Em encontro de intelectuais e pessoas ligadas à cultura, estudantes, professores universitários e políticos nesta segunda-feira, 25, na USP, em São Paulo, a filósofa Marilena Chaui denunciou uma possível articulação para tentar relacionar o PT e a candidatura de Dilma Rousseff a atos de violência.
Marilena disse que soube de uma possível ação violenta que seria montada para incriminar o PT durante comício do candidato José Serra na próxima sexta-feira, 29, quando não haverá mais propaganda eleitoral. “Não vai dar tempo de explicar que não fomos nós. Por isso, espalhem pelas redes sociais, divulguem”, pediu a filósofa.
A matéria com a denúncia, de Suzana Vier, foi publicada no site Rede Brasil Atual. Clique aqui para ler na íntegra.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Dilma venceu o debate da Record e não creio que o povo brasileiro eleja o fascismo
No debate da Rede Record, Dilma Rousseff mais uma vez aplicou um nocaute técnico em José Serra. Por exemplo, ao falar do ProUni. O candidato tucano fugiu de responder sobre o ProUni todo o tempo. Assim como deixou de responder objetivamente sobre todas as questões mais importantes. Por quê?
Quem estuda na Universidade de São Paulo (USP), quem é médico e sabe da importância do Hospital da USP para a comunidade da zona Oeste da cidade de São Paulo, entende por que José Serra não responde. Porque, como governador de São Paulo, fez tudo para sucatear os hospitais públicos. Para quê? Para desmoralizá-los e vendê-los. Serra quer que o Hospital da USP seja um anexo do Hospital Albert Einstein.
Dilma e Serra estavam muito nervosos no debate. Mas Dilma irradiou mais sinceridade. Por quê? Porque Serra mente.
Serra fugiu da questão da privatização do pré-sal como o diabo da cruz. E também, mais uma vez, fingiu que nunca ouviu falar de Paulo Preto. Mente.
Nem tenho muito o que falar agora. A pesquisa Vox Populi divulgada nesta segunda-feira deu 57% a 43% para Dilma, em votos válidos. Acredito que domingo o Brasil terá a primeira mulher eleita presidente da República. Oxalá.Senão, estaremos todos lascados. Mas acredito que não. Porque não creio que o povo brasileiro eleja o fascismo.
Quem estuda na Universidade de São Paulo (USP), quem é médico e sabe da importância do Hospital da USP para a comunidade da zona Oeste da cidade de São Paulo, entende por que José Serra não responde. Porque, como governador de São Paulo, fez tudo para sucatear os hospitais públicos. Para quê? Para desmoralizá-los e vendê-los. Serra quer que o Hospital da USP seja um anexo do Hospital Albert Einstein.
Dilma e Serra estavam muito nervosos no debate. Mas Dilma irradiou mais sinceridade. Por quê? Porque Serra mente.
Serra fugiu da questão da privatização do pré-sal como o diabo da cruz. E também, mais uma vez, fingiu que nunca ouviu falar de Paulo Preto. Mente.
Nem tenho muito o que falar agora. A pesquisa Vox Populi divulgada nesta segunda-feira deu 57% a 43% para Dilma, em votos válidos. Acredito que domingo o Brasil terá a primeira mulher eleita presidente da República. Oxalá.Senão, estaremos todos lascados. Mas acredito que não. Porque não creio que o povo brasileiro eleja o fascismo.
domingo, 24 de outubro de 2010
Dona Canô vota em Dilma: "Meu voto é dela"
Foi lamentável a declaração de Caetano Veloso à colunista Sonia Racy, meses atrás, dizendo que o presidente Lula é um analfabeto, afirmação pela qual levou um pito público de sua mãe, dona Canô (que mulher bonita!). Pois não é que dona Canô, que mora numa casa bonita de fachada azul em Santo Amaro (BA), declarou seu voto em Dilma Rousseff?
Enquanto Caetano (autor de obra tão rica e vasta da música brasileira) fala para a burguesia paulista e paulistana, para o bairro de Higienópolis, para as famílias Civita e Frias pelo microfone do Estadão, dona Canô fala para o Nordeste brasileiro inteiro, cuja alma ela parece conhecer mais do que o filho.
Leia aqui sobre a declaração de Caetano ("Lula é analfabeto")
Veja abaixo que bonita a declaração de dona Canô.
Enquanto Caetano (autor de obra tão rica e vasta da música brasileira) fala para a burguesia paulista e paulistana, para o bairro de Higienópolis, para as famílias Civita e Frias pelo microfone do Estadão, dona Canô fala para o Nordeste brasileiro inteiro, cuja alma ela parece conhecer mais do que o filho.
Leia aqui sobre a declaração de Caetano ("Lula é analfabeto")
Veja abaixo que bonita a declaração de dona Canô.
sábado, 23 de outubro de 2010
Para ex-jornalista da Veja, campanha de Serra é repulsiva
Muitos já leram, e muitos não. Por isso – e porque às vésperas das eleições a revista dos Civita dá sua última cartada com nova denúncia – não custa postar. O jornalista Paulo Nogueira, que foi editor assistente da Veja, editor da Veja São Paulo e diretor de redação da Exame, escreveu em seu blog: “A campanha de Serra é repulsiva, e acabou por afugentar do PSDB gente que, como eu, tradicionalmente opta pelo partido”.
Ele não escreveu, mas também não custa nada acrescentar: a repulsa que a campanha se Serra provoca até em eleitores tucanos deve-se muito à revista Veja, disseminadora de mentiras e do golpismo para alimentar uma campanha que começou como de direita e termina abraçada às práticas da extrema-direita, com a ajuda de criaturas igualmente repulsivas como Soninha Francine.
Paulo Nogueira constata em seu texto que “Serra quer ser muito ser presidente. O problema é que os brasileiros não querem que ele seja”. Isso os brasileiros do lado de cá já sabíamos. O interessante é que, agora, até os do lado de lá estão entendendo isso.
Leia o texto de Paulo Nogueira: A Tomografia Da Fita Crepe
Leia também: Para lembrar: a mídia contra a democracia em quatro momentos históricos
Ele não escreveu, mas também não custa nada acrescentar: a repulsa que a campanha se Serra provoca até em eleitores tucanos deve-se muito à revista Veja, disseminadora de mentiras e do golpismo para alimentar uma campanha que começou como de direita e termina abraçada às práticas da extrema-direita, com a ajuda de criaturas igualmente repulsivas como Soninha Francine.
Paulo Nogueira constata em seu texto que “Serra quer ser muito ser presidente. O problema é que os brasileiros não querem que ele seja”. Isso os brasileiros do lado de cá já sabíamos. O interessante é que, agora, até os do lado de lá estão entendendo isso.
Leia o texto de Paulo Nogueira: A Tomografia Da Fita Crepe
Leia também: Para lembrar: a mídia contra a democracia em quatro momentos históricos
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Relatos sobre a truculência tucana [2] – Vila Madalena
Por Mayra Pinto
Fui à caminhada pró-Dilma no sábado, 16 de outubro, e passei por uma experiência que não via há tempos – na verdade, pela intensidade, acho que nunca vi. Andamos ali da Fradique Coutinho com a rua Wisard até a praça Benedito Calixto.
No trajeto, praticamente só as pessoas mais humildes recebiam os panfletos que eram dados e se comunicavam de um modo amistoso com o povo da caminhada. O resto, a classe média da Vila, simplesmente virava a cara com nojo – uma amiga chegou a ser chamada de assassina e vagabunda por uma mulher dentro de um carro...
Por um lado, essa polarização, acho, é bem benéfica, ainda mais em se tratando da classe média serrista, historicamente acovardada em se manifestar, ou hipócrita mesmo – como é o caso da mulher dele, que falou o que falou da Dilma e agora, porque deus existe às vezes, foi desmascarada na questão do aborto. O benéfico, pra mim, é que essas pessoas estão dando a cara à tapa, estão se mostrando com todo o enorme peso do preconceito de classes que vige neste país.
Com tudo o que a gente tem de crítica ao governo Lula, ainda assim, foi um governo que possibilitou alguma vida digna aos miseráveis e aos pobres. Pra classe média reacionária brasileira – como para a americana, vide a era Bush e agora o gigantesco ódio ao negro Obama – isso é imperdoável.
*Mayra Pinto é autora da tese de doutorado Noel Rosa: o humor na canção, pela Faculdade de Educação da USP, que será lançada em 2011 pela Ateliê Editorial.
PS (do autor do blog): A truculência tucana, como eu já disse, não é só física. A Vila Madalena, para quem não sabe, é um bairro de classe média e média alta na zona Oeste de São Paulo, repleto de bares, onde vão os que gostam de baladas com trânsito, stress, preços altíssimos e toda espécie de gente metida a importante, de burgueses elitistas e preconceituosos assumidos a pessoas de esquerda que preferem trânsito, stress e preços altíssimos a um bom botequim.
Leia também:
Relatos sobre a truculência tucana [1] – Osasco
Fui à caminhada pró-Dilma no sábado, 16 de outubro, e passei por uma experiência que não via há tempos – na verdade, pela intensidade, acho que nunca vi. Andamos ali da Fradique Coutinho com a rua Wisard até a praça Benedito Calixto.
No trajeto, praticamente só as pessoas mais humildes recebiam os panfletos que eram dados e se comunicavam de um modo amistoso com o povo da caminhada. O resto, a classe média da Vila, simplesmente virava a cara com nojo – uma amiga chegou a ser chamada de assassina e vagabunda por uma mulher dentro de um carro...
Por um lado, essa polarização, acho, é bem benéfica, ainda mais em se tratando da classe média serrista, historicamente acovardada em se manifestar, ou hipócrita mesmo – como é o caso da mulher dele, que falou o que falou da Dilma e agora, porque deus existe às vezes, foi desmascarada na questão do aborto. O benéfico, pra mim, é que essas pessoas estão dando a cara à tapa, estão se mostrando com todo o enorme peso do preconceito de classes que vige neste país.
Com tudo o que a gente tem de crítica ao governo Lula, ainda assim, foi um governo que possibilitou alguma vida digna aos miseráveis e aos pobres. Pra classe média reacionária brasileira – como para a americana, vide a era Bush e agora o gigantesco ódio ao negro Obama – isso é imperdoável.
*Mayra Pinto é autora da tese de doutorado Noel Rosa: o humor na canção, pela Faculdade de Educação da USP, que será lançada em 2011 pela Ateliê Editorial.
PS (do autor do blog): A truculência tucana, como eu já disse, não é só física. A Vila Madalena, para quem não sabe, é um bairro de classe média e média alta na zona Oeste de São Paulo, repleto de bares, onde vão os que gostam de baladas com trânsito, stress, preços altíssimos e toda espécie de gente metida a importante, de burgueses elitistas e preconceituosos assumidos a pessoas de esquerda que preferem trânsito, stress e preços altíssimos a um bom botequim.
Leia também:
Relatos sobre a truculência tucana [1] – Osasco
Pensamento para sexta-feira [10] – episódio da bolinha de papel
O episódio da bolinha de papel disseminado pelo twitter neste 21 de outubro de 2010 jamais será esquecido na história das eleições de 2010. Jamais! Mostra que a gente pode ganhar eleição sem atazanar. A gente pode dar risada. Iluminar as sombras. Poucas vezes dei tanta risada num fechamento de jornal como hoje.
Senti, muitos de nós sentimos, um cheiro mais agradável que o do enxofre.
Por isso eu não poderia deixar de listar alguns, muito poucos, dos muitos #bolinhadepapel que o povo postou:
MugNoTechTestemunhas ouviram "plim plim" qdo bolinha bateu na cabeça de Serra #Boladepapelfacts
sandrodennisUltimo boletim médico: Serra não tem nada na cabeça. #bolinhadepapel
mlisias
A bala de prata era uma #bolinhadepapel #serrarojas
Lais_MD Laís Meireles Duarte
RT @Bella_Azevedoo A Chamex está sendo investigada pela Polícia Federal por dar suporte para ataques terroristas. #boladepapelfacts / hahaha
sandrodennis
Após ser atingido por bola de papel, Serra recupera a memória e lembra quem é o Paulo Preto
sandrodennis
Quem nunca errou que atire a 1a #bolinhadepapel!
ricardotbh @franciscopfn José Serra não vai a baile de carnaval porque pensa que chuva de confete é tiroteio.
ary_jr ary jr.
by AMMIRaMIL
Iranianos lançam projeto de enriquecimento de celulose.#BolaDePapelFacts
Felipe Cabañas da Silva disse...**
#bolinhadepapel pesando 2k = 500 folhas de papel A4. Se Indio da Costa estiver falando a verdade, Serra foi atingido pelo dossiê do Aécio.
**este último não foi postado no twitter, mas como comentário neste blog, no post abaixo.
Senti, muitos de nós sentimos, um cheiro mais agradável que o do enxofre.
Por isso eu não poderia deixar de listar alguns, muito poucos, dos muitos #bolinhadepapel que o povo postou:
MugNoTechTestemunhas ouviram "plim plim" qdo bolinha bateu na cabeça de Serra #Boladepapelfacts
sandrodennisUltimo boletim médico: Serra não tem nada na cabeça. #bolinhadepapel
mlisias
A bala de prata era uma #bolinhadepapel #serrarojas
Lais_MD Laís Meireles Duarte
RT @Bella_Azevedoo A Chamex está sendo investigada pela Polícia Federal por dar suporte para ataques terroristas. #boladepapelfacts / hahaha
sandrodennis
Após ser atingido por bola de papel, Serra recupera a memória e lembra quem é o Paulo Preto
sandrodennis
Quem nunca errou que atire a 1a #bolinhadepapel!
ricardotbh @franciscopfn José Serra não vai a baile de carnaval porque pensa que chuva de confete é tiroteio.
ary_jr ary jr.
by AMMIRaMIL
Iranianos lançam projeto de enriquecimento de celulose.#BolaDePapelFacts
Felipe Cabañas da Silva disse...**
#bolinhadepapel pesando 2k = 500 folhas de papel A4. Se Indio da Costa estiver falando a verdade, Serra foi atingido pelo dossiê do Aécio.
**este último não foi postado no twitter, mas como comentário neste blog, no post abaixo.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Da série "Recordar é viver": Wanderley Guilherme dos Santos sobre imprensa
Antes de ler o post abaixo, caro leitor (Má-fé da "Folha de S. Paulo'" não tem limites...), cabe uma reflexão, a partir de comentário ali postado, no qual o Paulo resgata e copia link de uma entrevista muito atual. Trata-se do cientista político Wanderley Guilherme dos Santos falando a CartaCapital (junho de 2005).
"Isso [o chamado 'mensalão'] se disse à vontade do Sérgio Motta em situação muito mais complicada [o escândalo de compra de votos para a aprovação da emenda de reeleição de FHC]... E não aconteceu nada."
"A grande imprensa levou Getúlio ao suicídio com base em nada; quase impediu Juscelino de tomar posse, com base em nada; levou Jânio à renúncia, aproveitando-se da maluquice dele, com base em nada; a tentativa de impedir a posse de Goulart com base em nada. A grande imprensa em países em desenvolvimento é a grande porca das instituições, a grande emporcalhada."
A entrevista pode ser lida neste link.
E agora passemos à Folha abaixo.
"Isso [o chamado 'mensalão'] se disse à vontade do Sérgio Motta em situação muito mais complicada [o escândalo de compra de votos para a aprovação da emenda de reeleição de FHC]... E não aconteceu nada."
"A grande imprensa levou Getúlio ao suicídio com base em nada; quase impediu Juscelino de tomar posse, com base em nada; levou Jânio à renúncia, aproveitando-se da maluquice dele, com base em nada; a tentativa de impedir a posse de Goulart com base em nada. A grande imprensa em países em desenvolvimento é a grande porca das instituições, a grande emporcalhada."
A entrevista pode ser lida neste link.
E agora passemos à Folha abaixo.
Má-fé da "Folha de S. Paulo'" não tem limites, mas Polícia Federal reage
Na tarde desta quarta-feira, 20, a Polícia Federal divulgou nota oficial para, entre outras coisas, refutar “qualquer tentativa de utilização de seu trabalho para fins eleitoreiros com distorção de fatos ou atribuindo a esta instituição conclusões que não correspondam aos dados da investigação”.
Como se sabe, a Folha de S. Paulo desencadeia uma nova série de tentativas, com suas manchetes golpistas, para continuar tentando ganhar a eleição para seu candidato José Serra [trazendo à tona de novo o caso da quebra de sigilos fiscais]*. No mesmo dia, quarta, o jornal dos Frias havia dado a manchete: “PF liga quebra de sigilo à pré-campanha de Dilma”.
O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, declarou à imprensa que a instituição “faz um trabalho investigando fatos”, ressaltando: “o que tem em torno desse fato de conotação política não pauta a investigação da PF”.
Disse mais: “A PF se pauta pelo devido processo legal. O que nos leva a antecipar em alguns dias [a divulgação de informações] é que não queremos também ver atribuídas à instituição coisas que ela não tornou públicas”. De acordo com Corrêa, “não queremos que a instituição seja usada indevidamente no processo eleitoral”.
A PF esclareceu que os dados que a Folha de S. Paulo diz terem sido usados na campanha de Dilma foram coletados pelo jornalista Amaury Ribeiro Júnior, quando era empregado do jornal O Estado de Minas. O leitor que tire suas conclusões. Mas o fato é: tudo indica que esse caso diz repeito a uma disputa de poder dentro do PSDB de Serra e Aécio Neves. A má-fé da Folha de S. Paulo não tem limites.
Leia abaixo, na íntegra, a nota oficial divulgada pela PF.
Ouça clicando aqui a fala do diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa
Ouça aqui a fala do delegado Alessandro Moretti
Íntegra:
NOTA À IMPRENSA
Brasília/DF - Sobre as investigações para apurar suposta quebra de sigilo de dados da Receita Federal, a Polícia Federal esclarece que:
1 - O fato motivador da instauração de inquérito nesta instituição, quebra de sigilo fiscal, já está esclarecido e os responsáveis identificados. O inquérito policial encontra-se em sua fase final e, depois de concluídas as diligências, será encaminhado à 12ª Vara Federal do Distrito Federal;
2- Em 120 dias de investigação, foram realizadas diversas diligências e ouvidas 37 pessoas em mais de 50 depoimentos, que resultaram, até o momento, em 7 indiciamentos;
3 - A investigação identificou que a quebra de sigilo ocorreu entre setembro e outubro de 2009 e envolveu servidores da Receita Federal, despachantes e clientes que encomendavam os dados, entre eles um jornalista;
4 - As provas colhidas apontam que o jornalista utilizou os serviços de levantamento de informações de empresas e pessoas físicas desde o final de 2008 no interesse de investigações próprias;
5 - Os dados violados foram utilizados para a confecção de relatórios, mas não foi comprovada sua utilização em campanha política;
6- A Polícia Federal refuta qualquer tentativa de utilização de seu trabalho para fins eleitoreiros com distorção de fatos ou atribuindo a esta instituição conclusões que não correspondam aos dados da investigação.
*Atualizado às 19h47
Como se sabe, a Folha de S. Paulo desencadeia uma nova série de tentativas, com suas manchetes golpistas, para continuar tentando ganhar a eleição para seu candidato José Serra [trazendo à tona de novo o caso da quebra de sigilos fiscais]*. No mesmo dia, quarta, o jornal dos Frias havia dado a manchete: “PF liga quebra de sigilo à pré-campanha de Dilma”.
O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, declarou à imprensa que a instituição “faz um trabalho investigando fatos”, ressaltando: “o que tem em torno desse fato de conotação política não pauta a investigação da PF”.
Disse mais: “A PF se pauta pelo devido processo legal. O que nos leva a antecipar em alguns dias [a divulgação de informações] é que não queremos também ver atribuídas à instituição coisas que ela não tornou públicas”. De acordo com Corrêa, “não queremos que a instituição seja usada indevidamente no processo eleitoral”.
A PF esclareceu que os dados que a Folha de S. Paulo diz terem sido usados na campanha de Dilma foram coletados pelo jornalista Amaury Ribeiro Júnior, quando era empregado do jornal O Estado de Minas. O leitor que tire suas conclusões. Mas o fato é: tudo indica que esse caso diz repeito a uma disputa de poder dentro do PSDB de Serra e Aécio Neves. A má-fé da Folha de S. Paulo não tem limites.
Leia abaixo, na íntegra, a nota oficial divulgada pela PF.
Ouça clicando aqui a fala do diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa
Ouça aqui a fala do delegado Alessandro Moretti
Íntegra:
NOTA À IMPRENSA
Brasília/DF - Sobre as investigações para apurar suposta quebra de sigilo de dados da Receita Federal, a Polícia Federal esclarece que:
1 - O fato motivador da instauração de inquérito nesta instituição, quebra de sigilo fiscal, já está esclarecido e os responsáveis identificados. O inquérito policial encontra-se em sua fase final e, depois de concluídas as diligências, será encaminhado à 12ª Vara Federal do Distrito Federal;
2- Em 120 dias de investigação, foram realizadas diversas diligências e ouvidas 37 pessoas em mais de 50 depoimentos, que resultaram, até o momento, em 7 indiciamentos;
3 - A investigação identificou que a quebra de sigilo ocorreu entre setembro e outubro de 2009 e envolveu servidores da Receita Federal, despachantes e clientes que encomendavam os dados, entre eles um jornalista;
4 - As provas colhidas apontam que o jornalista utilizou os serviços de levantamento de informações de empresas e pessoas físicas desde o final de 2008 no interesse de investigações próprias;
5 - Os dados violados foram utilizados para a confecção de relatórios, mas não foi comprovada sua utilização em campanha política;
6- A Polícia Federal refuta qualquer tentativa de utilização de seu trabalho para fins eleitoreiros com distorção de fatos ou atribuindo a esta instituição conclusões que não correspondam aos dados da investigação.
*Atualizado às 19h47
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Rapper GOG e Chico Buarque explicam apoio a Dilma; padre dá bronca em Serra
O rapper GOG, um dos pioneiros do rap em Brasília, dá um depoimento sobre por que apoia Dilma Rousseff para presidente. "É hora de se concentrar, é hora de buscar, é hora de dizer: olha, cara, essas duas semanas vão fazer o Brasil oito anos melhor", diz GOG. Mais abaixo neste post o depoimento de Chico Buarque.
Veja:
E ainda:
Padre repreende Serra em plena missa, no Ceará**
José Serra e uma comitiva de tucanos esteve em Canindé (CE) no dia 16. A missa é uma das maiores celebrações franciscanas do país. O tucano deu-se mal. Foi duramente repreendido pelo padre Francisco Gonçalves, de Pesqueira, de Pernambuco**.
Na noite anterior haviam chegado os panfletos contra Dilma na cidade de Canindé.
No dia seguinte à bronca que tomaram Serra e tucanos de alto calibre na missa, como Tasso Jereissati (que, segundo comentários, queria partir para cima do padre), em missas diferentes outros padres falaram, em seus sermões, sobre o ocorrido no dia anterior e pediram para os fiéis não traírem o presidente Lula.
**atualizado às 16h55
Ouça:
E, de brinde, o depoimento de Chico Buarque:
Veja:
E ainda:
Padre repreende Serra em plena missa, no Ceará**
José Serra e uma comitiva de tucanos esteve em Canindé (CE) no dia 16. A missa é uma das maiores celebrações franciscanas do país. O tucano deu-se mal. Foi duramente repreendido pelo padre Francisco Gonçalves, de Pesqueira, de Pernambuco**.
Na noite anterior haviam chegado os panfletos contra Dilma na cidade de Canindé.
No dia seguinte à bronca que tomaram Serra e tucanos de alto calibre na missa, como Tasso Jereissati (que, segundo comentários, queria partir para cima do padre), em missas diferentes outros padres falaram, em seus sermões, sobre o ocorrido no dia anterior e pediram para os fiéis não traírem o presidente Lula.
**atualizado às 16h55
Ouça:
E, de brinde, o depoimento de Chico Buarque:
Relatos sobre a truculência tucana [1] – Osasco
A truculência da campanha tucana, dos eleitores de José Serra e seus correligionários, em todos os lugares do país, tem chocado as pessoas verdadeiramente de bem nestas eleições.Truculência moral, mas também física. Ou seja, fascista em todos os sentidos. Que usa o aborto para desviar a atenção dos projetos que de fato interessam ao país, mas também, no espaço público e no discurso, não hesita em usar a violência física. No debate da Band na semana passada (leia aqui), Dilma Rousseff chamou a atenção para a disseminação do ódio, pelos tucanos. A disseminação do ódio, como disse Dilma, não está de acordo com o espírito de tolerância do povo brasileiro.
Vou colocar aqui neste blog relatos que exemplificam tal truculência, moral ou física. O primeiro deles diz respeito a uma festa do reeleito deputado estadual por Osasco Celso Giglio (PSDB-SP). Lembra Fernando Collor. O próximo post sobre o tema será sobre a caminhada pró-Dilma Rousseff na Vila Madalena, no último sábado, bairro de classe média alta da cidade de São Paulo. O relato de hoje (fato da semana passada) é o seguinte:
Na quarta-feira 13 de outubro, seis agentes do Demutran de Osasco (órgão equivalente à CET da cidade de São Paulo) foram agredidos por participantes de uma festa de comemoração pela reeleição do tucano Celso Giglio, na avenida dos Autonomistas. Para os brasileiros que não sabem, Osasco é uma cidade industrial de 700 mil habitantes na zona Oeste da Grande São Paulo, governada pelo prefeito Emidio de Souza, do PT.
Os agentes do Demutran foram até o local da festa tucana para apurar reclamações de estacionamento irregular, carros bloqueando garagens, pontos de ônibus e sobre a calçada (a classe média paulista tucana acha que o mundo pertence a ela). Os agentes públicos foram recebidos a socos e pontapés pela simpática claque tucana.
Leiam, clicando aqui, a matéria do jornal Visão Oeste.
Vou colocar aqui neste blog relatos que exemplificam tal truculência, moral ou física. O primeiro deles diz respeito a uma festa do reeleito deputado estadual por Osasco Celso Giglio (PSDB-SP). Lembra Fernando Collor. O próximo post sobre o tema será sobre a caminhada pró-Dilma Rousseff na Vila Madalena, no último sábado, bairro de classe média alta da cidade de São Paulo. O relato de hoje (fato da semana passada) é o seguinte:
Na quarta-feira 13 de outubro, seis agentes do Demutran de Osasco (órgão equivalente à CET da cidade de São Paulo) foram agredidos por participantes de uma festa de comemoração pela reeleição do tucano Celso Giglio, na avenida dos Autonomistas. Para os brasileiros que não sabem, Osasco é uma cidade industrial de 700 mil habitantes na zona Oeste da Grande São Paulo, governada pelo prefeito Emidio de Souza, do PT.
Os agentes do Demutran foram até o local da festa tucana para apurar reclamações de estacionamento irregular, carros bloqueando garagens, pontos de ônibus e sobre a calçada (a classe média paulista tucana acha que o mundo pertence a ela). Os agentes públicos foram recebidos a socos e pontapés pela simpática claque tucana.
Leiam, clicando aqui, a matéria do jornal Visão Oeste.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Dilma venceu por pontos o debate da Rede TV! contra o ex-governador de SP
Em função do debate da Rede TV! entre José Serra e Dilma Rousseff, vou adiar para amanhã o início das postagens sobre exemplos da truculência tucana.
Quanto ao debate da Rede TV!, para mim, os destaques são esses:
1. Foi uma contenda entre um político estilo raposa (Serra) versus uma gestora (Dilma). Nesse contexto, a petista começou perdendo. As falácias, o domínio do discurso evasivo e fugidio, dissimulado e mentiroso de José Serra (travestido com a máscara tecnocrata do governador competente) se impuseram no início. A inabilidade política de Dilma Rousseff contra o discurso político profissional de José Serra foi a tônica dos dois primeiros blocos.
2. No momento das perguntas das jornalistas aos candidatos, Renata Lo Prete, da Folha de S. Paulo, introduziu a questão Paulo Preto a Serra, com todas as letras (no twitter, apareceram brincadeiras do tipo: “amanhã Renata Lo Prete amanhecerá desempregada”). O ex-governador de SP fugiu de responder, engoliu em seco, desconversou. Escapou falando do “mensalão”. A patricinha Patrícia (desculpem o trocadilho involuntário) Zorzan, da RedeTV!, perguntou a Dilma sobre o caso Erenice Guerra. Ao contrário de Serra, Dilma respondeu: “As pessoas erram, Erenice errou”. Marcou a diferença dizendo que erros existem, mas uns respondem, outros não. Foi curioso que tanto Dilma quanto Serra começaram suas respostas dizendo: “a pergunta é oportuna”.
3. Privatizações, Petrobras etc. Dilma insistiu muito no tema, do qual Serra fugiu como o diabo da cruz. Com esse tema em pauta, o tucano ficou boa parte do debate na defensiva, nas cordas. Às perguntas diretas, sempre começava as respostas mudando de assunto, geralmente remetendo-se à questão anterior, fosse qual fosse.
4. São Paulo. José Serra, sem perceber, se comportou em todo o debate (e na campanha) como um paulista, e não um candidato à presidência do Brasil. Sem se dar conta de que na Bahia, no Nordeste quase inteiro, no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, a massa está pouco se lixando para o que pensa o truculento tucanato paulista, que, desde que existe, nada apresentou ao país.
[Parênteses necessário: Minas é o xis da questão: governado pelo tucano Aécio Neves, o enorme estado não parece sensibilizado pelo discurso vazio do PSDB de SP, que negou a Aécio decidir em uma convenção quem seria o candidato do partido. Serra impôs sua pauta e seu próprio nome, isolou-se, e depois implorou que Aécio fosse seu vice. Movido pela voz de Minas, Aécio deu o troco silencioso a José Serra (leia aqui: Mineiros repelem a arrogância de José Serra). Tucanos de primeira hora, como Tasso Jereissati, entre outros, ficaram muito contrariados, e Serra acabou tendo como vice o neo-fascista Índio da Costa, do DEM. Que, aliás, lhe foi apropriado, porque Serra nesta eleição jogou no lixo o que restava de sua história mentirosa, com sua campanha obscurantista, suja, de acordo com a cartilha da mais retrógrada direita, importada do marketing do republicano norte-americano John McCain.]
5. Resumindo, no debate da Rede TV! José Serra caiu numa armadilha como um pato, pois comportou-se, mais do que um tucano, como um tucano paulista. Dilma questionou o tempo todo a péssima gestão de Serra no governo do estado de São Paulo em saúde, educação e segurança (gestão infelizmente aprovada pela reacionária população do estado dos antigos barões do café). E ele falou o tempo todo como paulista. Fico imaginando um baiano, um gaúcho, um mineiro, um cearense, um pernambucano ou um carioca vendo o discurso de José Serra. Para a sorte do ex-governador de SP, a audiência do debate da Rede TV! foi baixo, parece que não passou de 4%, segundo o Ibope.
6. Por tudo isso, acho que, se fosse uma luta de boxe, Dilma teria vencido por pontos. Como foi um debate político, venceu por pontos. Também.
Quanto ao debate da Rede TV!, para mim, os destaques são esses:
1. Foi uma contenda entre um político estilo raposa (Serra) versus uma gestora (Dilma). Nesse contexto, a petista começou perdendo. As falácias, o domínio do discurso evasivo e fugidio, dissimulado e mentiroso de José Serra (travestido com a máscara tecnocrata do governador competente) se impuseram no início. A inabilidade política de Dilma Rousseff contra o discurso político profissional de José Serra foi a tônica dos dois primeiros blocos.
2. No momento das perguntas das jornalistas aos candidatos, Renata Lo Prete, da Folha de S. Paulo, introduziu a questão Paulo Preto a Serra, com todas as letras (no twitter, apareceram brincadeiras do tipo: “amanhã Renata Lo Prete amanhecerá desempregada”). O ex-governador de SP fugiu de responder, engoliu em seco, desconversou. Escapou falando do “mensalão”. A patricinha Patrícia (desculpem o trocadilho involuntário) Zorzan, da RedeTV!, perguntou a Dilma sobre o caso Erenice Guerra. Ao contrário de Serra, Dilma respondeu: “As pessoas erram, Erenice errou”. Marcou a diferença dizendo que erros existem, mas uns respondem, outros não. Foi curioso que tanto Dilma quanto Serra começaram suas respostas dizendo: “a pergunta é oportuna”.
3. Privatizações, Petrobras etc. Dilma insistiu muito no tema, do qual Serra fugiu como o diabo da cruz. Com esse tema em pauta, o tucano ficou boa parte do debate na defensiva, nas cordas. Às perguntas diretas, sempre começava as respostas mudando de assunto, geralmente remetendo-se à questão anterior, fosse qual fosse.
4. São Paulo. José Serra, sem perceber, se comportou em todo o debate (e na campanha) como um paulista, e não um candidato à presidência do Brasil. Sem se dar conta de que na Bahia, no Nordeste quase inteiro, no Rio Grande do Sul, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, a massa está pouco se lixando para o que pensa o truculento tucanato paulista, que, desde que existe, nada apresentou ao país.
[Parênteses necessário: Minas é o xis da questão: governado pelo tucano Aécio Neves, o enorme estado não parece sensibilizado pelo discurso vazio do PSDB de SP, que negou a Aécio decidir em uma convenção quem seria o candidato do partido. Serra impôs sua pauta e seu próprio nome, isolou-se, e depois implorou que Aécio fosse seu vice. Movido pela voz de Minas, Aécio deu o troco silencioso a José Serra (leia aqui: Mineiros repelem a arrogância de José Serra). Tucanos de primeira hora, como Tasso Jereissati, entre outros, ficaram muito contrariados, e Serra acabou tendo como vice o neo-fascista Índio da Costa, do DEM. Que, aliás, lhe foi apropriado, porque Serra nesta eleição jogou no lixo o que restava de sua história mentirosa, com sua campanha obscurantista, suja, de acordo com a cartilha da mais retrógrada direita, importada do marketing do republicano norte-americano John McCain.]
5. Resumindo, no debate da Rede TV! José Serra caiu numa armadilha como um pato, pois comportou-se, mais do que um tucano, como um tucano paulista. Dilma questionou o tempo todo a péssima gestão de Serra no governo do estado de São Paulo em saúde, educação e segurança (gestão infelizmente aprovada pela reacionária população do estado dos antigos barões do café). E ele falou o tempo todo como paulista. Fico imaginando um baiano, um gaúcho, um mineiro, um cearense, um pernambucano ou um carioca vendo o discurso de José Serra. Para a sorte do ex-governador de SP, a audiência do debate da Rede TV! foi baixo, parece que não passou de 4%, segundo o Ibope.
6. Por tudo isso, acho que, se fosse uma luta de boxe, Dilma teria vencido por pontos. Como foi um debate político, venceu por pontos. Também.
domingo, 17 de outubro de 2010
Aborto: quando a máscara cai
Não acho que uma campanha deva ser pautada por assuntos que dizem respeito a questões de foro íntimo das pessoas. No entanto, a baixaria instaurada pela campanha de José Serra e da grande mídia que o apóia elegeu o baixo nível como sua arma, e o aborto como tema para desviar a atenção de uma discussão de alto nível sobre o destinos do país, divulgando panfletos apócrifos e espalhando boatos sinistros sobre a posição de Dilma Rousseff sobre o aborto. Estratégia digna da direita bem conhecida dos tempos de Fernando Collor (quem diria, hein, José Serra) e, mais recentemente, da campanha de John McCain contra Barack Obama nos Estados Unidos.
Assim, é importante que o leitor saiba que o cinismo e a hipocrisia, ferramentas dos tucanos, foi desmascarada com a notícia de que Monica Serra, esposa de José Serra, já fez aborto. Logo ela, que afirmou publicamente ser Dilma Rousseff a favor de matar criancinhas.
O jornal Correio do Brasil deu antes. E, neste sábado, 16, foi nada menos do que a colunista da Folha de S. Paulo, Mônica Bergamo, que deu a informação no jornal que se arroga o direito de pautar o país.
Leia clicando aqui a matéria do Correio do Brasil
Leia clicando aqui a matéria de Mônica Bergamo, da Folha (só para assinantes)
PS: a partir da noite de hoje, vou começar a postar no blog relatos que exemplificam a truculência tucana, nas ruas e espaços públicos.
Assim, é importante que o leitor saiba que o cinismo e a hipocrisia, ferramentas dos tucanos, foi desmascarada com a notícia de que Monica Serra, esposa de José Serra, já fez aborto. Logo ela, que afirmou publicamente ser Dilma Rousseff a favor de matar criancinhas.
O jornal Correio do Brasil deu antes. E, neste sábado, 16, foi nada menos do que a colunista da Folha de S. Paulo, Mônica Bergamo, que deu a informação no jornal que se arroga o direito de pautar o país.
Leia clicando aqui a matéria do Correio do Brasil
Leia clicando aqui a matéria de Mônica Bergamo, da Folha (só para assinantes)
PS: a partir da noite de hoje, vou começar a postar no blog relatos que exemplificam a truculência tucana, nas ruas e espaços públicos.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Campanha suja de Serra agora usa telemarketing
A imundície da campanha de José Serra continua. As mentiras são disseminadas agora por telemarketing. A matéria é do tradicional jornal Correio Brasiliense, da capital federal, que diz:
“Enquanto fala de religião em todos os eventos que faz nessa etapa da campanha, o telemarketing de Serra opera freneticamente. Em São Paulo e em outros estados, centenas de militantes estão ligando para a casa dos eleitores. A maioria é mulher. Elas ligam em horário comercial no telefone fixo e procuram saber se há eleitor de Marina Silva (PV) na residência. Caso haja, as atendentes insistem na tecla de que a petista é a favor do aborto e que ela hoje se diz contrária apenas para ludibriar o eleitor.”
TSE
Eu falei com a assessoria de imprensa do Tribunal Superior Eleitoral. Ela disse não poder emitir juízo de valor sobre a legalidade ou não de tal prática. Mas, segundo a assessoria do TSE, qualquer cidadão pode entrar com uma representação contra mais essa infâmia da campanha imunda dos tucanos.
Onde está a assessoria jurídica do PT?
Leia a matéria do Correio Brasiliense na íntegra clicando aqui.
Carta de Dilma - Clique aqui para ler, também na íntegra, a carta de Dilma Rousseff divulgada nesta sexta-feira, 15, para esclarecer a população sobre os boatos difundidos nos meios religiosos sobre aborto, liberdade religiosa e família.
“Enquanto fala de religião em todos os eventos que faz nessa etapa da campanha, o telemarketing de Serra opera freneticamente. Em São Paulo e em outros estados, centenas de militantes estão ligando para a casa dos eleitores. A maioria é mulher. Elas ligam em horário comercial no telefone fixo e procuram saber se há eleitor de Marina Silva (PV) na residência. Caso haja, as atendentes insistem na tecla de que a petista é a favor do aborto e que ela hoje se diz contrária apenas para ludibriar o eleitor.”
TSE
Eu falei com a assessoria de imprensa do Tribunal Superior Eleitoral. Ela disse não poder emitir juízo de valor sobre a legalidade ou não de tal prática. Mas, segundo a assessoria do TSE, qualquer cidadão pode entrar com uma representação contra mais essa infâmia da campanha imunda dos tucanos.
Onde está a assessoria jurídica do PT?
Leia a matéria do Correio Brasiliense na íntegra clicando aqui.
Carta de Dilma - Clique aqui para ler, também na íntegra, a carta de Dilma Rousseff divulgada nesta sexta-feira, 15, para esclarecer a população sobre os boatos difundidos nos meios religiosos sobre aborto, liberdade religiosa e família.
Qual futuro queremos?
Artigo
Por Valter Pomar*
Publicado originalmente no site do jornal Visão Oeste em 14/10/2010
Dilma ganhou o primeiro turno. Mas ainda não ganhou a eleição. Previsível, pois mesmo Lula teve que disputar segundo turno, tanto em 2002 quanto em 2006. Só não percebia isto quem trocou a análise política pela estatística.
Dilma tem tudo para vencer o segundo turno da eleição presidencial. Mas, para ganhar, é preciso saber que podemos perder. Pois quem acha que a partida está ganha, não disputa com vontade.
Dilma vencerá no segundo turno, se mantiver ao seu lado quem já votou nela; se recuperar eleitores simpáticos a ela, mas que votaram em Serra e Marina; se conseguir o voto de quem não votou, se absteve, votou branco ou anulou (o contingente dos que não optaram por candidato algum é maior do que o total de eleitores de Serra). Dilma conseguirá estes votos se a campanha politizar, polarizar e mobilizar.
O terrorismo religioso e a onda de calúnias ganharam espaço, em parte, devido à falta de debate político.
É bom lembrar que a ascensão material das camadas populares, proporcionada pelo governo Lula, não foi acompanhada de politização similar, motivo pelo qual as ideologias de direita continuam muito influentes.
Politizar, polarizar e mobilizar a base política e social que apoia o governo Lula e a candidatura Dilma, em defesa do que fizemos, mas principalmente do que faremos. Confrontar os dois projetos que estão em disputa. Comparar os governos FHC e Lula.
E colocar o futuro do povo brasileiro no centro do debate.
*Valter Pomar integra o Diretório Nacional do PT
Por Valter Pomar*
Publicado originalmente no site do jornal Visão Oeste em 14/10/2010
Dilma ganhou o primeiro turno. Mas ainda não ganhou a eleição. Previsível, pois mesmo Lula teve que disputar segundo turno, tanto em 2002 quanto em 2006. Só não percebia isto quem trocou a análise política pela estatística.
Dilma tem tudo para vencer o segundo turno da eleição presidencial. Mas, para ganhar, é preciso saber que podemos perder. Pois quem acha que a partida está ganha, não disputa com vontade.
Dilma vencerá no segundo turno, se mantiver ao seu lado quem já votou nela; se recuperar eleitores simpáticos a ela, mas que votaram em Serra e Marina; se conseguir o voto de quem não votou, se absteve, votou branco ou anulou (o contingente dos que não optaram por candidato algum é maior do que o total de eleitores de Serra). Dilma conseguirá estes votos se a campanha politizar, polarizar e mobilizar.
O terrorismo religioso e a onda de calúnias ganharam espaço, em parte, devido à falta de debate político.
É bom lembrar que a ascensão material das camadas populares, proporcionada pelo governo Lula, não foi acompanhada de politização similar, motivo pelo qual as ideologias de direita continuam muito influentes.
Politizar, polarizar e mobilizar a base política e social que apoia o governo Lula e a candidatura Dilma, em defesa do que fizemos, mas principalmente do que faremos. Confrontar os dois projetos que estão em disputa. Comparar os governos FHC e Lula.
E colocar o futuro do povo brasileiro no centro do debate.
*Valter Pomar integra o Diretório Nacional do PT
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
A igreja católica defende a vida. Sim, a vida dos ricos e poderosos do mundo
Panfletagem em Aparecida revela o cinismo e a hipocrisia dos lobos em pele de cordeiro
Lemos na imprensa e ouvimos no rádio desde ontem que as comemorações do Dia de Nossa Senhora Aparecida foram usadas com fervor pelos católicos obscurantistas para fazer antipropaganda contra a campanha de Dilma Rousseff, em nome, segundo eles, da defesa da vida e contra o aborto.
É bom frisar, ou lembrar, que essa não é a Igreja, por exemplo, do franciscano Dom Paulo Evaristo Arns, que, em 1989, como arcebispo de São Paulo, liberou os fiéis a votar em Luiza Erundina, um homem que fez de sua profissão de fé um trabalho maravilhoso pela democracia, pelos direitos humanos, pela Teologia da Libertação e pela vida. Não foi coincidência que, em 1989, a Arquidiocese de São Paulo tenha sido reduzida e esvaziada pelo reacionário papa João Paulo II, uma das encarnações do lobo em pele de cordeiro.
A panfletagem em Aparecida, Contagem (MG) e outras cidades contra a candidatura Dilma é só mais um exemplo de por que a igreja católica no Brasil perde mais e mais fiéis. Ela se perdeu no tempo e é incapaz de verdadeiramente estar ao lado do povo.
Revela também o seu cinismo e hipocrisia. Como é fartamente conhecido e divulgado, seus organismos e templos são territórios onde se dissemina a pedofilia e outras práticas sexuais, inclusive o aborto. Basta uma pesquisa na internet que qualquer cidadão encontra relatos sobre elas. Vou citar uma, que está numa edição da revista Veja (sim, Veja) de março de 2001: A matéria é intitulada “Estupro na Igreja” e diz: “uma série de cinco documentos divulgados na semana passada pelo National Catholic Repórter [de Kansas City, nos Estados Unidos] (...) lançou luz sobre um drama ignorado pela imensa maioria do 1 bilhão de católicos no mundo: os abusos sexuais de padres contra freiras, que incluem estupros e abortos forçados”. Entendeu, leitor? Dou até o link, aqui.
O texto distribuído no último fim de semana no Brasil mostra a face verdadeira da igreja católica na defesa do obscurantismo e dos poderosos do mundo – como fez tantas vezes (ao apoiar a sangrenta ditadura franquista na Espanha, assim como os regimes militares no Brasil e no Chile, entre outros).
Em tempo: o texto disseminado durante as celebrações pela padroeira do Brasil é assinado pelos membros da Regional Sul 1 da CNBB, comandada pelo bispo de Santo André (SP) dom Nelson Westrupp.
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PS: [atualizado às 20h06] - Católicos e evangélicos assinam e divulgam manifesto de apoio e voto em Dilma Rousseff:.
Clique aqui para ler: “Se nos calarmos, até as pedras gritarão!”(Lc 19, 40)
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