domingo, 2 de outubro de 2011

Alckmin privatiza turismo em SP

Para quem já está acostumado – embora não resignado – com o sucateamento dos serviços da USP, com os pedágios abusivos das rodovias paulistas, as tentativas de privatizar os serviços de saúde (que o Judiciário, por enquanto, vai barrando), a gestão temerária dos serviços do metrô privatizados na operação da Linha 4 – Amarela, entre outras “políticas” do governo do Estado de São Paulo, agora é a vez do turismo. Leia abaixo:

Da Folha de S. Paulo

O turismo em cachoeiras, trilhas e cavernas deve mudar a partir de 2012 nos parques do Estado de São Paulo. As unidades que oferecem, além de área verde, opções de lazer como arborismo e rafting, restaurantes e até lugar para se hospedar poderão ser privatizados.

A informação é da reportagem de Vanessa Correa publicada na edição deste domingo da
Folha [de S. Paulo]. A reportagem completa está disponível para assinantes do jornal e do Uol (neste link), empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.

De acordo com o texto, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) assina no próximo dia 6 o decreto que cria o programa de parcerias. Com isso, a Fundação Florestal – que é responsável pela gestão da maior parte das unidades de conservação – terá autonomia para transferir à iniciativa privada essas atividades.

Ao todo, 33 parques estaduais poderão ter a administração transferida. Em troca do direito de explorar esses parques, que recebem cerca de 1,5 milhão de visitantes ao ano, as empresas terão de melhorar a infraestrutura, fazer obras de manutenção ou repassar parte dos lucros obtidos
.

sábado, 1 de outubro de 2011

Santos dá bobeira (de novo) e perde do Fluminense aos 50 do segundo tempo

Derrotas são sempre desagradáveis, mas a maneira como o Santos perdeu do Fluminense em Volta Redonda por 3 a 2 neste sábado foi lamentável (veja os gols no link ao fim deste post). O Tricolor foi a 44 pontos e, em 5° lugar, volta a brigar pelo título. O Peixe estagnou nos 35.

Reprodução
Marquinho comemora com torcida primeiro gol
Com atuação inspirada, uma redundância dizer isso, o craque Neymar fez 1 a 0 após receber passe primoroso do goleiro Rafael, à la Rogério Ceni. O Flu empatou ainda na primeira etapa e virou na segunda.

Após ficar com um jogador a mais e a entrada de Rentería (que fez muito boa estreia) aos 32 do segundo tempo no lugar da completa nulidade que foi Elano, o time de Muricy voltou a empatar, aos 44. Faltando 8 minutos (o juiz deu 5 de acréscimo por conta de contusão do goleiro Diego Cavalieri), a possibilidade de o time da Vila virar para 3 a 2 no finzinho era clara. O Flu estava exausto e com um homem a menos, pedindo pelo amor de Deus para o jogo acabar.

Mas uma bola alçada sem perigo para o ataque, que o time carioca queria usar para gastar tempo, virou um escanteio desnecessário, tolo, não tenho certeza cedido por quem, mas acho que pelo lateral Éder Lima, que jogou no lugar de Léo, suspenso.

Na batida, a defesa santista passivamente assistiu ao gol de cabeça de Marcos Rosário para o Flu, aos 50 minutos. Foi um belo jogo, e registre-se a ótima atuação de Fred, principalmente no primeiro tempo. Mas, para os santistas, “uma merda de jogo”, como resumiu o amigo Olavo, do Escanteio Curto, por torpedo. Definição perfeita. Seja como for, o Tricolor carioca fez uma partida merecedora da vitória. Mas a história teria sido outra, não fosse Arouca ter perdido um gol feito quando o Alvinegro vencia por 1 a 0, ou Borges ter sido fominha numa bola que deveria ter tocado a Neymar, livre, quando estava 1 a 1.

A nota agradável fica por conta da estreia de Rentería, um jogador forte, que sabe fazer o pivô e também gols, difícil de marcar (jogando pelo Once Caldas, ele enfrentou e marcou um contra o próprio Santos pela Libertadores este ano). Com poucos minutos em campo, mostrou promissora e surpreendente sintonia com Neymar, de quem recebeu o passe para empatar em 2 a 2.




O que há com Elano?


Para não falar de Ibson, péssimo, que entrou no segundo tempo no lugar de Arouca, a nota negativa, mais uma vez, foi Elano (e não gosto de dizer isso, pois sou fã dele). Na verdade, o Santos jogou com 10 jogadores, porque o jogador não entrou em campo. Pior, ao rebater sem querer e de maneira bisonha uma bola no primeiro tempo, Elano deu de presente a bola para Fred, logo Fred, que tocou com maestria para Marquinho fazer o 1 a 1 para o Flu. O que acontece com Elano? Não consegue viver sem a Nivea Stelmann? É cachaça? Cigarro? Esqueceu seu futebol na Turquia? Não sei, só sei que ele tem que sair do time, infelizmente. E o meio de campo, sem Paulo Henrique Ganso, não tem criação. Tudo depende de Neymar. E o craque faz o que pode.

Palmeiras

Este post não poderia terminar sem uma nota: e o Palmeiras? O que acontece com o Palmeiras de Luiz Felipe Scolari que empatou com o lanterna América-MG em pleno Canindé lotado?

Na minha opinião, como se diz, o ciclo de Felipão do Palmeiras acabou.

Atualizado às 21:57

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O inesgotável ódio a Lula – exemplos são muitos

O ocorrido a propósito do título concedido pelo instituto francês Sciences Po ao ex-presidente faz lembrar outros episódios em que a mídia demonstra seu preconceito raivoso

Atualizado às 21:28

Os protestos de jornalistas brasileiros contra a concessão do título Honoris Causa ao ex-presidente Lula, pelo instituto francês Sciences Po, o primeiro da instituição a um latino-americano, é mais um de muitos emblemas do preconceito, e um dos maiores (mas há outros). A partir do texto “Escravistas contra Lula”, do jornal argentino Página 12, o blogueiro Eduardo Guimarães abordou o tema no seu Blog da Cidadania. Outros blogs continuaram a repercussão.

O propósito deste post aqui não é recontar o fato (que pode ser conhecido em detalhes nos links acima), mas lembrar alguns outros episódios marcantes do ódio de classe e, por ele ser nordestino, do racismo contra Lula.

1) Larry Rohter - Ocorreu-me o “célebre” texto do jornalista Larry Rohter, para o New York Times, “Hábito de bebericar do presidente vira preocupação nacional”. O que mais incomodou naquela matéria de maio de 2004, de resto mais tola do que séria, foi menos o texto em si do que o regozijo com que foi recebida pela imprensa brasileira.

A Folha de São Paulo, por exemplo, começava assim a matéria repercutindo o assunto: “O jornal The New York Times, o principal dos EUA e um dos mais influentes do mundo, publica na página 6 da edição deste domingo (9) uma reportagem...”

O leitor percebe que as qualificações da frase “o principal dos EUA e um dos mais influentes do mundo” servem como recurso de retórica para respaldar a “verdade” de que Lula é um beberrão. Curiosamente, nem a Folha nem o jornalista do NYT se lembraram de registrar que o então presidente George W. Bush é um reconhecido e assumido amante do álcool, e não se trata aqui do combustível para carros.

Acontece que – e ignorar isso é um dos principais erros da “nossa” mídia – o povão que adora Lula não bebe no pântano do preconceito, mas, ao contrário, é vítima dele. Quando, em um dos milhões de botecos do Brasil, o cara cansado da lida toma sua cachacinha no fim do dia, e vê uma informação como essa na TV do boteco, por meio da qual a intenção é difamar o presidente cachaceiro, aquele homem do povo não recebe a informação como querem os donos dos meios: o que ocorre é uma identificação imediata com o homem mais poderoso da República, mas que, entretanto, faz o que ele – pedreiro, metalúrgico, pintor ou mecânico – faz.

2) Capa da Folha - Na noite do dia 29 de setembro de 2006, o Jornal Nacional ignorou a queda de um avião da Gol para ocupar todo o tempo falando do “dinheiro do dossiê”, tentando evitar que Lula se reelegesse já no primeiro turno. No dia seguinte, a Folha de S. Paulo deu a capa que para mim é um dos maiores símbolos do preconceito da elite “escravocrata” (como diz o Página 12) brasileira contra Lula. A mensagem é subliminar. Acima, a foto do dinheiro apreendido pela Polícia Federal; abaixo, a imagem do presidente Lula, encapuzado, de forma a colar nele a imagem de um criminoso.

3) Capa da Veja - Desferindo toda sorte de mísseis de seu jornalismo indecente contra Lula desde seu primeiro mandato, a revista Veja trabalhou sistematicamente por oito anos tentanto propagar o preconceito da “elite branca”, a burguesia “cínica e perversa” (Claudio Lembo), mas não conseguiu nada, a não ser proporcionar um lazer tacanho a seus próprios leitores. Entre muitas capas em que exibe o nível vulgar de seu “jornalismo”, talvez a que expresse com maior propriedade o ódio de classe ao “sapo barbudo” é a que vai aí ao lado.

4) Caetano Veloso - Mais chocante do que as esperadas agressões da mídia, não se pode esquecer que ninguém menos do que Caetano Veloso chamou o então presidente Lula de “analfabeto”. Sobre esse fato, eu já escrevi na época: Uma triste polêmica

Vou parando por aqui, pois esses são apenas alguns dos episódios que manifestam ódio e preconceito contra Lula. Quantas vezes já lemos (por exemplo na seção de cartas do Estadão, onde podemos quase ver a baba da raiva) que Lula “não trabalha” ou ouvimos por aí que “é vagabundo”?

A propósito, e para encerrar, lembro de Bernardo Kucinski, em artigo na Rede Brasil Atual de 2008. Diz ele: “O preconceito contra Lula tem pelo menos duas raízes: a visão de classe, de que todo operário é ignorante, e a supervalorização do saber erudito, em detrimento de outras formas de saber, tais como o saber popular ou o que advém da experiência ou do exercício da liderança. Também não se aceita a possibilidade de as pessoas transitarem por formas diferentes de saber”.

Publicado originalmente às 19:24 de 29/09/2011

Apesar da CBF, como é bom ganhar
dos hermanos – com todo respeito


Brasil 2 x 0 Argentina

Os gols estão infelizmente na voz de Galvão Bueno (quando o Youtube disponibilizar vídeo com outra narração, eu atualizo):





Sobre o jogo

Não sou um torcedor exemplar da seleção brasileira, digo, balcão de negócios. Mas Brasil x Argentina é um clássico que me faz perder os pudores políticos. No me gusta Ricardo Teixeira e Mano Menezes. Porém, não consigo ficar neutro. A vitória do Brasil sobre os hermanos por 2 a 0 no Mangeirão, em Belém do Pará, numa disputa entre dois times jovens, teve o sabor da vitória do futebol brasileiro, independentemente das mazelas que regem a burocracia desse gigantesco negócio chamado futebol, pelo qual responde, em nosso país, a entidade que atende pelo nome de Confederação Brasileira de Futebol, vulga CBF.

Tirando a parte desagradável, Neymar e Ronaldinho Gaúcho, com seus balés e dribles desconcertantes; Cortês, do Botafogo, agradável surpresa na lateral esquerda, que tem jogado bem pelo Botafogo e demonstrou personalidade ao manter o padrão na seleção; Danilo do Santos pela direita (nenhuma surpresa); e o excelente goleiro do Botafogo Jefferson, que para mim é o nome a pôr fim à dinastia de Julio Cesar, são os nomes da primeira vitória digna de nota de Mano Menezes como treinador do time após mais de um ano de comando.

Os gols brasileiros foram muito bonitos, ambos em contra-ataques, bem ao estilo gaúcho de Mano Menezes. No primeiro, Lucas recebeu passe magistral de Danilo e soube definir unindo velocidade e precisão; no segundo, Cortês fez toda a jogada a partir da defesa, até tocar para Diego Souza que, de primeira, cruzou para Neymar executar o goleirão Orión, nome de constelação.

Obervações:

- a dupla de zaga Rever e Dedé me agrada. Chega de Lúcio;

- sem Paulo Henrique Ganso, falta criatividade ao meio de campo, hoje (ontem) com os muito discutíveis Ralf e Rômulo. Gaúcho não é um armador. Mas acho que, se estiver com vontade, Ronaldinho tem que estar nesse time, digo, balcão de negócios.

PS (às 12:46): Uma observação necessária. Ganhar da Argentina é muito bom, pela rivalidade esportiva. Mas, âmbito esportivo à parte, adoro Buenos Aires e tenho amigos argentinos. Pronto, deixei claro.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Líbia: "Vi morrer crianças, mulheres, homens... como se fossem animais"

Foto: Reprodução

Este abaixo é o trecho de matéria publicada ontem no jornal espanhol El País, com impressionante depoimento de um refugiado:

“Praticamente todos os edifícios grandes foram destruídos”, afirmou um refugiado. “Não vi guerra mais suja do que esta, queixava-se o líbio de origem palestina Sami Alderramán. Os rebeldes combatem desde as 11 da manhã às sete da tarde. Mas o pior são os bombardeios da Otan, que ocorrem frequentemente a partir das 11 (23 horas). E disparam contra qualquer edifício. (...) Vi morrer crianças, mulheres, homens... como se fossem animais. Eu peguei minha família e a coloquei num porão, e quando pudemos saímos dali. Não há luz, apenas alimentos.... Nos últimos seis meses, pode ser que tenham morrido em Sirte umas 3 mil pessoas.” A matéria do El País  está aqui.

Atentemos para o fato de que, se a estimativa do homem estiver próxima da verdade, o número de mortos civis vítimas dos bombardeios e da luta sangrenta entre forças leais a Muamar Khadafi apenas em Sirte, cidade natal do ditador, é equivalente aos que morreram nas Torres Gêmeas em Nova York no 11 de setembro de 2001.

Ontem, terça-feira, 27 de setembro, as forças leais ao chamado “novo governo” chegaram ao centro de Sirte. Segundo as agências internacionais, os combatentes anti-Khadafi assumiram o controle do porto e de vários pontos estratégicos. Segundo os combatentes, Muamar Khadafi estaria em Ghadamis, perto da fronteira com a Argélia. Ele teria dito que vai lutar até o fim.

A pergunta que fica: a Líbia vai se transformar num novo Iraque?

Leia também: Amanhece em Trípoli

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Na reta final, Brasileirão é uma teia de incógnitas


Atlético-MG e Cruzeiro são os times grandes mais ameaçados pelo rebaixamento. Na parte de cima da tabela, após 26 rodadas, não há sequer uma ameaça de favoritismo



Internacional, Flamengo, Cruzeiro, Santos e São Paulo são os cinco únicos times grandes que nunca foram rebaixados no Campeonato Brasileiro. Em 2011, após 26 rodadas, o Cruzeiro dá sinais de que pode abandonar essa lista de privilegiados. Cada vez mais perto da zona do rebaixamento, a Raposa está apenas quatro pontos à frente do primeiro time da lista dos que hoje cairiam. E qual é esse time? Justamente o Atlético-MG.

Vai sair faísca. Raposa e Galo se enfrentam exatamente na última rodada, talvez precisando do resultado para ficar na Série A, embora a contratação de Vágner Mancini possa dar aquela levantada que costuma acontecer quando um time em declínio contrata um novo treinador. É a esperança cruzeirense.

Faltando 12 rodadas, a situação do Z 4, a zona da degola, é a seguinte:


No ano passado, na mesma 26ª rodada, o Atlético-MG também estava a bordo do barco dos náufragos, mas conseguiu escapar graças à chegada de Dorival Júnior. Dos quatro times que em 2010, faltando 12 jogos, eram os últimos, o Galo se salvou junto com o Atlético-GO. Os atléticos deram seus malfadados lugares a Vitória e Guarani. Veja as tabelas abaixo, comparando a situação da zona do desespero na 26ª e na última rodada do Brasileirão de 2010.


A luta para não cair tem sido um martírio para a fanática torcida atleticana. O Galo parece gostar do namoro e até de casar com a série B, onde jogou em 2006 após ser rebaixado com o técnico Lori Sandri no ano anterior.

Na parte de cima, emoção

Olhando para a parte de cima da tabela, vemos que após 26 rounds a coisa é a materialização do equilíbrio, mas um equilíbrio que a meu ver decorre de um nivelamento por baixo. Nenhum time tem pinta de campeão e o Santos, que é o melhor de todos, saiu muito tarde da ressaca da Libertadores. A derrota para o Figueirense na Vila por 3 a 2, embora tenha decepcionado os santistas que já apostavam em quantas rodadas o time chegaria à liderança, não é o fator determinante de o time perder o título.

Em 2010, o Fluminense foi campeão com 71 pontos (veja tabelas comparando 2010 e 2011). Este ano, dado o extremo equilíbrio e a oscilação tremenda dos times, esse número deve baixar. Suponhamos que o campeão chegue a 69 pontos. Se assim for, hipopteticamente o Peixe precisaria de mais 34. Ou, de 14 jogos que tem a fazer, onze vitórias e um empate, podendo perder ainda dois jogos (o time deve duas partidas, contra Grêmio e Botafogo).

Entre Vasco, Corinthians, São Paulo e Botafogo (um jogo a menos) é impossível prever o que vai acontecer. O Vasco da Gama, campeão da Copa do Brasil, abre a 5ª colocação para uma vaga a mais na Libertadores.

O Fluminense pode comer pelas beiradas e beliscar o bi, mas acho improvável. Na próxima rodada, no sábado, o Flu recebe o Santos. Será quase um mata-mata. Jogão será Vasco x Corinthians em São Januário. São Paulo x Flamengo no Morumbi também promete. E o Botafogo vai a Goiás pegar o desesperado Atlético-GO.

Preparem as trombetas.

Clique na imagem para ampliar

Crônica sobre os dez anos da Revista Fórum

A mesmice do noticiário político, esportivo e cultural dos últimos dias e a preguiça justa de quem trabalha diuturnamente, e às vezes precisa de descanso, me impediram de atualizar o blog nesse período.

Esse marasmo foi quebrado pela ótima festa de 10 anos da revista Fórum. O evento foi realizado na Casa Fora do Eixo, no bairro da Liberdade, em São Paulo. Que é, para quem não conhece, um casarão que se ocupa como um território livre. Por esse território livre passaram no sábado, 24 de setembro, além do editor da Fórum Renato Rovai, figuras muito influentes, influentes, pouco influentes, nada influentes, importantes, desimportantes, carismáticas e neutras.

Foi agradabilíssimo tomar uma cerveja com Carmem Machado e Thiago Balbi, da editoria de arte de Fórum.

E com o Glauco Faria da Fórum e do Futepoca, que entra na categoria dos santistas como Gabriel, que, monitorando via rádio o que acontecia na Baixada Santista, informou por fim que o Santos havia perdido do Figueirense por 3 a 2 na Vila. O Victor, do Cartão Laranja, recebeu a informação com incredulidade, mas se resignou. A também santista e prima Sílvia (que tem o sobrenome do avô que não conhecemos), que não conhece a Vila Belmiro, foi informada pelo Glauco que na religião alvinegra praiana não conhecer a Vila é uma falta grave, para não dizer pecado.

O dia/noite foi também de rever o companheiro atleticano Frédi Vasconcelos, que, embora não tenha me confessado isso, está muito preocupado com a possibilidade de o Galo cair pra segundona de novo, e o companheiro fotógrafo Gerardo Lazzari, torcedor empedernido do Estudiantes, da Argentina.

Pelos debates, circularam, entre várias outras, as figuras de Luiz Carlos Azenha, Rodrigo Vianna, Luis Nassif, Maria Frô, Vange Leonel, José Dirceu e Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, que me marcou por um sorriso franco, num cumprimento de longe.

A festa dos 10 anos da Fórum me lembrou um evento de 28 anos atrás, quando eu não tinha nem 23 anos, em 22 de setembro de 1983, e a PUC-SP comemorava ao contrário a invasão de seu campus pelo coronel Erasmo Dias em 22 de setembro de 1977. Naquela data de 1983, brilhavam figuras como Edu, o “Imperador”, José Arrabal, mestre de vários alunos, Eloi Gugelmin, Maravilha, Zanata, Paulo Baroukh e alguns mais, os amigos deles, nós, outros, e todos, dentre os quais alguns eu sei onde estão e o que fazem. Outros não.

Atualizado à 01:15

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Rogério Ferrari: “Na Palestina, a câmera era a minha pedra”


ENTREVISTA

Este post e esta entrevista (feita no domingo, 18 de setembro, por telefone) são dedicados à semana do embate nas Nações Unidas pelo reconhecimento pleno do Estado da Palestina, conforme defendeu a presidente Dilma Rousseff hoje, ao abrir a Assembleia Geral da ONU.

Arquivo pessoal

Conheci o antropólogo e fotógrafo Rogério Ferrari em 2006 em Salvador, onde eu estava cobrindo o 2º Seminário Internacional de Cinema e Audiovisual para a revista Fórum. Na época conheci seu livro A Eloquência do Sangue, edição de fotografias feitas entre janeiro e março de 2002 na Cisjordânia e na faixa de Gaza, aonde foi com pouco dinheiro para “fazer um trabalho que representasse um contraponto às informações difundidas historicamente com relação à Palestina”.

As fotos do livro, em preto e branco, retratam a luta das pedras (mas não só pedras, alguns fuzis também) contra o poderoso exército de Israel. Retratam os funerais dos jovens, o cotidiano de luta e dor, as pichações, as crianças palestinas, os check points e as barreiras militares. Muitas fotos foram feitas dentro do teatro da guerra propriamente. São fotos com movimento, fortes, impressionantes. E acima de tudo belas.

Ferrari passou três meses na Palestina para produzir as fotos de A Eloquência do Sangue (edição do autor), esgotado. Mas há uma edição mais recente, francesa (Ed. Le passager clandestin – 2008), que inclui o trabalho feito nos campos de refugiados palestinos na Jordânia e no Líbano. “É uma versão mais atual, que é uma intenção de dar amplitude dessa tragédia e dessa resistência”, diz o fotógrafo.

Autor de outras obras construídas a partir de fotografias in loco sobre os curdos e os zapatistas, Rogério Ferrari lança em setembro livro e exposição sobre outro povo excluído: Ciganos, quem são eles?

Os livros do fotógrafo (veja abaixo, depois desta entrevista) podem ser adquiridos por meio do e-mail do próprio autor, em seu site neste link: Rogério Ferrari.

Por Eduardo Maretti

Fatos Etc.: No seu livro A Eloquência do Sangue há um texto do poeta palestino Mahmud Darwish que diz: “O que vemos agora é expressão de um povo que não tem outra escolha a não ser resistir”. Dá para esperar que algo mude essa resistência e essa dor a partir das Nações Unidas?
Rogério Ferrari: Com relação À ONU, é difícil ter uma expectativa positiva porque, a exemplo de tudo o que está acontecendo no mundo, ela está longe de ser realmente uma representação dos interesses da comunidade internacional. O que acaba prevalecendo é a influência e o poder dos Estados Unidos, com a conivência de outras potências. A Palestina é uma expressão maior dessa incompetência e conivência da ONU com relação a esse conflito, na medida em que todas as resoluções por ela aplicadas sobre Israel são desrespeitadas e não há nenhuma conseqüência, por conta da blindagem que Israel tem, sobretudo pelo apoio dos EUA. Apesar de todo o discurso de Obama, os EUA vão ser contra o reconhecimento da Palestina como Estado permanente. Então é uma incógnita, e incógnita seria a expressão do nosso otimismo, por conta da possibilidade de alguma surpresa. Mas, sabendo como se comporta a ONU e os exemplos do que vem sendo a ordem política internacional, grande expectativa a gente não pode ter.

Foto: Rogério Ferrari/2002

Você acha que o mundo mudou para melhor, para pior ou continua igual com Barack Obama?
Eu acho que mudou não por conta de uma política resultante da presença de Obama como presidente dos Estados Unidos, mas em decorrência de tudo o que a gente tem visto acontecer, que, de alguma forma, independe da vontade dos Estados Unidos, a exemplo do Egito, que é uma situação que estabelece uma relação diferente, a transformação de um Estado árabe poderoso como o Egito, antes completamente conivente e apoiador da política dos EUA e parceiro de Israel.

Você tem atração por trabalhos com claro cunho social e político. O que especialmente te levou à Palestina?
Fui justamente por conta dessa condição mínima de fotógrafo, fotojornalista, de fazer um trabalho que representasse um contraponto às informações que são difundidas historicamente com relação à Palestina. À exceção de alguns meios alternativos que poucas pessoas acessam, a informação corrente é a que estigmatiza o palestino com a ideia de terrorista e tudo mais, tudo isso que a gente já sabe. A decisão de ir pra lá foi movida por essa inquietação, por esse propósito de proporcionar uma informação sob um outro ponto de vista que não estigmatiza o conflito, primeiro colocando os palestinos como terroristas e algozes e também plantando a versão de que é um problema de religião, quando a gente sabe que é um problema básico e fundamental de terra e do direito de um povo à autodeterminação.

Capa de A Eloquencia do Sangue
Em sua viagem, você chegou a ficar várias horas sob a mira de fuzis de soldados israelenses em determinado dia, não é?
Sim, isso aconteceu. O que acontece com o povo palestino é humilhação e agressão. Os check points e as barreiras militares. Saramago disse que, guardadas as proporções, não há uma diferença essencial entre as cidades palestinas e os campos de concentração em que viveram os judeus a repressão nazista. Eu, por estar lá e ter uma aparência árabe, fui submetido a essa situação que o povo palestino passa todos os dias, que é a revista, a agressão, a ameaça. Fiquei oito horas detido sob a acusação de ser membro da Jihad islâmica,com fuzil apontado para a cabeça, com revista ostensiva, interrogatório em árabe, enfim, uma situação que dá a dimensão do que é ser palestino, ainda que eu tenha passado por isso não mais do que três vezes. Então, vivendo isso, você tem condição de entender por que a decisão de tornar-se um homem bomba, de fazer a resistência se utilizando do corpo como último recurso.

Você teve medo de morrer, nesse ou em outros momentos?
Esse momento foi realmente um momento em que eu senti medo porque eu estava numa situação de completo isolamento, cercado, diferentemente de outras circunstâncias que, porém, eram mais arriscadas em situação de conflito, de estar no meio dos palestinos fazendo a resistência com pedras, e do outro lado os israelenses com o exército super-armado, atacando as cidades e atirando frontalmente. Então tinham duas dimensões: a de estar numa situação que eu escolhi, não por propensão a ser mártir, mas correndo o risco que era próprio do trabalho que eu me dispus a fazer, e uma outra, numa circunstância que eu senti um medo maior porque eu estava isolado e detido no meio dos israelenses que poderiam fazer qualquer coisa comigo.


Foto: Rogério Ferrari/2002 - clique para ampliar
Algumas fotos do seu livro são feitas dentro do teatro da guerra mesmo. O que você sentia?
É uma sensação realmente confusa, porque não é uma adrenalina no sentido da busca da aventura, do risco, de me nutrir do espetáculo da guerra, tanto que eu não me considero nem me digo um correspondente de guerra, nesse aspecto de estar buscando os conflitos e as situações de guerra pra retratar, mas, sim, é uma escolha a partir de uma identificação política e ideológica com determinados assuntos. No caso da Palestina, digamos que a câmara era minha pedra, e eu procurei dentro do possível não estabelecer essa distância, essa relação objetiva como se supõe que deve haver no jornalismo. Isso poderia de alguma forma ser considerado uma imprudência, uma inconseqüência, por conta do risco. Mas foi uma coisa que eu me dispus a fazer e, consciente ou inconscientemente, às vezes eu me via em situações que... realmente eu poderia não mais estar aqui.

O que mais te marcou ou foi impactante?
São dois sentimentos: de imediato, provoca uma sensação de impotência, tamanho o domínio, tamanha a opressão e tamanha conivência e paralisia do mundo diante desse conflito, e de outro lado a determinação do povo palestino de não se render. E paralelamente a isso, diante de tanta repressão e sofrimento, você vê um povo altivo, hospitaleiro, que expressa o desejo de paz.

Você pretende em algum momento voltar à Palestina?
Espero em algum momento poder voltar pra compartilhar a vitória palestina e de alguma forma também ampliar o trabalho e poder retratar coisas mais atuais. A idéia de voltar, eu quero pensá-la mais quanto à perspectiva de celebrar a vitória do que voltar pra retratar a mesma realidade. Porque um aspecto da tragédia palestina, sobretudo do ponto de vista fotográfico, se você esteve lá vinte, trinta anos atrás, é a mesma realidade de hoje.

Outros livros do autor:

- Ciganos, quem são eles? (lançamento: setembro de 2011)
- Zapatistas - a velocidade do sonho. Entrelivros - Thesaurus - Brasília, 2006
- Curdos uma nação esquecida. Edição do autor - Salvador, 2007
- Palestine. Passager Cladestin. França. 2008

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Dilma abre 66ª Assembleia Geral da ONU – veja discurso na íntegra

Presidente foi muito aplaudida ao falar da Palestina: “Lamento não poder saudar desta tribuna o ingresso pleno da Palestina nas Nações Unidas" 

Leia trechos e assista (link abaixo), na íntegra, ao discurso da presidente Dilma Rousseff na abertura da 66ª Assembleia Geral das Nações Unidas, no qual ela expressou com firmeza as posições brasileiras sobre assuntos como os abaixo, entre outros.

Voz feminina

“Pela primeira vez na historia das Nações Unidas uma voz feminina inaugura o debate geral. É a voz da democracia. É a voz da democracia e da igualdade se ampliando nessa tribuna que tem o compromisso de ser a mais representativa do mundo.”



Crise financeira internacional

“Essa crise é séria demais para que seja administrada apenas por uns poucos países. (...) Como todos os países sofrem as consequências da crise, todos têm o direito de participar das soluções.”

Conselho de Segurança

“O Brasil está pronto para assumir suas responsabilidades como membro permanente do Conselho [de Segurança da ONU].”

Direitos humanos

“Há violações em todos os países, sem exceção. Reconheçamos essa realidade e aceitemos todos as críticas.”

Palestina (Dilma foi interrompida por aplausos)

“Lamento não poder saudar desta tribuna o ingresso pleno da Palestina nas Nações Unidas. O Brasil já reconheceu o Estado Palestino como tal nas fronteiras de 1967 (...) Assim como a maioria dos países aqui presentes, acreditamos que é chegado o momento de termos a Palestina aqui representada a pleno título (...) Apenas uma Palestina livre e soberana poderá atender aos legítimos anseios de Israel por paz com seus vizinhos, segurança em suas fronteiras, e estabilidade política em seu entorno regional

“Venho de um país onde descendentes de árabes e judeus são compatriotas e convivem em harmonia, como deve ser.”

Leia também: Ato em São Paulo pede reconhecimento do Estado da Palestina

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Ato em São Paulo pede reconhecimento do Estado da Palestina

Embaixador palestino Ibrahim Alzeben fala ao  blog: "somos otimistas de que o Direito vai prevalecer"

Foi realizado hoje, 20 de setembro, no centro de São Paulo, ato reunindo movimentos sociais, sindicatos e lideranças políticas pelo reconhecimento do Estado da Palestina. A manifestação contou com cerca de mil pessoas, se iniciou na Praça Ramos de Azevedo, em frente ao Teatro Municipal, e depois seguiu em passeata à Câmara Municipal.

O pedido para que o Estado palestino se torne um membro pleno da ONU deve ser encaminhado à Assembleia Geral da na sexta-feira pelo presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. A questão deve também ser apreciada pelo Conselho de Segurança da ONU, onde os Estados Unidos (junto com Grã Bretanha, China, Rússia e França) têm poder de veto e já disseram que o usarão. A decisão do Conselho pode não sair nos próximos dias.

Na manifestação na capitalpaulista, eu conversei com o embaixador palestino em Brasília, Ibrahim Alzeben, sobre suas expectativas.

Foto: Eduardo Maretti
Ibrahim Alzeben no centro de São Paulo

O senhor está otimista em relação ao pedido de reconhecimento do Estado Palestino nas Nações Unidas?
Ibrahim Alzeben: Nós estamos vendo com determinação e esperança, e sempre somos otimistas de que o Direito vai prevalecer, que a paz vai prevalecer.

Como o senhor vê a abordagem pela mídia brasileira do pleito palestino na ONU?
Alzeben: A mídia está acompanhando de maneira muito positiva, muito objetiva, e agradecemos realmente todos os espaços que estão nos cedendo para esclarecer esse processo, esclarecer essa luta.

O senhor não acha que os grandes jornais claramente apóiam Israel?
Alzeben: Eu não posso afirmar ou dizer isso, porque eu chamo a todos os meios a informar a verdade, a serem o mais objetivos possível. É uma luta pela libertação, é uma luta pela paz, é uma luta pela convivência entre israelenses e palestinos, com base no respeito mútuo e na independência e soberania de ambos os Estados e ambos os povos.

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Dilma vai abrir Assembleia das Nações Unidas nesta quarta-feira

Do Blog do Planalto: “Em sua participação na Reunião de Alto Nível sobre Doenças Crônicas Não-Transmissíveis [na sede da Organização das Nações Unidas] nesta segunda-feira (19/9), em Nova York, a presidenta Dilma Rousseff defendeu que é fundamental aliar programas de saúde pública a políticas de promoção e inclusão social. A presidenta ressaltou a grande incidência de doenças crônicas em populações mais pobres.”

Disse Dilma em seu discurso: “O Brasil defende o acesso aos medicamentos como parte do direito humano à saúde. Sabemos que é elemento estratégico para a inclusão social, para a busca de equidade e para o fortalecimento dos sistemas públicos de saúde.”

Capa desta semana
No entanto, se você der uma olhada (nem precisa ler) nos maiores jornais de São Paulo, a impressão é que não são brasileiros. A Folha de hoje não traz sequer uma chamada de capa a respeito. O Estado de S. Paulo traz uma chamada sem foto: “Dilma defende na ONU quebra de patente de remédio". Retirando o fato de seu contexto eminentemente político, a matéria do Estadão foi jogada na página A16, na editoria “Vida”, como se a presidente estivesse fazendo um discurso num seminário do Conselho Federal de Medicina.

Nesta quarta-feira, 21 de setembro, Dilma vai ser a primeira mulher a abrir a Assembleia Geral das Nações Unidas. Mundo afora a chefe de Estado Brasileira é mais reconhecida do que pela medíocre mídia de seu próprio país. Esta semana, ela foi capa da revista americana Newsweek. Mas aqui, entre as semanais tupiniquins, nada.

domingo, 18 de setembro de 2011

Santos abate o Timão no Pacaembu e quebra tabu de cinco anos

Corinthians não perdia do Peixe no Pacaembu desde 2006 e não era derrotado em clássicos no estádio há 17 partidas

Meus amigos corintianos que me desculpem, mas o 3 a 1 no Pacaembu ficou barato (veja gols abaixo). Com dez jogadores desde os vinte e poucos minutos do segundo tempo, o Santos, entretanto, poderia ter saído de São Paulo com uma goleada de quatro ou cinco a um fácil, não fosse Alan Kardec ter perdido no segundo tempo dois gols – depois de passes lindos de Neymar – que teriam matado o jogo antes. Mas Kardec se redimiria.

Ricardo Saibun/ Divulgação Santos FC

O primeiro tempo foi do Corinthians, que dominou o jogo, as ações e taticamente prevaleceu a partir do meio de campo, onde Ralf e Paulinho levaram a melhor sobre os volantes santistas Adriano e Henrique. Os buracos entre o meio campo e a intermediária santista eram claros. Aliás, os dois times tinham hoje meios de campo sem a menor criatividade. Ibson, que tem muito prestígio, não apareceu na primeira etapa. Mas a superioridade do alvinegro do Parque São Jorge, materializada com o gol de Liedson logo aos 12 minutos, foi insuficiente para sair para o intervalo ganhando, graças ao gol de Henrique aos 37, ao chutar de primeira, meio mascado, um rebote de escanteio batido por Neymar.

Curioso, mas apesar de o Santos ter jogado muito mal no primeiro tempo, da bola na trave que Liedson mandou quando ainda estava 1 a 0, me pareceu que bater a zaga corintiana estava fácil.

O Corinthians parece ter voltado ao segundo tempo abatido. Tentou pressionar, mas foi pressionado e antes de conseguir impor seu domínio diante da Fiel no Pacaembu lotado (37 mil pessoas), Borges desempatou ao escorar cruzamento de Alan Kardec. Ibson melhorou e encontrou o futebol cadenciado e elegante que o caracterizou no Flamengo. E Kardec mesmo puxou a bola que matou o Timão. Ao cruzar para Neymar, encontrou a perna de Chicão, que mandou para as próprias redes.

Corinthians 1 x 3 Santos. Indiscutível. O Corinthians não perdia do Santos no Pacaembu desde 2006 e não era derrotado em clássicos no estádio há 17 partidas.

Com a derrota, o Timão fica com 43 pontos, deixa a liderança e cai para terceiro lugar. Está atrás de Vasco (45 pontos) e São Paulo (44). O Peixe, com dois jogos a menos, tem 32 e ocupa a 11ª posição.

Veja os gols de Corinthians 1 x 3 Santos:



Atualizado à 00:21

Dilma está em Nova York, onde abre a Assembleia da ONU

Debate sobre a criação do Estado da Palestina será o principal do encontro

A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, chega a Nova York na manhã deste domingo. Ela vai abrir a 66ª sessão da Assembleia Geral da ONU, onde será a primeira mulher a abrir os trabalhos. Não sei se vocês lembram que, na campanha eleitoral de 2010, circulou a informação de que Dilma não podia entrar nos EUA, por ter sido “terrorista”. Pois é.

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Roberto Stuckert Filho - Presidência da República

O principal tema da Assembleia – que deve acontecer até o dia 23 de setembro – será o debate sobre a criação do Estado da Palestina. Nela, Dilma vai anunciar o apoio do Brasil ao pleito da Palestina. A posição expressa pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em dezembro de 2010 foi o apoio à criação do Estado palestino de acordo com as fronteiras de 1967, antes da Guerras dos Seis Dias.

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