Mostrando postagens com marcador Djalma Santos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Djalma Santos. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 23 de julho de 2013

Morreu Djalma Santos, um dos gigantes do nosso futebol


Divulgação/Atlético-PR
É considerado o maior lateral-direito brasileiro de todos os tempos. Nascido em 1929, tinha 84 anos e estava internado no Hospital Dr. Hélio Angotti, em Uberaba (MG), onde vivia. Djalma teve uma parada cardiorrespiratória no início da noite de hoje, em decorrência de uma pneumonia.

O jogador marcou a história de Portuguesa (1948-1959), Palmeiras (1959-1968) e Atlético Paranaense (1968-1972). Disputou mais de cem partidas pela Seleção Brasileira de Futebol, incluídas as copas de 1954, 1958, 1962 e 1966. Disputou três jogos do Brasil na Copa de 1954, na Suíça, apenas a final da Copa de 1958, na Suécia (quando o Brasil bateu os donos da casa por 5 a 2), e seis partidas da Copa de 1962, no Chile, quando a seleção verde-e-amarela foi bicampeã ao derrotar a Tchecoslováquia por 3 a 1 na decisão.

Gerardo Lazzari
Em 2005, no Canindé

Conversei com Djalma Santos no início de 2005, quando fui, com o fotógrafo Gerardo Lazzari, fazer uma reportagem no Canindé, porque a Lusa estava se reformulando e seus dirigentes prometiam que dali pra frente tudo ia ser diferente. Djalma era o convidado de honra e foi prestigiar o evento, apoiar a reformulação, e disse que apostava nela, que a Lusa era grande e ia retomar seu caminho. Não me lembro das aspas, o que ele disse exatamente.

Era um homem bonito, educado, de fala tranquila, que passava uma energia boa. É engraçado. Entrevistei tanta gente importante, mas o papo de alguns minutos com aquele senhor magnético, cheio de energia, amável, uma lenda dos gramados, me deixou mais feliz do que muitas entrevistas. É a magia do futebol.

Numa matéria do Estadão daquele mesmo ano de 2005, alguns meses depois, Djalma, segundo a reportagem,  na sala de visitas de sua casa, tinha uma foto da seleção campeã de 58: Gilmar; Djalma Santos, Bellini, Orlando e Nilton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Vavá, Pelé e Zagallo. “O dedo indicador de Djalma pára diante de cada companheiro de time. "Estes já morreram", disse então, mostrando Orlando, Didi, Garrincha e Vavá. "Estes dois estão doentes. Tomara que melhorem", comentou ainda, apontando Gilmar e Bellini.

Djalma acabou indo primeiro.