sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Neymar e os “gênios”

Maior craque do futebol brasileiro atual, menino é vítima de estratégias burras, falta de sensibilidade e intreresses intermináveis

Fotos:  Divulgação/Santos FC
O craque...
Na partida de ontem, em que o Atlético-MG venceu o Santos por 2 a 1, mais uma vez o garoto Neymar virou a polêmica, ou seja, manchete. Direto ao ponto: achei (não tem outro termo) uma imbecilidade sua escalação no jogo. Em ótimo texto do jornalista Marco Antônio Astoni em seu blog (Neymar e nós), enviado pelo amigo Olavo do Escanteio Curto, que revela um episódio emblemático da personalidade do jovem astro (sensível e humano, e não um “monstro”), ele fala da pressão “monstruosa” sobre o jogador (*), exercida por dirigentes, torcida, patrocinadores, empresários, agentes. Eu incluo aí o treinador Muricy Ramalho.

Há cerca de um ano, Dorival Júnior caiu porque foi incompetente e quis aparecer em cima de Neymar, adotando postura autoritária, arcaica e burra (relembre aqui), mas apoiada pela mídia moralista.

Maratona insana

Neymar fez ontem seu 59º jogo no ano, média de quase seis por mês na temporada, fora treinos e viagens. Na terça-feira, atuou pela seleção brasileira, digo, balcão de negócios, e apanhou, como sempre, dos mexicanos. A viagem de volta ao Brasil foi turbulenta e cansativa. O avião fretado por alguns clubes para trazer os jogadores do México chegou ao Brasil na quinta-feira. E mesmo assim o sábio Muricy Ramalho mandou o jogador a campo. Um gênio, esse Muricy. Pena que nunca admite em errinho sequer.

Antes, de maneira que me pareceu cínica, o treinador falou sobre a disposição de Neymar: “Muitas vezes, precisamos dar um tempo, tirá-lo um pouco do campo. Se deixar, ele joga todo dia”, disse o professor. Falácia, retórica e cinismo. Então por que o mandou a campo? Depois – como é humano, embora patrocinadores, o técnico, torcida, clube etc entendam que ele é um robô – o garoto foi expulso numa partida em que sofreu, segundo li, 12 faltas!

...e o gênio
E o senhor Muricy Ramalho ainda acha que a culpa é do garoto? Não é só cansaço físico. O esgotamento mental, o estresse, também atinge um atleta. Se os patrocinadores exigem a presença do menino em campo sempre, a estratégia se revelou um equívoco estúpido ontem. Com estratégia mais inteligente, Neymar poderia ter ficado no banco (vide Adriano Imperador) e ter sido paparicado o tempo todo pelas câmeras. Teria sido poupado de mais de dez faltas, poderia ter até jogado um pouco e estaria bem para pegar o Grêmio.

Mitificação

Mas prevaleceu a estratégia (de marketing, da comissão técnica, dos interesses gerais) de mandá-lo ao jogo. E o Muricy, ao contrário do que quer fazer parecer, é subserviente aos interesses. Sua valentia só se revela com seus comandados e quando resolve dar patadas em jornalistas que não levantam a bola para ele.

Querem saber de uma coisa? Estou farto da mitificação dos treinadores de futebol, que, me parece, começou com Telê Santana, que perdeu duas Copas do Mundo tendo nas mãos times magníficos – ainda vou escrever sobre Telê. Antigamente, técnico era técnico e os artistas é que estavam em primeiro plano. Essa elevação dos “professores” à categoria de astros é um dos maiores problemas do futebol atual. Muricy, claro, é um bom técnico, apesar de seu estilo parreirista e teimoso, que é tema para outro post.

Para terminar, estou começando a achar que Neymar terá mais paz na Europa, onde poderá dividir o brilho de sua estrela com outros da constelação do futebol. Aqui, não sei até que ponto ele vai suportar a pressão, as “estratágias” e a burrice.

*Atualizado às 14:37 (15/10/2011)

Pensamento para sexta-feira [21] – Imagem



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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Para onde vai o Palmeiras? – o caso João Vítor

Cinco meses atrás escrevi um post intitulado “Para onde vai o Palmeiras?”. Embora tratasse do impasse que rondava o clube na questão do contrato com a WTorre para a construção da arena, havia outra realidade: “Eliminado do Paulistão pelo rival Corinthians e virtualmente fora da Copa do Brasil após a incrível derrota de 6 a 0 que levou do Coritiba, não passa um dia sem polêmica. Sinceridade de Marcos, protestos da torcida, brigas internas no elenco e entre conselheiros, questionamentos ao antes unânime Luiz Felipe Scolari... Para onde vai o Palmeiras?”


O autoritário e o rebelde

Quase um semestre depois, a interminável crise do clube chegou a seu ápice com a covarde agressão ao volante João Vítor por marginais travestidos de torcedores. A pífia resposta do presidente Arnaldo Tirone e do clube se resumiu a uma nota oficial neutra – que só contribui para aumentar a revolta do elenco – em que afirma: “A direção do Palmeiras vai aguardar as investigações policiais para se pronunciar novamente sobre o caso”.

Como vários comentaristas já disseram, uma hora dessas vai acontecer um homicídio e aí talvez alguém tome uma providência. Vágner Love foi agredido por marginais em uma agência bancária e saiu do Palestra. Hostilizado, Diego Souza deixou o clube e hoje brilha no Vasco. Quem vai querer jogar no Palmeiras?

Veja a agressão a João Vítor:



Contratado em junho de 2010, Felipão não conseguiu nada no Palmeiras a não ser rachar o elenco, provocar revoltas com sua posição autoritária de eterno acusador e, diz-se, hoje, a maioria do elenco o detesta.

Após o episódio João Vítor, Kléber e o treinador teriam batido boca em tom elevado. Segundo o iG, o atleta “levantou a voz contra o técnico, que chamou os jogadores de covardes por não enfrentarem a torcida. ‘Vocês estão em 25 aqui e eles estão em 15 lá’”, teria dito o treinador. "Eles tentaram te agredir? Eles tentaram queimar sua casa? Esses caras andam armados", teria devolvido o atacante. "Não é possível que tudo aqui sobre para os jogadores. Sempre a culpa é nossa”, disse Kléber. Que está, nesse caso, coberto de razão. Scolari teria dito à direção que ou sai Kléber ou ele. O atacante foi cortado da delegação que viajou ao Rio para enfrentar o Flamengo.

Ainda de acordo com o iG, “a frase ‘rezem para não cair’ é ouvida nos corredores do clube”. Acho improvável que, com 40 pontos, o Palmeiras seja rebaixado, pois o time tem 13 a mais que o primeiro clube na zona da degola. Mas a pergunta que fica continua sendo a mesma: para onde vai o Palmeiras?

A batalha pela CPI das emendas na Assembleia Legislativa de São Paulo

Dos três deputados petistas com quem conversei nesta terça-feira, 11, na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), sobre suas expectativas em relação à aprovação ou não da CPI do chamado “escândalo das emendas”, um acha “difícil” (a aprovação), outro sorriu com ironia e deboche (ou seja, acha muito difícil) e um terceiro aposta em ganhar apoio dos insatisfeitos com o governo de Geraldo Alckmin. O PT diz ter 28 dos 32 votos necessários à aprovação da CPI.

Para lembrar, o tal escândalo foi instaurado depois que o deputado Roque Barbiere (PTB) disse, em entrevista ao jornal Folha da Região, de Araçatuba (SP), que de 25% a 30% dos parlamentares vendem as indicações de emendas. Há uma insinuação subliminar nos grandes jornais – não explicitada, mas dita nas entrelinhas – tentando confundir, incutir no cidadão comum que só lê manchetes ou análises superficiais a ideia de que as emendas são em si mesmas corrupção.

Não são, elas estão previstas na Constituição, é bom que o leitor saiba, apesar de dizer isso parecer didático demais. Citando a Agência Brasil: “Os deputados estaduais têm direito de apresentar anualmente, ao governo do estado, indicações para o repasse de até R$ 2 milhões em verbas para obras, hospitais e projetos de interesses de seus redutos eleitorais”.

O que está em discussão de fato é a suposta venda dessas emendas, com as quais os deputados teoricamente satisfazem as demandas de suas bases. Mas, como se sabe, as demandas que são satisfeitas não são necessariamente as das comunidades, bairros e cidades, mas as do capital que financia as campanhas. Daí o apoio de vários setores e movimentos sociais ao financiamento público das campanhas, em nome da transparência.

O deputado licenciado Bruno Covas (atualmente secretário de Meio Ambiente do governo Alckmin e pré-candidato à prefeitura paulistana) era esperado hoje no Conselho de Ética da Alesp para explicar sua declaração na qual admitiu ter recebido uma oferta de vender uma indicação de emenda.

Mas Covas não foi (porque oficialmente o convite não lhe foi entregue), e esse anticlímax virou objeto de bate-boca entre governistas e oposicionistas. Em resumo, o deputado Hélio Nishimoto (PSDB), presidente do Conselho de Ética, fez uma manobra para não convidar Covas. Os petistas protestam pelo fato de o neto de Mário Covas se esquivar de esclarecer o que sabe, usando o pretexto meramente regimental de Nishimoto. Ao invés de sua presença física, Bruno Covas apenas divulgou uma nota na qual usa de retórica e nada diz de concreto. Isso enfureceu os petistas. “Ele vai justificar através dessa notinha que teve [aprovados] R$ 8,5 milhões [em emendas] num único ano, sendo que nós [outros deputados considerados suspeitos pelo escândalo] não conseguimos nem R$ 2 milhões?”, questionou Enio Tatto (PT).

Para Adriano Diogo, “todos os fatos estão sendo gerados no Palácio [dos Bandeirantes], mas todos os 94 deputados somos denunciados”. “A Assembleia não tem para onde correr a não ser criar a CPI”, para salvar a reputação da Casa, argumentou o deputado. Não sei se esse apelo ao espírito de corpo vai funcionar. Pois, se abrir a Caixa de Pandora, vai sobrar pra muita gente.

Cá para nós. A estratégia oculta é desmoralizar a emenda parlamentar, que é constitucionalmente legítima, mas está sendo vendida como sinônimo de corrupção. É mais ou menos como aquela idéia (que só serve à direita) de que “os políticos são todos corruptos”.

Atualizado à 01:16

terça-feira, 11 de outubro de 2011

A demissão de Rafinha Bastos da Band

Claro que o língua solta Rafinha Bastos não vai ficar desempregado. Mas, ao contrário do que achava o pessoal para quem seu afastamento na semana passada, devido ao episódio Wanessa Camargo (leia aqui), era encenação, sua demissão da Band parece ter se consumado.

As colunas especializadas dizem hoje que ele pediu demissão da emissora, porque "não saberia como se comportar no CQC" após a polêmica, segundo a coluna de Flávio Ricco, do Uol. O Estadão informa que, "nesta segunda-feira, 10, Bastos já nem era mais considerado parte integrante do time do programa".

Ainda de acordo com O Estado de S. Paulo, Rafinha teria enviado um e-mail à reportagem do jornal dizendo que sua demissão "é a mais pura verdade. Tenho muito a dizer, mas este não é o melhor momento".

Como eu disse acima, ele não ficará desempregado. Record, como RedeTV! e SBT disputariam seu passe. Nesses casos (como quando um treinador de futebol famoso cai de um time) não se sabe se o cara pediu demissão ou foi demitido. O fato é que, dessa vez, ele se queimou, ou pelo menos ficou chamuscado, e vai ter que domar a sua língua.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Faltando dez rodadas, Brasileirão chega à reta final esvaziado pela CBF

Uma constatação paradoxal. Apesar de muita gente querer o fim dos campeonatos estaduais, estes são hoje – e em parte a Copa do Brasil – o momento em que o torcedor dos grandes times podem ver a força máxima, os craques, em campo.

Foto: na seleção, não pegou Flu
Foto: Wagner Carmo VIPCOMM

O Campeonato Brasileiro, em tese, é o mais importante do país. Em tese. Na prática, fica espremido pelo calendário do segundo semestre, invadido por uma intolerável sequência de jogos da seleção brasileira, digo, balcão de negócios. A competição que deveria ser a coroação do futebol nacional é relegada pela CBF a uma quase desimportante e às vezes enfadonha sequência de jogos.

Neste domingo, a 28ª do Brasileiro, em sua reta final, com lutas renhidas em cima e em baixo da tabela, reservava um Flamengo x Fluminense empolgante, ambos lutando pelo G-4 e quiçá o título, e um Santos x Palmeiras sempre tradicional, com tabu em jogo, apenas para citar dois exemplos. Mas Neymar, Ronaldinho Gaúcho e Fred estão na seleção, assim como outros (Dedé do Vasco, Jeferson do Botafogo, Lucas do São Paulo).

Craque enfrenta maratona insana
Foto: Ricardo Saibun - Santos FC
Não à toa, com o calendário burro e (não tem outra explicação) mal intencionado, o Alvinegro da Vila não brilhou no Brasileirão das últimas duas temporadas, embora tenha levantado quatro títulos (dois paulistas, uma Copa do Brasil e a Libertadores) em 2010 e 2011. Os chefões da CBF preferem que o Brasileirão seja esvaziado e assim continuará. Na semana passada foi divulgado o calendário de 2012, que será igual ao deste ano. Em 2011, Neymar começou o ano, já em janeiro, na seleção sub-20, disputando pelo balcão de negocinhos o Sul-Americano da categoria. A maratona à qual o jovem craque é submetido é insana, mas o espetáculo (lucros da CBF, TV Globo etc) tem que continuar, não é mesmo?

E, por essas e outras, cada vez mais pessoas desprezam ou torcem contra o time que outrora se chamava Canarinho. O torcedor prefere seu clube, e os clubes são os maiores prejudicados pelo balcão de negócios que a CBF chama de seleção brasileira.

Corinthians líder

Não digo tudo para diminuir ou desmerecer a liderança conquistada pelo Corinthians após bater o bom time do Atlético Goianiense por 3 a 0, com a facilidade com que se tira o doce da mão de uma criança. Com a vitória corintiana e a derrota do Vasco para o Inter (3 a 0), o tropeço do Botafogo (2 a 2) ante o Bahia e o empate do São Paulo (3 a 3) com o Cruzeiro quarta-feira passada, o time do Parque São Jorge reassume a liderança em um momento chave. Só o Flamengo, que derrotou o Fluminense (3 a 2), que eu achava fora da briga semanas atrás, reentrou na briga.

Veja os gols da fácil vitória corintiana:




Os próximos jogos dos times que disputam o título, no meio de semana, são:

São Paulo x Internacional
Corinthians x Botafogo
Flamengo x Palmeiras
Atlético-PR x Vasco
Fluminense x Coritiba

A propósito, os clubes que têm atletas na seleção vão usá-los no dia seguinte a mais um amistoso (contra o México) sem a menor importância ou siginificado do time de Mano Menezes? Mas, enfim, deixando as consequências da politicalha de lado, o Corinthians (51 pontos) tem boa chance de aumentar a vantagem sobre Vasco (50), São Paulo (47) e Botafogo (46). O Flamengo, que pega o desmotivado Palmeiras, pode encostar, caso o Timão tropece no sempre perigoso Botafogo, que adora engrossar em São Paulo.

A julgar pela 28ª rodada, o Alvinegro do Parque São Jorge, caso aumente a vantagem na 29ª, já pode começar a ser apontado como favorito. Ou não?

Santos 1 x 0 Palmeiras e fim de tabu

E o Santos, finalmente, bateu o Palmeiras, a asa negra, após sete jogos. Desfalcados (o Peixe sem Neymar, Elano, Arouca, Felipe Anderson, Ganso e outros; o Verdão sem Valdívia, Kléber, Luan e Marcos), fizeram um jogo fraco. Mas não podia se esperar muito com o Santos cumprindo tabela e o Palmeiras quase isso. O time de Felipão, apático, não parece capz de reação a partir da derrota na Vila Belmiro.

A última vitória peixeira havia sido na semifinal do Paulista de 2009. Pelo Brasileirão, fazia cinco anos que o Alviverde não perdia do rival.

Aí abaixo, o 20° gol de Borges no Brasileiro, que acabou com o tabu



Atualizado às 15:20

domingo, 9 de outubro de 2011

Guga e Moyá, para matar a saudade

Gustavo Kuerten venceu o espanhol Carlos Moyá num jogo de exibição (Desafio Internacional de Tênis) no sábado, 8, em São José, região metropolitana de Florianópolis, por dois 2 sets a 1 (6/4, 2/6 e 6/3). Mas em alguns momentos deu para matar a saudade do grande Guga com sua esquerda espetacular e única. Só vi o vídeo tape hoje.

Reprodução/ Sportv
Como escrevi aqui, assim como os domingos nunca mais foram os mesmos depois da morte de Ayrton Senna, o tênis para mim perdeu muito de seu encanto depois que Guga abandonou as quadras em 2008, por problemas físicos. O tenista que conquistou três vezes Roland Garros, tem um total de 20 títulos e ficou 43 semanas como líder do ranking mundial é inigualável, não só por seu jogo único, intenso e marcado por aquela esquerda impressionante, mas também por seu carisma e irreverência.

O auge de Guga foi o ano de 2000. Naquela temporada avassaladora , em que ganhou o bi de Roland Garros, o torneio de Santiago e os masters series de Hamburgo e Indianápolis, o ano terminou com a conquista antológica do Masters Cup realizado em Portugal. Para ganhar aquele título, ele bateu na sequência Yevgeny Kafelnikov e os monstros sagrados Pete Sampras e Andre Agassi.

Amigo do tenista brasileiro, Carlos Moyá, que encerrou a carreira em 2010, conquistou Roland Garros em 1998 e liderou o ranking da ATP em 1999 por duas semanas. Curiosamente, Moyá conquistou 20 títulos na carreira, como Guga.

Atualizado às 23:20

PS - (às 13:59 de 10/09/2011): Errata - em 2000, Guga conquistou o bicampeonato do Grand Slam de Roland Garros, e não o tri, como dizia o post (já corrigido). Ele levantou esse troféu em Paris nos anos de 1997, 2000 e 2001.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Occupy Wall Street contra o Tea Party
e o dedo de Al Gore


Reprodução
Saudemos o movimento Occupy Wall Street. Porque é uma reação ao Tea Party. E o combate aos dobermans da ideologia deve ser sistemático e incessante.

Mas o sentimento de euforia não pode ocultar o fato de que nada acontece nos Estados Unidos por acaso. Há pouco mais de dois meses, Al Gore – o democrata derrotado por George W. Bush nas eleições de 2000 – deu entrevista a um programa semanal importante de atualidades políticas, chamado Countdown, do apresentador Keith Olbermann, em que disse isso: “Nós precisamos ter uma primavera americana. Uma mudança não violenta, onde as pessoas das bases voltem a se envolver. Não no estilo do Tea Party. Há pessoas sinceramente aborrecidas com o Tea Party”, disse Al Gore na entrevista, que foi ao ar em 2 de agosto de 2011.

Al Gore, que não é bobo, já se posicionava então como liderança de um movimento de oposição àquele “financiado com o dinheiro semeado pelos bilionários de extrema-direita”, segundo suas palavras. E, claro, usando muito bem a idéia da primavera árabe que seduziu o mundo pouco antes.

E o democrata não ficava por aí. Citou a Fox News como um dos instrumentos que possibilitaram a criação dessa “agenda de direita”. A entrevista de Gore de dois meses atrás foi divulgada pela Current TV, canal de televisão independente dirigido pelo próprio Al Gore e pelo empresário Joel Hyatt.

O desencadear do movimento Occupy Wall Street como contraposição ao truculento Tea Party é auspicioso. Até porque, simbolicamente, confirma a terceira lei de Newton (desculpem a analogia), segundo a qual a toda ação corresponde uma reação. Mas é também necessário reconhecer – sob a premissa de que nada na chamada América do Norte se dá por acaso – que em tudo isso tem no mínimo um dedo de Al Gore. Ou seja, de parte significativa do establishment dos Estados Unidos. O que é uma evolução, considerando que Bush foi eleito graças a financiamento pesado da indústria armamentista norte-americana.

Em benefício do otimismo, e contra meu ceticismo (motivado por tragédias como a da Palestina), é importante dizer que, na velocidade da história hoje (Paul Virilio), com a aliança movimentos sociais + internet, as coisas podem estar mudando até mesmo nos Estados Unidos da América, oprimidos por uma crise econômica que não tem precedentes nem em 1929, porque a de hoje é mais profunda e global.

Ao ver a revolta nos EUA, não consigo tirar da cabeça a imagem (talvez arbitrária?) desses meninos dos condomínios que há por aí, meninos e meninas que, com 11, 12, 13 anos, não sabem sequer atravessar uma rua, pegar um ônibus, conversar com um mendigo, e quando vivem essas experiências é como se fizessem uma revolução.

Espero sinceramente que a “primavera americana” seja um pouco mais do que um movimento de reacomodação das insatisfações pequeno-burguesas dos Estados Unidos. Algo Anonymous, espontâneo, concreto. Até acho que pode ser, porque quando Barack Obama disse “Yes, We can”, muitos lá acreditaram, e talvez não estejam a fim de deixar de acreditar.

Para acessar a página do movimento, clique neste link: Occupy Wall Street

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A Alemanha dos ingênuos e dos astutos


CINEMA/ NAZISMO

Vale muito a pena assistir ao ótimo filme Um Homem Bom, alugando ou comprando o DVD. Leia resenha (atualizado às 16:20 de 6 de outubro/2011)


Um homem tolo

Por Felipe Cabañas da Silva

Não dava muito por este filme, a não ser pela presença de Viggo Mortensen, este brilhante ator americano de pai dinamarquês que passei a respeitar depois de assistir a Senhores do Crime (2007), de Cronenberg. Mas achei um filme excelente, com mais uma atuação digna de nota de Mortensen.  

Viggo Mortensen e Jodie Whittaker no filme


Como Bastardos Inglórios, este é também um filme sobre a Alemanha nazista onde não há mocinhos e bandidos. Em Bastardos Inglórios (Quentin Tarantino - 2009) há os violentos sanguinários e os violentos moderados, todos com alma selvagem.

Em Um Homem Bom, há os tolos e os astutos, todos apenas humanos. O escritor e professor de literatura John Halder é um intelectual brilhante que leciona na universidade e escreve um livro sobre um ato de eutanásia por amor (um homem ama uma mulher que tem um problema de saúde incurável e abranda seu sofrimento, ao que parece lhe dando veneno). Os responsáveis pela censura literária do Terceiro Reich se interessam pelo livro e passam a cortejar Halder, já que o nazismo era simpático à eutanásia.

Halder aos poucos vai se embrenhando nas teias do partido nazista, por não adotar uma atitude mais firme de recusa – na época (por volta do ano de 1935) ainda era tempo de sair da Alemanha, como muitos intelectuais fizeram – e termina na passividade completa. O personagem Halder é um exemplo de “homem das letras” que, por despreocupação ideológica e pela falta de atitude crítica, termina impotente frente às determinações de uma conjuntura política. Um ótimo filme que proporciona a reflexão de que literatura e literatos acríticos são facilmente cooptados.

* Felipe Cabañas da Silva é autor do blog Versejar (poesia)

Ficha técnica:

Um Homem Bom (Good - 2008 - Inglaterra, 96 min)
Direção: Vicente Amorim
Elenco: Viggo Mortensen, Jodie Whittaker,Jason Isaacs

Atualizado às 23:59

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Rafinha Bastos procurou e achou

Quero falar em poucas linhas, e sob dois pontos de vista, a respeito do caso do humorista Rafinha Bastos, polêmica da semana, afastado do programa CQC desta segunda-feira por ter feito há 15 dias uma piada mais do que grosseira sobre Wanessa Camargo. Disse ele sobre a cantora, que está grávida: “comeria ela e o bebê”.

1) Minha avó Emiliana costumava dizer: “quem procura, acha”. Incauto (duvido) ou consciente da influência das pessoas com quem mexeu, o humorista apenas deu continuidade à série de grosserias (e a intenção não é recordá-las aqui) que lhe servem como marketing, pois bobo ele não é e a imagem do post mostra que suas polêmicas estão de acordo com seus conceitos de humor. Só que a piada que motivou seu afastamento atingiu alvos mais poderosos do que seu objeto, pois Wanessa Camargo é casada com Marcus Buaiz, muito amigo e sócio de Ronaldo (ele mesmo, o Fenômeno). Daí à interferência de Ronaldo, garoto propaganda da Claro, uma das grandes anunciantes do país, é apenas uma consequência óbvia.

É claro que aí tem a questão cultural para a qual algumas pessoas chamaram a atenção no Twitter, como a advogada Regina Sampaio (@BrazilPalestine), que escreveu nesta terça, 4: “Enfim aprendi com o caso @rafinhabastos q vc pode tudo desde q ñ mexa com quem o capital acha importante”.

Verdade. Mas é também verdade que a insolência, a prepotência, as grosserias e a falta de respeito de Rafinha Bastos em algum momento tinham que esbarrar em alguma oposição. E, se é verdade que a cultura do “você-sabe-com-quem-está-falndo” é retrógrada e nefasta, é também verdade que, como dizia dona Emiliana, “quem procura, acha”. E ainda bem que o humorista achou algo para frear sua falta de limites.

2) O segundo ponto de vista é mais profundo e diz respeito à terível influência da televisão nos hábitos e gostos da sociedade, vulgarizando-os, destruindo as culturas originais e enchendo as salas com os mais perniciosos programas. Pier Paolo Pasolini escreveu há quase 40 anos: “O fascismo, no fundo, não foi capaz nem de arranhar a alma do povo italiano: o novo fascismo, através dos novos meios de comunicação e informação (especialmente a televisão) não só a arranhou, mas a dilacerou, violentou, contaminou para sempre”.

Não vou repetir o que já escrevi a respeito, ao falar sobre um programa que é o paradigma do papel nocivo da TV na vida das pessoas. Neste link: A excrescência chamada Big Brother Brasil.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

A FIFA, o governo brasileiro e a Copa do Mundo

Na sexta-feira passada, 30 de setembro, foi noticiado pela Folha de S. Paulo que a “Fifa pediu ao governo brasileiro que, durante o período de realização da Copa do Mundo no país, em 2014, suspendesse o Código de Defesa do Consumidor, o Estatuto do Idoso e o Estatuto do Torcedor”.

Traduzindo: tudo para facilitar a “entidade máxima do futebol” a organizar o gigantesco evento esportivo no Brasil de acordo com suas próprias leis e regras. Quando li a informação, a primeira coisa que me ocorreu, e até postei no Twitter, foi: "isso é alguma piada?"

A desfaçatez (não tem outra palavra ) do pedido da FIFA prova cabalmente que as entidades que regem o futebol – FIFA, CBF, AFA, Conmebol, Uefa – se consideram acima da lei (escrevi um artigo que toca no tema para o Observatório da Imprensa, em 2005, ano de ocorrências estranhas no futebol brasileiro: A culpa é do Giovanni). E essas entidades não cansam de demonstrar essa prepotência. Mas tentar interferir em leis federais e estaduais do Brasil para aumentar seus negócios – muitos dos quais denunciados mundo afora como, no mínimo, suspeitos – já passa de qualquer limite aceitável.

Por isso, espero que se confirme a posição do governo brasileiro, sobre a qual nota da coluna da Mônica Bergamo (para assinantes) desta segunda-feira diz o seguinte:

“A presidente Dilma Rousseff pretende resistir à pressão da Fifa e não deve recuar da decisão de permitir a meia-entrada nos jogos da Copa de 2014. ‘Minha querida, isso é uma lei brasileira’, disse ela à coluna. ‘E não pode mudar. Não é uma questão de querer ou não querer.’ A meia-entrada para os que têm mais de 60 anos está prevista no Estatuto do Idoso. Ingressos de estudantes são regulados por leis estaduais.”

Na nota acima, só não gostei muito do verbo “resistir”. Não se trata de resistir, mas simplesmente de dizer não à FIFA, e ponto.

Atualizado às 22:50

Segunda-feira de transtornos no metrô paulistano logo de manhã

Hoje pela manhã, segundona dura como todas, mais transtornos causados pelos intermináveis e cada vez mais comuns "problemas técnicos" no metrô paulistano. A Linha 4 - Amarela, administrada por um consórcio privado por delegação do governo do Estado, sofreu uma pane e não abriu às 04:40. O ramal só entrou em operação às 08:20, aproximadamente.

A ViaQuatro, responsável pela Linha 4 - Amarela, disse que 75 mil pessoas foram afetadas pelos problemas, número obviamente muito inferior ao real, já que paralisações desse tipo têm reflexos em cadeia, afetando todo o sitema de transportes.

O consórcio afirmou ainda que "problemas técnicos" causaram "blecaute" da operação entre a Luz e o Butantã. Nenhuma das seis estações abriu no período matutino.

Foto: Carmem Machado
Estação Butantã: tecnologia e problemas de sempre

Dois comentários que li de leitores no portal R7 me chamaram a atenção (mantenho a pontuação original dos comentários ali publicados). Uma pessoa que assina Letar Sampa diz: "Nem começou a funcionar e a linha amarela do metrô de SP já amarelou". E outro, Rafael Robson Ventura, afirma: "vergonha uma linha que se diz linha de primeiro mundo ter este tipo de problema".

Na Linha 4 - Amarela, alta tecnologia e os mesmos problemas de sempre.

Leia também: Governo de SP pode levar de 30 a 55 anos para cumprir meta para o metrô

domingo, 2 de outubro de 2011

Quem se deu mal e quem se deu bem na 27ª rodada do Campeonato Brasileiro

Faltam 11 jogos (dos 38 que cada time tem a fazer) para o fim do Brasileirão. Segue um balanço sucinto da 27ª rodada:

- Constatação óbvia: Fluminense e Flamengo se deram bem. O Flu porque voltou à briga pelo título ao bater o Santos em Volta Redonda por 3 a 2, numa partida para os santistas esquecerem (post aqui) e que foi a pá de cal nas pretensões do Peixe ao título. O Rubro-negro conseguiu grande vitória ante o São Paulo no Morumbi (2 a 1) e também ressurge. Como vocês podem ver na tabela de classificação, apenas seis pontos separam ambos, Fla e Flu, do líder Vasco.


Do Cartão Laranja
Ouça o gol da vitória do Flamengo na narração de Oscar Ulisses, da Rádio Globo, clicando neste link.

- O Vasco nem se deu bem, nem mal, ao empatar com o Corinthians por 2 a 2 no Rio. Mas perdeu a chance de colocar 5 pontos sobre o vice-líder, que continua sendo o Timão.

- O Alvinegro do Parque São Jorge também se deu bem na rodada, por ter segurado o líder do Brasileirão no alçapão de São Januário, mantendo uma distância segura de apenas dois pontos atrás do Vasco da Gama e jogando desfalcado dos atacantes Emerson e Liedson. Porém, os corintianos devem estar lamentando o time ter perdido a oportunidade de ter derrotado o Vasco, e teve chance para isso. Seria líder.

- O São Paulo, claro, deu-se mal. Foi a quarta derrota do Tricolor em seu campo para os rivais cariocas neste campeonato. Se tivesse batido o Flamengo, estaria na vice-liderança. Mas o time do Morumbi contou com a derrota do Botafogo para manter a terceira colocação. O time da Estrela Solitária se deu mal ao perder por 2 a 0 do bom time do Atlético-GO, em Goiás.

- Não há perigo de errar: Vasco, Corinthians, São Paulo, Botafogo, Fluminense e Flamengo disputam o título. Daí para baixo estão todos fora (Inter e Palmeiras, como mostra a tabela acima, dez pontos atrás do líder, não têm mais gás).

Treinadores

O diferencial na reta final pode ser o treinador. É difícil imaginar Caio Júnior (Botafogo) e Adilson Batista (São Paulo) superarem Luxemburgo (Flamengo), Abel Braga (Flu) e mesmo Tite, que está fazendo um trabalho excelente no Corinthians, apesar das desconfianças generalizadas, minhas inclusive.

Cristóvão Borges, como interino do Vasco no lugar de Ricardo Gomes, que se recupera de um AVC, poderia ser uma surpresa? Poderia, pois o Vasco tem um bom time, mantém a filosofia de Gomes (interessante revelação) e é um franco-atirador, já que, campeão da Copa do Brasil, está na Libertadores de 2012 e não tem nada a perder.

Abaixo, os gols de Vasco 2 x 2 Corinthians (o primeiro gol corintiano foi uma aula de contra-ataque, que redundou em golaço de Alex):




Atualizado às 23:49

Alckmin privatiza turismo em SP

Para quem já está acostumado – embora não resignado – com o sucateamento dos serviços da USP, com os pedágios abusivos das rodovias paulistas, as tentativas de privatizar os serviços de saúde (que o Judiciário, por enquanto, vai barrando), a gestão temerária dos serviços do metrô privatizados na operação da Linha 4 – Amarela, entre outras “políticas” do governo do Estado de São Paulo, agora é a vez do turismo. Leia abaixo:

Da Folha de S. Paulo

O turismo em cachoeiras, trilhas e cavernas deve mudar a partir de 2012 nos parques do Estado de São Paulo. As unidades que oferecem, além de área verde, opções de lazer como arborismo e rafting, restaurantes e até lugar para se hospedar poderão ser privatizados.

A informação é da reportagem de Vanessa Correa publicada na edição deste domingo da
Folha [de S. Paulo]. A reportagem completa está disponível para assinantes do jornal e do Uol (neste link), empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.

De acordo com o texto, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) assina no próximo dia 6 o decreto que cria o programa de parcerias. Com isso, a Fundação Florestal – que é responsável pela gestão da maior parte das unidades de conservação – terá autonomia para transferir à iniciativa privada essas atividades.

Ao todo, 33 parques estaduais poderão ter a administração transferida. Em troca do direito de explorar esses parques, que recebem cerca de 1,5 milhão de visitantes ao ano, as empresas terão de melhorar a infraestrutura, fazer obras de manutenção ou repassar parte dos lucros obtidos
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sábado, 1 de outubro de 2011

Santos dá bobeira (de novo) e perde do Fluminense aos 50 do segundo tempo

Derrotas são sempre desagradáveis, mas a maneira como o Santos perdeu do Fluminense em Volta Redonda por 3 a 2 neste sábado foi lamentável (veja os gols no link ao fim deste post). O Tricolor foi a 44 pontos e, em 5° lugar, volta a brigar pelo título. O Peixe estagnou nos 35.

Reprodução
Marquinho comemora com torcida primeiro gol
Com atuação inspirada, uma redundância dizer isso, o craque Neymar fez 1 a 0 após receber passe primoroso do goleiro Rafael, à la Rogério Ceni. O Flu empatou ainda na primeira etapa e virou na segunda.

Após ficar com um jogador a mais e a entrada de Rentería (que fez muito boa estreia) aos 32 do segundo tempo no lugar da completa nulidade que foi Elano, o time de Muricy voltou a empatar, aos 44. Faltando 8 minutos (o juiz deu 5 de acréscimo por conta de contusão do goleiro Diego Cavalieri), a possibilidade de o time da Vila virar para 3 a 2 no finzinho era clara. O Flu estava exausto e com um homem a menos, pedindo pelo amor de Deus para o jogo acabar.

Mas uma bola alçada sem perigo para o ataque, que o time carioca queria usar para gastar tempo, virou um escanteio desnecessário, tolo, não tenho certeza cedido por quem, mas acho que pelo lateral Éder Lima, que jogou no lugar de Léo, suspenso.

Na batida, a defesa santista passivamente assistiu ao gol de cabeça de Marcos Rosário para o Flu, aos 50 minutos. Foi um belo jogo, e registre-se a ótima atuação de Fred, principalmente no primeiro tempo. Mas, para os santistas, “uma merda de jogo”, como resumiu o amigo Olavo, do Escanteio Curto, por torpedo. Definição perfeita. Seja como for, o Tricolor carioca fez uma partida merecedora da vitória. Mas a história teria sido outra, não fosse Arouca ter perdido um gol feito quando o Alvinegro vencia por 1 a 0, ou Borges ter sido fominha numa bola que deveria ter tocado a Neymar, livre, quando estava 1 a 1.

A nota agradável fica por conta da estreia de Rentería, um jogador forte, que sabe fazer o pivô e também gols, difícil de marcar (jogando pelo Once Caldas, ele enfrentou e marcou um contra o próprio Santos pela Libertadores este ano). Com poucos minutos em campo, mostrou promissora e surpreendente sintonia com Neymar, de quem recebeu o passe para empatar em 2 a 2.




O que há com Elano?


Para não falar de Ibson, péssimo, que entrou no segundo tempo no lugar de Arouca, a nota negativa, mais uma vez, foi Elano (e não gosto de dizer isso, pois sou fã dele). Na verdade, o Santos jogou com 10 jogadores, porque o jogador não entrou em campo. Pior, ao rebater sem querer e de maneira bisonha uma bola no primeiro tempo, Elano deu de presente a bola para Fred, logo Fred, que tocou com maestria para Marquinho fazer o 1 a 1 para o Flu. O que acontece com Elano? Não consegue viver sem a Nivea Stelmann? É cachaça? Cigarro? Esqueceu seu futebol na Turquia? Não sei, só sei que ele tem que sair do time, infelizmente. E o meio de campo, sem Paulo Henrique Ganso, não tem criação. Tudo depende de Neymar. E o craque faz o que pode.

Palmeiras

Este post não poderia terminar sem uma nota: e o Palmeiras? O que acontece com o Palmeiras de Luiz Felipe Scolari que empatou com o lanterna América-MG em pleno Canindé lotado?

Na minha opinião, como se diz, o ciclo de Felipão do Palmeiras acabou.

Atualizado às 21:57