Depois de uma semana angustiante, de problemas com o meia Paulo Henrique Ganso e a iminente ameaça de cair da Libertadores na primeira fase, neste dia 14, data de seus 99 anos, o Santos ressurgiu ao bater o Cerro Porteño no Paraguai, por 2 a 1. Agora, o Alvinegro tem oito pontos e só precisa vencer o já eliminado Táchira na Vila Belmiro, na próxima quarta-feira, 20, às 19h30. O Colo Colo, líder, com nove, recebe o Cerro (oito pontos) em Santiago no mesmo dia e horário do jogo do Peixe.
Os gols santistas foram do prata da casa Danilo, aos 11 do primeiro tempo, e Maikon Leite, aos 2 do segundo. Benítez descontou nos acréscimos, aos 47 minutos, e a torcida viveu ainda dois minutos de sofrimento antes do apito final. Pelo pouco que vi do jogo, pois estava fechando o jornal e só assisti uns 20 minutos do segundo tempo, Ganso jogou bem. Deu um bote, roubou a bola e passou para Maikon Leite matar o goleirão no 2 a 0.
Foi a primeira vitória do técnico Muricy Ramalho no comando. Parabéns a todos os santistas, pelos 99 anos e pelo belo triunfo, com os desfalques de Neymar, Elano e Zé Eduardo.
Atualizado à 01:12
*No ano passado, o Santos comemorou seus 98 anos também vencendo. E de maneira histórica: 8 a 1 no Guarani, no jogo de ida pelas oitavas-de-final da Copa do Brasil. Confira os gols desse jogo e um pouco da história do clube: Santos: 98 anos – orgulho que nem todos podem ter.
Veja os gols contra o Cerro Porteño pela Libertadores ontem, que o time deu de presente à torcida:
*Atualizado às 17:38
sexta-feira, 15 de abril de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Punição por homofobia contra Michael, do vôlei, é para inglês ver
Foi noticiado hoje na imprensa que, “pela primeira vez na história do país, a Justiça Desportiva impôs uma condenação por ‘ato de homofobia’” (conforme o Estadão), referindo-se à decisão da Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) impondo multa de R$ 50 mil ao Sada/Cruzeiro.
Em 2 de abril, em Contagem (MG), a torcida da equipe mineira manifestou-se em peso com ofensas homofóbicas contra o atleta Michael, do Vôlei Futuro, em partida pela semifinal da Superliga Masculina de Vôlei. Depois do episódio, o jogador disse ser gay.
A tal punição imposta ao time mineiro é para inglês ver.
Acontece que, em esportes de alto rendimento (ou seja, dinheiro) hoje em dia, punir com R$ 50 mil um time de grande investimento e nada é a mesma coisa. O que pega, de fato, é punição esportiva, perda de pontos, de mando de campo. O Vôlei Futuro, time de Michael, protestou e disse que a denúncia que fizera citava um artigo do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) que determina a perda dos pontos do jogo ao infrator. Segundo o time de São Paulo, o procurador que cuidou do caso “alterou o parágrafo incidido, que previa apenas multa”.
O Vôlei Futuro protestou ainda pelo fato de o tribunal ter marcado a terceira partida do playoff semifinal para esta sexta-feira (às 20h30, em Contagem), no mesmo local das agressões. "A responsabilidade de tudo que acontecer, antes, durante e depois da partida será deles (STJD)”, disse a equipe paulista em nota.
Com toda razão.
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| Michael (dir.) foi xingado em Contagem |
Foi noticiado hoje na imprensa que, “pela primeira vez na história do país, a Justiça Desportiva impôs uma condenação por ‘ato de homofobia’” (conforme o Estadão), referindo-se à decisão da Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) impondo multa de R$ 50 mil ao Sada/Cruzeiro.
Em 2 de abril, em Contagem (MG), a torcida da equipe mineira manifestou-se em peso com ofensas homofóbicas contra o atleta Michael, do Vôlei Futuro, em partida pela semifinal da Superliga Masculina de Vôlei. Depois do episódio, o jogador disse ser gay.
A tal punição imposta ao time mineiro é para inglês ver.
Acontece que, em esportes de alto rendimento (ou seja, dinheiro) hoje em dia, punir com R$ 50 mil um time de grande investimento e nada é a mesma coisa. O que pega, de fato, é punição esportiva, perda de pontos, de mando de campo. O Vôlei Futuro, time de Michael, protestou e disse que a denúncia que fizera citava um artigo do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) que determina a perda dos pontos do jogo ao infrator. Segundo o time de São Paulo, o procurador que cuidou do caso “alterou o parágrafo incidido, que previa apenas multa”.
O Vôlei Futuro protestou ainda pelo fato de o tribunal ter marcado a terceira partida do playoff semifinal para esta sexta-feira (às 20h30, em Contagem), no mesmo local das agressões. "A responsabilidade de tudo que acontecer, antes, durante e depois da partida será deles (STJD)”, disse a equipe paulista em nota.
Com toda razão.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Ganso no Corinthians não interessa a ninguém, só às aves de rapina
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| Foto: Ricardo Saibun/SFC |
O que incomoda na questão Ganso é a maneira como as coisas se desenrolam, o puro mercantilismo da situação, na qual o caráter das pessoas fica em dúvida. O racha entre Santos e o grupo DIS, ligado ao supermercado Sonda, seria a origem de tudo. A disputa teria começado devido a valores referentes às negociações de Wesley e André. O grupo DIS tem 45% dos direitos de Ganso, o Santos 45% e o atleta, 10%.
Herança
No meio disso tudo, um garoto de 21 anos que todos exigem ter comportamento de homem maduro capaz de resolver altos negócios. A estratégia da DIS e dos representantes do jogador parece ser dar motivos para que a torcida o considere “mercenário”. Assim, estaria mais do que justificada sua saída do clube. Segundo disse o meia Elano na semana passada, o jogador está “mal assessorado” e “dividido” entre “não querer magoar o Santos e não se indispor” com seus assessores.
Ruim para todos
Por fim, embora qualquer jogador tenha direito de trabalhar onde quiser, nesse caso específico seria muito ruim para todos se o desfecho fosse a ida de Ganso para o Corinthians, menos para seus empresários e os que só o lucro satisfaz. Ruim para o atleta, que aos 21 anos ficaria marcado como um profissional antiético e “mercenário” (e quem, nessas circunstâncias, diria que não?); para o Santos, clube que nele investiu e apostou, e vê toda a celeuma envolvê-lo em semana decisiva pela Libertadores; e o Corinthians, que ficaria manchado como um clube de aluguel e presidido por um homem sem palavra.
Por tudo isso, não acredito que o desfecho seja esse. Que vá então para o Milan, se é isso que quer, mas não suje sua imagem.
Veja alguns exemplos de atletas que se mudaram para rivais:
Toninho Guerreiro (centroavante)
Do Santos: 1962 a 1969 para o São Paulo (1969 a 1973)
Pita (meia)
Do Santos (1977-1984) ao São Paulo (1984-1988)
Serginho Chulapa (centroavante)
Do São Paulo (1973-1982) ao Santos (1983-1985)
Cafu (lateral)
Saiu do São Paulo (1989-1994), foi para o Real Zaragoza, onde atuou pouco tempo, voltou ao Brasil em 1995 para o Juventude (então patrocinado pela Parmalat) alguns meses, e daí para o Palmeiras (sob patrocínio da mesma empresa).
Fábio Costa (goleiro)
Santos (2000–2003), Corinthians (2004–2005) e Santos (2006–2010)
Gilmar do Santos Neves (goleiro)
Jogou no Corinthians (1951 a 1961), de onde saiu para o Santos (1961 a 1969).
terça-feira, 12 de abril de 2011
PSDB de Alckmin tenta neutralizar "cinturão vermelho" na Grande São Paulo
Por Fernando Augusto
Do Visão Oeste
A busca pelos seis milhões de eleitores das cidades da Região Metropolitana de São Paulo na eleição para prefeitos e vereadores de 2012 já começou. E o governador Geraldo Alckmin (PSDB) joga pesado para tentar reverter a vantagem petista nesses municípios, onde foi formado o que se chama de “cinturão vermelho”.
O partido nascido em São Bernardo do Campo administra treze cidades da Grande São Paulo, incluindo as de maior número de eleitores depois da capital e potências econômicas: Guarulhos e Osasco. Estima-se que 57% do eleitorado da Região Metropolitana está em prefeituras petistas, o que explica a vitória de Dilma Rousseff em 28 dos 39 municípios ano passado.
Alckmin criou em janeiro a Secretaria de Desenvolvimento Metropolitano e deu ao secretário Edson Aparecido a missão de articular projetos com os prefeitos. No dia 30 de março o governador continuou sua estratégia ao lançar a Câmara de Desenvolvimento Metropolitano, colegiado composto por 11 secretarias e presidido pelo próprio Alckmin que tem o objetivo de estabelecer políticas para as cidades vizinhas à capital.
Além disso, nos próximos dias será votado na Assembleia Legislativa projeto de lei que formaliza a Região Metropolitana com 39 municípios e cria um fundo para financiamento de projetos.
Geraldo Alckmin também tem aumentado a presença na região Oeste da Grande São Paulo. Em Carapicuíba esteve duas vezes nos últimos 15 dias. Inaugurou reforma e modernização da estação da CPTM dia 24 e anunciou na segunda-feira, 4, investimento de R$ 21,1 milhões para ampliação da Fatec e obras viárias na cidade.
O prefeito petista Sergio Ribeiro tem comparecido aos palanques e foi ao lançamento da Câmara de Desenvolvimento. Seu possível adversário na eleição do ano que vem, o deputado estadual Marcos Neves (PSC), aliado de Alckmin, também.
PT já se movimenta
A bancada petista na Assembleia Legislativa já reage ao interesse do governador pela Região Metropolitana. Na quarta-feira, 6, em reunião com os deputados estaduais e prefeitos como Emidio de Souza (Osasco) e Sergio Ribeiro, o partido discutiu como vai se posicionar. O PT, que tem a maior bancada na Casa, com 24 parlamentares, deve lançar um projeto substitutivo ao que será votado.
Sobre decisões referentes a políticas públicas para a Região Metropolitana, o deputado estadual osasquense Marcos Martins diz que deve haver mais diálogo com os municípios. “Se for só para ter o nome [Região Metropolitana] e não houver melhorias, não há necessidade”, diz.
Publicado originalmente no jornal Visão Oeste em 08/04/2011, sob o título "Partidos se mobilizam"
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| Foto: Cris Castello Branco |
Por Fernando Augusto
Do Visão Oeste
A busca pelos seis milhões de eleitores das cidades da Região Metropolitana de São Paulo na eleição para prefeitos e vereadores de 2012 já começou. E o governador Geraldo Alckmin (PSDB) joga pesado para tentar reverter a vantagem petista nesses municípios, onde foi formado o que se chama de “cinturão vermelho”.
O partido nascido em São Bernardo do Campo administra treze cidades da Grande São Paulo, incluindo as de maior número de eleitores depois da capital e potências econômicas: Guarulhos e Osasco. Estima-se que 57% do eleitorado da Região Metropolitana está em prefeituras petistas, o que explica a vitória de Dilma Rousseff em 28 dos 39 municípios ano passado.
Alckmin criou em janeiro a Secretaria de Desenvolvimento Metropolitano e deu ao secretário Edson Aparecido a missão de articular projetos com os prefeitos. No dia 30 de março o governador continuou sua estratégia ao lançar a Câmara de Desenvolvimento Metropolitano, colegiado composto por 11 secretarias e presidido pelo próprio Alckmin que tem o objetivo de estabelecer políticas para as cidades vizinhas à capital.
Além disso, nos próximos dias será votado na Assembleia Legislativa projeto de lei que formaliza a Região Metropolitana com 39 municípios e cria um fundo para financiamento de projetos.
Geraldo Alckmin também tem aumentado a presença na região Oeste da Grande São Paulo. Em Carapicuíba esteve duas vezes nos últimos 15 dias. Inaugurou reforma e modernização da estação da CPTM dia 24 e anunciou na segunda-feira, 4, investimento de R$ 21,1 milhões para ampliação da Fatec e obras viárias na cidade.
O prefeito petista Sergio Ribeiro tem comparecido aos palanques e foi ao lançamento da Câmara de Desenvolvimento. Seu possível adversário na eleição do ano que vem, o deputado estadual Marcos Neves (PSC), aliado de Alckmin, também.
PT já se movimenta
A bancada petista na Assembleia Legislativa já reage ao interesse do governador pela Região Metropolitana. Na quarta-feira, 6, em reunião com os deputados estaduais e prefeitos como Emidio de Souza (Osasco) e Sergio Ribeiro, o partido discutiu como vai se posicionar. O PT, que tem a maior bancada na Casa, com 24 parlamentares, deve lançar um projeto substitutivo ao que será votado.
Sobre decisões referentes a políticas públicas para a Região Metropolitana, o deputado estadual osasquense Marcos Martins diz que deve haver mais diálogo com os municípios. “Se for só para ter o nome [Região Metropolitana] e não houver melhorias, não há necessidade”, diz.
Publicado originalmente no jornal Visão Oeste em 08/04/2011, sob o título "Partidos se mobilizam"
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segunda-feira, 11 de abril de 2011
Domingo difícil para comentar futebol: você não sabe se dorme ou se vê o jogo
No “minuto de silêncio” pelas vítimas da chacina na escola em Realengo, no Rio, foi constrangedor a bateria da torcida (realmente não sei se do São Paulo ou do Noroeste) insistir em fazer barulho enquanto os jogadores dos dois times faziam uma roda para homenagear os mortos. O Luciano do Valle chamou a atenção para essa grosseria tosca.
Sobre futebol propriamente dito, um domingo difícil para comentar.
O campeonato paulista está numa fase que você não sabe se dorme ou se vê o jogo. Eu sempre defendi os estaduais, mas com 23 datas (19 na fase de classificação mais quatro nos mata-matas) é insustentável. Com a nova fórmula mediocrizante em 2011 de se classificarem oito times (e não quatro, como nos anos anteriores) para as fases finais, a Federação Paulista de Futebol conseguiu afastar até pessoas que defendem o estadual.
Os times grandes paulistas expõem a integridade de jogadores como Neymar e Lucas (para citar os dois melhores) em 19 rodadas que, na prática, não valem nada. Os clássicos são o único atrativo, agora que o sistema de disputa é feito para que Santos, Corinthians, Palmeiras e São Paulo se classifiquem. São Caetano (8°, 26 pontos), Paulista (9°) e Portuguesa (10°), ambos com 25, disputam a última vaga no G-8. As outras sete equipes já estão definidas, até esta penúltima rodada, nessa ordem: Palmeiras, São Paulo, Corinthians, Santos, Oeste, Mirassol e Ponte Preta. Torço para que a 8ª vaga seja da Lusa, que conseguiu importante vitória contra o Paulista em Jundiaí no sábado por 1 a 0, desde que, havendo um duelo com o Santos, o xerife Domingos não esteja em campo.
Uma palavra sobre cada um dos grandes:
O Palmeiras segue em vôo de cruzeiro no Paulistão. Com a vitória tranqüila sobre o Grêmio Prudente, sábado, por 2 a 0, lidera o campeonato. Resta saber se o time vai corresponder ao que espera a torcida palestrina, que não agüenta mais, nos últimos anos, ver o time perder na hora em que de fato a onça bebe água. Na quarta-feira, o time de Felipão pega o Santo André pela Copa do Brasil.
O Corinthians só tem o Paulistão no semestre. Perdeu do São Caetano de 2 a 1 neste domingo e luta com o Santos pela 3ª ou 4 ª vaga na última rodada do Paulistão. O que não significa nada. Ficar em 1° ou 4° dá na mesma. O azar vai ser do time grande grande do G-4que pegar a Ponte Preta nas quartas, porque vai ter que jogar um pouco mais. No Timão, a notícia do dia, além da derrota para o Azulão, foi a apresentação de Adriano, que tem tudo para emplacar a alcunha Gordo 2. Acho que esse casamento Gordo 2 e Corinthians não vai dar em nada.
E o São Paulo também segue em vôo de cruzeiro, no Paulistão (mas passou pelo Santa Cruz no sufoco, pela Copa do Brasil), o que a fácil vitória sobre o Noroeste em Bauru, por 3 a 1, confirma. No dia 20, o Tricolor enfrenta o Goiás no Serra Dourada pela CB, o torneio que Rogério Ceni um dia disse que não se imaginava jogando, mas está jogando, e dando duro, pra ver se encurta o caminho à Libertadores.
Atualizado às 21:54
Sobre futebol propriamente dito, um domingo difícil para comentar.
O campeonato paulista está numa fase que você não sabe se dorme ou se vê o jogo. Eu sempre defendi os estaduais, mas com 23 datas (19 na fase de classificação mais quatro nos mata-matas) é insustentável. Com a nova fórmula mediocrizante em 2011 de se classificarem oito times (e não quatro, como nos anos anteriores) para as fases finais, a Federação Paulista de Futebol conseguiu afastar até pessoas que defendem o estadual.
Os times grandes paulistas expõem a integridade de jogadores como Neymar e Lucas (para citar os dois melhores) em 19 rodadas que, na prática, não valem nada. Os clássicos são o único atrativo, agora que o sistema de disputa é feito para que Santos, Corinthians, Palmeiras e São Paulo se classifiquem. São Caetano (8°, 26 pontos), Paulista (9°) e Portuguesa (10°), ambos com 25, disputam a última vaga no G-8. As outras sete equipes já estão definidas, até esta penúltima rodada, nessa ordem: Palmeiras, São Paulo, Corinthians, Santos, Oeste, Mirassol e Ponte Preta. Torço para que a 8ª vaga seja da Lusa, que conseguiu importante vitória contra o Paulista em Jundiaí no sábado por 1 a 0, desde que, havendo um duelo com o Santos, o xerife Domingos não esteja em campo.
Uma palavra sobre cada um dos grandes:
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| Muricy e Neymar na estreia/ Foto: Divulgação SFC |
Da estréia de Muricy Ramalho pelo Santos não se poderia esperar muito, tanto pelo contexto acima quanto pela situação do time hoje, que luta na quinta-feira, 14, contra o Cerro Porteño pela permanência na Libertadores, tendo que vencer lá no Paraguai. O 0 a 0 fora de casa com o Americana (esse time de aluguel que era Guaratinguetá e se mudou de endereço e de nome) não muda nada na programação do Peixe, que jogou com time misto. Começou no 4-3-3 variando para o 4-4-2 no segundo tempo. Não ver o volante Adriano em campo já foi significativo. Vai ser mais difícil com Muricy o Santos continuar tomando gols absurdos em contra-ataques mesmo vencendo o jogo, como aconteceu nos dois jogos com o Colo Colo, principalmente o da Vila.
O Palmeiras segue em vôo de cruzeiro no Paulistão. Com a vitória tranqüila sobre o Grêmio Prudente, sábado, por 2 a 0, lidera o campeonato. Resta saber se o time vai corresponder ao que espera a torcida palestrina, que não agüenta mais, nos últimos anos, ver o time perder na hora em que de fato a onça bebe água. Na quarta-feira, o time de Felipão pega o Santo André pela Copa do Brasil.
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| Adriano: marketing arriscado/ Foto: Reprodução |
E o São Paulo também segue em vôo de cruzeiro, no Paulistão (mas passou pelo Santa Cruz no sufoco, pela Copa do Brasil), o que a fácil vitória sobre o Noroeste em Bauru, por 3 a 1, confirma. No dia 20, o Tricolor enfrenta o Goiás no Serra Dourada pela CB, o torneio que Rogério Ceni um dia disse que não se imaginava jogando, mas está jogando, e dando duro, pra ver se encurta o caminho à Libertadores.
Atualizado às 21:54
sábado, 9 de abril de 2011
Onde a luz no fim do túnel?
Por Paulo Maretti
Dois fatos policiais relevantes e paradoxais marcaram a semana. No primeiro, uma mulher denuncia à polícia uma execução sumária, pela própria polícia, no cemitério das Palmeiras em São Paulo. No outro, as crianças mortas por um psicótico. Nada a dizer muito além do texto do Flavio Gomes, que já basta.
Mas quando li e ouvi o diálogo desafiador da mulher com um dos policiais acusados no cemitério, senti assim como uma luz no fim do túnel: "Alguém neste mundo ainda se indigna e se levanta pelo bem-estar do outro, por algo óbvio, pelos direitos humanos, tem sensibilidade, põe até sua própria vida em jogo. Então, nem tudo está perdido".
Dois ou três dias depois, um outro crime, a barbárie, e a luz do fim do túnel apagou-se de novo.
(Texto enviado como comentário ao post Realengo: pensamento para sexta-feira)
Dois fatos policiais relevantes e paradoxais marcaram a semana. No primeiro, uma mulher denuncia à polícia uma execução sumária, pela própria polícia, no cemitério das Palmeiras em São Paulo. No outro, as crianças mortas por um psicótico. Nada a dizer muito além do texto do Flavio Gomes, que já basta.
Mas quando li e ouvi o diálogo desafiador da mulher com um dos policiais acusados no cemitério, senti assim como uma luz no fim do túnel: "Alguém neste mundo ainda se indigna e se levanta pelo bem-estar do outro, por algo óbvio, pelos direitos humanos, tem sensibilidade, põe até sua própria vida em jogo. Então, nem tudo está perdido".
Dois ou três dias depois, um outro crime, a barbárie, e a luz do fim do túnel apagou-se de novo.
(Texto enviado como comentário ao post Realengo: pensamento para sexta-feira)
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Em prova de história, governo de MG inclui questão que vincula Lula a corrupção
A Secretaria de Educação do governo de Minas Gerais, do tucano Antonio Anastasia, sucessor de Aécio Neves, aplicou em fevereiro uma prova do Programa de Avaliação de Aprendizagem Escolar 2011 a alunos do ensino médio com uma questão vinculando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao “mensalão”.
Uma das questões do exame, de história, trazia uma charge adulterada do cartunista Jean, publicada na Folha de S. Paulo em 2007. O enunciado da questão 17 (código 326580) era o seguinte: “Ao se referir à distribuição de boletins em porta de fábrica, essa charge:” A resposta considerada certa, alternativa D, segundo a própria secretaria, era: “sugere, ironicamente, uma relação entre os movimentos sindicais do início da década de 1980 e o ‘mensalão’, refletindo sobre o processo histórico que levou os mesmos personagens de uma luta pela valorização do trabalhador à corrupção política".
A charge original publicada na Folha foi intitulada “CPMF" e nela Lula distribui "favores" e "cargos" a políticos. Na prova, o título é "Operação Abafa", e Lula dá dinheiro mesmo.
“Se o aluno não tiver a visão do governo do Estado, vai ser mal avaliado", protestou o deputado estadual Rogério Correia (PT). Depois da aberração ter repercutido em todo o país entre ontem e hoje, a Secretaria de Educação reconheceu o erro.
Os tucanos acusam os governos petistas de aparelhar o estado. Como caracterizar então tal prática? A gente aqui em São Paulo sabe do nível rasteiro da educação nas escolas estaduais, de onde as crianças e jovens saem mal sabendo ler e escrever. Pelo visto, em Minas é pior.
Realengo: pensamento para sexta-feira
Sou um jornalista que fecha o jornal às quintas-feiras. Não só, mas também por isso, às sextas, quando tem a ver, eu publico um pensamento para sexta-feira.
Portanto, tive de encarar os fatos do Realengo como jornalista, o que é uma merda, porque você tem de editar as coisas, ver o que não quer, ler o que machuca, ouvir o que perturba. Antes, de manhã, na padaria onde tomei café, só se falava nisso. “É a globalização”, comentou um cara ao meu lado diante das imagens da TV, como se falasse do resultado de uma partida de futebol da noite anterior. Parece que a banalização da violência tornou as pessoas insensíveis.
E só depois do fechamento do jornal, muitas horas depois, é que li o texto do Flavio Gomes, que me emocionou, e por isso vai abaixo, como pensamento para sexta-feira.
O Pai do Homem - Flavio Gomes
São Paulo - Então...
Depois de ler o que pude, ouvir o rádio e ver a TV, peguei meu carro, era dia de folga, jornalista folga de quinta-feira, fui até a oficina, vi os dois Weber que colocaram no Meianov, ligamos o carro, o motor ficou com um ronco legal, depois descemos lá onde eles fazem funilaria e pintura, a peruinha já está toda raspada, sem motor, descobrimos a cor original. Descobrir a cor original de um carro de 55 anos é algo emocionante para quem gosta deles, dos carros. Foi arrancar o forro do teto e lá estava o azul, Azul Firenze, segundo o amigo das cores, intocada a pintura, uma coisa bacana, ajuda muito na restauração, mesmo que o Azul Firenze não seja lindo, eu tinha a ideia de fazer creme e vinho, ou branco Lotus e azul-marinho. Mas ela era azul, ora bolas, e se nasceu assim, que continue assim. Acho que será azul, e também encontrei o número do chassi, é umas das únicas 173 fabricadas em 1956, creio que o mais correto seja mesmo fazê-la como era quando saiu da fábrica e tal.
Depois fui ao centro da cidade, com um trânsito curiosamente bom, atrás de um emblema e de umas calotas, o trânsito curiosamente bom.
As irrelevâncias nos movem. Tudo que fiz hoje foi irrelevante, ver uns carburadores, descobrir uma cor, procurar uns emblemas e umas calotas. Foi tudo que consegui fazer. Mergulhar na irrelevância e na indiferença.
O rapaz que entrou na escola atirando não se encaixa em nenhum perfil que permita esbravejar. Até onde se sabe, não era traficante, ladrão, fugitivo. Não era militante de nenhum partido, não lutava jiu-jítsu, não era um skinhead, não pertencia a nenhuma torcida organizada. Até onde se sabe, não usava drogas, não bebia, não era pedófilo, não era evangélico, não era muçulmano, não era judeu, não era cristão, não era xiita, não era sunita, não tirava racha na rua, não tinha suásticas tatuadas na pele, não pertencia a nenhuma seita, não era gótico, não era punk, não ouvia Bossa Nova, não usava piercing, não era rico, não era pobre, não era gordo, não era magro, não estava em liberdade condicional, não tinha passagem pela polícia, não vivia no Complexo do Alemão, não era do Jardim Ângela, não morava numa cobertura da Vieira Souto, não era nada. Segundo sua irmã, ele era estranho.
Estranho.
Seu nome era Wellington de Oliveira, um nome bem brasileiro, há milhares de Wellingtons, Washingtons, Andersons. O Brasil tem um estranho fascínio por W e por nomes que terminam em “on”. Wanderson, Jackson, Jobson, Richarlyson. Ele era um Wellington de Oliveira.
Quando não se pode culpar traficantes, fugitivos, ladrões, militantes, lutadores, skinheads, nazistas, torcedores organizados, drogados, cristãos, bêbados, pedófilos, muçulmanos, góticos, magros, evangélicos, rachadores, punks, gordos, xiitas, ricos, pobres, nem o prefeito, nem o governador, nem a presidenta, nem o ministro, nem o secretário, nem a polícia, nem o senador, nem o deputado, nem a diretora da escola, nem o médico, nem o professor, culpamos quem?
Culpamos quem?
Quando não podemos culpar ninguém, chegou a hora de assumir o que somos. Uma espécie fracassada, violenta, agressiva, condenada à extinção. Uma espécie habituada à barbárie, e que não se imagine que “nos transformamos em”. Sempre fomos assim, indecentes, obscenos, há séculos nos matando em guerras, inquisições, pogroms, chacinas, massacres, genocídios, atropelamentos, assassinatos, latrocínios, torturas, execuções. E pragas, pestes, terremotos, incêndios, tsunamis, deslizamentos, enchentes. Um moto-contínuo de mortes, mortes, mortes, e vinganças, vinganças, vinganças, ódio.
A criança é o pai do homem. Guardo um pequeno cartão com essa frase no meu carro, há anos está lá, era o convite da formatura do meu mais velho no pré-primário. Não o guardo como mantra ou guia espiritual. Está lá porque está lá, porque o carro que nos levou à formatura do pré ainda está comigo, e lá ficaram o cartão e a frase. De vez em quando uso o cartão, de papel de alta gramatura, cartolina, talvez, porque quando o vidro sobe levanta uma rebarba da forração da porta, e o cartão serve para colocar a forração no lugar. É um uso banal, irrelevante, coloco o cartão entre o vidro e a forração da porta, e tudo fica no lugar, tudo volta ao seu lugar. Um uso banal e irrelevante, mas que me faz ler essa frase todos os dias, ou, pelo menos, quando preciso colocar a forração da porta no lugar.
A criança é o pai do homem.
Wellington ajudou a nos matar mais um pouco hoje. É um erro, Wellington, matar-nos aos poucos. Da próxima vez, Wellington, mate-nos a nós, direto, sem intermediários.
Mate o homem, Wellington, não seus pais.
Portanto, tive de encarar os fatos do Realengo como jornalista, o que é uma merda, porque você tem de editar as coisas, ver o que não quer, ler o que machuca, ouvir o que perturba. Antes, de manhã, na padaria onde tomei café, só se falava nisso. “É a globalização”, comentou um cara ao meu lado diante das imagens da TV, como se falasse do resultado de uma partida de futebol da noite anterior. Parece que a banalização da violência tornou as pessoas insensíveis.
E só depois do fechamento do jornal, muitas horas depois, é que li o texto do Flavio Gomes, que me emocionou, e por isso vai abaixo, como pensamento para sexta-feira.
O Pai do Homem - Flavio Gomes
São Paulo - Então...
Depois de ler o que pude, ouvir o rádio e ver a TV, peguei meu carro, era dia de folga, jornalista folga de quinta-feira, fui até a oficina, vi os dois Weber que colocaram no Meianov, ligamos o carro, o motor ficou com um ronco legal, depois descemos lá onde eles fazem funilaria e pintura, a peruinha já está toda raspada, sem motor, descobrimos a cor original. Descobrir a cor original de um carro de 55 anos é algo emocionante para quem gosta deles, dos carros. Foi arrancar o forro do teto e lá estava o azul, Azul Firenze, segundo o amigo das cores, intocada a pintura, uma coisa bacana, ajuda muito na restauração, mesmo que o Azul Firenze não seja lindo, eu tinha a ideia de fazer creme e vinho, ou branco Lotus e azul-marinho. Mas ela era azul, ora bolas, e se nasceu assim, que continue assim. Acho que será azul, e também encontrei o número do chassi, é umas das únicas 173 fabricadas em 1956, creio que o mais correto seja mesmo fazê-la como era quando saiu da fábrica e tal.
Depois fui ao centro da cidade, com um trânsito curiosamente bom, atrás de um emblema e de umas calotas, o trânsito curiosamente bom.
As irrelevâncias nos movem. Tudo que fiz hoje foi irrelevante, ver uns carburadores, descobrir uma cor, procurar uns emblemas e umas calotas. Foi tudo que consegui fazer. Mergulhar na irrelevância e na indiferença.
O rapaz que entrou na escola atirando não se encaixa em nenhum perfil que permita esbravejar. Até onde se sabe, não era traficante, ladrão, fugitivo. Não era militante de nenhum partido, não lutava jiu-jítsu, não era um skinhead, não pertencia a nenhuma torcida organizada. Até onde se sabe, não usava drogas, não bebia, não era pedófilo, não era evangélico, não era muçulmano, não era judeu, não era cristão, não era xiita, não era sunita, não tirava racha na rua, não tinha suásticas tatuadas na pele, não pertencia a nenhuma seita, não era gótico, não era punk, não ouvia Bossa Nova, não usava piercing, não era rico, não era pobre, não era gordo, não era magro, não estava em liberdade condicional, não tinha passagem pela polícia, não vivia no Complexo do Alemão, não era do Jardim Ângela, não morava numa cobertura da Vieira Souto, não era nada. Segundo sua irmã, ele era estranho.
Estranho.
Seu nome era Wellington de Oliveira, um nome bem brasileiro, há milhares de Wellingtons, Washingtons, Andersons. O Brasil tem um estranho fascínio por W e por nomes que terminam em “on”. Wanderson, Jackson, Jobson, Richarlyson. Ele era um Wellington de Oliveira.
Quando não se pode culpar traficantes, fugitivos, ladrões, militantes, lutadores, skinheads, nazistas, torcedores organizados, drogados, cristãos, bêbados, pedófilos, muçulmanos, góticos, magros, evangélicos, rachadores, punks, gordos, xiitas, ricos, pobres, nem o prefeito, nem o governador, nem a presidenta, nem o ministro, nem o secretário, nem a polícia, nem o senador, nem o deputado, nem a diretora da escola, nem o médico, nem o professor, culpamos quem?
Culpamos quem?
Quando não podemos culpar ninguém, chegou a hora de assumir o que somos. Uma espécie fracassada, violenta, agressiva, condenada à extinção. Uma espécie habituada à barbárie, e que não se imagine que “nos transformamos em”. Sempre fomos assim, indecentes, obscenos, há séculos nos matando em guerras, inquisições, pogroms, chacinas, massacres, genocídios, atropelamentos, assassinatos, latrocínios, torturas, execuções. E pragas, pestes, terremotos, incêndios, tsunamis, deslizamentos, enchentes. Um moto-contínuo de mortes, mortes, mortes, e vinganças, vinganças, vinganças, ódio.
A criança é o pai do homem. Guardo um pequeno cartão com essa frase no meu carro, há anos está lá, era o convite da formatura do meu mais velho no pré-primário. Não o guardo como mantra ou guia espiritual. Está lá porque está lá, porque o carro que nos levou à formatura do pré ainda está comigo, e lá ficaram o cartão e a frase. De vez em quando uso o cartão, de papel de alta gramatura, cartolina, talvez, porque quando o vidro sobe levanta uma rebarba da forração da porta, e o cartão serve para colocar a forração no lugar. É um uso banal, irrelevante, coloco o cartão entre o vidro e a forração da porta, e tudo fica no lugar, tudo volta ao seu lugar. Um uso banal e irrelevante, mas que me faz ler essa frase todos os dias, ou, pelo menos, quando preciso colocar a forração da porta no lugar.
A criança é o pai do homem.
Wellington ajudou a nos matar mais um pouco hoje. É um erro, Wellington, matar-nos aos poucos. Da próxima vez, Wellington, mate-nos a nós, direto, sem intermediários.
Mate o homem, Wellington, não seus pais.
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Santos vence Colo Colo por 3 a 2, mas situação na tabela não é fácil
Quando Neymar fez 3 a 0 contra o Colo Colo, um “gol de Pelé” aos 6 minutos do segundo tempo, a torcida do Santos não podia imaginar que o show viraria um drama, com a expulsão de Neymar, Zé Love e Elano e dois gols do Colo Colo (aos 36 e 41 minutos do segundo tempo) que levaram a partida a um inesperado 3 a 2. A vitória dramática manteve o Peixe vivo na Libertadores. Mas a situação está difícil.
Neymar foi expulso por colocar uma máscara dele mesmo para comemorar o golaço. Um gesto que na hora não houve quem não achasse bacana. Já tinha cartão amarelo, tomou o segundo, que virou vermelho. Justo, segundo o defensor da lei e da ordem Maurício Noriega, do Sportv, que mostrou um livrinho com as regras do futebol para concluir que o juiz agiu corretamente, pois Neymar deveria pelo menos conhecer a regra, como Noriega, O Grande, conhece.
Jornalismo inútil
Sinceramente, punir a alegria me parece escroto. Cartão vermelho para Maurício Noriega, péssimo como sempre. Não que eu defenda a indisciplina, a anarquia e o descumprimento das leis. Mas estamos falando de futebol, de gol, de alegria. Um atacante pode levar pancadas durante 90 minutos, mas merece ser expulso por comemorar um gol numa brincadeira que não trouxe nenhuma conseqüência a não ser fazer as pessoas rirem. Um jornalista que nesse contexto concorda em punir a alegria e não questiona “a lei e a ordem”, como Noriega, não serve para nada a não ser semear o conformismo.
Imaturidade
Tirando a alegria punida de Neymar, de modo geral o Santos demonstrou nervosismo, imaturidade e falta de comando, conjugação que na Libertadores costuma ser fatal. A postura do time por pouco não resultou na virtual eliminação nesta quarta-feira mesmo. A expulsão de Zé Love foi justa. Léo poderia ter sido expulso por um carrinho que deu. O time poderia ter vencido de goleada, mas, sem equilíbrio tático e emocional, literalmente sem técnico, porque Martelotte não é técnico, entrou na catimba dos chilenos.
Veja os gols de Santos 3 x 2 Colo Colo.
Mas, digam, o que quiserem, o árbitro uruguaio Sergio Pezzotta operou o time da Vila, na Vila. O matreiro técnico argentino do Colo Colo Américo Gallego fez e aconteceu na beira do gramado, catimbou, foi advertido algumas vezes. De repente, o juiz vai até o banco de reservas do Santos e dá cartão vermelho para Elano, que já tinha sido substituído. A expulsão foi porque Elano jogou uma toalhinha no treinador adversário, que já era pra ter sido expulso. E... Maurício Noriega, o defensor da lei e da ordem, apóia o árbitro uruguaio.
Só resta vencer
Contra o Cerro Porteño, fora de casa, dia 14, quinta-feira, o Santos, desfalcado de Neymar, Zé Love e Elano, vai ser comandado por Muricy Ramalho. Um empate no Paraguai virtualmente eliminará o Alvinegro da Vila na primeira fase. Veja a classificação hoje, na tabela abaixo. Suponha que, na penúltima rodada, o Peixe empate com o Cerro em Assunção e o Colo Colo vença o Táchira (resultado mais do que provável). Assim, na última rodada, Colo Colo e Cerro, com 9 pontos, poderão fazer um jogo de compadres, pois um empate levaria os dois times a 10. O Santos, contra o Táchira, mesmo que fizer 20 a 0, só poderia chegar a 9.
O Santos depende de si próprio, mas não está nada fácil. Tem de vencer o Cerro fora de casa, dia 14, data em que completará 99 anos de existência.
Penúltima rodada
12/04/2011
22h30 - Colo-Colo x Deportivo Táchira
14/04/2011
18h15 - Cerro Porteño x Santos
Última rodada
20/04/2011
19h30 - Colo-Colo x Cerro Porteño
19h30 - Santos x Deportivo Táchira
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| Brincadeira é crime para os defensores da lei e da ordem |
Neymar foi expulso por colocar uma máscara dele mesmo para comemorar o golaço. Um gesto que na hora não houve quem não achasse bacana. Já tinha cartão amarelo, tomou o segundo, que virou vermelho. Justo, segundo o defensor da lei e da ordem Maurício Noriega, do Sportv, que mostrou um livrinho com as regras do futebol para concluir que o juiz agiu corretamente, pois Neymar deveria pelo menos conhecer a regra, como Noriega, O Grande, conhece.
Jornalismo inútil
Sinceramente, punir a alegria me parece escroto. Cartão vermelho para Maurício Noriega, péssimo como sempre. Não que eu defenda a indisciplina, a anarquia e o descumprimento das leis. Mas estamos falando de futebol, de gol, de alegria. Um atacante pode levar pancadas durante 90 minutos, mas merece ser expulso por comemorar um gol numa brincadeira que não trouxe nenhuma conseqüência a não ser fazer as pessoas rirem. Um jornalista que nesse contexto concorda em punir a alegria e não questiona “a lei e a ordem”, como Noriega, não serve para nada a não ser semear o conformismo.
Imaturidade
Tirando a alegria punida de Neymar, de modo geral o Santos demonstrou nervosismo, imaturidade e falta de comando, conjugação que na Libertadores costuma ser fatal. A postura do time por pouco não resultou na virtual eliminação nesta quarta-feira mesmo. A expulsão de Zé Love foi justa. Léo poderia ter sido expulso por um carrinho que deu. O time poderia ter vencido de goleada, mas, sem equilíbrio tático e emocional, literalmente sem técnico, porque Martelotte não é técnico, entrou na catimba dos chilenos.
Veja os gols de Santos 3 x 2 Colo Colo.
Mas, digam, o que quiserem, o árbitro uruguaio Sergio Pezzotta operou o time da Vila, na Vila. O matreiro técnico argentino do Colo Colo Américo Gallego fez e aconteceu na beira do gramado, catimbou, foi advertido algumas vezes. De repente, o juiz vai até o banco de reservas do Santos e dá cartão vermelho para Elano, que já tinha sido substituído. A expulsão foi porque Elano jogou uma toalhinha no treinador adversário, que já era pra ter sido expulso. E... Maurício Noriega, o defensor da lei e da ordem, apóia o árbitro uruguaio.
Só resta vencer
Contra o Cerro Porteño, fora de casa, dia 14, quinta-feira, o Santos, desfalcado de Neymar, Zé Love e Elano, vai ser comandado por Muricy Ramalho. Um empate no Paraguai virtualmente eliminará o Alvinegro da Vila na primeira fase. Veja a classificação hoje, na tabela abaixo. Suponha que, na penúltima rodada, o Peixe empate com o Cerro em Assunção e o Colo Colo vença o Táchira (resultado mais do que provável). Assim, na última rodada, Colo Colo e Cerro, com 9 pontos, poderão fazer um jogo de compadres, pois um empate levaria os dois times a 10. O Santos, contra o Táchira, mesmo que fizer 20 a 0, só poderia chegar a 9.
O Santos depende de si próprio, mas não está nada fácil. Tem de vencer o Cerro fora de casa, dia 14, data em que completará 99 anos de existência.
Penúltima rodada
12/04/2011
22h30 - Colo-Colo x Deportivo Táchira
14/04/2011
18h15 - Cerro Porteño x Santos
Última rodada
20/04/2011
19h30 - Colo-Colo x Cerro Porteño
19h30 - Santos x Deportivo Táchira
quarta-feira, 6 de abril de 2011
O primeiro discurso de Aécio Neves é de opositor civilizado e tucano até a alma
A mídia estava ansiosa pelo primeiro discurso de Aécio Neves (PSDB-MG) na tribuna do Senado nesta quarta-feira, tendo como mote os primeiros 100 dias do governo Dilma Rousseff. O Uol deu a chamada “Em estreia na tribuna do Senado, Aécio critica Dilma e pede ‘choque de realidade’”. Pergunto: que realidade?
O senador e ex-governador mineiro usou a velha ladainha, mais batida que bife de coxão-duro, de que as mudanças que proporcionaram o avanço do país devem muito às “mudanças estruturais do governo Fernando Henrique”. Como o quê? Como as privatizações, disse Aécio. Muito bem. A Vale ter sido entregue a preço de banana foi uma mudança estrutural, de fato. “Ao contrário do que alguns querem fazer crer, o país não nasceu ontem”, ensinou o parlamentar, repisando a ideia de que talvez o governo Lula nada teria sido se não fosse o Príncipe FHC, além de Itamar.
Aécio discursou usando a imagem que querem grudar nele a qualquer custo, a do opositor civilizado: “Estarei como homem do diálogo, como sempre fui, que não teme o enfrentamento e o debate nem as oportunidades de convergência”. Desajuste fiscal, risco de desindustrialização e a ameaça da inflação foram os temas usados por ele para ilustrar o fato de que o Brasil precisa de um “choque de realidade”.
Para um discurso tão aguardado, deve ter sido decepcionante, embora houvesse os que, para consumo público, tenham visto um grande estadista na tribuna.
Nos próximos três anos vai ser assim: um processo ininterrupto na (tentativa de) desconstrução da figura de Lula, de separação do ex-presidente da atual chefe de Estado Dilma (o que os editoriais dos jornalões já vêm fazendo). Por outro lado, será feito o esforço sistemático de se construir a figura de Aécio como o homem predestinado a reconduzir o Brasil ao seu destino.
Não tem como não reconhecer que Aécio é mais civilizado e menos truculento do que José Serra. O problema é saber o quanto dessa civilidade é apenas aparência.
Leia também sobre a importância do estado de MG em 2014.
O senador e ex-governador mineiro usou a velha ladainha, mais batida que bife de coxão-duro, de que as mudanças que proporcionaram o avanço do país devem muito às “mudanças estruturais do governo Fernando Henrique”. Como o quê? Como as privatizações, disse Aécio. Muito bem. A Vale ter sido entregue a preço de banana foi uma mudança estrutural, de fato. “Ao contrário do que alguns querem fazer crer, o país não nasceu ontem”, ensinou o parlamentar, repisando a ideia de que talvez o governo Lula nada teria sido se não fosse o Príncipe FHC, além de Itamar.
Aécio discursou usando a imagem que querem grudar nele a qualquer custo, a do opositor civilizado: “Estarei como homem do diálogo, como sempre fui, que não teme o enfrentamento e o debate nem as oportunidades de convergência”. Desajuste fiscal, risco de desindustrialização e a ameaça da inflação foram os temas usados por ele para ilustrar o fato de que o Brasil precisa de um “choque de realidade”.
Para um discurso tão aguardado, deve ter sido decepcionante, embora houvesse os que, para consumo público, tenham visto um grande estadista na tribuna.
Nos próximos três anos vai ser assim: um processo ininterrupto na (tentativa de) desconstrução da figura de Lula, de separação do ex-presidente da atual chefe de Estado Dilma (o que os editoriais dos jornalões já vêm fazendo). Por outro lado, será feito o esforço sistemático de se construir a figura de Aécio como o homem predestinado a reconduzir o Brasil ao seu destino.
Não tem como não reconhecer que Aécio é mais civilizado e menos truculento do que José Serra. O problema é saber o quanto dessa civilidade é apenas aparência.
Leia também sobre a importância do estado de MG em 2014.
Paul McCartney volta ao Brasil em maio e tocará no Engenhão
Para os inconformados que, como eu, perderam o show de Paul McCartney no ano passado no Morumbi, em São Paulo, a chance de se livrar da penitência e da culpa eterna está perto: o beatle fará dois shows no estádio do Engenhão, zona Norte do Rio de Janeiro*, no próximo mês de maio, dias 21 e 22 (sábado e domingo).
A Planmusic Entretenimento, produtora que trará a lenda ao país, deve divulgar os detalhes na manhã desta quinta-feira, provavelmente valor dos ingressos etc, assim como se o evento será mesmo realizado em duas datas.
Relembre pelo link abaixo alguns momentos marcantes do show do Morumbi, em novembro de 2010.
O show de Paul McCartney em São Paulo: post para um consolo impossível
PS: *Atualizado às 18:15
A Planmusic Entretenimento, produtora que trará a lenda ao país, deve divulgar os detalhes na manhã desta quinta-feira, provavelmente valor dos ingressos etc, assim como se o evento será mesmo realizado em duas datas.
Relembre pelo link abaixo alguns momentos marcantes do show do Morumbi, em novembro de 2010.
O show de Paul McCartney em São Paulo: post para um consolo impossível
PS: *Atualizado às 18:15
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Santos acerta contratação de Muricy Ramalho, diz colunista
Segundo o site do Estadão, o Santos fechou a contratação do técnico Muricy Ramalho. A informação, por estranho quer pareça, foi dada pela colunista Sonia Racy agora há pouco.
Eu não tenho muito o que comentar nesta nota, já que o que tinha a dizer está num post do dia 22 de março: "Hoje só Muricy pode dar um jeito no Santos". Continuo achando isso. Espero que a notícia se confirme.
Saudações santistas.
O aúdio com o furo de Sônia Racy está aqui.
(Atualizado às 16:09)
Furo confirmado (05/04/2011).
E o furo da colunista Sonia Racy de ontem se confirmou. O próprio Muricy afirmou que está tudo certo. Enfim, o que mais o Santos precisa, comando, ele terá. O treinador diz que vai ao estádio amanhã, embora não vá treinar a equipe ainda. "À noite [desta terça-feira] será feito o anúncio e amanhã vou à Vila Belmiro ver o jogo, ao vestiário dar abraço nos jogadores".
Ele estreia no fim de semana, contra o Americana, no interior, pelo Campeonato Paulista.
Eu não tenho muito o que comentar nesta nota, já que o que tinha a dizer está num post do dia 22 de março: "Hoje só Muricy pode dar um jeito no Santos". Continuo achando isso. Espero que a notícia se confirme.
Saudações santistas.
O aúdio com o furo de Sônia Racy está aqui.
(Atualizado às 16:09)
xxxxxxxxxxxx
Furo confirmado (05/04/2011).
E o furo da colunista Sonia Racy de ontem se confirmou. O próprio Muricy afirmou que está tudo certo. Enfim, o que mais o Santos precisa, comando, ele terá. O treinador diz que vai ao estádio amanhã, embora não vá treinar a equipe ainda. "À noite [desta terça-feira] será feito o anúncio e amanhã vou à Vila Belmiro ver o jogo, ao vestiário dar abraço nos jogadores".
Ele estreia no fim de semana, contra o Americana, no interior, pelo Campeonato Paulista.
domingo, 3 de abril de 2011
Palmeiras bate Santos na Vila à moda gaúcha
Com a vitória de 1 a 0 na Vila Belmiro neste domingo, o Palmeiras conseguiu completar seis jogos (dois anos em abril) sem perder do Santos. A vitória foi justa, mas com ressalvas.
A estratégia do Palmeiras foi começar o jogo intimidando na porrada, a conhecida estratégia gaúcha-Felipão de jogar futebol, com direito a três cotoveladas em Neymar em poucos minutos, uma das quais de Kleber; o zagueiro Danilo do Palmeiras defendeu com a mão, dentro da área, uma bola chutada pelo Danilo santista e o árbitro considerou normal. Para o juiz, não houve “intenção”, como diria Arnaldo César Coelho. É como eu sempre digo: não existe mais pênalti com a mão. Virou um festival de cortadas de vôlei dentro da área e nunca há “intenção”. Antigamente a gente dizia “bola na mão” ou “mão na bola”. Hoje se diz “intenção”, e nunca há intenção.
Mesmo com tudo isso, o Santos foi melhor no primeiro tempo e merecia ter ido ao intervalo com vantagem no marcador.
No segundo tempo, Paulo Henrique Ganso continuou não aparecendo no jogo (mal ouvi seu nome durante os 90 minutos). Ganso foi Zero. Neymar fez o que pôde. Mas não teve apoio do meio de campo, que não se apresentou. Sem Ganso, uma nulidade, e sem poder contar com Elano, muito bem bloqueado pelo meio campo verde, o Santos ainda teve outra nulidade no meio campo, o volante Adriano. Apesar de tudo, Neymar protagonizou os lances mais bonitos do jogo, chamando a zaga alviverde pra dançar quando pôde.
Mas o Palmeiras fez o jogo certo. Apostou no erro e venceu de goleada, 1 a 0, com méritos. O pessoal com quem eu vi o jogo ouviu quando eu disse, dois minutos antes do gol palmeirense, que “o Palmeiras está mais perto do gol que o Santos”. E o impressionante Gladiador, que apanhou como Neymar, empurrou pra dentro aos 34min do segundo tempo.
Vitória justa, mas demasiadamente gaúcha, do Palmeiras. O Santos agora tem três dias para se concentrar no Colo Colo, jogo que tem que vencer ou vencer pela Libertadores na quarta-feira.
Veja o gol de Santos 0 x 1 Palmeiras com a narração de Oscar Ulisses (Rádio Globo):
A estratégia do Palmeiras foi começar o jogo intimidando na porrada, a conhecida estratégia gaúcha-Felipão de jogar futebol, com direito a três cotoveladas em Neymar em poucos minutos, uma das quais de Kleber; o zagueiro Danilo do Palmeiras defendeu com a mão, dentro da área, uma bola chutada pelo Danilo santista e o árbitro considerou normal. Para o juiz, não houve “intenção”, como diria Arnaldo César Coelho. É como eu sempre digo: não existe mais pênalti com a mão. Virou um festival de cortadas de vôlei dentro da área e nunca há “intenção”. Antigamente a gente dizia “bola na mão” ou “mão na bola”. Hoje se diz “intenção”, e nunca há intenção.
Mesmo com tudo isso, o Santos foi melhor no primeiro tempo e merecia ter ido ao intervalo com vantagem no marcador.
No segundo tempo, Paulo Henrique Ganso continuou não aparecendo no jogo (mal ouvi seu nome durante os 90 minutos). Ganso foi Zero. Neymar fez o que pôde. Mas não teve apoio do meio de campo, que não se apresentou. Sem Ganso, uma nulidade, e sem poder contar com Elano, muito bem bloqueado pelo meio campo verde, o Santos ainda teve outra nulidade no meio campo, o volante Adriano. Apesar de tudo, Neymar protagonizou os lances mais bonitos do jogo, chamando a zaga alviverde pra dançar quando pôde.
Mas o Palmeiras fez o jogo certo. Apostou no erro e venceu de goleada, 1 a 0, com méritos. O pessoal com quem eu vi o jogo ouviu quando eu disse, dois minutos antes do gol palmeirense, que “o Palmeiras está mais perto do gol que o Santos”. E o impressionante Gladiador, que apanhou como Neymar, empurrou pra dentro aos 34min do segundo tempo.
Vitória justa, mas demasiadamente gaúcha, do Palmeiras. O Santos agora tem três dias para se concentrar no Colo Colo, jogo que tem que vencer ou vencer pela Libertadores na quarta-feira.
Veja o gol de Santos 0 x 1 Palmeiras com a narração de Oscar Ulisses (Rádio Globo):
sábado, 2 de abril de 2011
Santos x Palmeiras na Vila Belmiro. Como sempre, imprevisível
O Palmeiras é líder do Campeonato Paulista com uma defesa sólida: tomou seis gols no estadual, o que representa média impressionante de 0,37 gols sofridos em média, nas 16 partidas disputadas. Mas no domingo terá pela frente o Santos de Neymar na Vila Belmiro, time com o melhor ataque do Paulistão, com 37 gols (2,31 por jogo). Elano, com 10, é artilheiro da competição junto com Liedson, do Corinthians.
O Alviverde não ganhou nenhum dos dois clássicos disputados no estadual. Empatou com o São Paulo (1 a 1) e perdeu do Corinthians (1 a 0). O Alvinegro da Vila bateu o São Paulo por 2 a 0 e perdeu do Corinthians de 3 a 1.O Santos não vence o rival desde abril de 2009, quando o eliminou na semifinal do Paulistão com duas vitórias por 2 a 1, na Vila e no Palestra. Desde então, foram três triunfos palmeirenses e dois empates.
No ano passado, Palmeiras 4 a 3 em plena Vila Belmiro pelo Paulistão. No Brasileiro, o time do Parque Antarctica venceu no primeiro turno (2 x 1) e, na volta, foi 1 a 1 na baixada santista.
Para o Santos, uma vitória no clássico será muito importante para ter o astral alto na partida mais importante do time no ano, contra o chileno Colo Colo, quarta, dia 6, pela Libertadores, quando o Peixe, à espera de Muricy Ramalho, tem que vencer ou vencer, se quiser continuar na competição.
Há um ano
Em 14 de março de 2010 escrevi aqui um pequeno histórico antes do clássico que o Palmeiras viria a vencer por 4 a 3, apesar do favoritismo do Santos. Curioso que esse texto pode ser lido como se tivesse sido escrito hoje:
Santos x Palmeiras – Clássico de tradição e grandes jogos
Leia também sobre a vitória do Palmeiras por 4 a 3 no Paulistão de 2010
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| Ano passado, Neymar com a camisa 100 e 1 a 1 na Vila |
O Alviverde não ganhou nenhum dos dois clássicos disputados no estadual. Empatou com o São Paulo (1 a 1) e perdeu do Corinthians (1 a 0). O Alvinegro da Vila bateu o São Paulo por 2 a 0 e perdeu do Corinthians de 3 a 1.O Santos não vence o rival desde abril de 2009, quando o eliminou na semifinal do Paulistão com duas vitórias por 2 a 1, na Vila e no Palestra. Desde então, foram três triunfos palmeirenses e dois empates.
No ano passado, Palmeiras 4 a 3 em plena Vila Belmiro pelo Paulistão. No Brasileiro, o time do Parque Antarctica venceu no primeiro turno (2 x 1) e, na volta, foi 1 a 1 na baixada santista.
Para o Santos, uma vitória no clássico será muito importante para ter o astral alto na partida mais importante do time no ano, contra o chileno Colo Colo, quarta, dia 6, pela Libertadores, quando o Peixe, à espera de Muricy Ramalho, tem que vencer ou vencer, se quiser continuar na competição.
Há um ano
Em 14 de março de 2010 escrevi aqui um pequeno histórico antes do clássico que o Palmeiras viria a vencer por 4 a 3, apesar do favoritismo do Santos. Curioso que esse texto pode ser lido como se tivesse sido escrito hoje:
Santos x Palmeiras – Clássico de tradição e grandes jogos
Leia também sobre a vitória do Palmeiras por 4 a 3 no Paulistão de 2010
sexta-feira, 1 de abril de 2011
A simbologia, o fato e a foto
Este post entra na série "Pensamento para sexta-feira"
Acho essa foto de José Cruz (Agência Brasil) impressionante.
Mas não é só o símbolo ou o fato político. É a foto em si. O enquadramento, as personagens flagradas cada uma em sua grandeza particular. O olhar de Dilma Rousseff (o centro da foto, o centro da história) fixo em algo que parece estar na mão do corpo do morto; a composição das três mulheres no quadro, fechando um primeiro plano em que formam um triângulo; a perplexidade diante da morte, congelada nos gestos de todas as personagens; o tempo histórico, que a fotografia incorpora como se fosse um filme.
Faz lembrar A Imortalidade, de Milan Kundera.
Observação: a imagem postada aqui é em baixa resolução e graficamente pequena. Mas ela pode ser melhor entendida se vista em alta resolução aqui, neste link.
Se agências nacionais e internacionais têm flagrantes muito parecidos com esse, não interessa. O fato é que essa, das que vi, é a foto.
Acho essa foto de José Cruz (Agência Brasil) impressionante.
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| José Cruz/ ABr |
Mas não é só o símbolo ou o fato político. É a foto em si. O enquadramento, as personagens flagradas cada uma em sua grandeza particular. O olhar de Dilma Rousseff (o centro da foto, o centro da história) fixo em algo que parece estar na mão do corpo do morto; a composição das três mulheres no quadro, fechando um primeiro plano em que formam um triângulo; a perplexidade diante da morte, congelada nos gestos de todas as personagens; o tempo histórico, que a fotografia incorpora como se fosse um filme.
Faz lembrar A Imortalidade, de Milan Kundera.
Observação: a imagem postada aqui é em baixa resolução e graficamente pequena. Mas ela pode ser melhor entendida se vista em alta resolução aqui, neste link.
Se agências nacionais e internacionais têm flagrantes muito parecidos com esse, não interessa. O fato é que essa, das que vi, é a foto.
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