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domingo, 2 de fevereiro de 2014

Clima semiapocalíptico em São Paulo vai continuar




Pôr do sol ontem, 1º de fevereiro

A alta temperatura em São Paulo e a falta de chuva estão deixando os paulistanos catatônicos. Estamos vivendo, pelo menos até aqui, o horrível janeiro mais quente da história da cidade, ou pelo menos desde que existem medições, em 1943. Parece uma doença da natureza.

Quem não é de São Paulo não imagina o que é a sensação dessa canícula misturada ao ar seco, que reverbera no concreto e se mistura à poluição. Um cenário apocalíptico.

Exageros (exageros?) à parte, o pior de tudo é que as notícias, segundo o Climatempo, não são nada boas. “A próxima quinzena ainda será de pouca chuva” e, “segundo dados da Sabesp, o sistema Cantareira, que abastece parte da Grande São Paulo, estava com 21,7% da capacidade neste domingo (02)”. “As frentes frias vão continuar bloqueadas por um forte massa de ar seco (sistema de alta pressão atmosférica chamado Alta Subtropical do Atlântico Sul)” nas próximas duas semanas, diz o Climatempo.

“A umidade relativa do ar está em 20%, valor que já entra na faixa considerada estado de alerta pelos critérios da Organização Mundial de Saúde.” É difícil manter o bom humor nessa situação.


À noite, nada de vento: ar parado

Li que, em Porto Alegre, o mês foi o mais quente em quase 100 anos.

Enquanto isso, os Estados Unidos vivem uma onda de frio também anormal, com nevascas incomuns. Milhares de estudantes ficaram presos nas escolas na terça-feira (28) no sudeste do país.

Fico pensando em como nós, seres humanos, somos frágeis. Se pensarmos que na situação atual a temperatura média em São Paulo no mês de janeiro (31,9ºC) bate o recorde de 1956 (30,9 ºC), é fácil concluir que um desequilíbrio de magnitude mais ou menos intensa que elevasse tais distorções a situações, na média, três a quatro graus centígrados para cima (onde faz calor) e para baixo (onde faz frio), começaria a tornar a vida em algumas grandes metrópoles impossível.

A previsão do clima para a cidade de São Paulo está aqui, segundo o Climatempo.