular. Zebra histórica. Ficou provado que o campeonato mineiro e nada é a mesma coisa. Vi nos últimos tempos alguns comentaristas de TV a cabo dizerem, com pose de autoridade, que o Cruzeiro “é o melhor time do Brasil atualmente”. A Raposa, melhor equipe da fase de grupos da Libertadores, não passou das oitavas. Como o Corinthians em 2010, eliminado na mesma fase pelo Flamengo.

Nunca acreditei que o Cruzeiro fosse tudo isso, mas até achei que Santos x Cruzeiro seria um grande jogo, o jogo que não será, porque o time de Cuca, o homem do cotovelo, apanhou em MG do Once Caldas por 2 a 0. Once Caldas que, em 2004, ganhou a Libertadores batendo Santos, São Paulo e Boca Juniors na sequência.

Se passar pelo tal Once Caldas, o Santos fará uma semifinal contra o vencedor de Jaguares e Cerro Porteño. A final seria com o vencedor da chave 2 (abaixo).

Inusitado Futebol Clube

Só pra não passar batido, nesta quinta-feira de uma semana impressionante, o Inusitado Futebol Clube continuou fazendo vítimas. Depois de o Inter ser eliminado pelo Peñarol, o Fluminense pelo Libertad, o Cruzeiro pelo Once Caldas e o Grêmio pelo Universidad Católica, o Palmeiras está virtualmente fora da Copa do Brasil ao apanhar de 6 a 0 (no tênis, seria um “pneu”) do Coritiba. E o Flamengo perdeu de 2 a 1 do bravo Ceará no Engenhão e precisará jogar com gana para reverter o placar muito desfavorável, em Fortaleza.

Abaixo, as chaves da Libertadores e os gols de Coritiba 6 x 0 Palmeiras*. Da chave 1 sai um finalista; da chave 2, o outro.

Quartas-de-final

Chave 1
Once Caldas x Santos
Jaguares x Cerro Porteño

Chave 2
Libertad x Vélez Sarsfield
Peñarol x Universidad Católica

Veja os gols de Coritiba 6 x 0 Palmeiras (*atualizado às 13:48)

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Blogs, parlamentares no Congresso, ex-aliados e artistas contam com queda de Ana de Hollanda

A ministra da Cultra, Ana de Hollanda, cuja nomeação foi recebida até como algo glamouroso, é hoje uma personagem indesejada e mal vista até mesmo por quem a apoiava. Se a razão prevalecer e ela for devidamente defenestrada do MinC, será um fim melancólico para quem tomou posse dançando, executando passos de samba de roda e coco, e ficará registrada na história como “a ministra do Ecad”, o sinistro Ecad.

Como constata matéria de hoje do jornalista Anselmo Massad na Rede Brasil Atual, o ator José de Abreu já defende a troca da ministra. "A política do ministério foi aprovada pelo voto; o eleitor aprovou o governo Lula e o Ministério da Cultura, que precisaria ser continuado", afirma Abreu, que até março, ao mesmo veículo, dizia ser preciso dar mais tempo à ministra. "Defendo que se busque um nome que não leve a mais atritos ao ministério", disse.

Nas duas casas do Congresso Nacional o descontentamento é mais do que público. "Uma pessoa não pode continuar no Ministério da Cultura para barrar uma política que já foi aprovada nas urnas”, disse o deputado Nazareno Fonteles (PT-PI) ao jornal O Estado de S. Paulo ontem.

O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) defende que já há elementos para se criar uma CPI "sobre as relações do Ministério da Cultura com o Ecad", referindo-se a e-mails trocados entre dirigentes do Ecad, cujo conteúdo foi publicado no Globo.

Na segunda-feira, em seu blog, o jornalista Renato Rovai postou que “Petistas articulam Marta Porto como opção a Ana de Holanda”. Rovai defende a substituição da ministra, por ter lançado uma "ofensiva contra a liberdade do conhecimento".

Outro nome comentado é o de Sérgio Mamberti, já cogitado para comandar o Minc desde o primeiro mandato de Lula, que acabou optando então por Gilberto Gil.

Leia também:

Entrevista com Sérgio Amadeu a este blog, quando Ana de Hollanda tirou o selo Creative Commons do Ministério da Cultura

Dilma tem que pôr fim à arrogância de Ana de Hollanda

A questão sobre o blog da Maria Bethânia não é a Maria Bethânia

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Jornalista sequestrada pela polícia síria continua desaparecida

A jornalista Dorothy Parvaz, da rede Al Jazeera, desapareceu depois de desembarcar em Damasco na última sexta-feira. Ela havia viajado de Doha, capital do Catar, para cobrir os conflitos na Síria.

A Al Jazeera (English) pediu a imediata liberação da jornalista depois que oficiais sírios confirmaram sua detenção, seis dias depois de seu desaparecimento. Anteontem, o ministro do Exterior iraniano, Ali Akbar Salehi, pediu às autoridades de Damasco, em uma coletiva em Doha, que dessem atenção ao caso.

Imagem no site da Al Jazeera

Antes da certeza de que Dorothy, cidadã americana, canadense e iraniana, estava com autoridades sírias, Mohamed Abdel Dayem, Coordenador do Programa no Comitê para a Proteção dos Jornalistas no Oriente Médio e Norte da África (CPJ), afirmou que havia "fortes indícios" de ela tinha sido presa no aeroporto de Damasco ao desembarcar. "A provável prisão de Dorothy é apenas o último episódio de um esforço do governo sírio para instituir um 'apagão' na mídia", disse.

"Sem precedentes"

Há duas semanas, Dayem informou que o número de ataques contra profissionais de imprensa no Oriente Médio e norte da África desde o início deste ano é "sem precedentes".

Segundo ele, 14 jornalistas foram mortos em todo o mundo este ano. Dez deles no Oriente Médio e norte da África. Detenções, destruições de equipamentos e ameaças de morte são usadas para intimidar os profissionais.

Santos de Rafael segura 0 a 0 com América no México e vai às quartas da Libertadores


Rafael - Foto: Divulgação/Santos FC

E o que o torcedor do Santos prefere? O time que por exemplo perdia de 3 a 2 e ganhava de 3 a 1 (do Grêmio, na semifinal da Copa do Brasil em 2010) ou o que fez 1 a 0 na Vila e segurou um heróico 0 a 0 com o América do México, hoje, fora de casa, e vai às quartas-de-final da Libertadores? Técnico por técnico, claro que sou mais Muricy do que Dorival Júnior, não só pelo comando dentro de campo, mas também, e principalmente, fora dele.

Mas o fato é que, sendo 3 x 2 e 3 x 1... 1 x 0 e 0 x 0, o sofrimento é o mesmo.

Rafael e Léo, parece que unanimemente, saíram como os melhores jogadores no 0 a 0 com o América em Querétaro. O lateral, para fazer um trocadilho infame, foi um leão em campo. E o arqueiro, decisivo, com várias defesas dignas de um goleiro do Santos numa situação como essa.

Elano fez muita falta. A bola passou muito por Arouca no primeiro tempo, um ótimo marcador, mas muito ruim no passe e zero em criatividade. O volante saiu com lesão muscular, mais uma.

O lateral Jonathan não me convence (ainda prefiro o aguerrido Pará). Adriano fez uma bela partida. Tirando um escorregão no primeiro tempo, marcou e cobriu bem e até deu bons passes na primeira etapa. E a defesa, mais protegida, não comprometeu. O time de Muricy tomou dois gols em oito jogos. Marca impressionante de um gol sofrido a cada quatro partidas, em média.

Após o magro 1 a 0 na Vila, semana passada, no 0 a 0 em Querétaro Ganso esteve apagado e Neymar pouco pôde fazer, já que a bola não chegou e ele jogou muito isolado na frente. Ganso esteve adiantado demais e o meio de campo ficou pouco criativo. Não entendo o que Zé Eduardo está fazendo nesse time. Fica o tempo todo correndo e não produz nada. Keirrison pelo menos é um 9.

Na entrevista coletiva, Muricy, como sempre sem papas na língua, reclamou do calendário: “futebol hoje é um grande negócio e a gente tem que se virar”. Domingo o time tem o jogo de ida pela final do Paulistão, contra o Corinthians. Parece que só embarca para o Brasil na quinta. Deve ter alguns desfalques.

O time da Vila Belmiro provavelmente pega o Cruzeiro de Cuca nas quartas-de-final da Libertadores, que nesta quarta-feira deve despachar o Once Caldas em Minas. Vai ser um grande duelo, para quem gosta de ver futebol.

Atualizado às 12:07

segunda-feira, 2 de maio de 2011

O que importa não é a morte de Bin Laden, mas a "primavera árabe", diz Robert Fisk



Indagações simples sobre a anunciada morte de Osama Bin Laden levam a conclusões nada tranquilizadoras, muito menos para o povo norte-americano, sedento por vingança, ávido por espetáculos e demonstrações convincentes do poder inesgotável de seu império. Pois, com a morte do impiedoso líder da Al Qaeda, o círculo vicioso da violência sendo alimentada, da qual ele próprio é um produto, e ressurgindo em nuvens de fogo apocalípticas trará mais bombas, mais mortes, mais sofrimento de inocentes, estadunidenses ou não.

Nenhum cidadão que tenha o humanismo em seu horizonte pode concordar com o genocídio perpetrado por Bin Laden no atentado que parou o mundo em 11 de setembro de 2001. Mas, às indagações:

Considerando que ele esteja mesmo morto, morreu de fato na operação anunciada nesta madrugada? Por que exatamente neste momento, em que Barack Obama tanto precisava reconquistar a popularidade perdida e quando acaba de começar sua campanha de arrecadação para as eleições de 2012? Onde está o corpo do terrorista? (Uma foto que circulou com sua face dilacerada era apenas uma montagem e foi tirada do ar pelos sites mais sérios.) Desapareceu no mar? Como assim?

(Segundo a AFP, o presidente do Comitê de Segurança Interna do Senado americano, Joseph Lieberman, disse que "pode ser necessário liberar as fotos [do corpo] – por mais desagradáveis que sejam, e sem dúvida o são, já que ele foi baleado na cabeça – para pôr fim aos questionamentos de que isso seria apenas uma estratégia do governo americano".)

Ataque às torres gêmeas
 Agora, o 11 de setembro de 2001 está vingado na mente estadunidense, no inconsciente coletivo dessa Roma cibernética? Até quando teremos que aplaudir as ações militares dos cowboys da Terra, que invadem países, matam quem, quando e como querem, do terrorista mais procurado até uma criança inocente atingida por uma bomba “inteligente”, sem que nenhum líder mundial esteja pronto para destoar do coro dos contentes? Quantos Bin Ladens ainda serão gerados por esse espírito do fogo e da destruição?

Tantos otimistas que, como eu, saudaram a eleição de Obama em 2008 como tão simbolicamente importante, o primeiro homem negro a presidir os Estados Unidos etc, vimos paulatinamente apenas se confirmarem as vozes mais realistas: a voraz máquina de guerra americana é a mesma da era Bush (pai e filho), da era Clinton, da era Reagan. “Obama não pôde cumprir as promessas de reformas sociais, ambientais e econômicas pelas quais foi eleito, nem sequer fechar a prisão de Guantánamo, mas ao menos cumpriu uma promessa do governo anterior”, como escreveu Antonio Luiz M. C. Costa em Carta Capital sobre a morte do terrorista saudita, que, de aliado dos EUA no Afeganistão, tornou-se o maior inimigo do Império.

O mais sensato de vários depoimentos que li hoje sobre o episódio, do jornalista Robert Fisk, que entrevistou Osama Bin Laden três vezes, foi publicado na Revista Fórum online. “Acho que Osama Bin Laden perdeu a relevância há muito tempo, na verdade. Se eles tivessem matado Bin Laden um ou dois anos depois do 11 de setembro, uma parte dessa bateção no peito poderia ter tido alguma relevância. Esses punhos no ar nos Estados Unidos, celebrando vitória, são boas imagens, mas acredito que elas não significam nada”, disse Fisk.

O mais importante, afirmou, “o fato real que temos no mundo hoje, o que é importante, é um levante de massas e um despertar de milhões de árabes muçulmanos para derrubar ditadores”. Esses levantes são “muito, muito mais importantes que um homem de meia-idade sendo morto no Paquistão”.

Com estilo Felipão, Palmeiras deixa para o Corinthians a vaga na final

Creio que a vitória corintiana contra o Palmeiras nos pênaltis se deu por um motivo paradoxal: se o maior trunfo alviverde era Luiz Felipe Scolari contra um Tite que não convence nem os torcedores do Corinthians, foi justamente a pilha exageradamente carregada dos palmeirenses, bem ao estilo Felipão, que acabou levando o time à desclassificação.

O já normalmente pilhado Kleber entrou em campo como se tivesse tomado um choque de 220 volts, e assim foi durante todo o primeiro tempo. Até os 20 minutos, o Palmeiras fez do jogo uma guerra. Mesmo assim, jogava muito melhor – com Valdívia infernal – quando de repente tudo pareceu ir por água abaixo.

Valdívia, por ironia, teve uma lesão muscular ao dar seu famoso chute no vácuo e em seguida o zagueiro Danilo foi expulso por um carrinho de frente, violento e desnecessário, que poderia ter quebrado o atacante Liedson. Vermelho para mim indiscutível, por mais que os palmeirenses esbravejem. Uns cinco minutos depois é que os comentaristas foram “descobrir” que Liedson havia entrado de sola e também merecia o vermelho. Não merecia, porque a brutalidade da jogada não foi iniciativa sua.

Os melhores momentos do jogo (aparece por alguns segundo uns lances de Inter x Grêmio, mas é uma falha e logo ela some)



No segundo tempo, nervos mais no lugar, quando todos esperavam que o Corinthians fosse para cima, mesmo com dez jogadores foi o Palmeiras que mandou no jogo, diante de um Timão apático e desorganizado em campo. O gol de Leandro Amaro aos 7 minutos fez justiça ao jogo. Mas, mesmo sem merecer, o Corinthians achou um gol de escanteio, em falha do goleiro Deola, que ficou entre sair do gol e não sair, nem saiu, nem ficou e Willian empatou. Se Marcos está em forma, a escalação de Deola foi um erro.

O Palmeiras continuou melhor, mandando no jogo como se ele, e não o Corinthians, tivesse um a mais, ocupando os espaços e ameaçando a meta de Júlio César principalmente com Marcos Assunção. Merecia vencer. Mas o 1 a 1 se manteve e, nos pênaltis, o palmeirense João Vítor perdeu a única cobrança. Fica a nítida impressão de que, se o Palmeiras se preocupasse em apenas jogar bola, teria vencido até com certa tranqüilidade. Se o Alviverde não tivesse perdido seu melhor zagueiro ainda no primeiro tempo, se seu técnico não estivesse determinado a impor seu jogo pela força, o resultado teria sido provavelmente a vitória.

Para o Santos, o triunfo corintiano foi melhor. Jogar uma final em dois jogos contra o time de Felipão, o mais violento do futebol paulista, em meio a decisões de Libertadores, seria uma enorme temeridade.

domingo, 1 de maio de 2011

Santos despacha o São Paulo no Morumbi, mais uma vez


Ganso vence Casemiro e o São Paulo/ Divulgação
 A vitória do Santos de Muricy contra o São Paulo de Carpegiani por 2 a 0, no Morumbi, com bom público de 45 mil pessoas, foi construída no segundo tempo. No primeiro, o São Paulo dominou as ações e poderia ter aberto o placar. Mas, antes de tudo, nem decorridos 5 minutos, Neymar invadiu a área pela esquerda e chutou para Rogério Ceni fazer no reflexo uma grande defesa, e a bola ainda bater na trave. Não fosse a intervenção de Ceni, a vitória santista teria começado a se desenhar já ali. Esse foi um bom augúrio para a torcida alvinegra, que veria o Peixe despachar o Tricolor mais uma vez em mata-mata em pleno Morumbi.

Por falar em goleiro, Rafael trabalhou bem na primeira etapa, por exemplo num chute de Dagoberto da entrada da área e de Ilsinho quase a queima roupa, em lances seguidos. E saiu bem em bolas aéreas.

O domínio são-paulino no primeiro tempo foi anulado no segundo. Muricy Ramalho surpreendeu ao substituir um atacante, Zé Eduardo, pelo zagueiro Bruno Aguiar, o que deixou boa parte dos santistas com a pulga atrás da orelha. Mas a alteração mudou o jogo e rapidamente convenceu a torcida alvinegra: Elano e os laterais santistas, Jonathan e Léo, além de Paulo Henrique Ganso, tiveram mais liberdade. E a alteração equilibrou as coisas numericamente até, pois Zé Eduardo era uma nulidade, não estava em lugar nenhum do campo. Tudo bem, técnico não ganha jogo, dizem. Mas a mão de Muricy foi determinante na eliminação do Tricolor do Paulista pelo Santos neste sábado.

E vamos falar de gols. No primeiro, aos 16 minutos do segundo tempo, Neymar invadiu pela esquerda e tocou para Ganso. Alex Silva perdeu a dividida logo para Paulo Henrique, dentro da área. O camisa 10 só dominou e cruzou na cabeça de Elano, que cumprimentou no contrapé de Ceni.

O segundo gol foi de feitura “magistral” (para usar um termo que ouvi do Leonardo Bertozzi, da ESPN). Ganso deu um passe em profundidade para Neymar lutar contra a defesa tricolor dentro da área. O pequeno grande craque, marcado por Xandão, parou, estudou o lance, olhou e achou o próprio Ganso entrando desmarcado, deu-lhe a bola como se desse uma tacada de sinuca e o camisa 10 não perdoou. 2 a 0.



Agora o Santos espera o combate Palmeiras x Corinthians de camarote, enquanto voa para o México onde terça-feira joga com o América por um empate ou mesmo uma derrota por um gol de diferença, desde que marque pelo menos um tento, para ir às quartas da Libertadores.

No jogo de ida, na Vila, o Peixe bateu o América por 1 a 0. Leia aqui.