Reprodução
![]() |
| Imagem de 2001 - uma Odisséia no espaço, de Stanley Kubrick |
Estava lendo um artigo interessante sobre o cientista Robert Lanza. Ele tem uma teoria, obviamente ainda não demonstrada, segundo a qual a vida não termina com a morte do corpo. O cientista trabalha com conceitos de física, mecânica quântica e astrofísica. Norte-americano de Boston (Massachusetts), ele fez parte da equipe que clonou os primeiros embriões humanos em estágio precoce, com o objetivo de gerar células-tronco embrionárias, e seus estudos chegaram à Harvard Medical School.
Longe de mim querer entrar em discussões tão complexas,
minha ignorância me impede.
Mas, segundo o cientista tenta demonstrar, a consciência
precede a matéria. Nós carregaríamos o espaço/tempo em torno de nós, como (numa
analogia possível e simples) a tartaruga carrega seu casco.
(Particularmente, penso numa metáfora mais impressionante, que é a da borboleta. A lagarta virar borboleta é uma metáfora muito significativa para simbolizar a transformação, as dimensões da vida e o que a anima, o que é conhecido como alma, anima em latim. Edgar Allan Poe tinha certas teorias a respeito de a borboleta significar o espírito em relação à matéria – a lagarta.)
(Particularmente, penso numa metáfora mais impressionante, que é a da borboleta. A lagarta virar borboleta é uma metáfora muito significativa para simbolizar a transformação, as dimensões da vida e o que a anima, o que é conhecido como alma, anima em latim. Edgar Allan Poe tinha certas teorias a respeito de a borboleta significar o espírito em relação à matéria – a lagarta.)
Bem, mas divagações à parte, a teoria de Robert Lanza, de
que a morte da consciência não existe, já que ela precede o corpo, remete claramente
à teoria das ideias, de Platão. Com instrumentos científicos do século XXI que
Platão não teve à sua disposição (pelo menos não conscientemente), Lanza
postula, segundo o artigo que li, que a consciência existe fora das restrições
de tempo e espaço e pode estar em qualquer lugar: no corpo humano e no exterior
do corpo. “Em outras palavras, a consciência é ou está num não-lugar, no mesmo sentido que os
objetos quânticos são ou estão num não-lugar.”
A teoria de Lanza, científica e filosoficamente, se opõe (ou
vai além) da concepção mais ortodoxa que é expressa pelo cientista brasileiro
Marcelo Gleiser, por exemplo, mais fiel aos cânones das teorias e princípios
comprovados, uma ciência que, até prova em contrário, rejeita a tese de que há
vida fora da Terra.
Seja como for, para os curiosos e perseverantes, deixo abaixo
dois links, caso queiram ler um pouco mais.
O primeiro é o artigo que li sobre a teoria de Robert Lanza (em inglês):
Cientistas afirmam que a teoria quântica prova que a consciência se movimenta para outro universo na morte
O segundo, uma humilde resenha deste blogueiro sobre o livro Criação Imperfeita, de Marcelo Gleiser:
Nota sobre Criação Imperfeita, de Marcelo Gleiser ("Só sei que nada sei")
Cientistas afirmam que a teoria quântica prova que a consciência se movimenta para outro universo na morte
O segundo, uma humilde resenha deste blogueiro sobre o livro Criação Imperfeita, de Marcelo Gleiser:
Nota sobre Criação Imperfeita, de Marcelo Gleiser ("Só sei que nada sei")
