Francamente, acho que Josias de Souza, jornalista do Grupo
Folha, manifesta tanto ódio em suas análises (às vezes elucubrações) políticas,
que sua credibilidade profissional fica comprometida.
Digo isso a propósito de um texto assinado por ele em seu
blog no Uol, hoje (24/01/2014), cujo título é: “Davos: Dilma estreia como
mágica às avessas”. Democraticamente, disponibilizo o link do texto dele aqui.
Escreve Josias de Souza:
“Depois de ignorar por três anos o palco de Davos, na Suíça,
Dilma finalmente exibiu-se no Fórum Econômico Mundial. Escolheu para a estreia
o papel de mágica às avessas. Vendeu o mercado interno brasileiro com a volúpia
de uma caixeira-viajante. Referiu-se ao Brasil como uma oportunidade a ser
aproveitada por produtores de automóveis, computadores, celulares,
refrigeradores, freezers, máquinas de lavar, tevês planas, fármacos,
cosméticos…”
Este é um texto semanticamente chulo, e politicamente
lacerdista. Releiam, e prestem atenção no que ele diz nas entrelinhas.
Será que, mesmo sendo oposição, não dá para ter um pouco
mais de elegância com a presidente da República eleita pelo povo brasileiro, que
está na Suíça negociando pontos de uma agenda internacional que interessa
a todos os brasileiros, de oposição ou situação?
Uma coisa é a crítica, outra bem diferente é a bílis (o
ódio de classe) se sobrepor à razão.
Brizola teria feito 92 anos no último dia 22 de janeiro. Às vezes me lembro de Leonel Brizola. Amanhã (hoje) é 25 de janeiro, aniversário de São Paulo.