Fotos: Divulgação/Santos FC
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| O craque... |
Há cerca de um ano, Dorival Júnior caiu porque foi incompetente e quis aparecer em cima de Neymar, adotando postura autoritária, arcaica e burra (relembre aqui), mas apoiada pela mídia moralista.
Maratona insana
Neymar fez ontem seu 59º jogo no ano, média de quase seis por mês na temporada, fora treinos e viagens. Na terça-feira, atuou pela seleção brasileira, digo, balcão de negócios, e apanhou, como sempre, dos mexicanos. A viagem de volta ao Brasil foi turbulenta e cansativa. O avião fretado por alguns clubes para trazer os jogadores do México chegou ao Brasil na quinta-feira. E mesmo assim o sábio Muricy Ramalho mandou o jogador a campo. Um gênio, esse Muricy. Pena que nunca admite em errinho sequer.
Antes, de maneira que me pareceu cínica, o treinador falou sobre a disposição de Neymar: “Muitas vezes, precisamos dar um tempo, tirá-lo um pouco do campo. Se deixar, ele joga todo dia”, disse o professor. Falácia, retórica e cinismo. Então por que o mandou a campo? Depois – como é humano, embora patrocinadores, o técnico, torcida, clube etc entendam que ele é um robô – o garoto foi expulso numa partida em que sofreu, segundo li, 12 faltas!
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| ...e o gênio |
Mitificação
Mas prevaleceu a estratégia (de marketing, da comissão técnica, dos interesses gerais) de mandá-lo ao jogo. E o Muricy, ao contrário do que quer fazer parecer, é subserviente aos interesses. Sua valentia só se revela com seus comandados e quando resolve dar patadas em jornalistas que não levantam a bola para ele.
Querem saber de uma coisa? Estou farto da mitificação dos treinadores de futebol, que, me parece, começou com Telê Santana, que perdeu duas Copas do Mundo tendo nas mãos times magníficos – ainda vou escrever sobre Telê. Antigamente, técnico era técnico e os artistas é que estavam em primeiro plano. Essa elevação dos “professores” à categoria de astros é um dos maiores problemas do futebol atual. Muricy, claro, é um bom técnico, apesar de seu estilo parreirista e teimoso, que é tema para outro post.
Para terminar, estou começando a achar que Neymar terá mais paz na Europa, onde poderá dividir o brilho de sua estrela com outros da constelação do futebol. Aqui, não sei até que ponto ele vai suportar a pressão, as “estratágias” e a burrice.
*Atualizado às 14:37 (15/10/2011)













