É impressionante a quantidade de análises afoitas (para não dizer tolas) que a
gente lê quando acontece uma tragédia da dimensão da que o mundo testemunhou
nesta sexta-feira 13, em Paris.
Do lado de lá, dos "analistas" conservadores ou
reacionários, o debate é resumido por questão colocada por um
"âncora" da Globo News: "como fica o combate ao terrorismo?"
Do lado de cá, "analistas" da esquerda sugerem que
os ataques a Paris teriam sido uma reação "imediata" do grupo
islâmico ISIS a derrotas por ele sofridas recentemente, como a propalada eliminação
do chamado “Jihadi John”, o degolador. Esta análise é muito superficial, já que
ignora ser impossível que um ataque coordenado nessas proporções, como o de
Paris, fosse planejado, organizado e executado em tão pouco tempo.
O que é certo é que o mundo não vai ser mais o mesmo depois
deste 13 de novembro de 2015.
Muitas publicações deram capas e manchetes sensacionalistas sobre os atentados
de Paris (o termo mais utilizado foi "massacre"), mas a imagem que ilustra este post, do jornal esportivo L'Equipe, me parece a mais sintética.
Seja como for, é muito triste.
